segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Palácio do Raio - Braga





O Palácio do Raio foi construído entre 1752 e 1755, foi restaurado em 2015 e é agora um Centro Interpretativo completo que, ao longo de dez salas, nos mostra um espólio da Santa Casa da Misericórdia de Braga – são mais de 500 anos de história num edifício único que teve várias utilidades ao longo dos anos.
Entre outras peças, podemos observar pinturas, esculturas, peças de vestuário, documentação e arte sacra sendo que à entrada, do lado direito, há ainda uma sala dedicada aos objetos utilizados no hospital que marcou presença no Palácio do Raio até este ter sido devolvido, em 2012, à Santa Casa. Do lado esquerdo, na sala onde recomendamos que inicie a visita, poderá descobrir mais sobre outros pontos turísticos da cidade.




Quando subimos a escadaria central, imponente e rodeada por azulejos azuis e brancos tipicamente portugueses, encontramos o Mexicano – sabia que o Palácio do Raio também é conhecido como a “Casa do Mexicano”? – e, quando entramos no circuito que reúne um acervo completo, rico, organizado e dedicado à Igreja, à Arte Sacra, aos benfeitores da Santa Casa da Misericórdia e a uma das procissões mais famosas da cidade – Ecce Homo – percebemos que este Palácio é mesmo um local fascinante, numa homenagem constante ao barroco e rococó.

Quando visitar as diferentes salas do Palácio do Raio, olhe para cima e observe os tetos. Irá ficar maravilhado com os desenhos coloridos e detalhados que combinam perfeitamente com toda a arquitetura do Palácio e com todas as peças que aqui nos são apresentadas.






Contacto

Palácio Do Raio
Rua do Raio
4700-920
Braga
+351 253 206 520

Horário

Ter - Sáb: 10:00 - 13:00 I 14:30 - 18:30




Texto adaptado: http://bragacool.com/visitar/palacio-raio

sábado, 21 de outubro de 2017

Dornes foi considerada uma das mais bonitas vilas de Portugal e merece ser descoberta sem pressas...




Mítica terra de Templários, Dornes, na beira do rio Zêzere, está repleta de cantos, recantos e segredos por descobrir. É uma das mais belas vilas do país.

Situada a 10 km a nordeste de Ferreira do Zêzere, numa enseada da albufeira do Castelo do Bode, a vila de Dornes é uma das mais curiosas do centro de Portugal, quer pela sua invulgar localização, pelas vistas e pelo pitoresco do casario, como pelas lendas e tradições que lhe estão associadas.

A dominar as casas baixas e predominantemente brancas fica a torre medieval, que se pensa ter sido construída pelos cavaleiros templários para vigiar o profundo vale do Zêzere. A fundação de Dornes remonta ao século XII e está ligada ao aparecimento de uma imagem milagrosa de Nossa Senhora do Pranto.

A primeira igreja de Dornes foi mandada construir pela rainha Santa Isabel (filha do rei de Aragão e esposa do rei português D. Dinis) em finais do século XIII, substituída por uma de maiores dimensões no século XV. A romaria de Nossa Senhora do Pranto faz-se a 15 de Agosto e atrai grande multidão.

Terra muito antiga, Dornes será mesmo anterior à fundação da nacionalidade, como o atestam os monumentos e os vestígios arqueológicos que por aqui se têm encontrado.

Já na primeira dinastia alguns documentos que lhe fazem referência, sendo documentada a presença de um religioso de Dornes no Foral de Arega, em inícios do século XIII.

Ainda no século XIII há referências à Comenda Templária de Dornes. Mais tarde, no século XV, Dornes, enquanto Comenda Mor da Ordem de Cristo teve por Comendador D. Gonçalo de Sousa, homem muito influente, da Casa do Infante D. Henrique, e que aqui mandou construir, em 1453, a Igreja de Nossa Senhora do Pranto.

Este local de culto deu à povoação, parte da importância que esteve na origem, em 1513, da atribuição do Foral Manuelino.










Como chegar a Dornes:



A vila de Dornes, é uma freguesia que pertence ao Concelho de Ferreira do Zêzere no Distrito de Santarém.



De Lisboa:

· A1 sentido norte e sair para a A23;

· Já na A23, sair na saída para o IC3, sentido Coimbra;

· Sair na saída onde diz Ferreira do Zêzere;

· Seguir as sinaléticas até Dornes















Texto adaptado Daqui

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Miradouro Cabo Girão - Madeira



É o cabo mais alto da Europa, com 580 m de altura, famoso pela sua plataforma suspensa em vidro.


