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segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Pinhão (Alijó)...Rodeada pela beleza sublime do Douro a vila do Pinhão está repleta de história ligada ao melhor vinho do mundo, o vinho do Porto.



Pinhão situa-se na margem direita do Rio Douro, sendo considerada o coração do Alto Douro Vinhateiro, onde se localizam as muitas quintas que produzem o vinho do Porto, inserida numa das áreas classificadas pela UNESCO como património cultural da Humanidade.

Pinhão deve o seu topónimo ao rio com o mesmo nome, afluente do rio Douro, cuja bonita foz se encontra nesta localidade.

 

 
A paisagem envolvente é de uma beleza única, rodeada de uma natureza luxuriante com o Rio Douro como companheiro e casas senhoriais, quintas e solares que atestam a riqueza que o vinho do Porto tem concedido à região, estando a vila construída em desníveis que a parecem encaminhar para o encantador rio. 

 


Um dos principais conjuntos patrimoniais da vila é a bonita Estação de Caminhos de Ferro, construída no século XIX, com painéis de azulejos de grande beleza retratando cenas quotidianas de Pinhão, bem como a produção do Vinho do Porto, desde a vindima, passando pelo pisar das uvas até ao transporte de rabelo até aos armazéns do Porto.
O caminho de ferro foi um dos motores de desenvolvimento de Pinhão, que vê facilitada a comunicação às cidades onde se comercializavam os produtos da região. 

 


A faceta turística da vila tem crescido muito ao longo dos anos, sendo local de paragem obrigatória dos famosos cruzeiros do Douro, oferecendo uma boa oferta de restauração e alojamento, bem como bares e cafés onde se pode degustar o bom vinho do Porto, ou lojas de artesanato local.

 

 

sábado, 19 de janeiro de 2019

O Rio Douro é considerado um dos rios mais bonitos do mundo. Descubra as razões!


Protagonista da região à qual dá denominação, o Douro é rico em beleza e história. Uma obra-prima da natureza, o motor impulsionador da economia nortenha e a figura principal da cultura duriense.


 Reconhecida mundialmente, a beleza do rio Douro e das suas margens é continuamente louvada por esse mundo fora. O conceituado “The Telegraph” considerou-o um dos rios mais bonitos do mundo, colocando-o no seu prestigiado Top 10, ladeado de célebres rios de países como Alemanha, China ou Índia.





O Rio Douro: o impulsionador do Vale do Douro

Nasce com o nome de Duero, em território espanhol, nas intensas montanhas da serra de Urbión, e é na costa portuguesa que encontra as águas salgadas do Oceano Atlântico. Correndo Espanha em direção ao mar, este rio percorre ainda as magníficas extensões rochosas na localidade de Miranda do Douro, estabelecendo a periferia do conhecido Douro Internacional. Em Portugal, entra a toda a velocidade por Barca d’Alva e percorre cerca de 213 quilómetros até encontrar a foz, junto às margens das cidades do Porto e Vila Nova de Gaia.







O seu leito é dinâmico, intercalando extensas larguras com sinuosas curvas, serpenteando margens ladeadas de socalcos abertos pela mão do Homem e de penhascos pontiagudos e vertiginosos. Acompanhar toda esta extensão do Rio Douro é testemunhar, assim, uma mudança harmoniosa da paisagem em redor, uma visão espantosa que se prolonga por horas de viagem.

Não fosse a sua beleza inigualável, é notável ainda o seu contributo histórico e cultural para a região que orgulhosamente banha. Antigamente, era considerado a principal artéria da região, servindo como canal primordial para o transporte de vinho e de pessoas, através dos típicos Barcos Rabelos. Este Rio Douro foi, assim, importante para o desenvolvimento de uma região vinhateira que é, hoje em dia, uma das mais famosas do mundo.







Alto Douro Vinhateiro


Classificado como Património da Humanidade, pela UNESCO na categoria paisagem cultural, parte de toda a região demarcada – cerca de vinte e quatro mil hectares.


