Mostrar mensagens com a etiqueta Alentejo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Alentejo. Mostrar todas as mensagens

sábado, 20 de julho de 2019

Descubra algumas das melhores praias da Costa Alentejana


Nos quilómetros de costa que ligam Melides à Zambujeira do Mar, vai encontrar praias para todos os gostos: dos areais desertos, secretos e amigos dos praticantes de naturismo, às praias vigiadas, com bandeira azul, restaurante e perfeitas para levar a família toda a reboque.

Deixamos algumas sugestões.....



 Praia da Galé 

 

 
Apesar de ser vigiada e ter um acesso fácil – e longo – a Praia da Galé não é assim tão conhecida quanto isso. Os frequentadores habituais agradecem e são os mesmos que nunca se cansam de fazer sessões fotográficas com a falésia em tons laranja. A melhor vista é a da escadaria de acesso, que a Condé Nast Traveler americana recentemente imortalizou num bonito postal.

COMO CHEGAR: Na A2 sair para Grândola, apanhar o IP8, seguir as indicações para Melides e apanhar o IC33. Na N261 virar no primeiro cruzamento para Sobreiras Altas/Fontainhas, seguir até ao Parque de Campismo e descer a escadaria.




Praia da Aberta Nova





Para grande infelicidade de quem descobriu Melides há mais de uma década, a Aberta Nova deixou de ser, nos meses de Verão, aquele paraíso vazio e tranquilo. Ainda assim, continua a anos luz de uma Praia da Rocha em época alta. E há que ver o copo meio cheio: tem toldos, zona de chapéus de sol, banheiro, bar de praia e gelados – quem não gosta de um gelado de fim de dia?

COMO CHEGAR: Tudo igual à Galé, mas na N261, vire à direita assim que chegar ao cruzamento com o restaurante Tia Rosa (excelente pato no forno). Depois à esquerda, na seta para a praia.
 
 
 

Praia da Vigia 

 

É de facto uma das últimas praias selvagens da costa alentejana, com um mar transparente e areal a perder de vista.


COMO CHEGAR: Na EN261 (não precisamos de repetir o caminho de Lisboa, pois não?), na direcção sul, de quem vem da Comporta, apanhar a estrada que indica o cemitério e seguir sempre em frente até a duna aparecer à frente. Atravessá-la e desfrutar da descoberta.

JÁ QUE AQUI ESTÁ: O número de carrinhas de caixa aberta à porta de um restaurante, nesta zona do Alentejo, é um bom indicativo para entrar. Pois entre na Quinta do Lourenço e escolha entre a carne especial à moda da casa (com amêijoas e camarão) e as cataplanas de peixe ou de marisco.
 
 

Praia de Melides 

 

 
A oficial, aquela onde tanto se pode banhar em água doce como em salgada, e dotada de um complexo de edifícios que ninguém sabe exactamente para que servem. Fora isso, é uma excelente praia, com vários lugares de estacionamento à porta e um restaurante simpático para petiscar uma cozinha portuguesa mais elaborada, o Flor de Sal by Melides.

COMO CHEGAR: Na EN261, direcção sul, apanhar a estrada de alcatrão que indica Praia de Melides. Aqui não há aventuras, nem margem para enganos.

 

 

Praia da Samouqueira 

 

 
Quem defende que o mais parecido que temos com as cores de um mar dos trópicos em Portugal são as praias da Arrábida é porque nunca espreitou, mesmo do alto da falésia, para a Praia da Samoqueira. A água tem um tom esverdeado, há várias enseadas divididas por formações rochosas e a praia, quando se vai andando para sul, parece não ter fim. Só falta a temperatura dos trópicos na água, mas esta ao menos refresca.

COMO CHEGAR: Fica na M1109, a estrada da costa entre Sines e Porto Covo, e tem um grande parque de estacionamento.

 

 Texto adaptado: daqui

sábado, 29 de junho de 2019

Cabeço de Vide e as sua águas terapêuticas despertam a atenção da NASA


Em Cabeço de Vide nasce uma água diferente, única em Portugal e rara no mundo. As características ímpares da água despertaram a curiosidade da NASA. Uma equipa da agência espacial americana deslocou-se ao Alto Alentejo. Os cientistas acreditam que as rochas encontradas são semelhantes às de Marte e às de duas luas do sistema solar.


