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quarta-feira, 12 de julho de 2017

Mosteiro de Alcobaça - Uma das Sete Maravilhas de Portugal

Rui Ornelas


A fundação da Abadia de Santa Maria de Alcobaça e respectiva Carta de Couto datam de 8 de Abril de 1153.

Os domínios da Ordem de Cister ficam assim consagrados.

Os do Reino de Portugal, com a conquista das cidades de Santarém e de Lisboa, em 1147, avançaram para sul em direcção à Linha do Tejo. Este facto, obrigava a um povoamento rápido e eficaz para que a expansão cristã continuasse para sul.

A protecção dos Coutos foi entregue à milícia da Ordem do Templo, isentando-os, tanto quanto possível, das investidas militares dos mouros.

O ponto fulcral e irradiador de toda esta dinâmica era a própria abadia. A respectiva construção foi iniciada em 1178. Esta data está envolta em grande significado “estratégico”: quatro anos depois, São Bernardo foi canonizado. Será, decerto, uma das primeiras abadias da Ordem a ser construída já com esta intenção.

A importância do Mosteiro de Alcobaça evoluiu num crescendo cultural, religioso e ideológico. A sua monumentalidade é tanto mais evidente quanto mais límpida e austera é a sua arquitectura. Trata-se, de resto, do primeiro ensaio de arquitectura gótica em Portugal: um modelo que ficou sem imediata continuidade e que não foi reproduzido a não ser muito mais tarde, funcionando como um pólo quase isolado, uma jóia branca na paisagem.  



Manuel Alende Maceira



Na história deste mosteiro há também uma vocação para o ensino; no século XVII chega mesmo a ser a mais importante escola monástica do reino mas já antes eram ali preparados os noviços e os monges reproduziam livros para oração. A UNESCO classificou Alcobaça como Património da Humanidade em 1985.

Como Chegar

Acede-se ao Mosteiro de Alcobaça por Auto-estrada: a partir de Lisboa ou Leiria – A8 até à indicação de saída para Alcobaça/Nazaré/Valado dos Frades, depois pela Estrada Nacional 8-5 em direcção a Alcobaça.
Em alternativa é possível também chegar a Alcobaça via A1 (saída de Leiria, para quem vem do Norte, e Aveiras, para quem vem do Sul) e/ou IC2.
Coordenadas: 39° 32′ 54″ N, 8° 58′ 48″ W 



Horários

Outubro a Março
Das 09h00 às 18h00 (última entrada 17h30)
 Abril a Setembro
Das 09h00 às 19h00 (última entrada 18h30) 
A Bilheteira encerra 30 minutos antes do fecho do monumento
Encerrado: 1 de Janeiro, Domingo de Páscoa, 1 de Maio, 20 de Agosto e 25 de Dezembro 









royckmeyer

Bilhetes

Bilhete individual - 6,00 €
Bilhete Património Mundial:  Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, Convento de Cristo e Mosteiro de Santa Maria da Vitória (Batalha) - 15,00€ [válido por 7 dias]

Isenções (Visita gratuita)
- 1.º Domingo de cada mês para visitas individuais ou grupos até 12 pessoas, inclusive;
- Crianças até aos 12 anos, inclusive;
- Visitantes em situação de desemprego residentes na União Europeia*;
- Investigadores, conservadores, restauradores, profissionais de museologia e/ou património em exercício de funções*;
- Membros do ICOM, ICOMOS e APOM*;
- Jornalistas em exercício de funções, mediante comunicação prévia;
- Professores e alunos de qualquer grau de ensino, incluindo Universidades Sénior ou de 3.ª Idade, quando comprovadamente em visita de estudo e mediante marcação prévia confirmada pela Direção do Palácio, Museu ou Monumento;
- Grupos credenciados de Instituições Portuguesas de Solidariedade Social ou de Áreas de Ação Social de Autarquias ou outras Instituições de Interesse Público mediante autorização prévia da Direção da DGPC;
- Membros da Associação Portuguesa dos Amigos dos Castelos*;
- Funcionários da DGPC e três acompanhantes*;
- Voluntários em exercício na DGPC e um acompanhante*;
- Visitantes com mobilidade reduzida e um acompanhante.
 * Requer comprovação documental
Descontos
- Visitantes com idade igual ou superior a 65 anos - 50%;
- Cartão de Estudante - 50% ;
- Cartão Jovem - 50%;
- Bilhete Família (2 adultos + mínimo 2 filhos, menores de 18 anos)  - 50% ; 
- Bilhetes para grupos Pré-Pagos: (podem ser adquiridos através do email bilhetesgrupo@dgpc.pt com a antecedência mínima de 48 horas e com a validade de um ano; não há devolução de bilhetes):
Aquisições superiores a 250 bilhetes por tipologia  - 7,5%;
Aquisições superiores a 500 bilhetes por tipologia - 10%;
Aquisições superiores a 1000 bilhetes por tipologia - 15%.
Os descontos de quantidade não se aplicam a Bilhetes de Circuito

