sábado, 24 de junho de 2017

Costa Nova - Ílhavo




Os palheiros da Costa Nova são famosas e castiças casas de riscas existentes na praia com o mesmo nome, originalmente em tons de vermelho ocre e preto, utilizados como antigos armazéns de alfaias da pesca.

Até inícios do século XIX a Costa Nova era um extenso areal desabitado mas, após a fixação da Barra do Porto de Aveiro, os pescadores das campanhas piscatórias de Ílhavo mudaram-se para a Costa Nova e começaram a construir “palheiros” para guardarem as redes e outros materiais associados à pesca.

Estes eram inicialmente amplos e sem quaisquer divisões interiores e, mais tarde, divididos com tabiques de madeira que eram “decorados” com conchas de ostras. Simultaneamente, as famílias dos seus sócios, escrivães e “arrais” de outras companhias foram sendo atraídas para a zona nos meses de verão e outono, transformando-os nos atuais “palheiros”, com riscas coloridas, bem à “moda burguesa de ir a banhos” da segunda metade desse século, para que pudessem servir como habitação na estação balnear.








Palheiros da Costa Nova

Avenida José Estêvão
Costa Nova
3830 Ílhavo
GPS: 40º36’52.632’’ | -8º44’59.222’’






Mosteiro da Batalha





O Mosteiro de Santa Maria da Vitória, também designado Mosteiro da Batalha é, indiscutivelmente, uma das mais belas obras da arquitetura portuguesa e europeia.
Este excecional conjunto arquitetónico resultou do cumprimento de uma promessa feita pelo rei D. João I, em agradecimento pela vitória em Aljubarrota, batalha travada em 14 de agosto de 1385, que lhe assegurou o trono e garantiu a independência de Portugal.
As obras prolongaram-se por mais de 150 anos, através de várias fases de construção. Esta duração justifica a existência, nas suas propostas artísticas, de soluções góticas (predominantes) manuelinas e um breve apontamento renascentista. Vários acrescentos foram introduzidos no projeto inicial, resultando um vasto conjunto monástico que atualmente apresenta uma igreja, dois claustros com dependências anexas e dois panteões reais, a Capela do Fundador e as Capelas Imperfeitas.
D. João I doou-o à ordem de S. Domingos, doação a que não foram alheios os bons ofícios do Doutor João das Regras, chanceler do reino, e de Frei Lourenço Lampreia, confessor do monarca.
Na posse dos dominicanos até à extinção das ordens religiosas em 1834, o monumento foi depois incorporado na Fazenda Pública, estando hoje na dependência do IGESPAR, assumindo-se como um espaço cultural, turístico e devocional.
Monumento nacional, integra a Lista do Património da Humanidade definida pela UNESCO, desde 1983.















Horários:
Outubro a março, das 9h00 às 17h30 (última entrada 17h00)
Abril a setembro, das 09h00 às 18h30 (última entrada 18h00)

Encerra dia 1º de janeiro, domingo de Páscoa, 1 de maio e 25 de dezembro

N 39º 39' 32,82'' ,W 8º 49' 33,57''

Padrão dos Descobrimentos





Da autoria do arquitecto Cottinelli Telmo (1897 – 1948) e do escultor Leopoldo de Almeida (1898 – 1975), o Padrão do Descobrimentos foi erguido pela primeira vez em 1940, de forma efémera e integrado na Exposição do Mundo Português. Construído em materiais perecíveis, possuía uma leve estrutura de ferro e cimento, sendo a composição escultórica moldada em estafe (mistura de espécies de gesso e estopa, consolidada por armação ou gradeamento de madeira ou ferro).
Em 1960, por ocasião da comemoração dos 500 anos da morte do Infante D. Henrique, o Padrão é reconstruído em betão e cantaria de pedra rosal de Leiria, e as esculturas em cantaria de calcário de Sintra. Em 1985 é inaugurado como Centro Cultural das Descobertas. O arquitecto Fernando Ramalho remodelou o interior, dotando o Padrão de um miradouro, auditório e salas de exposições.

Isolado e destacado no paredão à beira do Tejo, o Padrão dos Descobrimentos evoca a expansão ultramarina portuguesa, sintetiza um passado glorioso e simboliza a grandeza da obra do Infante D. Henrique, o impulsionador das descobertas.





