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segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Castelo de Lindoso



O Castelo de Lindoso fica junto à fronteira com o nosso país vizinho e ao lado do curso das águas do rio Lima. Consiste num dos mais valorizados monumentos militares portugueses graças à sua localização estratégica entre as serras da Peneda e do Gerês e às novidades técnicas e estilísticas presentes na sua construção medieval. 
 
 
 


Embora ainda subsistam algumas dúvidas acerca da origem desta fortaleza, é quase certo que ela é de origem medieval e do tempo de D. Afonso III. Da sua construção original ainda sobram algumas infraestruturas que valem a pena ser admiradas como é o caso da sua porta principal com arco quebrado e virada para a vila. Exibe o escudo do monarca considerado um elemento propagandístico e revelador do patronato e do marco histórico que a originou. 
 

Este castelo é um marco na arquitetura militar, uma vez que foi com ele que se deu início às construções com técnicas novas que vieram marcar as construções seguintes. Muito ligado à tradição românica, nomeadamente no que diz respeito às torres que se apresentam a flanquear as suas muralhas, parece ter sido exigência deliberada pela rapidez que se pretendia na construção e ainda pela economia dos meios.

No entanto, já aparecem elementos considerados góticos pelo menos na decoração da torre de menagem e num dos panos que se encontra oposto à porta principal. Também a defesa dos muros faz a exibição desses elementos. 
 
 

As muralhas apresentam-se com um perímetro relativamente pequeno e regular contrariamente às edificações românicas da altura que se adaptavam às curvas do terreno. As esquinas são redondas de forma a permitir a visibilidade dos seus arredores. Quanto à torre de menagem apresenta apenas dois pisos, pouco alta e ampla fazendo dela uma obra de transição.

O citado monumento foi também alvo das restaurações do estado-novista tendo decorrido alguns trabalhos durante a década de quarenta do passado seculo. Nesta altura surgem a reconstrução de muralhas e ameias, a demolição de estruturas no pátio, conservando-se a cisterna e as dependências do governador.

sábado, 5 de janeiro de 2019

Castelo de Guimarães




No século X a Condessa Mumadona Dias, após ter ficado viúva, manda construir na sua herdade de Vimaranes - hoje Guimarães - um Mosteiro. Os constantes ataques por parte dos mouros e normandos leva à necessidade de construir uma fortaleza para guarda e defesa dos monges e da comunidade cristã que viviam em seu redor. Surge assim o primitivo Castelo de Guimarães.
No século XII, com a formação do Condado Portucalense, vêm viver para Guimarães o Conde D.Henrique e D.Teresa que mandam realizar grandes obras no Castelo de forma a ampliá-lo e torná-lo mais forte. Diz a tradição que teria sido no interior do Castelo que os condes fixaram residência e provavelmente aí teria nascido D. Afonso Henriques. Entre os séculos XIII e XV vários reis irão contribuir com obras de melhoramento e restauro do Castelo.
Ligado a façanhas heróicas do período da fundação da nacionalidade como a Batalha de S.Mamede em 1128, razão porque é conhecido por Castelo da Fundação ou de S. Mamede, serviu ainda ao longo da sua história de palco a vários conflitos reais. Perdida que foi a sua função defensiva, o Castelo entra num processo de abandono e degradação progressiva até ao século XX, altura em que é declarado Monumento Nacional e são efectuadas obras de restauro.







No centro da cidade
 
 
351 253 412 273
Diariamente das 10h00 às 18h00
Última entrada 17h30
Encontra-se encerrado no dia de Natal e Ano Novo, Domingo de Páscoa e 1.º de Maio.
 
Entrada Normal 2,00€
Maiores de 65 anos 1,00€
Cartão de Estudante 1,00€
Cartão Jovem 1,00€
Até 12 Anos Gratuito
 
Bilhete Conjunto:
Paço dos Duques + Castelo de Guimarães 6,00€
Paço dos Duques + Castelo de Guimarães + Museu de Alberto Sampaio 8,00€
 
Entrada gratuita aos Domingos e feriados até às 14.00h para todos os cidadãos residentes em território nacional.

quinta-feira, 5 de abril de 2018

CASTELO DO ADRIANO - um Homem construiu o seu castelo, com as próprias mãos....