Preços das Visitas Orientadas:
- Visitas guiadas pelo Serviço Educativo e Visitas de Estudo da iniciativa das instituições de Ensino (mediante Credencial da instituição de Ensino, comprovando o âmbito de estudos da visita e marcação prévia confirmada pelo Serviço Educativo) - Gratuito;
- Visitas Orientadas em horário de funcionamento, mediante marcação prévia, confirmada pela Direção do Mosteiro de Alcobaça (grupos sénior têm 50% de desconto) - 60 euros por grupo (máximo de 30 pessoas);
Marcação de Visitas Orientadas
 Regras Gerais aplicáveis a todas as visitas:
a) É obrigatória marcação prévia para grupos superiores a 50 pessoas;
b) Os descontos de quantidade não se aplicam a Bilhetes-Circuito;
c) Todos os descontos aplicados a bilhetes individuais são aplicáveis a Bilhetes-Circuito e a Visitas Orientadas;
d) É proibido fumar ou comer em qualquer local do circuito de visita;
e) Os vouchers emitidos na aquisição antecipada de bilhetes têm a validade de um ano;
f) Os descontos não são acumuláveis.

domingo, 9 de julho de 2017

Palácio de Monserrate

@kkmarais


A quatro quilómetros do centro histórico de Sintra, situam-se o Palácio e o Parque de Monserrate, testemunhos ímpares dos ecletismos do século XIX, onde os motivos exóticos e vegetalistas da decoração interior se prolongam harmoniosamente no exterior. O relvado fronteiro ao palácio permite o descanso merecido, durante a descoberta de um dos mais ricos jardins botânicos portugueses e uma das mais belas criações paisagísticas do Romantismo em Portugal.



@Harold Navarro



O Parque e Palácio de Monserrate foram classificados como Imóvel de Interesse Público em 1975, integrando-se na Paisagem Cultural de Sintra, classificada pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade desde 1995.

Em 2013 o Parque de Monserrate foi premiado com um European Garden Award na categoria de “Melhor Desenvolvimento de um Parque ou Jardim Histórico”.



@Enric Rubio Ros


Como chegar



Automóvel

Pode chegar à Vila de Sintra utilizando o IC19 (de Lisboa), o IC30 (de Mafra) ou a EN9 (pela A5/Cascais).

Coordenadas GPS
38º 47’ 30.70” N 9º 25’ 9.09” W
 
 Transportes
 
 
Lisboa > Sintra
De comboio (CP) – Linha de Sintra
Estações de origem:
• Estação de Oriente
• Estação do Rossio
• Estação de Entrecampos
Sintra (centro histórico) > Monserrate
De autocarro (Scotturb)
• Sintra Estação
Da Vila de Sintra, o autocarro nº 435 da Scotturb efetua o trajeto de ligação entre a estação ferroviária e Monserrate.
 

Horário até 28 outubro 2017


PARQUE
09h30 – 20h00, último bilhete 19h00

PALÁCIO
09h30 – 19h00, último bilhete 18h15




Preços até 28 outubro 2017


PARQUE E PALÁCIO
Bilhete adulto (de 18 a 64 anos) – 8 euros

Bilhete jovem (de 6 a 17 anos) – 6,50 euros

Bilhete sénior (maiores de 65 anos) – 6,50 euros Bilhete Família (2 adultos + 2 jovens) – 26 euro

 

 

domingo, 25 de junho de 2017

Alto Douro Vinhateiro


O Alto Douro Vinhateiro é uma zona particularmente representativa da paisagem que caracteriza a vasta Região Demarcada do Douro, a mais antiga região vitícola regulamentada do mundo. A paisagem cultural do Alto Douro combina a natureza monumental do vale do rio Douro, feito de encostas íngremes e solos pobres e acidentados, com a ação ancestral e contínua do Homem, adaptando o espaço às necessidades agrícolas de tipo mediterrâneo que a região suporta. Esta relação íntima entre a atividade humana e a natureza permitiu criar um ecossistema de valor único, onde as características do terreno são aproveitadas de forma exemplar, com a modelação da paisagem em socalcos, preservando-a da erosão e permitindo o cultivo da vinha.
A região produz o famoso vinho do Porto, representando o principal vetor de dinamização da tecnologia, da cultura, das tradições e da economia local. O grande investimento humano nesta paisagem de singular beleza tornou possível a fixação das populações desde a longínqua ocupação romana, e dele resultou uma realidade viva e em evolução, ao mesmo tempo testemunho do passado e motor do futuro, solidamente ancorado na otimização dos recursos naturais e na preservação das ambiências.