Uma caravela estilizada faz-se ao mar, levando à proa o Infante D. Henrique e alguns dos protagonistas (32) da gesta ultramarina e da cultura da época, navegadores, cartógrafos, guerreiros, colonizadores, evangelizadores, cronistas e artistas, são retratados com os símbolos que os individualizam.
Um mastro estilizado, com orientação Norte – Sul, tem em cada uma das faces dois escudos portugueses, com cinco quinas, envolvidos por faixa com 12 castelos e ao centro várias flores-de-lis. Ao mastro adoçam-se, em cada face, três estruturas triangulares, curvas, dando a ilusão de velas enfunadas pelo vento.
A face norte é formada por dois gigantes de cantaria, onde se vêem inscrições em letras metálicas:
no lado esquerdo, sobre uma âncora: AO INFANTE D. HENRIQUE E AOS PORTUGUESES QUE DESCOBRIRAM OS CAMINHOS DO MAR;
o lado oposto, sobre uma coroa de louros: NO V CENTENÁRIO DO INFANTE D. HENRIQUE 1460 – 1960.
Ao centro um lanço de nove degraus dá acesso a um átrio com vista para toda a zona que circunda o Padrão. Um segundo lanço de cinco escadas, um portal com arco de volta perfeita e uma moldura formada pelas aduelas, dá acesso ao interior do monumento.
O Monumento é ladeado por duas esferas armilares em metal, sobre duas plataformas paralelepipédicas.









Torre Vasco da Gama - O arranha-céus mais alto de Lisboa, com vista para o Tejo










A Torre Vasco da Gama apresenta o perfil de uma vela enfunada, evocando os inúmeros navios portugueses que saíram do Tejo para descobrir o mundo. Com uma estrutura mista de 140 m de altura, construída junto ao rio Tejo, no Parque das Nações, em Lisboa, para a EXPO'98, a Exposição Mundial de 1998. O acesso ao miradouro é efectuado por um dos três elevadores exteriores que estão virados a Nascente. São os elevadores, ao ar livre, que sobem mais alto na Europa. A vista deste miradouro é magnífica, favorecida por uma luz muito própria.
















A construção no alto da torre durante a exposição era um restaurante de luxo com vista panorâmica sobre o rio Tejo. O restaurante permaneceu aberto durante cerca de três anos após a exposição.

É o mais alto edifício arranha-céus de Portugal.

Desde Novembro de 2012, a Torre funciona como um hotel de luxo da cadeia de SANA Hotéis, tendo-se adicionado ao conjunto inicial um edifício cuja construção se iniciou em Agosto de 2009.

Elevador de Santa Justa - O mais famoso monumento da Baixa Pombalina oferece uma vista impressionante da capital



 O Elevador de Santa Justa,  é um dos monumentos mais interessantes da Baixa, centro histórico lisboeta. Concebido por Raoul Mesnier du Ponsard, o elevador liga a Baixa até às ruínas da Igreja do Carmo. O Elevador de Santa Justa é uma maravilha da era industrial, com a estrutura de ferro exterior formando arcos neogóticos gloriosos, enquanto no interior duas sumptuosas cabines de madeira envernizada elevam os passageiros em grande estilo. Abriu em 1902, altura em que funcionava a vapor, e em 1907 começou a trabalhar a energia eléctrica, sendo o único elevador vertical em Lisboa a prestar um serviço público. Feito inteiramente de ferro fundido e enriquecido com trabalhos em filigrana, o elevador dentro da torre sobe 45 metros e leva 45 pessoas em cada cabine (existem duas).
A bilheteira localiza-se por trás da torre, nos degraus da Rua do Carmo. Os passageiros podem subir ou descer pelo elevador dentro de duas elegantes cabinas de madeira com acessórios de latão.
No topo conta com vistas magníficas sobre o centro de Lisboa e o Rio Tejo. 



 








Residentes e turistas podem andar de elevador quase gratuitamente, já que faz parte da rede de transportes públicos de Lisboa e os bilhetes de um dia de metro ou autocarro são válidos para uso. O passe de 24 horas de viagens ilimitadas, “Viva Viagem” tem um custo de €6,15 e inclui todos os elétricos, autocarros e metro. Estes bilhetes são adquiridos nas estações de metro.


O Elevador de Santa Justa está localizada a sudeste da Praça Dom Pedro IV (Praça do Rossio) na Baixa, e a estação de metro mais próxima é do Rossio, na linha verde do metro. A entrada superior fica à direita da ruinosa Igreja do Carmo, na Largo do Carmo. Durante o verão podem existir filas longas, por isso tente viajar cedo ou ao final do dia.







Morada: Rua do Ouro, 1150-060 Lisboa

Preço: Bilhete Santa Justa, 5€ (pode adquirir a bordo, é válido até 2 viagens e inclui acesso ao Miradouro). Também pode utilizar os cartões Lisboa Viva, 7Colinas e Viva Viagem (carregados com títulos CARRIS válidos), bilhetes Yellow Bus e Lisboa Card.

Bilhete Miradouro de Santa Justa, 1.50€ (apenas acederá ao Miradouro; não pode fazer viagens). Também pode usar os bilhetes Yellow Bus e o Lisboa Card.

Horário: Elevador. Rua do Ouro: Inverno (Out-Mai), 7:00 - 21:45. Verão (Jun-Set) e Páscoa, 7:00 - 22:45. Largo do Carmo: Inverno, 7:05 - 21:50. Verão & Páscoa, 7:05 - 22:50.
Miradouro. Todos os dias, 8:30 - 20:30.
Telefone: (+351) 214 138 679

Templo Romano de Évora - “Templo de Diana”





O Templo Romano, em Évora, é um dos mais grandiosos e mais bem preservados templos romanos de toda a Península Ibérica, tendo sido considerado Património Mundial pela UNESCO em 1986. É o ex-libris da cidade.


