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quarta-feira, 12 de junho de 2019

Quem passeia pelas ruas do Porto desconhece que por baixo dos seus pés há uma cidade escondida....


A maioria das pessoas que passam pelas ruas do Porto, desconhecem que há uma outra cidade do Porto debaixo dos seus pés. Há uma «invicta» escondida. No subsolo, a História da cidade mistura-se com a do abastecimento de água às populações.

Esta História começou há mais de cinco séculos, no reinado de D. Sebastião, a quem foi pedida autorização para levar a água até à cidade, mas que só bem mais tarde aconteceu. Na altura o objectivo era abastecer cerca de 20 mil pessoas.

Demorou séculos até que o subsolo da cidade e se tornasse numa obra monumental.

No Porto, há cerca de 60 nascentes, mananciais ou minas, desde Salgueiros às Fontainhas, mas as de Arca d' Água eram as mais abundantes. Entretanto, o sistema de abastecimento de água à cidade foi-se alargando e ficando cada vez mais sofisticado. A Fonte dos Leões é uma prova disso.

A cidade já não bebe desta água desde o século XIX. O trabalho de centenas de homens que a pulso escavaram galerias e construíram os aquedutos permanece quase intacto.

Esta água não é potável. Os especialistas que investigaram durante anos o subsolo do Porto defendem, no entanto, que a água pode ser utilizada para outros fins.

Até 2007, foi possível visitar estes espaços, mas a Águas do Porto foi forçada a encerrar o acesso por falta de condições de segurança.

















Foto1 daqui

quinta-feira, 25 de abril de 2019

A mulher que fez do cravo o símbolo do 25 de abril de 1974.



Em 1974 Celeste Caeiro tinha 40 anos e vivia num quarto que alugara no Chiado, com a mãe e com a filha. Trabalhava na rua Braancamp, na limpeza do restaurante Franjinhas, que abrira um ano antes. O dia de inauguração fora precisamente o 25 de Abril de 1973. O gerente queria comemorar o primeiro aniversário do restaurante oferecendo cravos à clientela. Tinha comprado cravos vermelhos e tinha-os no restaurante, quando soube pela rádio que estava na rua uma revolução. Mandou embora toda a gente e acrescentou: "Levem as flores para casa, é escusado ficarem aqui a murchar".
Celeste foi então de Metro até ao Rossio e aí recorda ter visto os "chaimites" e ter perguntado a um soldado o que era aquilo.
O soldado, que já lá estava desde muito cedo, pediu-lhe um cigarro e Celeste, que não fumava, só pôde oferecer-lhe um cravo. O soldado logo colocou o cravo no cano da espingarda. O gesto foi visto e imitado.
No caminho, a pé, para o Largo do Carmo, Celeste foi oferecendo cravos e os soldados foram colocando esses cravos em mais canos de mais espingardas.



Fonte: RTP

sábado, 5 de janeiro de 2019

Roteiro da “Lenda de Pedro e Inês”, a mais bela história de amor de Portugal





O romance mais marcante da história de Portugal aconteceu no século XIV. A “Lenda de Pedro e Inês” é conhecida até hoje como o conto de “Romeu e Julieta” lusitano – com a diferença de que os protagonistas desse trágico relato realmente existiram. Atualmente, os lugares onde se passaram os principais fatos da história tornaram-se pontos turísticos muito procurados. É um roteiro obrigatório para aqueles que visitam a região do Centro de Portugal.

O príncipe D. Pedro I de Portugal se apaixonou perdidamente por Inês de Castro, dama de companhia de sua esposa com quem teve um casamento arranjado. Os dois viveram um intenso romance proibido por um tempo e o pai de D. Pedro, o rei D. Afonso IV, era contra essa relação. O rei chegou ao ponto de exilar Inês e expulsá-la da corte, mas após a morte de Constança, esposa de Pedro, os dois se sentiram livres para viver sua história de amor, e acabaram por se casar em segredo.


Castelo de Albuquerque – onde Inês de Castro viveu e foi exilada junto com seu pai adotivo, D. Afonso Sanches


Dona Inês chegou a Portugal como donzela de Constança Manuel, uma descendente legítima de monarcas de Aragão, Castela e Leão.
Dona Constança casou-se com D. Pedro, tendo a belíssima Inês de Castro como sua dama de companhia – por quem D. Pedro veio apaixonar-se loucamente.



O
príncipe manter uma ligação fora do matrimonio, estava inteiramente dentro da moral do tempo, não havia censura para situações deste género. No entanto, Afonso IV não se conformava com o romance do filho, cada vez mais notório.
Jardim – Quinta das Lágrimas – Cenário dos amores proibidos do príncipe D. Pedro e Inês de Castro




O então rei Afonso não hesitou e sob sua ordem, a pobre Inês saiu da corte portuguesa e foi exilada no Castelo de Albuquerque, na fronteira com Castela. Mas o amor parecia ter acertado no príncipe e futuro herdeiro em cheio. Burburinhos e rumores continuaram a transitar pela corte portuguesa. Enquanto, Pedro mantinha, ainda que à distância, correspondência frequente com sua amada.



Constança faleceu dando à luz o Infante D. Fernando. Estaria finalmente o caminho aberto para que Pedro assumisse  a sua “verdadeira” rainha? 

D. Pedro, ordenou o regresso da sua amante, contra a vontade do pai. O futuro rei casou secretamente com Inês, na Igreja de São Vicente em Bragança e mantiveram uma relação duradoura de 10 anos, dessa relação nasceram 3 filhos.


 
Igreja de São Vicente em Bragança – onde Pedro e Inês casaram secretamente   




Porém, o inconformismo de Afonso IV, nada representava para Pedro, e nem mesmo para Inês. 