Cabeço de Vide é considerado “um laboratório natural porque tem um ambiente hidrogeológico e uma interação água-rocha que poderá ser em tudo semelhante à que ocorreu ou que decorre atualmente no planeta Marte” (Carla Rocha, investigadora)

As respostas para as grandes perguntas da Humanidade podem estar escondidas em todo o lado. Até (ou sobretudo) em Cabeço de Vide.

Uma água que faz bem à saúde
A água de Cabeço de Vide não está indicada para beber, salvo em pequenas quantidades e apenas por indicação médica, já que tem um pH de 11,5 e o limite para consumo humano situa-se nos 9,5. Tem, no entanto, propriedades terapêuticas – sobretudo associadas aos elevados níveis de enxofre – que resultam da sua interação com a pele e o sistema respiratório, e das quais é possível usufruir nas Termas da Sulfúrea, em Cabeço de Vide.





A água de Cabeço de Vide não está indicada para beber.

As suas indicações terapêuticas são, de acordo com os médicos hidrologistas e o site das Termas de Portugal, três: doenças crónicas e alérgicas das vias respiratórias superiores e inferiores, como a asma, sobretudo em crianças; patologias osteoarticulares e reumatismais crónicas, como as osteoartroses; e em doenças crónicas ou alérgicas de pele, como a psoríase ou o eczema.





As propriedades curativas da água sulfurosa e alcalina são conhecidas desde os romanos. Dois mil anos depois, as Termas da Sulfúrea tratam dezenas de doenças de pele, do aparelho respiratório e osteoarticular. O volumoso edifício no meio do campo é como um hospital sem químicos e com um único medicamento, a água. 


Cientistas da NASA no Alto Alentejo 


As rochas determinam o pH da água captada em profundidade. A química dos minerais em Cabeço de Vide é idêntica à encontrada no planeta Marte. A semelhança é tanta que despertou a curiosidade da NASA.


“As águas em Cabeço de Vide resultam da serpentinização. As rochas são desidratadas, são olivinas sem água. Estes são materiais que a NASA acredita existirem também noutros planetas”, diz o astrobiólogo da NASA, Steve Vance.



A serpentinização é um fenómeno químico que acontece quando uma rocha rica em magnésio e ferro é convertida em minerais de argila do grupo das serpentinas.
Os investigadores da agência espacial americana deslocaram-se três vezes a Portugal e acreditam poder ainda encontrar rochas semelhantes nas luas de Saturno e Júpiter.

As rochas são a chave para compreender a água e chegar mais longe. “Se tivermos água no estado líquido em Marte podemos ter água muito semelhante à que temos em Cabeço de Vide”.

sexta-feira, 31 de maio de 2019

Uma das melhores piscinas do país tem preços reduzidos e conta com oito pistas, zona de saltos, ondas, escorregas e zona para crianças!



Quer seja para fugir à confusão da praia, ou para passar um dia diferente com os miúdos, as Piscinas de Montemor-o-Novo conseguem reunir condições de excelência a preços reduzidos.

Em Montemor-o-Novo vai encontrar uma piscina gigante que se divide em várias secções: uma olímpica com oito pistas, uma zona de saltos, uma área com ondas e outra para o escorrega. À parte está uma pequena piscina para miúdos, com diversões pelo meio.

O espaço em volta convida-o a fazer um piquenique com a família. Mas enquanto não se faz horas de comer dê umas voltinhas no escorrega em espiral que, por ser fechado, lhe garante ainda uma maior velocidade.

sábado, 30 de março de 2019

Azenhas da Seda - Acampar com glamour é uma experiência única, mais ainda quando é feito num espaço considerado por muitos um verdadeiro oásis no coração do Alentejo.




As Azenhas da Seda especializaram-se no desenvolvimento de actividades aquáticas e ribeirinhas, criando o conceito de Aquaturismo, mas são hoje em dia muito mais do que isso: o “Alentejo em Estado Líquido” mais não é do que a criação de opções de alojamento para quem está interessado em divertir-se e aliar o glamour ao camping e o relax às actividades.

