segunda-feira, 17 de julho de 2017

Santuário de Nossa Senhora dos Remédios - Lamego

@Arian Zwegers








Edificada no cimo do Monte de Santo Estevão, o Santuário de Nossa dos Remédios é, a par do Bom Jesus de Braga, uma das igrejas barrocas de peregrinação mais significativas do país.
Ainda em tempos medievais existia, no mesmo local, uma pequena ermida dedicada a Santo Estêvão, mandada reedificar no século XVI, pelo Bispo de Lamego, D. Manuel de Noronha (MARRANA, 2001). Este havia trazido de Roma uma imagem de Nossa Senhora dos Remédios, cujo culto se incrementou a partir do século XVIII, motivando a edificação de uma nova igreja, que pudesse responder, de forma mais eficaz, às necessidades crescentes dos fiéis que procuravam a protecção daquela santa. Para a construção do novo Santuário podem-se estabelecer três grandes períodos: de 1750 a 1778 para a edificação do templo; de 1778 a 1868 para a escadaria; e de 1868 a 1905 para a reconstituição da sacristia velha e nova (da autoria do Mestre Domingos Barreira), para a construção das torres laterais e para o alteamento do frontão (PINTO, 2001). Assim, a primeira pedra da igreja foi lançada em 1750, estando as obras concluídas cerca de onze anos depois.


A escadaria de acesso ao santuário, com 686 degraus, tem vários patamares onde se encontram os reis de Israel, e na base da escadaria, quatro figuras representam as quatro estações do ano.



domingo, 16 de julho de 2017

As Botas Alentejanas são um símbolo importante no artesanato tradicional. Infelizmente, esta arte corre mesmo o sério risco de desaparecer.

@ Ricardo Bernardo
 
 
Antigamente as Botas Alentejanas protegiam os pés dos rigores dos duros trabalhos no campo.
São um símbolo importante no artesanato tradicional. São feitas por medida, em pele ensebada e com solas de couro ou borracha, e são cada vez mais raras e únicas, pois infelizmente, esta arte corre mesmo o sério risco de desaparecer.

 
As Botas Alentejanas são um símbolo importante no artesanato tradicional.
 
Temos que valorizar a nossa cultura e as nossas tradições.


Praia do Barril - Uma praia de areias brancas e mar suave onde se chega de comboio....

Andre Ribeirinho




A Praia do Barril situa-se sensivelmente a meio da Ilha de Tavira, uma estreita língua de areia fina e branca. No acesso à praia é possível realizar um percurso pedonal sinalizado com seis estações de observação, permitindo contemplar a riqueza ambiental da Ria Formosa. Pelo caminho, que é muito aprazível, vale a pena observar a diversa fauna dos bancos de vaza, especialmente as bocas cava-terra (caranguejo típico destas zonas) que correm a esconder-se nos buracos de lodo à passagem dos veraneantes, e, mais perto da praia, a vegetação dos extensos campos dunares de onde se liberta um cheiro muito característico a caril, oriundo duma pequena planta chamada perpétua-das-areias.
O equipamento turístico da praia foi adaptado a partir de uma antiga armação de pesca do atum e no local ainda se pode ver o casario original e alguns objetos da faina, bem como um conjunto de grandes âncoras que se encontram dispostas no espaço envolvente da praia, ajardinado com plantas das dunas. Esta praia possui equipamentos de apoio aos utentes (restaurantes, bares, wc), bem como vigilância durante a época balnear.
Acesso: é necessário atravessar uma estreita ponte pedonal que se eleva sobre um canal da ria e seguir depois a pé ou através de um pequeno comboio que assegura um serviço regular (cerca de 1 km) até ao areal.




O comboio da Praia do Barril

Ligando a Praia do Barril ao continente existe uma pequena ferrovia, que antigamente era utilizada pela frota pesqueira para transportar mercadoria entre a comunidade e a estrada principal. Esta ferrovia foi agora convertida numa atração turística popular, que transporta os visitantes para a praia. A viagem é de apenas 1km e o bilhete de ida e volta tem um custo de €2.00.

Toni Castillo Quero







Como um memorial dramático do declínio da frota pesqueira de atum, as âncoras dos barcos de pesca foram alinhadas ao longo das dunas de areia no limite da praia. Estas âncoras foram utilizadas para manter as redes de pesca em posição e formavam labirintos subaquáticos gigantescos, que afunilavam os atuns para as redes de captura. As âncoras enferrujadas são referidas como o Cemitério das Âncoras.



Andre Ribeirinho


A praia de areias brancas e mar suave é tão extensa como o comprimento da ilha, galardoada com bandeira azul tem vigilância e primeiros socorros com nadador salvador durante a época balnear nos meses de Verão. Dispõe de uma zona concessionada que permite o aluguer de toldos e espreguiçadeiras.