O Douro e seus afluentes, estão agora mais do que nunca cobertos de socalcos suportados por muros de xisto que carregam videiras cheias de cachos de uva branca ou tinta. A vida destas gentes assim como a paisagem duriense é profundamente alterada com a produção dos vinhos. No Inverno existe um clima de extrema tranquilidade na região, que por sua vez dá origem a intensa atividade no final do Verão e início do Outono.

No início do século XX, a região demarcada é alargada e vai até ao Douro Superior.

Em 2001, a UNESCO classifica como Património da Humanidade, na categoria paisagem cultural, parte de toda a região demarcada – cerca de vinte e quatro mil hectares.

Com este reconhecimento, a região duriense, beneficia ainda mais de uma procura a nível turístico - o tráfego fluvial de barcos de cruzeiro intensificou-se, as inúmeras quintas abriram portas às visitas turísticas e o comboio histórico voltou à linha do Douro para realizar passeios.





Mosteiro dos Jerónimos


Foi eleito uma das 7 maravilhas de Portugal

Obra-prima da arquitetura portuguesa do século XVI, está classificado como Monumento Nacional e inscrito na lista de Património Mundial da UNESCO (1983). O Mosteiro dos Jerónimos situa-se numa das zonas mais qualificadas de Lisboa, um cenário histórico e monumental junto ao rio Tejo, local de onde partiram as naus e caravelas no tempo das Descobertas que viriam a dar “novos mundos ao mundo”. Na imponente fachada do Mosteiro, que se prolonga por cerca de trezentos metros, ergue-se o Portal Sul da Igreja, ricamente decorado, onde se destacam as imagens do Santo Patrono de Portugal, Arcanjo S. Miguel (ao cimo) e a imagem de Santa Maria de Belém, ou Nossa Senhora dos Reis (ao centro).







Ligado simbolicamente aos mais importantes momentos da memória nacional, o Mosteiro dos Jerónimos (ou Real Mosteiro de Santa Maria de Belém) foi fundado pelo rei D. Manuel I no início do século XVI. As obras iniciaram-se justamente no virar do século, lançando-se a primeira pedra na data simbólica de 6 de Janeiro (dia de Reis) de 1501 ou 1502. Doado aos monges Jerónimos, que aqui permaneceram até ao segundo quartel do século XIX, o Mosteiro dos Jerónimos é um verdadeiro
“cântico” ao estilo manuelino pela profusão de elementos religiosos, náuticos e régios eternizados na pedra. O conjunto monástico conserva, ainda hoje, além da igreja manuelina, grande parte  das magníficas dependências conventuais que contribuíram para a sua fama internacional, incluindo o Claustro quinhentista, o antigo Refeitório dos monges e a sala da Antiga Livraria.









A Igreja de Santa Maria de Belém é aberta ao público e o acesso pode ser feito por uma entrada a direita logo que se passa pela porta-sul (de frente para o rio Tejo). No entanto é possível ainda conhecer o claustro e outras dependências do mosteiro numa visita que é paga mas vale muito a pena. O local abriga os túmulos de Vasco da Gama, Luís Vaz Camões, Alexandre Herculano, Fernando Pessoa, entre outros.



O Mosteiro é considerado patrimônio mundial pela UNESCO desde 1983






Endereço:
Praça do Império 1400-206 Lisboa
GPS:
Lat: 38,697890839496225 Long: -9,206703901290894

E-mail:
geral@mjeronimos.dgpc.pt

sábado, 24 de junho de 2017

Mosteiro da Batalha





O Mosteiro de Santa Maria da Vitória, também designado Mosteiro da Batalha é, indiscutivelmente, uma das mais belas obras da arquitetura portuguesa e europeia.
Este excecional conjunto arquitetónico resultou do cumprimento de uma promessa feita pelo rei D. João I, em agradecimento pela vitória em Aljubarrota, batalha travada em 14 de agosto de 1385, que lhe assegurou o trono e garantiu a independência de Portugal.
As obras prolongaram-se por mais de 150 anos, através de várias fases de construção. Esta duração justifica a existência, nas suas propostas artísticas, de soluções góticas (predominantes) manuelinas e um breve apontamento renascentista. Vários acrescentos foram introduzidos no projeto inicial, resultando um vasto conjunto monástico que atualmente apresenta uma igreja, dois claustros com dependências anexas e dois panteões reais, a Capela do Fundador e as Capelas Imperfeitas.
D. João I doou-o à ordem de S. Domingos, doação a que não foram alheios os bons ofícios do Doutor João das Regras, chanceler do reino, e de Frei Lourenço Lampreia, confessor do monarca.
Na posse dos dominicanos até à extinção das ordens religiosas em 1834, o monumento foi depois incorporado na Fazenda Pública, estando hoje na dependência do IGESPAR, assumindo-se como um espaço cultural, turístico e devocional.
Monumento nacional, integra a Lista do Património da Humanidade definida pela UNESCO, desde 1983.