O Adriano tinha um sonho de criança: ter um castelo na sua própria aldeia. Vinte anos depois de ter começado, a obra chega ao olhos do mundo.

De tanto sonhar, de forma inacreditável, um Homem construiu o seu castelo, com as próprias mãos, apenas com ajuda dos seus dois filhos.

Um dia sonhou, ao trabalho se dedicou, a obra nasceu.

Teve sempre um fascínio por palácios, casas senhoriais fortificadas e castelos sumptuosos, daqueles dos contos de fadas. E acabou por edificar um. Pedra a pedra. Foi um sonho tornado realidade.

A culpa foi dos livros e de um hábito (quase um culto) de coleccionar figuras, ícones relacionados com construções amuralhadas, casas acasteladas, praças fortes. Dessas duradouras impressões que lhe provocaram comoções extasiantes, à edificação do castelo dos seus sonhos, foi um passo.

Hoje, Adriano Santos vive com a família numa casa rodeada de ameias, torreões, altaneiros, e paredões amuralhados. O castelo vê-se ao longe e já se tornou numa verdadeira atracção turística.

Fica à saída da aldeia de Lamosa, perto do santuário da Lapa, concelho de Sernancelhe, nas bordas da estrada municipal 588.

O complexo tem um nome "Retiro do Sossego", mas o edifício acastelado vai chamar-se "Castelo de Adriano".

"Há 'Castelo Rodrigo', também pode haver 'Castelo de Adriano'", explica o proprietário.

A construção das primeiras estruturas começou há vinte anos. Nessa altura, todos os dias tinha ideias. Para não as perder da memória, desenhava-as logo no chão. Depois passava-as para o papel e escolhia a melhor. Pouco tempo depois já tinha pedra levantada.

Os muros com as ameias, os torreões e depois o castelo só foram legalizados quando já estavam de pé. "Se fosse mostrar o projecto à Câmara, aquilo era logo tudo chumbado", recorda Adriano, que mesmo assim viu várias vezes a obra embargada pelos fiscais municipais.

"Não me saíam aqui da porta. Um dia fui à Câmara e falei com um dos vereadores. Nunca mais cá voltaram", lembra.

A ideia é transformar o castelo num restaurante. "É uma coisa diferente, pode ser que dê resultado", vaticina Adriano Santos, que está a equacionar candidatar o projecto aos fundos estruturais. "Ainda vai ser preciso muito dinheiro para acabar e montar tudo", refere.

Para o rés-do-chão, tem idealizado um espaço mais virado para os jovens écrans em plasma, som ambiente, etc. No primeiro andar será a sala de restaurante, num ambiente mais selecto. No piso de cima, junto à torre de menagem, está a pensar fazer esplanada. "Há espaço para tudo", refere.

O castelo foi construído por Adriano Santos e pelos dois filhos, o mais velho dos quais já lá casou, num banquete que dizem ter sido inesquecível.

350 000 euros já terá gasto Adriano Santos na construção do castelo. No valor está incluído o custo do trabalho pessoal e dos dois filhos que ajudaram na obra. O edifício foi erigido só por eles. Pedra sobre pedra. Adriano diz que é um homem dos sete ofícios. "Uma coisa que eu veja, consigo logo engenhá-la", garante. Foi o caso do castelo, alvo incessante dos olhares de curiosos, desde que começou a tomar forma. "Às vezes, é uma romaria à porta. Há dias em que digo que o dono não está e lá se vão embora. Só assim é que consigo ter paz para acabar a obra".

20 anos é o tempo que já decorreu desde o lançamento da primeira pedra até hoje. "Isto tem ido aos poucos. Umas vezes depressa de mais, outras devagar. Às vezes, desanimo, mas é sempre por pouco tempo", lembra.