O Alto Douro Vinhateiro é uma zona particularmente representativa da paisagem que caracteriza a vasta Região Demarcada do Douro, a mais antiga região vitícola regulamentada do mundo. A paisagem cultural do Alto Douro combina a natureza monumental do vale do rio Douro, feito de encostas íngremes e solos pobres e acidentados, com a ação ancestral e contínua do Homem, adaptando o espaço às necessidades agrícolas de tipo mediterrâneo que a região suporta. Esta relação íntima entre a atividade humana e a natureza permitiu criar um ecossistema de valor único, onde as características do terreno são aproveitadas de forma exemplar, com a modelação da paisagem em socalcos, preservando-a da erosão e permitindo o cultivo da vinha.
A região produz o famoso vinho do Porto, representando o principal vetor de dinamização da tecnologia, da cultura, das tradições e da economia local. O grande investimento humano nesta paisagem de singular beleza tornou possível a fixação das populações desde a longínqua ocupação romana, e dele resultou uma realidade viva e em evolução, ao mesmo tempo testemunho do passado e motor do futuro, solidamente ancorado na otimização dos recursos naturais e na preservação das ambiências.






Mas ainda hoje o Rio Douro continua a ter uma função importante no meio duriense. Para além da fama que confere à região, os rios e ribeiros que fluem do Douro fornecem recursos hídricos para as regiões vizinhas, como o rio Côa que se estende pelo distrito da Guarda, o rio Corgo que desagua junto à cidade do Peso da Régua e, ainda, o rio Tua, passageiro na fascinante cidade de Mirandela. As povoações das regiões Douro, Alto Douro e Beira apoiam-se na riqueza natural que o grandioso rio lhes fornece, tendo impulsionado em grande escala o seu crescimento económico através de uma ativa produção vinícola e agrícola.








Rio Douro: as menções ao redor do mundo

Reconhecida mundialmente, a beleza do rio Douro e das suas margens é continuamente louvada por esse mundo fora. Em 2015, o conceituado “The Telegraph” já o considerava um dos rios mais bonitos do mundo, colocando-o no seu prestigiado Top 10, ladeado de célebres rios de países como Alemanha, China ou Índia.

O já famoso Rio Douro voltava às luzes da ribalta e a ser merecedor de toda a atenção mundial. Entretanto, muitas outras publicações se seguiram, nomeadamente o “Daily Mail” ou o “The Guardian”. E milhares de turistas elegeram o Douro como o destino de eleição.


O Rio Douro nunca esteve tão na moda como hoje em dia.....

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Durante mais de um século, o comboio transportou Reis, papas, presidentes e chefes de estado, hoje volta às linhas do Douro com um restaurante de luxo....





Comboio presidencial regressa às linhas do Douro com restaurante luxuoso.


Durante mais de um século, o comboio transportou Reis, papas, presidentes e chefes de estado. Só em 1970 é que deixou de percorrer as linhas ferroviárias, mas 40 anos depois foi restaurado e transformado no The Presidential, um restaurante luxuoso que percorre o Douro com chefs Michelin a bordo.










Pontualmente, o comboio regressa às linhas do Douro para oferecer experiências. A próxima inicia-se na altura das vindimas, a 20 de setembro, e prolonga-se até 26 de outubro de 2019.




Foto da Radio Comercial

O The Presidential parte da estação de São Bento, no Porto, e regressa à mesma depois de percorrer a linha do Douro durante nove horas. Pelo caminho está prevista uma paragem numa das quintas mais emblemáticas, a Quinta do Vesúvio. Para saber mais sobre a programação pode consultar o site oficial.