Existe uma zona oficial naturista a 1000 metros a Oeste do fim da concessão da praia do Barril.



Como chegar:

A partir da Estrada Nacional 125 (EN125) entre Luz e Tavira seguir a direcção Pedras d’el Rei, atravessando o empreendimento até chegar junto à ria Formosa.


sábado, 15 de julho de 2017

Praia da Amoreira - Com uma paisagem arrebatadora (desconhecida da maioria) podemos tomar banho de água doce e salgada na da foz da ribeira de Aljezur e no oceano




Próxima da vila de Aljezur, a Praia da Amoreira beneficia de duas realidades: a praia marítima propriamente dita e a foz da ribeira de Aljezur. Desta confluência resulta um sistema estuarino-lagunar de grande beleza natural. Com a baixa-mar a paisagem é arrebatadora, pondo a descoberto formações rochosas e extensas lagoas no areal. Na continuidade do vasto areal, para o interior, observa-se um extenso campo dunar, que localmente é conhecido pelos “medos da Amoreira”, evoluindo depois para um habitat de sapal. Duas visões imponentes marcam a paisagem: no limite norte, a arriba talhada em xisto e grauvaques apresenta uma forma curiosa, lembrando um gigante deitado sobre o mar; a sul, na encosta verdejante do vale, afloram impressionantes formações rochosas, vestígios duma antiga duna, agora fossilizada. A ponta sul desta praia é ainda um local privilegiado para a pesca à linha, localmente conhecida pela rocha do “treme-treme”.Na zona ocorrem diversas espécies de flora de elevado valor, como é o caso do endemismo lusitano Biscutella vicentina, e habitats prioritários para conservação da natureza, como as dunas fixas com vegetação herbácea (“dunas cinzentas”), dunas litorais com Juniperus spp., dunas fixas descalcificadas atlânticas (Calluno-Ullicetea) e dunas com florestas de Pinus pineae ou Pinus pinaster.

COMO CHEGAR: Junto ao Complexo Desportivo de Aljezur encontra um desvio com a indicação para a Praia da Amoreira. Ao longo de 7 km de caminho alcatroado acompanha-o uma paisagem idílica: o Vale D. Sancho, a ribeira de Aljezur, flora com espécies endógenas, campos de pastagem de gado bovino.

GALARDÕES: Bandeira Azul

COORDENADAS GPS: 37°21'6.80"N 8°50'40.37"W.

ACESSO: Fácil (escadas e passadiço em madeira).

INFRAESTRUTURAS E SERVIÇO DE APOIO: Restaurante/bar, apoio recreativo, telefone, parque de estacionamento.

PRAIA VIGIADA: Sim (durante a época balnear)

Fonte original todos os direitos reservados a: cm-aljezur

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Praia da Arrifana - De rara beleza natural, tem um areal com mais de meio quilómetro de extensão



Localizada na pequena povoação piscatória da Arrifana, esta praia insere-se numa zona de elevada importância ecológica e rara beleza natural, desenvolvendo-se num areal com mais de meio quilómetro de extensão. Protegida por altas arribas xistosas, forma uma espécie de pequena baía, sendo por isso a praia menos batida pelo vento e pela forte rebentação das ondas.No topo sul desta praia marca presença uma negra e enorme rocha vertical no mar, a fazer lembrar uma estátua gigantesca, aqui denominada de “Pedra da Agulha”, que se tornou um ícone da costa sudoeste.Nas arribas que envolvem a praia, encontram-se habitats prioritários, como formações de Cistus palhinhae em charneca marítima, espécie de flora com estatuto de ameaça vulnerável e endemismo ibérico. Estas arribas constituem também zona de nidificação para diversas espécies de avifauna, sendo uma das espécies mais comuns a Cegonha-branca (Ciconia ciconia). Em situação única no mundo, é aqui que encontramos os seus ninhos sobre as arribas marítimas ou em rochedos junto à costa - os palheirões.A norte da praia, junto à Fortaleza da Arrifana desfruta-se das mais belas panorâmicas da Costa Vicentina. Mais a norte, na Ponta da Atalaia, famosa pelos seus percebes, existem vestígios do maior Ribat muçulmano da Península Ibérica, um convento-fortaleza de grande valor arqueológico.É considerada excelente para a prática de desportos náuticos, como o mergulho, o surf ou o bodyboard, sendo muito procurada para a prática destas duas últimas modalidades. A época do surf começa assim que termina a época estival, tornando-se num paraíso para os surfistas.Na povoação da Arrifana, que se desenvolve ao longo da encosta, existem apoios como restaurantes e cafés, onde é possível degustar a gastronomia local, onde o peixe sempre fresco está presente, assim como os mariscos desta costa, como os tão apreciados percebes.