4 quilómetros dista o complexo acastelado da aldeia de Lamosa, do afamado santuário da Lapa, um dos mais concorridos da região. O castelo é visível da estrada que dá acesso à Lapa. "Nos dias de romaria, muita gente faz um desvio e passa por aqui para o admirar", conta.

A gente da aldeia é assim, simples e determinada, sem medo de se "deitar à estrada", aproveitando todas as pedras da vida para construir o seu próprio Castelo. 


Fonte:Aldeias de Portugal

domingo, 28 de janeiro de 2018

Evoramonte – a História de Portugal num castelo





A pitoresca e deliciosa freguesia de Evoramonte (ou Évora Monte) está situada entre as formosíssimas cidades de Évora e Estremoz. Outrora de elevada importância geográfica e militar, esta vila alentejana, cujas muralhas ainda protegem os seus habitantes lá do topo, sente-se como um guerreiro ancião que pacientemente aguarda os visitantes com inúmeras histórias para lhes contar.


Evoramonte – a História


Claramente dividida em duas partes bem distintas, Evoramonte alia a atualidade que se vive na zona baixa à sua vila medieval situada no alto da Serra d’Ossa. Apesar da sua história remontar aos tempos pré-históricos, esta invulgar vila alentejana tem o seu primeiro momento notório durante o século XII.


Por volta da década de 1160, decorria a Reconquista de Portugal aos Mouros e a zona do Alentejo figurava-se como uma das mais difíceis para as tropas de D. Afonso Henriques. Foi exatamente nesta altura que Geraldo Geraldes, mais conhecido por Geraldo Sem Pavor (sim, aquele que daria nome à conhecida Praça do Giraldo), se ofereceu ao Rei para auxiliá-lo na retoma das terras alentejanas perdidas para os sarracenos.


Geraldo Sem Pavor, tal como o lendário Robin Hood, liderava, então, um grupo de salteadores e proscritos e foi a figura fundamental na conquista aos Mouros de Évora, Evoramonte e localidades vizinhas. A sua coragem e audácia sem limites tornaram-no numa lenda bem viva até aos dias de hoje, não só em Evoramonte, mas também em Évora e por todo o Alentejo.


Evoramonte teve o seu primeiro foral em 1248, renovado por El-Rei D. Afonso III em 1271. No entanto, as dificuldades em estabelecer uma população permanente e desejosa de lá viver pareciam manter-se. Assim, e com o intuito de fazer com que os habitantes de Evoramonte se sentissem protegidos e desejados, D. Dinis ordenou a fortificação da vila medieval em 1306. Embora a muralha tenha sofrido algumas alterações ao longo dos séculos, muito ainda se mantém do seu projeto original.









Na muralha que envolve a vila de Evoramonte pode conhecer as suas quatro portas dionisinas originais: a Porta do Freixo, com o seu arco gótico e ladeada por dois torreões cilíndricos, ostenta a inscrição que se refere ao início da construção da cerca; a Porta do Sol, semelhante à do Freixo, mas a oeste; a Porta de São Brás, voltada para a ermida com o mesmo nome e que ainda tem os seus munhões (encaixes para o eixo de um canhão); e a Porta de São Sebastião, que dá acesso direto à estrada que nos leva à Ermida de São Sebastião.


Ao subir a Serra d’Ossa, rumo à vila fortificada e ao castelo de Evoramonte, notará a forma dominante e imponente como a muralha se entrelaça com a encosta, formando um aglomerado militar bastante eficaz. O castelo em si, implantado num dos pontos mais altos da Serra d’Ossa, remonta também à Reconquista e a Geraldo Sem Pavor. Um feito arquitetónico distinto de tantos outros da sua época, o Paço fortificado é fruto da reconstrução do castelo original, após o terramoto de 1531.