2019 Edition


20 Setembro
21 Setembro
27 Setembro
28 Setembro
4 Outubro
5 Outubro
11 Outubro
12 Outubro
18 Outubro
19 Outubro
25 Outubro
26 Outubro


https://www.thepresidentialtrain.com

sábado, 1 de dezembro de 2018

Murça do Douro







Desconhecemos no termo de Murça do Douro qualquer vestígio humano ligado à Pré-História. No período de ocupação romana o lugar da Senhora da Esperança foi escolhido para cruzamento de vias. Ali se encontrava a via principal que atravessa todo o Vale dos Escorna Bois e uma via secundária que partia da via principal no lugar da Pedra Escrita (termo da freguesia de Freixo de Numão), atravessava toda a Vendada (onde existe uma série de estações arqueológicas do período de ocupação romana) e descia todo o Rumansil até à Senhora da Esperança.



No termo desta freguesia encontramos dois importantes sítios arqueológicos denominados de RUMANSIL I e RUMANSIL II. No primeiro têm decorrido importantes escavações arqueológicas, tendo sido posta a descoberto uma Vila Rústica, onde encontramos várias actividades: moagem, vinificação, tecelagem e fundição de chumbo.



Também no lugar das Areias se encontram vestígios deste período.



Segundo Pinto Ferreira na sua Obra «O Antigo Concelho de Freixo de Numão» o topónimo MURAÇ ou MUÇA Iembra o período da reconquista cristã na Hispânia e o repovoamento dos territórios deixados pelos Muçulmanos, nos séculos IX a XI. Não acreditamos, sinceramente, em qualquer acto de arabização destes territórios, pelo que muitas dúvidas poderão continuar a persistir quanto ao topónimo a origens de MURÇA DO DOURO.



Nos inícios do século XIV, Murça era paróquia anexa de Numão e pertencia a D. Dinis, que a doou, em 1 de Janeiro de 1302, à Mitra lamecense com todos os seus rendimentos, excepto a terça do bispo.



Tanto quanto sabemos, os habitantes de Murça desde muito cedo intervieram na vida do concelho. Em 1380, ao ser necessário nomear um procurador do concelho às cortes de Torres Novas, Murça é uma das povoações a subscrever o documento que nomeia o representante numantino. Nele assinam por Murça, Martim Sobrinho e João Sapateiro.



O núcleo primitivo deve ter nascido à sombra de um primitivo templo cristão, no mesmo lugar onde se encontra hoje a Matriz. Aliás todas as ruas envoltas mostram uma tipicidade e uma ancestralidade dignas de atenção e registo.



No primeiro quartel do século XVI apresentava 31 moradores. Com o andar dos tempos, o aumento da população foi ampliando o casario. Daí que no século XVII a Igreja seja restaurada e ampliada, como nos mostram datas gravadas na torre sineira. O orago desta Igreja foi e é Santa Senhorinha.



Dá entrada no pequeno templo um portal, cujo traçado lembra o manuelino pobre. Encima o campanário uma Cruz, na qual está esculpido o Senhor Crucificado, como que a recordar aos homens que é a DOMUZ DEI.



Ainda no século XVII nasce um aglomerado de casas no lugar do CASAL. O Licenciado S. da Mota, natural deste lugar, com gente de Parada do Ester ergue uma Capela no lugar, com devoção a S. João, que tinha três missas na semana.



Hoje é o citado lugar do CAZAL um conjunto harmonioso que urge salvaguardar e não destruir. Aliás, esta a ser elaborado um estudo para essa salvaguarda.



No cimo da aldeia, enterradas, continuam as pedras que serviram para moer o sumagre. A Junta de Freguesia pensa ali fazer um largo. Bom era que essas pedras fossem aproveitadas e se reconstruísse, no mesmo futuro Largo, a «memória das atafonas» que em tempos idos foram o ganha-pão para muitos habitantes de Murça do Douro.



A 22 do Abril festeja-se Santa Senhorinha. Prova da velha crença na protecção da Santa Padroeira de Murça, são as trovas que na mesma ocasião se cantavam, em grupo:



Santa Senhorinha, nossa Padroeira



És neste dia a nossa roseira.



Ai como tu não há há igual



Neste cantinho de Portugal.