Olhar para este Templo Romano, também conhecido (erradamente) como Templo de Diana, é como regressar ao passado e idealizar tempos que já lá vão. É um dos mais importantes marcos históricos de Évora, senão o mais importante, sendo também um dos mais visíveis símbolos da ocupação romana na cidade.


De estilo coríntio, o templo romano foi construído no início do século I, d.C., e fica situado no centro histórico da cidade, mais precisamente, no Largo Conde de Vila Flor, próximo da Sé Catedral de Évora, da Biblioteca Pública de Évora, do Fórum Eugénio de Almeida, do Museu de Évora e da bela Pousada dos Lóios.


Quando estiver a visitar Évora, este será um circuito bastante interessante para se fazer num dia. Sugiro também um passeio pelo Jardim de Diana, para relaxar, beber um refresco e deliciar-se com a magnífica vista sobre a cidade e a planície alentejana que a rodeia.

Ainda hoje este monumento é conhecido como Templo de Diana por muitos portugueses e mesmo eborenses. A confusão explica-se, talvez, devido a uma lenda criada no século XVII que associava a construção do “Templo de Diana” em Évora em honra da deusa romana da caça. A História viria a revelar que, na verdade, o Templo Romano de Évora foi erigido para prestar homenagem ao Imperador Augusto, venerado como um deus, fazendo parte daquilo que seria o fórum romano. Foi modificado nos dois séculos que se seguiram (II e III d.C.) e destruído em parte no século V, aquando da invasão dos povos bárbaros.







Com o passar dos séculos, o Templo foi sofrendo várias destruições e alterações na sua utilização prática. No século XIV, por exemplo, servia de casa-forte ao castelo da cidade de Évora. Mais tarde, foi modificado para servir de matadouro.


Na segunda metade do século XIX foi alvo de uma grande restauração, cujo objetivo foi devolver-lhe o traçado original, a sua dignidade de monumento. Finalmente, no século XX, aquando de novas escavações, foram encontrados vestígios de um pórtico que estaria rodeado por um espelho de água.


Apesar de todas as modificações e destruições de que foi objeto, o Templo Romano de Évora mantém a sua planta original. Este majestoso monumento tem uma forma retangular. A base (o pódio), feita de grandes blocos de granito e com cerca de 3,5m de altura, está quase intacta.

Colunas do Templo
Sobre a base do Templo Romano de Évora assentam ainda catorze das suas colunas coríntias originais. Muitas destas colunas ainda conservam os seus capitéis, feitos de mármore branco de Estremoz. O pavimento, que se crê ter sido revestido por mosaicos, desapareceu por completo.


Atualmente, podemos ver o pódio, quase completo; a escadaria, em ruínas; no topo norte, seis colunas intactas, suportando ainda, apesar do rigor dos tempos passados, a arquitrave original; e nas laterais, mais sete colunas (quatro a este e três colunas completas a oeste). Muito semelhante ao que acontece no Templo de Diana em Mérida (Espanha) ou no Templo de Ártemis em Éfeso (Grécia).


No Templo Romano de Évora podemos ver hoje em dia, ao fim de semana, casais recém-casados a posar para fotografias intemporais que os lembrarão não só da união mas também da imponência deste grandioso templo. Para além destes, os turistas sem fim, os recém-licenciados da Universidade de Évora, os namorados, enfim…, que se esgueiram para lá das fitas de proteção, todos querem uma lembrança de um monumento que atravessa os séculos.






Santuário de Fátima



«Altar do Mundo», local de reencontro com a Fé, a Vida e a Esperança.


O Santuário de Fátima, formalmente intitulado pela Igreja Católica como Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, é um santuário mariano dedicado a Nossa Senhora de Fátima, localizado na Cova da Iria, na cidade de Fátima, concelho de Ourém.
O Santuário é, por excelência, um local de peregrinação e devoção, preservando a memória dos acontecimentos que levaram à sua fundação, as aparições de Nossa Senhora aos três pastorinhos em 1917.  A sua magnitude e relevância do ponto de vista religioso é de há muito consensualmente reconhecida, nacional e internacionalmente. Por vontade expressa da Sé Apostólica, este é um Santuário Nacional. É também um dos mais importantes santuários marianos do mundo pertencentes à Igreja Católica e de maior destino internacional de turismo religioso, recebendo cerca de seis milhões de visitantes por ano. Foi distinguido com três rosas de ouro papais e visitado pelos Papas Paulo VI (1967), João Paulo II (1982, 1991 e 2000), Bento XVI (2010) e Francisco (2017).


GPS: N 39º 37' 49,91'' ,W 8º 40' 25,11''