  


Glamping - acampar com glamour - é uma experiência única, mais ainda quando é feito num espaço considerado por muitos um verdadeiro oásis no coração do Alentejo.
Antigas azenhas, rápidos e cascatas fazem das Azenhas da Seda um local mágico que surpreende todos os que o visitam.


Em tendas espaçosas posicionadas nos mais belos recantos da ribeira da Seda, pode dormir sob as estrelas em plena natureza ao som de cascatas, mas sem descurar o conforto de uma aconchegante cama de casal, é decerto uma experíência única mesmo para os “campistas” mais cépticos.

Direccionado para casais ou famílias ou pequenos grupos, este interessante casamento entre o contacto confortável com a natureza e as actividades nas Azenhas da Seda, fazem do Active Glamping uma experiência a não perder.






E porque estamos num aqua turismo, há muitas experiências aquáticas e ribeirinhas ao dispor dos hóspedes, entre elas:



Canoagem Down River
 

Sempre com alguma corrente, a Canoagem Down River alterna troços abertos com zonas mais estreitas e de vegetação luxuriante.

Acessível a todos, o percurso final faz-se por entre antigas azenhas onde a ribeira acelera em pequenos rápidos com algumas passagens de açudes.





Canoa Raft

Actividade de águas-bravas pura realizada em pequenos rafts de duas pessoas, que leva os participantes à descoberta das zonas mais selvagens da Ribeira da Seda. Aquapedestre




Actividade de soft-canyoning que nos leva à descoberta de ribeiras rochosas com rápidos e pequenas cascatas.

​Recheado de surpresas e desafios, inclui a passagem de obstáculos naturais com a ajuda de cordas fixas (corrimões), descida de rápidos a nado e saltos para a água.







 Canoagem Lua Cheia


Realizado apenas em noites de lua cheia, este percurso sensorial permite-nos sentir a ribeira de uma forma completamente nova e entrar num mundo onde os sons da natureza falam mais alto.



Moinhos da Seda Tour


Percurso pedestre ao longo da Ribeira da Seda que nos leva à descoberta dos moinhos de rodízio que moíam cereais nesta região do Alentejo.

Enquadramento do grupo por guia especializado em património.









 
Hike & Eco-Boat Trip

Esta actividade inicia-se com um percurso pedestre ao longo das levadas do Maranhão e culmina com uma tranquilo passeio num barco-solar pelo espelho de água da barragem


Canoa Safari

Actividade de observação da natureza que nos leva a conhecer a vida selvagem no interior da ribeira, utilizando canoas para aceder a zonas mais recônditas e selvagens.

Enquadramento do grupo por guia especializado em vida selvagem.


Canyon Hiking


Actividade pedestre de grande beleza natural que nos leva a conhecer o interior de canyons semi-secos.



Falésias escarpadas, “marmitas de gigante” e piscinas naturais são uma presença constante ao longo destes percursos espectaculares.


Canoagem Lua Cheia


Realizado apenas em noites de lua cheia, este percurso sensorial permite-nos sentir a ribeira de uma forma completamente nova e entrar num mundo onde os sons da natureza falam mais alto.



Moinhos da Seda Tour


Percurso pedestre ao longo da Ribeira da Seda que nos leva à descoberta dos moinhos de rodízio que moíam cereais nesta região do Alentejo.

Enquadramento do grupo por guia especializado em património.


Hike & Canoe


Programa “multiactive" que combina os percursos pedestres ao longo das margens com os passeios de canoa pelo interior de ribeiras.


Levadas de água, pequenas cascatas e antigas azenhas são os nossos companheiros de viagem.



Hidrospeed


O Hidrospeed é uma emocionante actividade de águas-bravas que utiliza uma prancha especial como meio de flutuação e barbatanas para a manobrar.


Serpenteando rio abaixo, o percurso faz-se numa sucessão de rápidos e pequenas quedas de água que tornam esta actividade numa experiência inesquecível.


Canoagem Up River


Actividade de canoagem-aventura recheada de desafios: travessia em slalom de zonas rochosas, passagem de cascatas e subida de pequenos rápidos.


Hike & Swim



Hike & Swim alterna percursos pedestres ribeirinhos com natação outdoor em águas calmas, na progressão ao longo de ribeiras ou barragens.