O miradouro do Cabo Girão, situado no promontório mais alto da Europa, a 580 m de altitude, oferece uma vertiginosa vista sobre as fajãs do Rancho e do Cabo Girão – pequenas áreas de terra cultivadas no sopé da falésia, bem como magníficas panorâmicas sobre o oceano e os municípios de Câmara de Lobos e do Funchal.
O miradouro foi alvo de obras de requalificação, tendo sido construído uma plataforma suspensa em vidro, denominada de skywalk.
É um local privilegiado para a prática do parapente e base-jumping. Recentemente, o para-quedista português Mário Pardo fez daqui um espetacular salto de mota.
Nas redondezas encontra-se a Capela de Nossa Senhora de Fátima, construída em 1951 e um dos principais locais de peregrinação da ilha.











Horário de Funcionamento: 

Horário de Inverno - Todos os dias: 08h00 – 19h00
Horário de Verão - Todos os dias: 08h00 - 21h00


Contatos:

Estrada do Cabo Girão, 9300-351 Câmara de Lobos

Transportes Públicos:

RODOESTE
Carreira de Autocarros - 7,154







Fonte do texto: visitmadeira.pt

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Ponte da Mizarela (ponte do diabo)


A Ponte da Mizarela (ponte do diabo) localiza-se sobre o rio Rabagão, a cerca de um quilómetro da sua foz no rio Cávado, na freguesia de Ruivães, concelho de Vieira do Minho, distrito de Braga, em Portugal. Liga as freguesias de Ruivães à de Ferral, no concelho de Montalegre. Está implantada no fundo de um desfiladeiro escarpado, assente sobre os penedos e com alguma altitude em relação ao leito do rio, sendo sustentada por um único arco com cerca de 13 metros de vão.
Foi erguida na Idade Média e reconstruída no início do século XIX.

Encontra-se classificada como Imóvel de Interesse Público desde de 30 de novembro de 1993.








A lenda da ponte da Mizarela:

Reza sobre ela, a seguinte lenda:

"Diz-se que um padre, querendo fazer uma pirraça ao Diabo, se disfarçou em salteador perseguido pelas justiças de Montalegre, e foi certo dia, à meia-noite, àquele lugar para passar o rio. Como o não pudesse passar, por meio de esconjuros, invocou o auxílio do Inimigo. Ouve-se um rumor subterrâneo e eis que aparece, afável e chamejante, o anjo rebelde:

- "Que queres de mim?" - perguntou ele.

- "Passa-me para o outro lado e dar-te-ei a minha alma."

Santanás, que antegozava já a perdição do sacerdote, estendeu-lhe um pedaço de pergaminho garatujado e uma pena molhada em saliva negra, dizendo:

- "Assina!".

O padre assinou. O Demo fez um gesto cabalístico e uma ponte saiu do seio horrendo das trevas.

O clérigo passa e, enquanto o diabo esfrega um olho, saca da caldeirinha da água benta, que escondera debaixo da capa de burel, e asparge com ela a infernal alvenaria, fazendo o sinal da cruz e pronunciando bem vincadas as palavras do exorcismo.

Santanás, logrado, deu um berro bestial e desapareceu num boqueirão aberto na rocha, por onde sairam línguas de fogo, estrondos vulcânicos e fumos pestilenciais. O vulgo das redondezas, na sua ignorância e ingenuidade, e não sabemos a origem, aproveita-se da ponte para ali exercer um rito singular.

Quando uma mulher, decorridos que sejam dezoito meses após o seu enlace matrimonial, não houver concebido, ou, quando pejada, se prevê um parto difícil ou perigoso, não tem mais que ir à Mizarela, à noite, para obter um feliz sucesso. Ali, com o marido e outros familiares, espera que passe o primeiro viandante. Este é então convidado para proceder à cerimónia, a qual consiste no baptismo in ventris do novo ou futuro ser. Para isso, o caminhante colhe, por meio de uma comprida corda com um vaso adaptado a uma das extremidades, um pouco de água do rio e com a mão em concha deita-a no ventre da paciente por um pequeno rasgão aberto no vestuário para este efeito, acompanhando a oração com a seguinte ladaínha:

Eu te baptizo
criatura de Deus,
Pelo poder de Deus,
e da Virgem Maria.
Se for rapaz, será ‘Gervás’;
se for rapariga, será Senhorinha.
Pelo poder de Deus e da Virgem Maria,
um Padre-Nosso e uma Avé-Maria. "

O barulhar iracundo da cachoeira no abismo imprime a estas cenas um cunho de tétrica magia. Segue-se depois uma lauta ceia, assistindo, geralmente, o improvisado padrinho. E o êxito é completo: um neófito virá alegrar a família. Claro que se na primeira noite não passar o viandante desejado, a viagem à Mizarela repetir-se-á até o cerimonial se realizar nas condições devidas.

