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quinta-feira, 30 de maio de 2019
Celebra-se hoje a Quinta-feira da Ascensão uma data cheia de tradições populares... sabe o significado da Espiga?
O Dia da espiga ou Quinta-feira da espiga é celebrado no dia da Quinta-feira da Ascensão com um passeio matinal, em que se colhe espigas de vários cereais, flores campestres e raminhos de oliveira para formar um ramo, a que se chama de espiga. Segundo a tradição o ramo deve ser colocado por detrás da porta de entrada, e só deve ser substituído por um novo no dia da espiga do ano seguinte.
As várias plantas que compõem a espiga têm um valor simbólico profano e um valor religioso.
Crê-se que esta celebração tenha origem nas antigas tradições pagãs e esteja ligada à tradição dos Maios e das Maias.
O dia da espiga era também o "dia da hora" e considerado "o dia mais santo do ano", um dia em que não se devia trabalhar. Era chamado o dia da hora porque havia uma hora, o meio-dia, em que em que tudo parava, "as águas dos ribeiros não correm, o leite não coalha, o pão não leveda e as folhas se cruzam". Era nessa hora que se colhiam as plantas para fazer o ramo da espiga e também se colhiam as ervas medicinais. Em dias de trovoadas queimava-se um pouco da espiga no fogo da lareira para afastar os raios.
A simbologia por detrás das plantas que formam o ramo de espiga:
Espiga – pão;
Malmequer – ouro e prata;
Papoila – amor e vida;
Oliveira – azeite e paz; luz;
Videira – vinho e alegria
Alecrim – saúde e força.
terça-feira, 12 de março de 2019
Lenços dos Namorados - testemunho precioso da arte e da cultura popular portuguesa
A tradição dos “Lenços dos Namorados” remonta ao século XVII, e é um testemunho precioso da arte e da cultura popular.
Embora presente em várias localidades, é sem dúvida na região do Minho que esta “Arte de namorar” tem a sua mais bela expressão.
Segundo reza a tradição a moça do Minho dedicava-se desde muito cedo a bordar, nas suas poucas horas vagas, depois do trabalho no campo. Quando atingia idade casadoira, bordava o seu lenço, a partir de um pano quadrado de linho fino ou de algodão, para oferecer ao rapaz que o seu coração escolhera, dando largas aos seus sentimentos mais íntimos. Se ele, no domingo, levasse esse lenço no bolso com a ponta de fora ou atado ao pescoço, era sinal de que aceitava o namoro, caso contrário a rapariga não era correspondida.
Os erros ortográficos são uma das características destes lenços pois as bordadeiras, moças do povo, pouco alfabetizadas, escreviam exactamente como pronunciavam.
Houve lenços bordados apenas a branco ou a negro, mas os mais comuns são muito coloridos e há desenhos “obrigatórios”, carregados de sentimentos amorosos.
Se hoje em dia, as formas de namorar são outras e bem diferentes, os Lenços de Namorados continuam a ser procurados pelos mais apaixonados e são, sem dúvida, um presente repleto de simbolismo.
terça-feira, 6 de novembro de 2018
Sabem como se pedia uma rapariga em namoro antigamente em Portugal?
O rapaz apaixonado enviava à sua amada um cartão que seria devolvido com a resposta....
Se o canto esquerdo do cartão fosse dobrado, a rapariga não estava interessada, se por sua vez o canto direito fosse dobrado o pedido de namoro era aceite.
Se o cartão fosse devolvido intacto a rapariga ainda ia pensar no assunto e o rapaz podia alimentar a esperança de um dia ela aceita o seu pedido.
terça-feira, 13 de fevereiro de 2018
Em Podence os caretos continuam a sair à rua para chocalharem as mulheres...
O carnaval mais português de Portugal!
O ritual tem origens celtas e será um dos mais antigos em Portugal. Os caretos são homens e usam fatos coloridos, com máscara vermelha, e chocalhos. Saem à rua no Carnaval, até terça-feira, em Podence, a aldeia de Macedo de Cavaleiros, em Trás-os-Montes onde esta tradição resiste. "Eles, só os homens podem ser caretos, vão atrás das mulheres. Encostam-se e elas fogem", diz-se que estão a chocalhar as mulheres....