Morada
Moinho do Arieira, AP 34
Caminho da Gonçala
7490-405 Pavia


Contactos
Telefone:266 448036
Telemóvel: 93 361 31 72
E-mail: info@azenhasdaseda.com
Site: www.azenhasdaseda.com
Facebook: www.facebook.com/azenhasdaseda.aquaturismo

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Um dos sítios mais curiosos do Alentejo fica em Pavia





Anta - Capela de São Dinis


A Anta de Pavia, transformada em Capela de São Dinis, é um monumento localizado em Pavia. É uma das antas mais importantes e mais completas de Portugal. 


O seu recinto e câmara apresentam 4,30 metros de diâmetro, 3,30 metros de altura e um capelo com o volume de 3 vezes 2,60 metros.
Foi erguida entre o IV e o III milénio a.C., tendo sido transformada numa capela dedicada a São Dinis ou São Dionísio no século XVII. A transformação do local em monumento cristão terá recebido influências da Anta-Capela de São Brissos no concelho de Montemor-o-Novo. Entre 1914-1915 a Anta-Capela foi explorada por uma equipa de arqueólogos que acabaram por levar algumas peças, que estão atualmente depositadas no Museu Dr. Leite de Vasconcelos, em Lisboa (Museu de Arqueologia).


Encontra-se classificada como monumento nacional pelo Instituto Português do Património Arquitetónico desde 1910 e no seu interior destaca-se a existência de um painel em azulejo do século XVII.










Fotos: https://omelhoralentejodomundo.blogspot.com

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Arraiolos – visitar a vila dos tapetes e do castelo circular




Arraiolos, uma vila alentejana que dispensa apresentações, está situada no coração do Alentejo Central. Estendendo o seu casario pela encosta de um monte que avista um encantador concelho rural, tem como cartões de visita a qualidade dos motivos e ponto único dos tapetes de Arraiolos, assim como o seu peculiar castelo circular.de grande qualidade.




 

 A História 

 
A história de Arraiolos é longa e rica, já que vários foram os povos que por cá passaram e deixaram as suas marcas. A região apresenta vestígios da presença humana desde tempos remotos, presumivelmente desde o Neolítico, ou até mesmo do Calcolítico. Crê-se que a região do concelho de Arraiolos já teria uma significativa ocupação humana desde o IV Milénio a.C.


 O que visitar



Como qualquer outra vila portuguesa, Arraiolos tem muitos e variados locais de interesse turístico e de renome. Todos estes locais e monumentos da povoação e do concelho fazem parte de um requintado roteiro por terras alentejanas, todos eles constituem importantes legados patrimoniais.


Castelo de Arraiolos
Pousada de Nossa Senhora da Assunção
Igreja Matriz de Arraiolos
Igreja da Misericórdia
Fonte rural Chafariz dos Almocreves
Pelourinho
Todo o centro histórico de Arraiolos
Igreja Matriz do Vimeiro
Ermida de São João do Campo
Palácio da Sempre Noiva





Castelo de Arraiolos

Falemos do Castelo de Arraiolos, também conhecido como Paço dos Alcaides. Castelo românico-gótico construído no início do século XIV no alto de um monte, de seu nome Monte de S. Pedro. Tem uma posição privilegiada sobre tudo em seu redor, destacando-se claramente na paisagem alentejana. No seu interior, envolvida pelas suas muralhas, encontra-se a antiquíssima Igreja do Salvador (século XVI).

O cenário é extraordinário desde o topo do monte onde encontramos o Castelo de Arraiolos, desde o casario branco à natureza que envolve a vila. Não é sem surpresas este castelo. Não se destaca apenas pela sua posição altiva, destaca-se também pelo mundo fora. É verdade. Este é um dos poucos castelos de arquitetura circular do Mundo.

Dentro do Castelo de Arraiolos, a construção encontra-se degradada devido ao passar dos tempos, mas as muralhas e o seu extenso relvado encontram-se bem conservados. Depois destes factos, que razão terá para não visitar tão distinto e ímpar monumento?




Foto:https://joedanielprice.smugmug.com

Monsaraz...com vista para o maior lago artificial da Europa



A airosa vila medieval de Monsaraz, mantêm a sua magia de outrora como poucos lugares no mundo. Feita de cal e xisto, este lugar sussurra-nos, por entre o eco dos nossos passos nas suas ruas, magníficas histórias de reis audazes, cavaleiros templários, gentes bravas e damas de beleza singela.

