sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Monsaraz



A airosa vila medieval de Monsaraz, mantêm a sua magia de outrora como poucos lugares no mundo. Feita de cal e xisto, este lugar sussurra-nos, por entre o eco dos nossos passos nas suas ruas, magníficas histórias de reis audazes, cavaleiros templários, gentes bravas e damas de beleza singela.


Suspensa no tempo, a histórica povoação alentejana, uma das mais antigas de Portugal, é um destino obrigatório na sua lista de lugares a visitar no Alentejo. Especialmente depois de, em 2017, ter vencido na categoria “Aldeias Monumento” do concurso 7 Maravilhas de Portugal – Aldeias.

 




Monsaraz – a História


Mostrando já indícios de ser um castro fortificado durante os tempos pré-históricos, Monsaraz sempre teve fortes influências militares e religiosas, impecavelmente preservadas no tempo até aos dias que correm.


A localização privilegiada de monsaraz, situada no topo da colina e com vista sobre o Guadiana e a fronteira com Espanha, tornou-a altamente cobiçada pelos povos que a disputaram. Então de nome Saris ou Sarish, Monsaraz foi conquistada aos muçulmanos por Geraldo Sem Pavor, em 1167, numa incursão militar que saiu de Évora.


Após a derrota sofrida em Badajoz, D. Afonso Henriques volta a perder controlo de Monsaraz para os mouros. Contudo, em 1232, D. Sancho II recupera de vez Monsaraz com o apoio e auxílio dos Templários, a quem acaba por doar a bela vila alentejana. Aliás, as marcas deixadas pela Ordem do Templo, mais tarde Ordem de Cristo, estão ainda vivas e de boa saúde por entre as muralhas de Monsaraz.


Hoje vila museu do Alentejo, Monsaraz foi a cabeça de concelho até meados do século XIX, altura em que a administração concelhia passa a estar sediada em Reguengos de Monsaraz. Uma curiosidade: sabia que Reguengos significa “relativo a Rei”, estando diretamente ligada ao prefixo latino regis (= Rei)? Enquanto todo o concelho de Reguengos de Monsaraz cresceu através dos séculos, acompanhando a modernidade, Monsaraz voltou as suas costas ao tempo e deixou-se ficar como queria, menina e donzela – intemporalmente magnífica.








O que visitar em Monsaraz

As muralhas que circundam a vila guardam uma povoação acolhedora, onde a luz acaricia os pitorescos e tradicionais lares das hospitaleiras gentes desta terra. Descobrir Monsaraz é viajar no tempo e desfrutar da História no presente. E há tanto para ver e sentir nesta encantadora máquina do tempo, bem no coração do Alentejo!

Como as suas ruas são ancestrais, Monsaraz oferece um espaçoso parque de estacionamento perto das muralhas, para que os seus visitantes possam visitá-la como deve ser: a pé e despreocupadamente.

Aprecie o imponente e peculiar cerco muralhado que abraça esta vila-museu do Alentejo, erguido durante as Guerras de Restauração. Esta muralha previa, no seu plano, a construção do Forte de São Bento, originalmente em forma estrelada, os Baluartes de São João e do Castelo e a Ermida de São Bento. Estava igualmente planeada a construção de três torres em Monsaraz: a primeira, no marmelão de São Gens; a segunda, na herdade das Pipas; a última, na herdade de Ceuta.




 


A cerca muralhada de Monsaraz tem quatro grandes portas por onde pode entrar na vila. A principal, a Porta da Vila, está protegida por dois torreões semicilíndricos e tem, a encimar o seu arco gótico, uma lápide consagrada à Imaculada Conceição, em 1646, por El-Rei D. João IV. A Porta d’Évora, no lado norte da muralha e também de arco gótico, protege-se por um cubelo. As restantes, d’Alcoba e do Buraco, são portas de arco pleno. Virando costas às entradas, a vista sobre os campos do Alentejo é… soberba.


Percorra a muralha até ao castelo de Monsaraz. Construído por D. Dinis, no século XIV, está classificado como Monumento Nacional. Por volta de 1830 e após desativação de funções militares, a antiga praça de armas do castelo passou a servir como uma espécie de praça de touros. Aqui e durante as festas em honra de Nosso Senhor Jesus dos Passos, decorre uma tourada tradicional anualmente, uma tradição secular indispensável para as gentes de Monsaraz.


O castelo de Monsaraz é um ponto turístico único e excepcional em Portugal, pois é um dos mais esplêndidos mirantes sobre o maravilhoso espelho-de-água da Barragem de Alqueva, o maior lago artificial da Europa e uma das maiores obras portuguesas do nosso século.









Caminhe devagar até ao Largo D. Nuno Álvares Pereira e entre na deslumbrante Igreja Matriz de Nossa Senhora da Lagoa. Erguida sobre as ruínas de uma igreja gótica, destruída devido à peste negra que assolou a região, este monumento religioso, do século XVI e em xisto regional, é de autoria de Pêro Gomes.


