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quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Gruta da Lapa de Stª Margarida


 


 Situada no sopé da Serra da Arrábida, junto ao mar, aonde se chega por barco ou por terra por um caminho construído ali por um ermitão, descendo-se cerca de 200 degraus de pedra até ao local, a gruta da Lapa de Stª Margarida é um lugar invulgar muito visitado ainda hoje, onde se encontra uma capela em estado degradado construída ali no século XVII. Nela existiam 3 imagens (de Nª Srª da Conceição, Stº António e Stª Margarida) nos nichos que se vêm na figura abaixo mas que desapareceram com o tempo, estando uma delas guardada no Convento da Arrábida.

Neste lugar faziam-se muitas peregrinações nos séculos passados, principalmente os sírios dos Pescadores vindos nos seus barcos engalanados de todo o lado, e o ambiente tornava-se festivo mas de autêntico Recolhimento Espiritual, onde as pessoas oravam e cantavam unidas pelo mesmo sentimento de fé independentemente de sua convicção pessoal. Hoje não é mais assim e o local até se encontra um tanto desprezado.

A gruta mede cerca de 22 metros de comprimento (o números de Anciãos ou Sábios) mas como se liga em algumas partes com outras partes mais pequenas, mede na totalidade 40 metros (número referido várias vezes na Bíblia como marco de acontecimentos importantes. Exe: os 40 dias e 40 noites de chuvas no Dilúvio, os 40 dias que Moisés passou no Monte Sinai, os 40 dias que Jesus passou no deserto, etc.), e pode conter até 400 ou 500 pessoas que no acto litúrgico no passado em louvor à Santa ali venerada, em Missa Cantada, com archotes na mão, dava ao tecto (de estalactites) efeitos surpreendentes que impressionavam a nossa visão. Nesta gruta brotava também, de uma fonte, a mais bela e fina água que entretanto deixou de correr por razões que talvez tenham a ver com obstruções de rochas ou galhos secos no percurso da água pela Serra



No silêncio da gruta que à entrada faz lembrar a penetração para o útero materno, ouvem-se as ondas do mar batendo nas rochas, cujo eco no interior torna o local misterioso, quase mágico, perturbado apenas pelo piar persistente de gaivotas que por ali existem, sentindo-se naquele espaço uma estranha sensação mas maravilhosa vibração.












Coordenadas GPS:

- DD.DDDDDº: 38.46995º -8.98670º
- DDº MM.MMM': N 38º 28.197' W 008º 59.202'
- DDº MM' SS": N 38º 28' 11.82" W 008º 59' 12.12"

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Capela de Nossa Senhora do Socorro



Implantada sob um maciço rochoso sobranceiro ao rio Ave, em Vila do Conde a Capela de N.ª Sr.ª do Socorro apresenta uma arquitetura peculiar, com uma planta quadrada, coberta por uma abóbada. Destaque para a decoração interior de belíssimos azulejos do século XVIII, representativos da vida de Cristo, bem como para o retábulo de estilo rococó.
Foi mandada construir por Gaspar Manuel, cavaleiro professo da Ordem de Cristo e piloto-mor das carreiras da Índia, China e Japão e por sua mulher Bárbara Ferreira de Almeida, que aí se encontram enterrados.

Acesso: Rua do Socorro, Vila do Conde
Proteção: Imóvel de Interesse Público, Dec. nº 95/78, DR 210 de 12 Setembro 1978
Coordenadas GPS: 41º 20' 57.53" N; 8º 44' 38.29" W

Fonte original todos os direitos reservados a: cm-viladoconde

Capela da Boa-Nova em Leça da Palmeira




A Capela da Boa-Nova ou Ermida de S. Clemente das Penhas, foi fundada em 1392 pelos franciscanos, havendo relatos da sua existência em 1369.
Neste local existiu um mosteiro franciscano, um século depois foi sendo demolido aos poucos ficando esta Capela e dois anexos, sendo duas celas onde vivia um frade que zelaria pela Ermida e um pequeno cemitério de frades.
O interior tem um retábulo de talha estilo joanino com quatro colunas e três nichos e respectivas imagens, o central tem a imagem da Senhora de Boa Nova em madeira
policromada os interessados recorrem a ela no bom sucesso dos navegantes
ausentes, São João Baptista em madeira policromada advogado das doenças da cabeça, São Clemente imagem em pedra de ançã policromada sendo esta a imagem
séc. XIV mais antiga da freguesia de São Miguel de Leça da Palmeira.


Fonte original todos os direitos reservados a: Câmara Municipal de Matosinhos