Suspensa no tempo, a histórica povoação alentejana, uma das mais antigas de Portugal, é um destino obrigatório na sua lista de lugares a visitar no Alentejo. Especialmente depois de, em 2017, ter vencido na categoria “Aldeias Monumento” do concurso 7 Maravilhas de Portugal – Aldeias.



O que visitar em Monsaraz

As muralhas que circundam a vila guardam uma povoação acolhedora, onde a luz acaricia os pitorescos e tradicionais lares das hospitaleiras gentes desta terra. Descobrir Monsaraz é viajar no tempo e desfrutar da História no presente. E há tanto para ver e sentir nesta encantadora máquina do tempo, bem no coração do Alentejo!

Como as suas ruas são ancestrais, Monsaraz oferece um espaçoso parque de estacionamento perto das muralhas, para que os seus visitantes possam visitá-la como deve ser: a pé e despreocupadamente.

Aprecie o imponente e peculiar cerco muralhado que abraça esta vila-museu do Alentejo, erguido durante as Guerras de Restauração. Esta muralha previa, no seu plano, a construção do Forte de São Bento, originalmente em forma estrelada, os Baluartes de São João e do Castelo e a Ermida de São Bento. Estava igualmente planeada a construção de três torres em Monsaraz: a primeira, no marmelão de São Gens; a segunda, na herdade das Pipas; a última, na herdade de Ceuta.


A cerca muralhada de Monsaraz tem quatro grandes portas por onde pode entrar na vila. A principal, a Porta da Vila, está protegida por dois torreões semicilíndricos e tem, a encimar o seu arco gótico, uma lápide consagrada à Imaculada Conceição, em 1646, por El-Rei D. João IV. A Porta d’Évora, no lado norte da muralha e também de arco gótico, protege-se por um cubelo. As restantes, d’Alcoba e do Buraco, são portas de arco pleno. Virando costas às entradas, a vista sobre os campos do Alentejo é… soberba.

Percorra a muralha até ao castelo de Monsaraz. Construído por D. Dinis, no século XIV, está classificado como Monumento Nacional. Por volta de 1830 e após desativação de funções militares, a antiga praça de armas do castelo passou a servir como uma espécie de praça de touros. Aqui e durante as festas em honra de Nosso Senhor Jesus dos Passos, decorre uma tourada tradicional anualmente, uma tradição secular indispensável para as gentes de Monsaraz.

O castelo de Monsaraz é um ponto turístico único e excepcional em Portugal, pois é um dos mais esplêndidos mirantes sobre o maravilhoso espelho-de-água da Barragem de Alqueva, o maior lago artificial da Europa e uma das maiores obras portuguesas do nosso século.





Caminhe devagar até ao Largo D. Nuno Álvares Pereira e entre na deslumbrante Igreja Matriz de Nossa Senhora da Lagoa. Erguida sobre as ruínas de uma igreja gótica, destruída devido à peste negra que assolou a região, este monumento religioso, do século XVI e em xisto regional, é de autoria de Pêro Gomes.

A matriz de estilo renascentista apresenta um belíssimo frontão, decorado por um painel de azulejos e uma Cruz da Ordem de Cristo, em honra de Nossa Senhora da Conceição. No seu interior, estude com atenção e deixe-se encantar pelo túmulo de Gomes Martins Silvestre, cavaleiro templário, primeiro alcaide e povoador de Monsaraz. Construído em mármore de Estremoz, tem esculpido, na sua face frontal, um cortejo fúnebre onde desfilam dezassete figuras.

Também sobre as ruínas do seu antecessor desfeito no terramoto de 1755, está o Pelourinho oitocentista. Em mármore branco de Estremoz, este símbolo da jurisdição e autonomia de Monsaraz está situado mesmo em frente à Igreja Matriz.

Já que está no Largo D. Nuno Álvares, aproveite e desfrute da riqueza arquitetónica e histórica dos edifícios aí localizados. A Casa Monsaraz, também conhecida como Novos Paços da Audiência, de finais do século XVII, ostenta o brasão de armas da vila; o Hospital do Espírito Santo e Casa da Misericórdia, que englobam a Igreja da Misericórdia. Esta última construção religiosa do século XVI, de arquitetura sóbria e simples, alberga uma imagem do Senhor Jesus dos Passos, padroeiro da vila.