Sob a orientação dos mestres Diogo e Francisco de Arruda e o patronato D. Jaime, duque de Bragança, o Paço, de inspiração italiana, é uma das gemas da arquitetura militar portuguesa. Ao chegar, verá, de imediato, os quatro torreões circulares dispostos num perímetro quadrangular. De alvenaria de pedra e cantaria de granito, será impossível não se sentir maravilhado com os extraordinários nós pétreos que se entrelaçam a meio das quatro faces do Paço. O estilo limpo e pouco adornado remete-nos para a sua função principal, a defesa da vila, com canhoeiras e frestas de tiro estrategicamente posicionadas. Por dentro, o Paço tem tetos em abóbada, assentes em pilares de cantaria.


Pouco a pouco, com o avançar dos tempos, a vila foi perdendo a sua importância militar e poder administrativo. Teve lugar de destaque na História de Portugal uma última vez, a 26 de maio de 1834, ao ser o local onde foi assinada a Convenção de Evoramonte, documento que colocaria fim à Guerra Civil Portuguesa (1828-1834). Travada entre os Liberais, apoiantes de D. Maria II, e os Miguelistas, defensores de D. Miguel I, esta guerra teria o seu fim em terras alentejanas bem perto de Évora. D. Miguel, ciente da sua derrota eminente, instala-se no concelho de Evoramonte com os seus conselheiros, onde acaba por assinar a sua capitulação e consequente abdicação do trono de Portugal.
Visitar Evoramonte


O apelo histórico e a beleza natural de Evoramonte mantêm, nos dias que correm, a força e fúria de outrora. Vila cujo caráter se forjou a ferro, sangue e fogo, reconstruindo-se a cada ataque sofrido, Evoramonte ostenta orgulhosamente as suas cicatrizes e fundações inabaláveis. Por isso, aproveite as tardes quentes do verão e venha ouvir as histórias que Evoramonte tem para lhe oferecer em sussurros de brisa fresca.









Na muralha que envolve a vila de Evoramonte pode conhecer as suas quatro portas dionisinas originais: a Porta do Freixo, com o seu arco gótico e ladeada por dois torreões cilíndricos, ostenta a inscrição que se refere ao início da construção da cerca; a Porta do Sol, semelhante à do Freixo, mas a oeste; a Porta de São Brás, voltada para a ermida com o mesmo nome e que ainda tem os seus munhões (encaixes para o eixo de um canhão); e a Porta de São Sebastião, que dá acesso direto à estrada que nos leva à Ermida de São Sebastião.


Ao subir a Serra d’Ossa, rumo à vila fortificada e ao castelo de Evoramonte, notará a forma dominante e imponente como a muralha se entrelaça com a encosta, formando um aglomerado militar bastante eficaz. O castelo em si, implantado num dos pontos mais altos da Serra d’Ossa, remonta também à Reconquista e a Geraldo Sem Pavor. Um feito arquitetónico distinto de tantos outros da sua época, o Paço fortificado é fruto da reconstrução do castelo original, após o terramoto de 1531.


Sob a orientação dos mestres Diogo e Francisco de Arruda e o patronato D. Jaime, duque de Bragança, o Paço, de inspiração italiana, é uma das gemas da arquitetura militar portuguesa. Ao chegar, verá, de imediato, os quatro torreões circulares dispostos num perímetro quadrangular. De alvenaria de pedra e cantaria de granito, será impossível não se sentir maravilhado com os extraordinários nós pétreos que se entrelaçam a meio das quatro faces do Paço. O estilo limpo e pouco adornado remete-nos para a sua função principal, a defesa da vila, com canhoeiras e frestas de tiro estrategicamente posicionadas. Por dentro, o Paço tem tetos em abóbada, assentes em pilares de cantaria.