A freguesia de Murça do Douro, alcandorada numa escarpa, que tem tanto de belo como de agreste, tem vindo, ao longo dos anos, a ser descaracterizada com elementos de construção sem estilo. Resta, no entanto, quase intacta, a zona (já atrás referida) do CAZAL, que deve ser sujeita a um «Plano de salvaguarda».



Dentre o Património Religioso salientamos:



- A IGREJA MATRIZ - dos séculos XVI-XVII (na fachada existem as datas de 1670 e 1692) é da invocação de Santa Senhorinha. É de nave única e pórtico em arco de volta perfeita. A fachada principal é coroada com sineta de duas aberturas sineiras. Os altares são em talha de estilo nacional.



A Capela de S. JOÂO - em ruínas, datando do século XVII. Era de planta rectangular. Subsiste parte da frontaria, em cantaria, onde se salienta a porta em arco do volta perfeita enquadrada por pilastras e encimada por inscrição.



- A Capela e Ermida de NOSSA SENHORA DA ESPERANÇA - do século XVIII, de nave única, pórtico em arco abatido encimado por friso a óculo quadrilobado vazado; coroamento curvilíneo na frontaria.


 Foto:ZÉ NUNO

(EN) 222 A melhor estrada do mundo é portuguesa




A Estrada Nacional (EN) 222 que liga o Peso da Régua ao Pinhão, no distrito de Vila Real, com 27 quilómetros, foi eleita como a melhor estrada do mundo para conduzir.

Com 93 curvas, a EN 222, que atravessa o vale do rio Douro, oferece a melhor experiência de condução do mundo porque "o tempo gasto nas retas torna-se o momento ideal para apreciar a paisagem envolvente antes de chegar à próxima curva, enquanto possibilita ao condutor o prazer e emoção de uma condução desafiante", salientou a análise.

Uma fórmula definiu que a N222, que liga Peso da Régua ao Pinhão, é a melhor do planeta para conduzir.

Segundo o estudo promovido, a estrada ideal tem uma relação 10:1, que é como quem diz dez segundos de reta para cada segundo gasto a curvar. A N222, a tal rainha portuguesa, regista 11:1, o mais próximo da perfeição entre as candidatas, ganhando assim o rótulo de “World Best Driving Road”. A Big Sur, na Califórnia, e a A535, no Reino Unido, completam o pódio, com índices de 8,5:1 e 8,4:1, respetivamente.

domingo, 25 de novembro de 2018

A viagem no comboio histórico do Douro é uma das três viagens de comboio mais belas do mundo



Cruzando vagarosamente uma das mais originais paisagens do mundo, entre socalcos, vinhas e manchas de água, o Comboio histórico do Douro, percorre a mais original linha férrea nacional, ao longo de 36 quilómetros, entre a Régua e o Tua, numa antiga locomotiva a vapor (1925) e cinco carruagens históricas de madeira, totalmente recuperadas.

Durante todo o trajecto, há animação, assegurada por um grupo de cantares regionais, ainda uma degustação de vinho do Porto e distribuição de rebuçados da Régua. A empresa aposta nos bilhetes combinados, que integram a viagem no comboio histórico e as viagens de ida e volta, a partir de vários pontos do país (Norte, Centro, Alentejo e Algarve).






Não perca a oportunidade de fazer esta viagem inesquecível que permite apreciar de um ângulo original as belas paisagens do Douro Vinhateiro, Património da Humanidade.

sábado, 10 de novembro de 2018

Miradouro de S. Leonardo de Galafura - Dizem que é uma das paisagens mais belas do mundo



O miradouro de S. Leonardo de Galafura é um dos mais encantadores do Douro. Em primeiro lugar, devido à paisagem. Tem uma vista sublime sobre o Douro. Depois, porque foi tema da obra de Miguel Torga que escreveu, num dos seus Diários, que do miradouro "não é um panorama que os olhos contemplam: é um excesso de natureza".