Na Travessa da Cadeia encontra os Antigos Paços da Audiência. Estes funcionaram, durante séculos, como sede administrativa e tribunal de Monsaraz. Quando a gestão do concelho passou para Reguengos, este edifício tornou-se na escola primária e, mais tarde, no posto de turismo. Entre e veja o fresco medieval O Bom e o Mau Juiz. Nele, estão representados o Juiz da Terra (o Bom Juiz), que segura uma vara vermelha, e o Juiz de Fora (o Mau Juiz), que segura uma branca.

Enquanto o Mau Juiz recebe pagamentos tanto de ricos como de pobres (dinheiro e perdizes, respetivamente), o Bom Juiz apenas recebe a bênção dos anjos que o guardam. A sátira à corrupção da justiça da época é a interpretação mais habitual para este fresco. Contudo, poderá apenas ser um documento ilustrativo da luta dos concelhos para terem os seus próprios juízes, eleito de entre os seus, em vez de juízes de fora, nomeados pela Coroa.

Sinta o sol pôr-se e sob a sua luz rosada, refletida nas fachadas brancas das casas de Monsaraz, passeie à toa pelas ruas e travessas da vila e contemple a Capela de São José, onde os presos recebiam os ofícios divinos; a Casa da Inquisição, cuja designação não deixa dúvidas; a Casa do Juiz de Fora, doada à Universidade de Évora; a recentemente restaurada Igreja de Santiago.

Vá até à antiga Cisterna, que dizem ter sido uma mesquita originalmente. E não perca a oportunidade de conhecer a Capela de São João Batista, também conhecida por Cuba, devido à sua curiosa forma cúbica de influência mourisca. Descubra as Ermidas de São Bento, São Lázaro, Santa Catarina e São Sebastião, todas tão diferentes, todas tão especiais e únicas.



 

Agora que a noite o envolve no seu acolhedor manto de estrelas, sente-se à mesa num dos restaurantes de Monsaraz. Saboreie os melhores pratos tradicionais alentejanos, como as migas ou o borrego. Quanto a vinho alentejano, aprecie um bom Reserva Monsaraz com a sua fabulosa refeição, enquanto a vista sobre o Lago do Alqueva completa o seu nirvana sensorial. E não acabe a noite sem admirar o espetáculo de constelações e planetas, que brilham mais intensamente no firmamento de Monsaraz.








Fotos:
Vila Planície






sábado, 5 de janeiro de 2019

Rota Vicentina é eleita um dos melhores trilhos da Europa



Um dos trilhas mais famosas do mundo, é o da Rota Vicentina que foi reconhecido por certificação da Leading Quality Trails – Best of Europe, atribuída pela ERA (European Ramblers Association), entidade que organiza o sector dos percursos pedestres. Grande parte da extensão da rota está localizada na deslumbrante região do Alentejo, em Portugal.

Com este reconhecimento, a Associação Rota Vicentina espera ganhar projeção internacional entre os viajantes, fazendo com que a Costa Alentejana e Vicentina se transforme em destino preferencial para caminhadas e turismo de natureza.

Inspirado no certificação alemã Wanderbares Deutchland Qualitaetsweg, o exigente selo afirma e reconhece diversos factores, incluindo a qualidade e natureza do solo, beleza da paisagem, segurança, acesso às ofertas turísticas, informações prestadas aos usuários, qualidade da marcação do percurso, entre outros aspectos.

A Leading Quality Trails já certificou outras 12 rotas de países como Dinamarca, Alemanha, Áustria, Luxemburgo e Grécia. Esta é a estreia da Europa ocidental, o que se revela uma enorme vantagem competitiva.

A Rota Vicentina é uma rede de percursos pedestres ao longo da costa sudoeste de Portugal que soma hoje cerca de 400 quilômetros sinalizados para caminhar entre Santiago do Cacém e o Cabo de S. Vicente. Inaugurada em 2012, esta grande rota foi desenvolvida em parceria entre entidades públicas e empresários locais que defendem o Turismo de Natureza como via de desenvolvimento para a região.