GALARDÕES: Bandeira Azul

COMO CHEGAR: Siga a sinalização que encontra à direita a escassos metros após a saída sul da vila de Aljezur. No final da subida, volte à esquerda para a Praia da Arrifana.

COORDENADAS GPS:  37°17'39.45"N    8°51'58.53"W.

ACESSO: Fácil (um acesso faz-se pela rampa e o outro através de escadas em madeira).

INFRAESTRUTURAS E SERVIÇOS DE APOIO: Instalações sanitárias; parque de estacionamento antes da descida para a praia; bar/restaurante; telefone; recolha de resíduos; recolha selectiva.

PRAIA VIGIADA: Sim (durante a época balnear).

Fonte original todos os direitos reservados a: cm-aljezur

Rendas de Bilros - veja como se faz este verdadeiro ex-libris do artesanato português





 


  • Rendas de Bilros de Vila do Conde
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    O fabrico das rendas de bilros em Vila do Conde data, pelo menos, do século XVI, afirmando-se, ao longo dos tempos, como um dos mais expressivos ex-libris da cidade. Embora com origem controversa, a técnica da manufatura das rendas de bilros poderá ter sido trazida do norte da Europa por marinheiros e comerciantes que, então, mantinham importantes relações comerciais com a Flandres. Vila do Conde é, atualmente, o centro produtor de rendas de bilros mais importante do país, quer pela qualidade dos trabalhos, quer pelo número de pessoas que envolve. Hoje, novos caminhos se abrem. Preservando o passado, utilizam-se novos materiais, buscam-se novas aplicações nas decorações para as casas e para a moda e estabelecem-se contactos com centros produtores de rendas de bilros espalhados pela Europa. Assim se garante o futuro da secular arte de dedilhar os bilros.


  Renda de Bilros de Peniche

 
A Renda de Bilros de Peniche, uma arte com mais de quatro séculos de existência, remonta aos finais do Séc. XVI, inícios do Séc. XVII.
O seu aparecimento por terras de Peniche parece ter sido motivado pelas relações comerciais estabelecidas entre os marinheiros e pescadores vindos dos portos de Bruges e Antuérpia, na Flandres,
originando a transmissão de um saber-fazer que se transformou no ex
-libris do artesanato desta comunidade piscatória.
No século XIX, esta arte era tecida pela maioria das mulheres de Peniche, em especial, pelas esposas de pescadores que transformavam o engenho da sua arte e a perfeição do seu labor num complemento aos diminutos salários provenientes da pesca, em tempos de defeso.
Com o aparecimento de novas e mais lucrativas alternativas à mão de obra feminina,esta arte sofreu uma regressão, no início do século XX.
Atualmente, este elemento distintivo da identidade de Peniche
continua salvaguardado, embora com menos expressão que nos tempos áureos em que toda e qualquer renda produzida em Portugal era conhecida por Renda de Peniche.
 
 
 
 
 
 
 








Fonte original todos os direitos reservados a: cm-viladoconde e cm-peniche





quarta-feira, 12 de julho de 2017

Mosteiro de Alcobaça - Uma das Sete Maravilhas de Portugal

Rui Ornelas


A fundação da Abadia de Santa Maria de Alcobaça e respectiva Carta de Couto datam de 8 de Abril de 1153.

Os domínios da Ordem de Cister ficam assim consagrados.

Os do Reino de Portugal, com a conquista das cidades de Santarém e de Lisboa, em 1147, avançaram para sul em direcção à Linha do Tejo. Este facto, obrigava a um povoamento rápido e eficaz para que a expansão cristã continuasse para sul.

A protecção dos Coutos foi entregue à milícia da Ordem do Templo, isentando-os, tanto quanto possível, das investidas militares dos mouros.

O ponto fulcral e irradiador de toda esta dinâmica era a própria abadia. A respectiva construção foi iniciada em 1178. Esta data está envolta em grande significado “estratégico”: quatro anos depois, São Bernardo foi canonizado. Será, decerto, uma das primeiras abadias da Ordem a ser construída já com esta intenção.

A importância do Mosteiro de Alcobaça evoluiu num crescendo cultural, religioso e ideológico. A sua monumentalidade é tanto mais evidente quanto mais límpida e austera é a sua arquitectura. Trata-se, de resto, do primeiro ensaio de arquitectura gótica em Portugal: um modelo que ficou sem imediata continuidade e que não foi reproduzido a não ser muito mais tarde, funcionando como um pólo quase isolado, uma jóia branca na paisagem.  