Pouco a pouco, com o avançar dos tempos, a vila foi perdendo a sua importância militar e poder administrativo. Teve lugar de destaque na História de Portugal uma última vez, a 26 de maio de 1834, ao ser o local onde foi assinada a Convenção de Evoramonte, documento que colocaria fim à Guerra Civil Portuguesa (1828-1834). Travada entre os Liberais, apoiantes de D. Maria II, e os Miguelistas, defensores de D. Miguel I, esta guerra teria o seu fim em terras alentejanas bem perto de Évora. D. Miguel, ciente da sua derrota eminente, instala-se no concelho de Evoramonte com os seus conselheiros, onde acaba por assinar a sua capitulação e consequente abdicação do trono de Portugal.
Visitar Evoramonte


O apelo histórico e a beleza natural de Evoramonte mantêm, nos dias que correm, a força e fúria de outrora. Vila cujo caráter se forjou a ferro, sangue e fogo, reconstruindo-se a cada ataque sofrido, Evoramonte ostenta orgulhosamente as suas cicatrizes e fundações inabaláveis. Por isso, aproveite as tardes quentes do verão e venha ouvir as histórias que Evoramonte tem para lhe oferecer em sussurros de brisa fresca.

Da mesma forma que em outras vilas alentejanas como Marvão e Monsaraz, a Evoramonte do alto da colina praticamente parou no tempo. Chegar lá acima pode ser um desafio se for a pé mas essa vontade instala-se nos mais ousados quando se vê o castelo desde a estrada, para quem vem de Évora ou de Estremoz.


Se decidir subir de carro, deixe-o fora das muralhas na Porta de São Sebastião para poder entrar na vila como o fizeram os portugueses ao longo da maioria dos séculos. A vila é pequena mas bonita e singular. O seu tamanho é um bom motivo para percorrer todas as ruas e recantos com atenção aos pormenores. Eles surgem por todo o lado em Evoramonte, seja um ornamento, uma porta ou janela claramente alentejanas, uma inscrição na parede, um pachorrento gato a descansar num lugar estratégico,…


Por onde quer que caminhe em Évora Monte vai encontrar simples casas brancas tradicionalmente pintadas com cal branca e, muitas vezes, com os coloridos rodapés, contornos de portas, janelas e frisos amarelos ou azuis típicos do Alentejo.


Ao percorrer a pé toda a zona entre muralhas de Évora Monte pode ver a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição (bem perto do Cemitério dos Combatentes). Na Rua da Misericórdia, mais ampla e onde está o acesso às cisternas, alguns bancos convidam ao descanso. E perto das muralhas, aqui como em qualquer zona da vila, o horizonte longínquo recorda-nos o porquê da construção do castelo defensivo neste lugar. Mais à frente está a pequena Igreja da Misericórdia e o adjacente Hospital da Misericórdia. Mas o óbvio destaque em Évora Monte é a Torre, o Paço Ducal, no ponto mais alto da colina. Vale bem a pena caminhar à volta e mesmo entrar.


Na rua principal da vila, a Rua de Santa Maria, fica o lugar de onde vai poder levar a sua recordação de Évora Monte (para além das fotografias, claro). Chama-se Celeiro Comum e remonta a 1642, quando foi fundado a pedido dos evoramontenses por alvará de D. João IV para que houvesse reservas de cereais. Hoje em dia, acomoda uma loja de artesanato de extremo bom gosto.







Dia(s) de Encerramento: Segundas, Terças (de manhã), Feriados Estado de conservação: Médio. Horário de visita: De quarta a domingo, das 10:00 às 13:00 e das 14:00 às 17:00Terça, das 14:00 às 17:00

Código Postal: 7100 ÉVORA MONTE Tel: 268950025 E-mail: info@cultura-alentejo.pt Site: www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Monumentos/Pages/Castelo_Evoramonte.aspx Distrito: Évora Concelho: Estremoz Freguesia: Évora Monte (Santa Maria)

N 38º 46' 16,98'' ,W 7º 42' 57,24''