De um dos lados ergue-se um enorme rochedo que o povo denominou "Púlpito do Diabo", por crer que o Demo vai ali pregar à meia-noite, quando as bruxas das redondezas se reúnem em magno concílio…
- Mário Moutinho e A. Sousa e Silva, O mutilado de Ruivães







 


Localização:
Montalegre (Concelho)


N 41º 41' 32,35'' ,W 8º 1' 10,83''
 
 

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Praia Fluvial das Rocas





A Praia Fluvial das Rocas é um complexo de lazer, animação e divertimento situado num lago com quase 1 km de extensão, bem no coração de Castanheira de Pêra.

Uma ilha no centro da praia, uma piscina de ondas (a maior do país), uma albufeira e uma ponte secular, constituem um ambiente onde o sonho e a realidade se confundem.

As águas límpidas da Ribeira de Pêra espraiam-se, formando um local de encanto onde palmeiras tropicais convivem harmoniosamente com a Serra da Lousã que espreita lá do alto.

Pode ainda desfrutar de um passeio em barco a remos ou em gaivota e pernoitar num dos veleiros atracados na marina, deixando-se embalar pelo suave balouçar da corrente fluvial, ou num dos bungalows perfilados na margem da albufeira, com vista privilegiada sobre o enorme espelho de água.











Localização:
Castanheira de Pêra
Lat.: 40° 0' 17.28" N
Long.: 8° 12' 28.404" W

Serviços:


Rampas de acesso para pessoas com mobilidade reduzida, chuveiros, balneários, restaurante e bar com esplanada, wc, piscina de ondas, zona relvada, posto de primeiros socorros, estacionamento, gaivotas e barcos a remos, chapéus de sol e espreguiçadeiras.



Acessos Rodoviários:

- De Norte pela A1: sair em Condeixa-a-Nova, apanhar o IC3 no sentido de Tomar. Chegando ao IC8, entrar em direção a Castelo Branco, saindo no nó que indica Castanheira de Pera, 10km depois chegará ao destino.
- De Sul pela A1: sair em Pombal, entrar no IC8 em direção a Castelo Branco até ao nó de Castanheira de Pera, 10km depois chegará ao destino.

Dormir num veleiro

A Praia das Rocas oferece ainda a possibilidade de prolongar a visita e pernoitar no local, quer seja num bungalow, perfilados na margem da albufeira, ou até mesmo num veleiro. O complexo turístico Villapraia dispõe de quatro veleiros equipados e atracados na marina que servem de alojamento para quem quiser passar uma noite sobre a água. Os bungalows podem também ser opção com uma oferta total de 12 quartos duplos





sábado, 14 de outubro de 2017

Os 10 locais em Lisboa onde se podem comer os melhores pasteis de nata!





O pastel de nata é um ex-líbris português que deixa todos de água na boca – por esse mundo fora não é difícil encontrar aquela tentativa de reproduzir uma portuguese custard tart, mas nunca é bem a mesma coisa. O recheio não pode ser demasiado doce, a massa tem de ser estaladiça e pouco gordurosa, e têm de ser tão bons mornos como frios. Parece simples mas requer técnica pasteleira à séria. Embarque numa viagem pelas pastelarias com os melhores pastéis de nata em Lisboa e, depois de experimentar todos, escolha o seu preferido.





Os melhores pastéis de nata em Lisboa podem comer-se simples, com canela ou açúcar em pó, a massa tem de ser crocante e o recheio cremoso. 







Mas venha descobrir onde pode comer os melhores pasteis de nata em Lisboa......







1. Manteigaria

O pastel de nata pode ser uma tradição antiga em Lisboa, mas na Manteigaria pratica-se apenas desde 2014, data de abertura da primeira loja, no Chiado a que juntaram, entretanto, outra no Mercado da Ribeira. Foi um veni, vidi, vici pasteleiro, graças à qualidade indiscutível do produto. E o segredo pode bem estar na massa, como diria um certo italiano: usam uma manteiga própria para a massa folhada, importada de França. Mas o recheio não lhe fica atrás.