Formada pelo Caminho Histórico, pelo Trilho dos Pescadores e pelos novos Percursos Circulares, lançados em 2015, a Rota Vicentina propõe uma vivência única destes dois mundos: entre a cultura rural autêntica do interior e a costa selvagem do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.


Foto:Fotografias promocionais Rota Vicentina
© João Mariano – 1000olhos.pt



terça-feira, 3 de abril de 2018

Sobreiro assobiador português eleito árvore europeia do ano




Um sobreiro assobiador português plantado há 234 anos em Águas de Moura, no Alentejo, foi eleito a árvore europeia do ano
numa iniciativa da Environmental Partnership Association (EPA).


Este sobreiro está classificado como "Árvore de Interesse Público" desde 1988 e e inscrito no Livro de Recordes do Guinness como "o maior sobreiro do mundo".

foi o vencedor, nesta que foi a primeira participação de Portugal nesta competição. O sobreiro português venceu com 26 606 votos.


O sobreiro tem 16,2 metros de altura, um perímetro de base de 5,24 metros e uma copa frondosa, com 29,4 metros de diâmetro, que ao fim da tarde se enche de pássaros, que ali procuram refúgio para passar a noite. Por isso lhe chamam assim: assobiador.



















Fonte da foto: treeoftheyear.org
Texto adaptado daqui

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Aldeia Alentejana ganhou um novo visual! O resultado é tão bonito que vale a pena olhar....olhar...olhar...


Esta aldeia alentejana ganhou um colorido diferente, foram pintadas nas paredes das suas habitações desenhos e frases resgatando memórias e afetos…

Ficou linda a aldeia de São Cristóvão!

 Pintar e desenhar fachadas de casas com cores e motivos escolhidos pelos habitantes de uma aldeia alentejana foi o desafio levado a cabo por Verónica Conte no âmbito do seu doutoramento em Design, realizado na Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa. Com o tema “A Cor na fachada arquitectónica residencial – identidade, cultura e participação pública”, o projecto tornou-se uma residência artística denominada “ViverCor – Corabitando”.

O objectivo passou por envolver a comunidade da aldeia de São Cristóvão, com o intuito de pintar sobre as barras das fachadas das casas, chaminés e em redor das portas e das janelas, desenhos e expressões locais. Depois de terminado o trabalho, percebe-se bem o que o simples facto de se envolver os habitantes numa acção destas conseguiu: alegria, orgulho e integração. Um excelente exemplo a ser replicado noutros locais do país, que tanta falta têm de cor e amor, nem que seja na forma de palavras.



Sabe-se que a cor pode influenciar muito o estado de espírito de uma pessoa. E quando é usada numa escala comunitária os efeitos podem ser ainda maiores. Foi isso que a arquitecta Verónica Conte fez na aldeia de São Cristóvão (Montemor-o-Novo), com a colaboração dos habitantes. O resultado é tão bonito que vale a pena olhar, olhar e olhar.



Vamos mais longe. Não venhas tarde.








...raízes para voltar, e motivos para ficar.

 



Se gostas sorri.








  Nas tuas mãos começa a liberdade.





Verdades, nelas podes meditar.






Ó vida de mil faces transbordante.








Tenho muito que te contar…










Amor, Amor, Amor.







O que mais há na terra é paisagem.





Os sobreiros morrem, os chaparros crescem.





Bom dia flor do dia.





O melhor do mundo...





 



Sê forte e vencerás.


 


O sonho comanda a vida.









Abensonhando.

 
Se puderes olhar, vê. Se podes ver, repara.






Bem-me-quer, Malmequer.




 
Mais longe… Cristóvão, mais longe.






 



Adoro o campo, as arvores, as flores, jarros e perpétuos amores. (monte)


 







“O ponto de partida para os desenhos são objectos pessoais importantes para os participantes quer seja pelo sentido estético quer pelas memórias ou afectos que evocam.”

Verónica Conte





 

“Nesta partilha onde o privado (às vezes intimo) é transposto para o espaço público, criamos para São Cristóvão imagens singulares, uma mensagem poética de conjunto, afirmamos identidades individuais e colectivas, fabricamos paisagem.”

Verónica Conte












Fonte original todos os direitos reservados a: cargocollective