Texto adaptado http://www.visitevora.net

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Castelo de Juromenha



Juromenha não é só o castelo, mas a sua localização torna esse local num dos sítios mais espectaculares. O horizonte perde-se no próprio horizonte seja para o lado do nascente (Espanha) seja para poente. Ao rés do Guadiana, hoje o grande lago, ergueu-se em tempos um castelo cuja origem remonta ao tempo da ocupação romana. Olhar a paisagem a partir do castelo de Juromenha é sentir a liberdade mais próxima do seu estado de pureza. Ali estão água, a terra e céu a assinalar a pequenez e a grandeza do ser humano.
Sem se saber porquê, tantas são as desculpas dos vários organismos, o castelo está em ruínas. Tiraram-lhe tudo o que tinha valor, nomeadamente da igreja que se encontra a seu lado. É uma dor de alma. Quem lá vai sente revolta pelo estado de abandono e pela desolação que o ambiente gera.
Desde logo por se tratar de um monumento histórico de assinalável grandeza, testemunho dos choques das várias incursões e tentativas de conquista deste reino que encontrou no Guadiana uma fronteira natural a separar Portugal de Castela. Depois porque, como já referi, o sítio é de uma majestade natural. Os elementos estão ali, à mão do olhar. Agarramo-los e guardamo-los na alma para sempre.
"Domingos Lopes
Deputado da Assembleia Municipal do Alandroal"









Antecedentes



Dominando este ponto de travessia do rio Guadiana, a ocupação de seu sítio remonta a galo-celtas e a Romanos. Ocupada mais tarde quando da Invasão muçulmana da Península Ibérica, à época da Reconquista cristã da península manteve-se por dois séculos como posto-avançado de defesa da importante cidade de Badajoz, desde o século X em mãos do Califado de Córdoba.


O castelo medieval


A povoação e o seu castelo foram conquistados desde 1167 pelas tropas do rei D. Afonso Henriques (1112-1185), auxiliado pelas forças do lendário Geraldo Sem Pavor. Como recompensa, o soberano nomeou este último como alcaide do castelo. Povoação e castelo retornariam às mãos dos muçulmanos, sob o comando do califa Almançor, em 1191, para serem definitivamente conquistadas por forças portuguesas, sob o comando de D. Paio Peres Correia, em 1242.



Objeto de preocupação do rei D. Dinis (1279-1325), este lhe incrementou o povoamento, concedendo-lhe Carta de Foral em 1312 e lhe promoveu importantes reforços nas defesas. Passou, assim, a contar com muralhas de taipa revestidas em cantaria de granito e ardósia, às quais se adossavam 16 torres quadrangulares, dominadas por uma imponente Torre de Menagem que se alçava a 44 m de altura. O seu foral seria confirmado no reinado de D. João II (1481-1495), a 28 de Agosto de 1492, e a povoação e seu castelo encontram-se figurados (lado norte) por Duarte de Armas no seu Livro das Fortalezas (c. 1509).


A Praça-forte da Juromenha


Foi reforçado e ampliado à época da Guerra da Restauração da independência de Portugal, quando foi erguida a Fortaleza de Juromenha, com cuja história passa a se confundir. O conjunto da fortaleza encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público por Decreto publicado em 18 de Julho de 1957.



















Castelo de Juromenha


Alandroal (Concelho)

N 38º 44' 15,6'' ,W 7º 14' 22,11''

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Castelo de São Jorge - Numa colina com séculos de história encontramos o eterno vigia de Lisboa


O Castelo de São Jorge é um dos monumentos mais emblemáticos de Lisboa, cujo nome deriva do santo dos cavaleiros e cruzadas. Está no topo de uma das colinas da cidade, com uma das melhores vistas para o Tejo e Lisboa. 