Rua do Loreto, 2, Chiado / Mercado da Ribeira, Avenida 24 de Julho, Cais do Sodré






2. Fábrica dos Pastéis de Belém

Primeiro, uma ressalva: os pastéis de nata não são pastéis de Belém, mas os pastéis de Belém são, essencialmente, pastéis de nata. Ligeiramente mais pequenos que a norma, é certo, com uma marca registada e uma receita secreta que terá as suas subtis variações. Receita essa que continua guardada numa sala própria acessível apenas aos mestres pasteleiros e aos donos do negócio. Duas regras essenciais: ignorar a fila do take-away, procurar um lugar sentado e nunca, jamais, deixar os pastéis arrefecer.

Rua de Belém, 84-92, Belém





3. Bairro do Avillez

Pode passar despercebido na vasta oferta do bairro criado por José Avillez, mas merece todo o destaque: uma das sobremesas da Taberna (o espaço mais próximo da entrada) é, precisamente, um irrepreensível pastel de nata, tanto na massa como no recheio, que chega à mesa acompanhado de uma aparente bica. E é aparente, apenas isso, porque se trata, afinal, de um gelado de café, que forma uma combinação vencedora com o pastel.

Rua Nova da Trindade, 18, Chiado









4. Fim de Século

Ganhou fama depois de ter vencido a eleição de Melhor Pastel de Nata no Peixe em Lisboa 2016, uma prova organizada anualmente pelo gastrónomo Virgílio Gomes no âmbito do festival. E ganhou-os (a fama e o concurso) justamente, graças a uma receita que cumpre todos os requisitos e mais alguns: a massa canta ao trincar, não enche, não tem gordura a mais, o recheio é cremoso e tem um sabor harmonioso — doce, sim, mas apenas o suficiente.

Rua João Frederico Ludovice, 28A, Benfica







5. Aloma

O site omelhorpasteldenatadelisboa.com pertence aos responsáveis da Aloma. Soa tão pretensioso como confiante, é uma questão de perspetiva. E, na verdade, interessa pouco saber se é o melhor ou não é — já ganhou esse título e também já o perdeu — interessa é que continua a ser um bom pastel de nata, ou óptimo, até, quando acabado de fazer e provado na Aloma original, a de Campo de Ourique, que tem mais de 70 anos de história.

Rua Francisco Metrass, 67, Campo de Ourique. A Aloma também tem lojas nas Amoreiras e no Aeroporto Humberto Delgado.






6. Confeitaria Nacional

É uma das raras pastelaria-monumento que ainda resistem em Lisboa (a par da Versailles e d'A Brasileira, por exemplo), com interiores trabalhados e um atendimento a despachar, sem grandes mordomias. Vale, essencialmente, por dois produtos: o bolo-rei, na devida época, e o pastel de nata, todos os dias do ano. Segundo os responsáveis, este segue uma receita publicada em 1780 no livro “Cozinheiro Moderno” de Lucas Rigaud, antigo cozinheiro da corte de D. José I e da sua sucessora, D.Maria I.

Praça da Figueira, 18B, Rossio








7. Adega da Bairrada

A Adega da Bairrada não é, como o nome indica, uma pastelaria. É um restaurante tradicional — as recentes obras tiraram-lhe o ar castiço de tasca — onde o receituário nacional é reproduzido com grande fidelidade, dos choquinhos à algarvia ao rancho à moda de Viseu. Mas se a ementa vai mudando diariamente, já o bojudo pastel de nata, que vale sobretudo pelo recheio, nunca sai de cena e é a companhia favorita para o café de muitos clientes de longa data.

Rua Reinaldo Ferreira, 14A, Alvalade






8. Alcôa

Veio ocupar a antiga Casa da Sorte do Chiado, numas longas obras que, à la Santa Engrácia, só terminaram no início deste ano, a tempo de celebrar os 60 anos de vida da casa-mãe, no centro de Alcobaça. A montra da Alcôa lisboeta é uma tentação constante, cheia de criações de inspiração conventual, como as cornucópias ou as divinas gulas. E o pastel de nata não é parente pobre destes — muito pelo contrário, está entre os melhores exemplares da capital.