Ligado à agricultura e à fertilidade, este ritual carnavalesco tem hoje uma continuidade que se deve às pessoas de Podence, com os mais novos e os emigrados a serem decisivos. Foi em 2004 com a criação da Casa do Careto, com associação já constituída, que a tradição renasceu. Agora o entrudo chocalheiro afirma-se "o carnaval mais genuíno de Portugal." Os fatos e as máscaras são feitos pelos elementos da associação ao longo do ano. O fato, com franjas, é feito com linho e lã. As máscaras, em metal ou couro, são mais fáceis e são vendidas a turistas. O careto leva ainda os chocalhos à cintura, colares e um pau.
A preparação do carnaval é feita por "pessoal de todas as idades, todos ligados à aldeia de Podence". Hoje o entrudo tem um programa mais vasto. Apresenta gastronomia, com as tabernas abertas na aldeia por habitantes, percursos pedestres e a cavalo e outras atividades, desenvolvidas em articulação com o município de Macedo de Cavaleiros
Texto adaptado: daqui
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018
Sabe porque as mulheres da Nazaré usam sete saias?
As sete saias fazem parte da tradição, do mito e das lendas desta terra tão intimamente ligada ao mar.
O povo diz que representam as sete virtudes; os sete dias da semana; as sete cores do arco-íris; as sete ondas do mar, entre outras atribuições bíblicas, míticas e mágicas que envolvem o número sete.
De facto, a origem não é de simples explicação e a opinião dos estudiosos e conhecedores da matéria sobre o uso de sete saias não é coincidente nem conclusiva. No entanto, num ponto, todos parecem estar de acordo: as várias saias (sete ou não) da mulher da Nazaré estão sempre relacionadas com a vida do mar.
As nazarenas tinham o hábito de esperar os maridos e filhos, da volta da pesca, na praia, sentadas no areal, passando aí muitas horas de vigília.
Usavam as várias saias para se cobrirem, as de cima para protegerem a cabeça e ombros do frio e da maresia e as restantes a taparem as pernas, estando desse modo sempre “compostas”.
A introdução do uso das sete saias foi feito, segundo uns, pelo Rancho Folclórico Tá-mar nos anos 30/40, segundo outros pelo comércio local no anos 50/60 e ainda de acordo com outras opiniões as mulheres usariam sete saias para as ajudar a contar as ondas do mar (isto porque “ o barco só encalhava quando viesse raso, ora as mulheres sabiam que de sete em sete ondas alterosas o mar acalmava; para não se enganarem nas contas elas desfiavam as saias e quando chegavam à última, vinha o raso e o barco encalhava”).
O uso de várias saias, pelas mulheres da Nazaré, também está ligado a razões estéticas e de beleza e harmonia das linhas femininas – cintura fina e ancas arredondadas, (esta poderá ser também uma reminiscência do traje feminino de setecentos que as damas da corte usavam - anquinhas e mangas de renda - e que pavoneavam aquando das visitas ao Santuário da Senhora da Nazaré), podendo as mulheres usarem 7, 8, 9 ou mais saias de acordo com a sua própria silhueta.
Certo é que a mulher foi adotando o uso das sete saias nos dias de festa e a tradição começou e continua até ao presente. No entanto, no traje de trabalho são usadas, normalmente, um menor número de saias.
Fonte: cm-nazare
terça-feira, 4 de julho de 2017
A tradição de secar a "gata" na Madeira
Os pescadores de Câmara de Lobos ainda hoje continuam a secar a "gata"
ao ar livre (Dalatias licha), um peixe da família do tubarão, para de
depois a venderem para
petisco. É considerada o bacalhau da Madeira e é servida frita ou de escabeche.
Na Madeira, chama-se ‘gata’ a este tipo de tubarão, por ter uns ‘bigodes’ semelhantes ao dos gatos. Em Portugal Continental, chamamos-lhe ‘lixa’ por derivação do nome científico (Dalatias licha) e por a sua pele ser bastante áspera.
Na Madeira, chama-se ‘gata’ a este tipo de tubarão, por ter uns ‘bigodes’ semelhantes ao dos gatos. Em Portugal Continental, chamamos-lhe ‘lixa’ por derivação do nome científico (Dalatias licha) e por a sua pele ser bastante áspera.
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