 
O Castelo de S. Jorge – Monumento Nacional integra a zona nobre da antiga cidadela medieval (alcáçova), constituída pelo castelo, os vestígios do antigo paço real e parte de uma área residencial para elites.
A fortificação, construída pelos muçulmanos em meados do século XI, era o último reduto de defesa para as elites que viviam na cidadela: o alcaide mouro, cujo palácio ficava nas proximidades, e as elites da administração da cidade, cujas casas são ainda hoje visíveis no Sítio Arqueológico.
Após a conquista de Lisboa, em 25 de Outubro de 1147, por D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, até ao início do século XVI, o Castelo de S. Jorge conheceu o seu período áureo enquanto espaço cortesão. Os antigos edifícios de época islâmica foram adaptados e ampliados para acolher o Rei, a Corte, o Bispo e instalar o arquivo real numa das torres do castelo. Transformado em paço real pelos reis de Portugal no século XIII, o Castelo de S. Jorge foi o local escolhido para se receberem personagens ilustres nacionais e estrangeiras, para se realizarem festas e aclamarem-se Reis ao longo dos séculos XIV, XV e XVI.
Com a integração de Portugal na Coroa de Espanha, em 1580, o Castelo de S. Jorge adquire um caráter funcional mais militar, que se manterá até ao início do século XX. Os espaços são reconvertidos, outros novos surgem. Mas, é sobretudo após o terramoto de Lisboa de 1755 que se dita uma renovação mais substantiva com o aparecimento de muitas construções novas que vão escondendo as ruínas mais antigas. No século XIX, toda a área do monumento nacional está ocupada por quartéis.
Com as grandes obras de restauro de 1938-40, redescobre-se o castelo e os vestígios do antigo paço real. No meio das demolições então levadas a cabo, as antigas construções são resgatadas. O castelo readquire a sua imponência de outrora e é devolvido ao usufruto dos cidadãos.
Já no final do século XX, as investigações arqueológicas promovidas em várias zonas contribuíram, de forma singular, para constatar a antiguidade da ocupação no topo da colina e confirmar o inestimável valor histórico que fundamentou a classificação do Castelo de S. Jorge como Monumento Nacional, por Decreto Régio de 1910.







O Castelo tem uma vista deslumbrante sobre a cidade de Lisboa.





 




Informações úteis:



Cafés e restaurantes no Castelo


Café do Castelo

Instalado numa das alas do edifício do antigo Paço Real da Alcáçova, o Café do Castelo é o local ideal para almoçar ou lanchar, ou simplesmente tomar uma bebida, usufruindo de um momento de tranquilidade observando os pavões.

Horário do Castelo de S. Jorge


Casa do Leão

Com uma vista sublime sobre Lisboa, a Casa do Leão deve o nome ao espaço que ocupa, uma ala do antigo Paço Real da Alcáçova onde no tempo do rei D. Afonso V (1438 – 1481) estariam presos uns leões trazidos de África, ficando desde então conhecido o espaço como Casa dos Leões. O restaurante distingue-se por uma interpretação sofisticada da riquíssima cozinha tradicional portuguesa.

De 2ª feira a Domingo | das 12h30 às 23h00
 
 
 
 
Visitas Guiadas
 
Sítio Arqueológico
 
Visitas Guiadas | Bilhete Castelo de S. JorgeTodos os dias | PT | EN | ES

10.30, 11.30, 12.30, 14.00, 15.00, 16.00, 17.00 (NOVEMBRO A FEVEREIRO)
10.30, 11.30, 12.30, 14.00, 15.00, 16.00, 17.00, 18.30, 19.30 (MARÇO A OUTUBRO)

Visita orientada ao conjunto de vestígios arqueológicos que testemunham três períodos significativos da história de Lisboa: as primeiras ocupações conhecidas que remontam ao século VII a.C.; os vestígios da zona residencial de época islâmica, da época de construção do castelo, de meados do século XI e às ruínas da última residência palaciana da antiga alcáçova, destruída pelo terramoto de Lisboa de 1755.
 