... Neste momento você deve estar pensando, mas porque é que Afonso IV odiava tanto  a linda Inês? 

Não se sabe ao certo, mas como já foi citado, Inês de Castro era filha adotiva de D. Sanches, irmão bastardo, adversário e inimigo de Afonso IV. 
A prole preocupou ainda mais D. Afonso IV. Na “boca pequena”, boatos e rumores falavam em planos e conspirações de galegos para assassinar o filho legítimo de Pedro com Constança (D. Fernando), passando a herança do reino para os filhos de Inês. A política, em reacção à voz do “povo”, terminaria falando mais alto.

 
Antigo Paço de Santa Clara, hoje Mosteiro de Santa Clara-a-Velha – local onde terrivelmente Inês foi assassinada

Durante dez anos, Pedro e Inês viveram felizes no antigo Paço de Santa Clara, junto ao mosteiro localizado na cidade de Coimbra. O local foi revitalizado recentemente e recebe visitas também pelo seu indiscutível valor arquitetônico, sendo um dos representantes máximos do estilo gótico português. 



Fonte das Lágrimas – Quinta das Lágrimas, Coimbra



Segundo a lenda, as lágrimas pela morte de Inês entornadas no rio Mondego, teriam criado a célebre fonte na Quinta das Lágrimas em Coimbra, e as algas rubras da região teriam crescido por seu sangue derramado.

Por que Inês foi executada? Bem, existem muitos mistérios por trás deste terrível assassinato. Segundo o historiador José Hermano Saraiva, em 1354 (um ano antes da morte de Inês) houve em Castela uma guerra civil. O rei de Castela D. Pedro o Cruel, um dos netos de Afonso IV, e sobrinho de D. Pedro (marido de Inês), era um homem de meios muito sangrentos e suas ações acabaram desencadeando, uma enorme revolta na nobreza castelhana. O chefe dessa revolta, era João Afonso de Albuquerque, conhecido por João Afonso, o do Ataúde (irmão de Inês). Ele havia jurado que vivo ou morto, havia de triunfar sobre o rei D. Pedro o Cruel.






Por que Inês foi executada? João Afonso de Albuquerque, era filho de D. Afonso Sanches, pai adotivo de Inês, o irmão bastardo que Afonso IV odiava. Sanches e Afonso tinham grandes diferenças, principalmente pela predileção do pai rei D. Diniz por D. Afonso Sanches – chegando a deflagrar uma guerra civil, entre 1319 e 1324. Com a subida de Afonso IV ao trono de Portugal, ele envia o irmão D. Sanches para o exílio em Castela. João Afonso queria depor o rei D. Pedro o Cruel, por isso precisava de um novo Rei para o substituir. E quem escolheu? D. Pedro de Portugal, o grande amor de Inês de Castro (sua irmã adotiva). Numa visita a Portugal e com a ajuda da irmã Inês, João Afonso convenceu D. Pedro a aceitar a chefia da revolta castelhana. É neste momento que Afonso IV intervém, proibindo o filho de se envolver no conflito, pois além de todo o interesse político e estratégico, D. Pedro estaria lutando contra seu próprio sobrinho, neto e aliado do rei Afonso IV – sem falar no apoio ao filho de seu irmão, D. Afonso Sanches. Portanto, teria sido neste contexto que Inês foi executada, talvez uma espécie de advertência brutal do Rei ao filho – mostrando até que ponto o pai desaprovava a sua candidatura ao trono de Castela. Dois anos depois da morte de Inês, Afonso IV faleceu e por consequência, o príncipe D. Pedro é nomeado o novo rei de Portugal.



Tumbas de D. Pedro e Inês de Castro



Mosteiro de Alcobaça – monumento histórico que abriga as tumbas de D. Pedro e Inês de Castro   
 

Mas a trágica história nunca saiu da memória de D. Pedro. Em 1360, anunciou a todos o seu casamento em segredo com Inês, que brutalmente fora executada – e então, depois de morta, Inês foi nomeada rainha. 



 

 Túmulos de D. Inês de Castro e D. Pedro de Portugal – Mosteiro de Alcobaça



 

D. Pedro juntou-se a Inês em 1367, e os restos de ambos jazem juntos até hoje, no histórico Mosteiro de Alcobaça. As tumbas, são visitadas por milhares de turistas diariamente. 

Locais e monumentos que fazem parte da história de amor de Pedro e Inês de Castro

Mosteiro de Santa Clara-a-Velha – Coimbra 
Quinta das Lágrimas – Coimbra 
Mosteiro de Alcobaça – Alcobaça 
Igreja de São Vicente – Bragança 
Castelo de Albuquerque – Estremadura espanhola


 

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Porque que é que é feriado em Portugal no dia 5 de Outubro?





A Implantação da República comemora-se anualmente a 5 de outubro, o dia em que foi proclamada a Independência da República, no ano de 1910, em Lisboa.


No dia 5 de outubro de 1910 deu-se a implantação da República em Portugal. Esta ação foi levada a cabo por um movimento de cidadãos apoiantes do republicanismo nacional e que não concordavam que Portugal fosse governado pela monarquia. Chefiados por Teófilo Braga, os cidadãos procederam a um golpe de estado, destituíram a monarquia constitucional e implantaram o regime republicano.


Após a proclamação da República foi criado um governo provisório chefiado por Teófilo Braga. Em agosto de 1911 foi aprovada uma nova Constituição, tendo início a Primeira República Portuguesa.


O primeiro Presidente da República foi Manuel de Arriaga, eleito pelo Parlamento a 24 de agosto de 1911.


Com esta mudança foram alterados alguns símbolos do país como o hino e a bandeira nacional (passou de azul e branca para verde e vermelha).