Horários:
Outubro a março, das 9h00 às 17h30 (última entrada 17h00)
Abril a setembro, das 09h00 às 18h30 (última entrada 18h00)

Encerra dia 1º de janeiro, domingo de Páscoa, 1 de maio e 25 de dezembro

N 39º 39' 32,82'' ,W 8º 49' 33,57''

Templo Romano de Évora - “Templo de Diana”





O Templo Romano, em Évora, é um dos mais grandiosos e mais bem preservados templos romanos de toda a Península Ibérica, tendo sido considerado Património Mundial pela UNESCO em 1986. É o ex-libris da cidade.


Olhar para este Templo Romano, também conhecido (erradamente) como Templo de Diana, é como regressar ao passado e idealizar tempos que já lá vão. É um dos mais importantes marcos históricos de Évora, senão o mais importante, sendo também um dos mais visíveis símbolos da ocupação romana na cidade.


De estilo coríntio, o templo romano foi construído no início do século I, d.C., e fica situado no centro histórico da cidade, mais precisamente, no Largo Conde de Vila Flor, próximo da Sé Catedral de Évora, da Biblioteca Pública de Évora, do Fórum Eugénio de Almeida, do Museu de Évora e da bela Pousada dos Lóios.


Quando estiver a visitar Évora, este será um circuito bastante interessante para se fazer num dia. Sugiro também um passeio pelo Jardim de Diana, para relaxar, beber um refresco e deliciar-se com a magnífica vista sobre a cidade e a planície alentejana que a rodeia.

Ainda hoje este monumento é conhecido como Templo de Diana por muitos portugueses e mesmo eborenses. A confusão explica-se, talvez, devido a uma lenda criada no século XVII que associava a construção do “Templo de Diana” em Évora em honra da deusa romana da caça. A História viria a revelar que, na verdade, o Templo Romano de Évora foi erigido para prestar homenagem ao Imperador Augusto, venerado como um deus, fazendo parte daquilo que seria o fórum romano. Foi modificado nos dois séculos que se seguiram (II e III d.C.) e destruído em parte no século V, aquando da invasão dos povos bárbaros.







Com o passar dos séculos, o Templo foi sofrendo várias destruições e alterações na sua utilização prática. No século XIV, por exemplo, servia de casa-forte ao castelo da cidade de Évora. Mais tarde, foi modificado para servir de matadouro.


Na segunda metade do século XIX foi alvo de uma grande restauração, cujo objetivo foi devolver-lhe o traçado original, a sua dignidade de monumento. Finalmente, no século XX, aquando de novas escavações, foram encontrados vestígios de um pórtico que estaria rodeado por um espelho de água.


Apesar de todas as modificações e destruições de que foi objeto, o Templo Romano de Évora mantém a sua planta original. Este majestoso monumento tem uma forma retangular. A base (o pódio), feita de grandes blocos de granito e com cerca de 3,5m de altura, está quase intacta.

Colunas do Templo
Sobre a base do Templo Romano de Évora assentam ainda catorze das suas colunas coríntias originais. Muitas destas colunas ainda conservam os seus capitéis, feitos de mármore branco de Estremoz. O pavimento, que se crê ter sido revestido por mosaicos, desapareceu por completo.


Atualmente, podemos ver o pódio, quase completo; a escadaria, em ruínas; no topo norte, seis colunas intactas, suportando ainda, apesar do rigor dos tempos passados, a arquitrave original; e nas laterais, mais sete colunas (quatro a este e três colunas completas a oeste). Muito semelhante ao que acontece no Templo de Diana em Mérida (Espanha) ou no Templo de Ártemis em Éfeso (Grécia).


No Templo Romano de Évora podemos ver hoje em dia, ao fim de semana, casais recém-casados a posar para fotografias intemporais que os lembrarão não só da união mas também da imponência deste grandioso templo. Para além destes, os turistas sem fim, os recém-licenciados da Universidade de Évora, os namorados, enfim…, que se esgueiram para lá das fitas de proteção, todos querem uma lembrança de um monumento que atravessa os séculos.