O Miradouro de São Leonardo da Galafura, na freguesia de Galafura, a meio caminho entre a Régua e Vila Real oferece um dos mais extraordinários panoramas sobre o rio Douro e os socalcos. Em baixo, o Douro corre azul e sereno, beijando as margens, as quintas e as casas solarengas.



Situa-se perto de Covelinhas, a meio do caminho do Peso da Régua para Vila Real.Os acessos são feitos pela EN 313, EM 313.2, no sentido Régua Stº. Xisto, Vila Seca de Poiares, lugar da Estrada e Galafura. Ou EN 313.1, Vila Real, Abaças, Guiães, Bujões e lugar da Estrada até Galafura. No espaço contiguo tem um belo parque de merendas, onde se realiza um grande piquenique ao santo no terceiro domingo de Agosto pela população local.







Foi local amado por Miguel Torga, poeta tantas vezes indigitado para o Prémio Nobel. Dizia ele que São Leonardo era como um barco de quilha para o ar, que a Natureza voltara a meio do vale.


À proa dum navio de penedos,
A navegar num doce mar de mosto,
Capitão no seu posto
De comando,
S. Leonardo vai sulcando
As ondas
Da eternidade,
Sem pressa de chegar ao seu destino.
Ancorado e feliz no cais humano,
É num antecipado desengano
Que ruma em direcção ao cais divino.


Lá não terá socalcos
Nem vinhedos
Na menina dos olhos deslumbrados;
Doiros desaguados
Serão charcos de luz
Envelhecida;
Rasos, todos os montes
Deixarão prolongar os horizontes
Até onde se extinga a cor da vida.


Por isso, é devagar que se aproxima
Da bem-aventurança.
É lentamente que o rabelo avança
Debaixo dos seus pés de marinheiro.
E cada hora a mais que gasta no caminho
É um sorvo a mais de cheiro
A terra e a rosmaninho!(1)



(1). Miguel Torga, in Diário IX

Ucanha: um lugar no Douro que parece fantasia



 


UCANHA é uma freguesia do concelho de Tarouca, que se encontra enquadrada ao longo da encosta que desce em direção ao Rio Varosa ou Barosa.

O topónimo Ucanha deriva de Cucanha, forma usada até ao séc. XVII, tratando-se de um vocábulo que pode designar casebre ou lugar de diversão.

O curso de água, acompanhado por salgueiros e amieiros, ampara uma ínsua entre a ponte de Ucanha e a ponte nova, a qual é desfrutada como praia fluvial. Esta freguesia marca a entrada do antigo couto do Mosteiro de Salzedas, onde são conservadas ainda dentro do seu limite as ruínas da Abadia Velha de Salzedas. As casas, essencialmente unifamiliares, ornamentam-se de varandas em madeira, com o realce do vermelho, azul e verde nas suas pinturas. Com escadas exteriores apresentam quase sempre dois pisos, cujo piso térreo é utilizado para as lojas, destinado essencialmente para uso agrícola, enquanto o segundo piso se destina à habitação.







A ponte de Ucanha, cujas origens remontam, provavelmente, ao período romano. A prova da sua antiguidade é ser citada como antiga já antes de 1146, na carta de doação de Gouviães por D. Afonso Henriques o seu Monteiro-Mor, Paio Cortês.

Contudo no Séc. XII, foi construída na testa da margem direita ( onde hoje é a povoação de Ucanha, então chamada " vila " da Ponte, sendo Ucanha o sítio que aí se começou a povoar), um arco provido da sua porta, e , sobre ele, um edifício para armazenar as portagens cobradas nesse arco pelo senhorio do couto ( o mosteiro de Salzedas desde 1155-1156 ) aos que nele entravam, seguindo a via romana, sendo esta uma importante via para Lamego, pelo que ali se fixou uma população de funcionários encarregados da cobrança dos valores da portagens, sendo construídas instalações e casas.