Manuel Alende Maceira



Na história deste mosteiro há também uma vocação para o ensino; no século XVII chega mesmo a ser a mais importante escola monástica do reino mas já antes eram ali preparados os noviços e os monges reproduziam livros para oração. A UNESCO classificou Alcobaça como Património da Humanidade em 1985.

Como Chegar

Acede-se ao Mosteiro de Alcobaça por Auto-estrada: a partir de Lisboa ou Leiria – A8 até à indicação de saída para Alcobaça/Nazaré/Valado dos Frades, depois pela Estrada Nacional 8-5 em direcção a Alcobaça.
Em alternativa é possível também chegar a Alcobaça via A1 (saída de Leiria, para quem vem do Norte, e Aveiras, para quem vem do Sul) e/ou IC2.
Coordenadas: 39° 32′ 54″ N, 8° 58′ 48″ W 



Horários

Outubro a Março
Das 09h00 às 18h00 (última entrada 17h30)
 Abril a Setembro
Das 09h00 às 19h00 (última entrada 18h30) 
A Bilheteira encerra 30 minutos antes do fecho do monumento
Encerrado: 1 de Janeiro, Domingo de Páscoa, 1 de Maio, 20 de Agosto e 25 de Dezembro 









royckmeyer

Bilhetes

Bilhete individual - 6,00 €
Bilhete Património Mundial:  Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, Convento de Cristo e Mosteiro de Santa Maria da Vitória (Batalha) - 15,00€ [válido por 7 dias]

Isenções (Visita gratuita)
- 1.º Domingo de cada mês para visitas individuais ou grupos até 12 pessoas, inclusive;
- Crianças até aos 12 anos, inclusive;
- Visitantes em situação de desemprego residentes na União Europeia*;
- Investigadores, conservadores, restauradores, profissionais de museologia e/ou património em exercício de funções*;
- Membros do ICOM, ICOMOS e APOM*;
- Jornalistas em exercício de funções, mediante comunicação prévia;
- Professores e alunos de qualquer grau de ensino, incluindo Universidades Sénior ou de 3.ª Idade, quando comprovadamente em visita de estudo e mediante marcação prévia confirmada pela Direção do Palácio, Museu ou Monumento;
- Grupos credenciados de Instituições Portuguesas de Solidariedade Social ou de Áreas de Ação Social de Autarquias ou outras Instituições de Interesse Público mediante autorização prévia da Direção da DGPC;
- Membros da Associação Portuguesa dos Amigos dos Castelos*;
- Funcionários da DGPC e três acompanhantes*;
- Voluntários em exercício na DGPC e um acompanhante*;
- Visitantes com mobilidade reduzida e um acompanhante.
 * Requer comprovação documental
Descontos
- Visitantes com idade igual ou superior a 65 anos - 50%;
- Cartão de Estudante - 50% ;
- Cartão Jovem - 50%;
- Bilhete Família (2 adultos + mínimo 2 filhos, menores de 18 anos)  - 50% ; 
- Bilhetes para grupos Pré-Pagos: (podem ser adquiridos através do email bilhetesgrupo@dgpc.pt com a antecedência mínima de 48 horas e com a validade de um ano; não há devolução de bilhetes):
Aquisições superiores a 250 bilhetes por tipologia  - 7,5%;
Aquisições superiores a 500 bilhetes por tipologia - 10%;
Aquisições superiores a 1000 bilhetes por tipologia - 15%.
Os descontos de quantidade não se aplicam a Bilhetes de Circuito

Preços das Visitas Orientadas:
- Visitas guiadas pelo Serviço Educativo e Visitas de Estudo da iniciativa das instituições de Ensino (mediante Credencial da instituição de Ensino, comprovando o âmbito de estudos da visita e marcação prévia confirmada pelo Serviço Educativo) - Gratuito;
- Visitas Orientadas em horário de funcionamento, mediante marcação prévia, confirmada pela Direção do Mosteiro de Alcobaça (grupos sénior têm 50% de desconto) - 60 euros por grupo (máximo de 30 pessoas);
Marcação de Visitas Orientadas
 Regras Gerais aplicáveis a todas as visitas:
a) É obrigatória marcação prévia para grupos superiores a 50 pessoas;
b) Os descontos de quantidade não se aplicam a Bilhetes-Circuito;
c) Todos os descontos aplicados a bilhetes individuais são aplicáveis a Bilhetes-Circuito e a Visitas Orientadas;
d) É proibido fumar ou comer em qualquer local do circuito de visita;
e) Os vouchers emitidos na aquisição antecipada de bilhetes têm a validade de um ano;
f) Os descontos não são acumuláveis.