Câmara Escura
 
Visitas Guiadas | Bilhete Castelo de S. JorgeTodos os dias | EN, PT, ES
EN :: PT ::: ES ::
10.00 10.20 10.40
11.00 11.20 11.40
12.00 12.20 12.40
13.00 13.20 13.40
14.00 14.20 14.40
15.00 15.20 15.40
16.00 16.20 16.40
17.00 17.20
 
 
À Descoberta do Castelo
 
Visitas Guiadas | Bilhete Castelo de S. JorgeTodos os dias | 10.30, 13.00 e 16.00
PT | EN | ES
Visita orientada ao castelejo, ao sítio arqueológico e à exposição permanente, descodificando os espaços e relacionando-os com as vivências de outrora.
 
 
Como chegar

Metro mais próximo: Rossio (linha verde), Restauradores ou Terreiro do Paço (linha azul); embora ainda haja que subir a pé. Eléctricos 12 e 28, autocarro 737.

Dica para ir a pé: a pé vindo da Baixa, utilize o Elevador do Castelo: use o primeiro para chegar da Rua dos Fanqueiros à Rua da Madalena. Ao sair nesta rua, verá o Largo Adelino Amaro da Costa. Siga em frente, na direcção do Largo, e entre no edifício do supermercado Pingo Doce (Mercado do Chão do Loureiro). Dentro do supermercado, lá ao fundo, encontramos o segundo elevador que nos deixa na Costa do Castelo.
 
Preço

Bilhete normal - 8,50€. Estudantes com menos de 25 anos, pessoas com deficiência e maiores de 65 anos - 5€. Bilhete família (2 adultos, 2 crianças menores de 18 anos) - 20€. Grátis para crianças com menos de 10 anos, residentes do Concelho de Lisboa (necessário Cartão de Cidadão e digitação do PIN da morada), e outros.

Horário

 Última entrada 30 minutos antes da hora de encerramento.
 De 1 Novembro a 28 de Fevereiro, 09:00 - 18:00 (fecha nos dias 24, 25 e 31 de Dezembro, e 1 de Janeiro). De 1 de Março a 31 de Outubro, 09:00 - 21:00 (fecha no 1º de Maio). Camara Escura (sujeito às condições meteorológicas), 10:00 - 17:00.
Telefone: (+351) 218 800 620
  • Acessos para pessoas com mobilidade reduzida
  • Guias áudio disponíveis
  • Desconto para séniores (>65 anos)

sábado, 24 de junho de 2017

Castelo de Bragança



O Castelo de Bragança fica situado na freguesia de Santa Maria, no centro histórico da cidade, concelho e distrito de Bragança.

É aí, em Trás-os-Montes, no extremo nordeste de Portugal e à margem do rio Fervença, que se encontra este que é um dos mais importantes e bem preservados castelos portugueses.

Do alto dos seus muros podem ser avistadas a serra de Montesinho, a serra de Sanabria, a serra de Rebordões e a serra de Nogueira.

Da grandeza e imponente perfil do medieval Castelo de Bragança é testemunha a sua magnífica cidadela. A primeira cerca de muralhas é transposta, sob a vigilância silenciosa dos dois torreões que se encontram junto à Porta de Santo António.

O acesso à povoação antiga é feito pela ogival Porta da Vila. As muralhas são reforçadas por cubelos e torres, destacando-se a bela “Torre da Princesa”.

No interior da praça de armas podem ser vistas as adaptações dos acessos e plataformas para a introdução da artilharia moderna.

Mais a sul desenvolvem-se os altos panos da segunda muralha, que se encontra encimada por largos merlões e adarves, além de variadas aberturas para as peças de artilharia.

Já no último reduto, é de destacar a magnífica Torre de Menagem, bem proporcionada e harmoniosamente concebida.

A arte militar gótica fez com que fosse dotada de importantes sistemas defensivos, tais como ameias com seteiras cruzetadas, balcões com mata-cães e cubelos angulares misulados.

No interior podem se observar salas cobertas por abóbadas de aresta reforçadas por arcos torais, prisão e cisterna.

Os surpreendentes espaços internos do Castelo de Bragança foram reorganizados e convertidos, desde 1936, em museu militar da região.


GPS
N 41º 48' 14,62'' ,W 6º 44' 58,01