A Torre é de base quadrada, com três andares. Por baixo da Torre, na própria construção, deixou-se um arco abobadado que dá passagem da vila para a ponte. Na face da torre, do lado da vila, e à direita, vê-se uma inscrição um tanto desgastada na qual ainda se pode ler " Esta obra mandou fazer D. Fernando abad ..." inscrição que está gravada numa espécie de " edicula ", e cortada verticalmente por um báculo abacial. O abade D. Fernando de que aqui se trata, governou Salzedas de 1453 a 1474, espaço temporal em que a torre foi reconstruída.

A parte inferior da torre, assim como o arco de volta inteira e túnel de passagem, têm toda a expressão de uma edificação românica do século XII.

A ponte na sua primitiva estrutura de torre com um só piso, funcionou com o imposto de barreira ou portagem. Documentos de 1315 e 1318 determinam a obrigatoriedade da passagem na ponte e o respectivo pagamento, prática que só veio a ser abolida no reinado de D. Manuel I , no ano de 1504.
Não restam dúvidas da importância desta via de passagem desde a antiguidade. Por sua causa travou-se de 1310 a 1320 acesa e longa questão, em que intervém o antigo concelho de Castro Rei - Tarouca - que sempre desejou e obteve embora temporariamente passagem pela Vila, tendo como opositores o mosteiro de Salzedas que defendiam a obrigatoriedade da passagem pela ponte e torre de Cucanha sobre o Rio Varosa.


 





Nesta pequena aldeia perdida no Douro, nasceu o célebre filólogo e etnólogo José Leite de Vasconcelos, falecido em 1941 e o santo padroeiro da terra é São João Evangelista.

Um passeio sereno com monumentos bonitos e interessantes e paisagens sobre as também pacificadoras vinhas do Douro, é o convite mais delicioso que esta aldeia de sonho lhe faz, onde o espaço cultivado e as poucas casas habitadas lhe dão a certeza, numa das mais belas regiões do país, da tranquilidade que um visitante cansado do frenesim da cidade pode encontrar.

Como já referimos a Torre e a Ponte de Ucanha são joias raras do património edificado, sendo esta última considerada a mais bela ponte medieval de Portugal, mas também não pode deixar de visitar


as ruínas românicas de Salzedas, no local de Abadia Velha, a Igreja Paroquial de Ucanha e património integrado e o conjunto de casas da Judiaria antiga. Todo o passeio tem de ser feito a pé, pois é fundamental apreciar as cores e ambientes de harmonia que aqui vai testemunhar ao caminhar nas suas ruas estreitas. Não receie perder-se. Aqui só há a rua Principal, rua Direita ou simplesmente Rua, por se tratar da única! Aproveite, igualmente, para espreitar as Caves da Murganheira para poder apreciar o seu famoso espumante com as caves esculpidas nas rochas.




terça-feira, 18 de setembro de 2018

Há uma pequena ilha deserta e paradisíaca no Douro. A Ilha dos Amores







A Ilha dos Amores, terra de mistérios e lendas, é um dos tesouros mais desconhecidos do Douro, mas também das riquezas mais encantadoras.

Descubra agora esta pequena ilha perdida no Douro que vai surpreender qualquer visitante que com ela se cruze…


Pode não ser a Ilha dos Amores cantada por Luís de Camões nos seus Lusíadas, aquele paraíso que Vénus construiu para premiar os heróis lusitanos pelas suas conquistas, mas é uma Ilha encantadora no meio de um reino verdadeiramente “maravilhoso”… o Douro!

E esta “Ilha dos Amores” que falamos é bem mais que um mito. É uma realidade, apesar de parecer ter sido retirada das histórias mais românticas de todos os tempos. Esta é uma pequena ilha deserta, praticamente em estado bruto, no meio de um dos rios mais bonitos do mundo!

A formação desta ilha deve-se à subida das águas há centenas de anos atrás, que formaram um pequeno pedaço de terra que conta agora com 29 metros de altitude e 1400 metros2. A ilha, também conhecida como “Ilha do Castelo”, testemunha o cruzamento dos rios Paiva e Douro e marca o encontro dos distritos do Porto, Aveiro e Viseu.