Rua Garrett, 37-39, Chiado




Foto: Paulo Fer


9. Batalha

É uma das novidades do mês em Lisboa: uma pastelaria que tem feito história e conquistado prémios na Venda do Pinheiro, perto de Loures, e que chegou agora ao Chiado, virada para a Praça Luís de Camões. Entre as receitas que a tornaram famosa, destaque para o pão saloio da Charneca, os pastéis de feijão (que também fazem sem glúten), as queijadas e, claro, os pastéis de nata, que em 2016 lhe valeram o terceiro lugar no concurso anual do Peixe em Lisboa.

Rua da Horta Sêca, 1, Chiado.









10. Pau de Canela

Com o recente encerramento da histórica Biarritz, ficou mais difícil comer bons pastéis de nata em Alvalade. Mais difícil, porém não impossível. A Pau de Canela instalou-se no topo da Avenida da Igreja no início de 2016 e não demorou a conquistar clientela a outras históricas do bairro. O fenómeno deve-se, sobretudo, à portentosa montra de bolos onde pontificam sempre uns pastéis de nata muito razoáveis, de recheio doce, mas sem exageros, e massa crocante.

Avenida da Igreja, 2, Alvalade / Estrada de Benfica, 464



Texto adaptado de: evasoes.pt

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Cacela Velha.... simplesmente deslumbrante!



Uma dezena de quilómetros a leste de Tavira fica a aldeia de Cacela, no topo de uma colina donde se avista o extremo leste da ria Formosa.
 Conquistada pelos cavaleiros de Santiago em 1249, é um povoado de ruas estreitas e casas caiadas, tendo ao fundo uma pequena fortaleza a vigiar a costa, e onde cheira amendoeira e laranjeira.
 Na parede de uma das casas, lê-se o poema de Sophia de Melo Breyner: "As praças-fortes foram conquistadas/ por seu poder e foram sitiadas/ As cidades do mar pela sua riqueza/ Porém Cacela/ Foi desejada só pela beleza".

Para chegar à praia os veraneantes recorrem ao serviço de barqueiros que os transportam numa rápida viagem através da ria.





A Península de Cacela Velha, já dentro da Ria Formosa, fica no fino cordão de areia, a que se acede por barco. É um sítio mágico, porque a dada altura, estamos rodeados de um lado pelo canal da Ria e do outro pelo oceano infinito.







Forte de Cacela Velha

Foi um castelo mouro anterior à Reconquista da Península Ibérica.
No século XVI, já em ruínas, foi reconstruído por ordens de D. João III ou de D. Sebastião. É sabido que este último inspeccionou pessoalmente as obras em 1573.
A fortificação sofreu várias vicissitudes nos séculos seguintes: relatos de 1617 esclarecem que as suas muralhas se encontravam arruinadas do lado da arriba; em 1750 a fortaleza encontrava-se arruinada, tendo ficado quase destruída com o terramoto de 1755.
Do terramoto de 1755 aos nossos dias[editar | editar código-fonte]
A atual estrutura remonta a D. Rodrigo de Noronha, que ordenou a sua reconstrução, prolongando-se os trabalhos de 1770 a 1794.
Ao final do século XIX, em 1897, as dependências do forte foram ocupadas pela Guarda Fiscal (hoje Brigada Fiscal da GNR).
Funcionou no seu interior um radar que se destinava à vigilância do espaço aéreo.
Os seus edifícios, no terrapleno, encontram-se utilizados pela corporação, razão pela qual não é permitida a visitação turística ao monumento.
Do largo fronteiro à fortaleza avista-se, para leste, o troço final da ria Formosa (que se estende até poucas centenas de metros da Manta Rota), a baía de Monte Gordo e, mais longe, já em Espanha, a Ilha Canela e a Ilha Cristina.










Igreja de Nossa Senhora da Assunção



Este antigo tempo tem origem num edifício do Século XIII, do qual conserva um pequeno portal lateral gótico. A Igreja atual data do Século XVI, tendo sofrido uma reconstrução no Século XVIII. Tem um pórtico no estilo Renascença, com os bustos dos apóstolos São Pedro e São Paulo e pilastras decoradas.

O interior é composto por três naves, com arcos e ogivas suportados por colunas com bases e capitéis ornamentados com hemisférios e cordas.O tempo inclui ainda a Capela de Nossa Senhora dos Mártires, com abóboda artesoada e arco de estilo renascença.

Tem uma imagem de Nossa Senhora da Assunção (Séc. XVIII) e dois Cristos (Séc. XVI). O tesouro sacro inclui uma cruz processional em ferro, decorada com figuras.








Cacela Velha
37º 09’ 25,03’’N, 07º 32’ 46,61’’W - VR Santo António