E como quase todas as ilhas, está repleta de mistérios. As lendas – algumas mais trágicas que outras – dão-nos conta de um amor proibido vivido há dezenas de anos atrás entre uma fidalga e o filho de um lavrador. Já a História será um dia contada pelas ruínas de uma torre defensiva que prova que ainda há muito para descobrir no meio de uma paisagem tão sublime.

Esta ilha tem um pequeno Cais e, por isso, numa viagem de barco, podemos explorar este que é considerado um dos tesouros do Douro! Não se encontrarão, certamente, as Nereidas de Camões mas encontram-se outras riquezas naturais.

É um verdadeiro oásis que os olhos comtemplam: desde plantas rasteiras a árvores altas e imponentes, o isolamento permitiu a conservação da sua genuína vegetação. Aqui pode encontrar-se o pinheiro bravo e o pinheiro manso, os carvalhos, oliveiras, tamargueiras, juncos, freixos, amieiros, entre outros.

Aqui parece que o tempo para. E o cheiro doce e fresco envolve-nos com o som do rio a correr e dos pequenos pássaros a cantar. A confusão das grandes cidades está longe… Passeie e contemple o “excesso de Natureza” que por aqui habita. E porque não um mergulho para refrescar a tarde em pleno Verão Duriense? A água cristalina e calma lança o convite e vai querer mesmo aproveitar!














Lenda da Ilha dos Amores

Não poderia deixar de haver conversa popular sobre o que aconteceu por aqui. Diz o povo duriense que a Ilha dos Amores foi o palco de mais uma tragédia do lendário português. A saber.

Um lavrador, de tenra idade, apaixonou-se por uma mulher abastada, menina da fidalguia. Nem sequer passava por coisa rara de acontecer, mas aqui a novidade é que ela também se apaixonou por ele.

Os tempos eram outros, tempos onde nunca seria aceite que uma mulher de sangue azul pudesse desposar um plebeu, ainda por cima camponês. As tentativas de encontros sucediam-se, sempre mal vistos pelo pai da fidalga, até serem proibidos de vez, deixando ambos a chorar a saudade que sentiam um pelo outro.

Passados poucos meses, a mão da bela e rica mulher ficou entregue a um aristocrata. Não seria um casamento de amor, mas sim de conveniência, como era habitual na altura.

O camponês, roído de ciúmes, e tendo presente a ameaça de nunca mais poder ver a sua amada assim que se entregasse a outra pessoa, decidiu tomar medidas extremas: ao avistar o fidalgo a passear junto ao Douro, matou-o, atirando-o depois ao rio como forma de apagar qualquer indício de prova contra si.

Ainda assim, sabendo que seria o suspeito número um, decidiu esconder-se numa pequena ilha no Rio Douro, isolando-se do mundo e sofrendo pela ausência do seu amor. Ali ficou, por muito e bom tempo. Apercebendo-se de que nunca alguém o tinha descoberto, começou a engendrar um plano de trazer a fidalga consigo e ali viverem os dois para sempre.

Assim foi, e, saindo da ilha pela primeira vez em muitos dias, encontrou a sua amada convencendo-a a regressar consigo para tal local inóspito e secreto onde nunca seriam encontrados. Tomaram um barco para seguirem em direção ao pequeno ilhéu. A viagem seria curta, mas o inesperado aconteceu: do nada, levantou-se uma grande tormenta, e o rio, formando um vórtice, engoliu a barca onde os dois amores se encontravam.

Contou-se, depois, que se tratou do espírito do jovem fidalgo assassinado pelo camponês, que veio à superfície vingar a sua morte.

domingo, 8 de julho de 2018

Sabia que no Douro pode dormir em pipos de vinho gigantes?







Uma verdadeira pipa com 25 metros quadrados, ar condicionado e quarto para dormir com vista para o Douro e onde se pode ver o céu estrelado quando se está deitado na cama através de uma abertura no topo.


Ao todo são dez quartos dentro de barricas, na ala nova da Quinta da Pacheca, que foram batizadas de Wine Barrels. Estão colocadas numa zona elevada da propriedade.







A Quinta da Pacheca, cujas origens remontam a meados do século XVIII tem 75 hectares de vinha na Região Demarcada do Douro, em pleno Património Mundial da Humanidade.



Quinta Da Pacheca, Cambres, 5100-424 Lamego, Portugal



Fonte: https://quintadapacheca.com

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Comboio Histórico do Douro-uma viagem marcada pela beleza natural e única da paisagem





Cruzando vagarosamente uma das mais originais paisagens do mundo, entre socalcos, vinhas e manchas de água, o Comboio histórico do Douro, percorre a mais original linha férrea nacional,
ao longo de 36 quilómetros, entre a Régua e o Tua, numa antiga locomotiva a vapor (1925) e cinco carruagens históricas de madeira, totalmente recuperadas.


Entre 3 de junho e 29 de outubro haverá 50 circulações, sobretudo aos fins de semana (22 sábados e 22 domingos). O comboio parte às 15.22 da estação do Peso Régua e chega ao Tua uma hora e onze minutos depois.

Durante todo o trajecto, há animação, assegurada por um grupo de cantares regionais, ainda uma degustação de vinho do Porto e distribuição de rebuçados da Régua. A empresa aposta nos bilhetes combinados, que integram a viagem no comboio histórico e as viagens de ida e volta, a partir de vários pontos do país (Norte, Centro, Alentejo e Algarve).


Não perca a oportunidade de fazer esta viagem  inesquecível que permite apreciar de um ângulo original as belas paisagens do Douro Vinhateiro, Património da Humanidade.


































domingo, 25 de junho de 2017

Alto Douro Vinhateiro


O Alto Douro Vinhateiro é uma zona particularmente representativa da paisagem que caracteriza a vasta Região Demarcada do Douro, a mais antiga região vitícola regulamentada do mundo. A paisagem cultural do Alto Douro combina a natureza monumental do vale do rio Douro, feito de encostas íngremes e solos pobres e acidentados, com a ação ancestral e contínua do Homem, adaptando o espaço às necessidades agrícolas de tipo mediterrâneo que a região suporta. Esta relação íntima entre a atividade humana e a natureza permitiu criar um ecossistema de valor único, onde as características do terreno são aproveitadas de forma exemplar, com a modelação da paisagem em socalcos, preservando-a da erosão e permitindo o cultivo da vinha.
A região produz o famoso vinho do Porto, representando o principal vetor de dinamização da tecnologia, da cultura, das tradições e da economia local. O grande investimento humano nesta paisagem de singular beleza tornou possível a fixação das populações desde a longínqua ocupação romana, e dele resultou uma realidade viva e em evolução, ao mesmo tempo testemunho do passado e motor do futuro, solidamente ancorado na otimização dos recursos naturais e na preservação das ambiências.







O Douro e seus afluentes, estão agora mais do que nunca cobertos de socalcos suportados por muros de xisto que carregam videiras cheias de cachos de uva branca ou tinta. A vida destas gentes assim como a paisagem duriense é profundamente alterada com a produção dos vinhos. No Inverno existe um clima de extrema tranquilidade na região, que por sua vez dá origem a intensa atividade no final do Verão e início do Outono.

No início do século XX, a região demarcada é alargada e vai até ao Douro Superior.

Em 2001, a UNESCO classifica como Património da Humanidade, na categoria paisagem cultural, parte de toda a região demarcada – cerca de vinte e quatro mil hectares.

Com este reconhecimento, a região duriense, beneficia ainda mais de uma procura a nível turístico - o tráfego fluvial de barcos de cruzeiro intensificou-se, as inúmeras quintas abriram portas às visitas turísticas e o comboio histórico voltou à linha do Douro para realizar passeios.