A matriz de estilo renascentista apresenta um belíssimo frontão, decorado por um painel de azulejos e uma Cruz da Ordem de Cristo, em honra de Nossa Senhora da Conceição. No seu interior, estude com atenção e deixe-se encantar pelo túmulo de Gomes Martins Silvestre, cavaleiro templário, primeiro alcaide e povoador de Monsaraz. Construído em mármore de Estremoz, tem esculpido, na sua face frontal, um cortejo fúnebre onde desfilam dezassete figuras.


Também sobre as ruínas do seu antecessor desfeito no terramoto de 1755, está o Pelourinho oitocentista. Em mármore branco de Estremoz, este símbolo da jurisdição e autonomia de Monsaraz está situado mesmo em frente à Igreja Matriz.


Já que está no Largo D. Nuno Álvares, aproveite e desfrute da riqueza arquitetónica e histórica dos edifícios aí localizados. A Casa Monsaraz, também conhecida como Novos Paços da Audiência, de finais do século XVII, ostenta o brasão de armas da vila; o Hospital do Espírito Santo e Casa da Misericórdia, que englobam a Igreja da Misericórdia. Esta última construção religiosa do século XVI, de arquitetura sóbria e simples, alberga uma imagem do Senhor Jesus dos Passos, padroeiro da vila.











Na Travessa da Cadeia encontra os Antigos Paços da Audiência. Estes funcionaram, durante séculos, como sede administrativa e tribunal de Monsaraz. Quando a gestão do concelho passou para Reguengos, este edifício tornou-se na escola primária e, mais tarde, no posto de turismo. Entre e veja o fresco medieval O Bom e o Mau Juiz. Nele, estão representados o Juiz da Terra (o Bom Juiz), que segura uma vara vermelha, e o Juiz de Fora (o Mau Juiz), que segura uma branca.

Enquanto o Mau Juiz recebe pagamentos tanto de ricos como de pobres (dinheiro e perdizes, respetivamente), o Bom Juiz apenas recebe a bênção dos anjos que o guardam. A sátira à corrupção da justiça da época é a interpretação mais habitual para este fresco. Contudo, poderá apenas ser um documento ilustrativo da luta dos concelhos para terem os seus próprios juízes, eleito de entre os seus, em vez de juízes de fora, nomeados pela Coroa.

Sinta o sol pôr-se e sob a sua luz rosada, refletida nas fachadas brancas das casas de Monsaraz, passeie à toa pelas ruas e travessas da vila e contemple a Capela de São José, onde os presos recebiam os ofícios divinos; a Casa da Inquisição, cuja designação não deixa dúvidas; a Casa do Juiz de Fora, doada à Universidade de Évora; a recentemente restaurada Igreja de Santiago.

Vá até à antiga Cisterna, que dizem ter sido uma mesquita originalmente. E não perca a oportunidade de conhecer a Capela de São João Batista, também conhecida por Cuba, devido à sua curiosa forma cúbica de influência mourisca. Descubra as Ermidas de São Bento, São Lázaro, Santa Catarina e São Sebastião, todas tão diferentes, todas tão especiais e únicas.





























Agora que a noite o envolve no seu acolhedor manto de estrelas, sente-se à mesa num dos restaurantes de Monsaraz. Saboreie os melhores pratos tradicionais alentejanos, como as migas ou o borrego. Quanto a vinho alentejano, aprecie um bom Reserva Monsaraz com a sua fabulosa refeição, enquanto a vista sobre o Lago do Alqueva completa o seu nirvana sensorial. E não acabe a noite sem admirar o espetáculo de constelações e planetas, que brilham mais intensamente no firmamento de Monsaraz.














Texto adaptado de: http://www.visitevora.net/monsaraz/

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Espigueiros de Soajo, uma atração única em Arcos de Valdevez






A chamada Eira Comunitária do Soajo tem 24 espigueiros com vista para a serra e montes verdes. Apesar de serem de alturas diferentes, um dos mais antigos é datado de 1782. Desde 1983 que o conjunto de espigueiros do Soajo está classificado como Imóvel de Interesse Público pelo IGESPAR (Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico).

Para que eram usados os espigueiros e porquê esta configuração específica? Os espigueiros eram (e ainda são!) utilizados para secar o milho.

São colocados em sítios estrategicamente mais altos para que os animais não comam o sustento das populações. Para afastar os roedores, que conseguiam trepar, instalaram de forma astuta umas rodas também de pedra.

As paredes dos espigueiros têm pequenos rasgos para o ar circular entre as espigas, que vão ficando empilhadas no interior e, no cimo, têm uma pequena cruz que mostra a devoção das populações e o pedido de proteção divina para os seus cultivos. Ainda hoje alguns destes espigueiros são usados pela comunidade local.



















Como chegar


Do Porto: Siga pela A3 em direcção a Valença. Saia ao Km 78 em direcção aos Arcos de Valdevez, após a portagem siga no IC28, saindo após 15km em direcção a Arcos de Valdevez. À entrada da vila dos Arcos siga as indicações para o Soajo/Mesio/Parque Nacional de Peneda Gerês. Cerca de 3 km depois dos Arcos de Valdevez deve virar à direita em direcção ao Soajo/Mezio. Continue durante 18km ate ao Soajo .

Coordenadas GPS
41°52'25.76"N
08°15'51.33"W



  





Texto adaptado Daqui

Poça da Dona Beija



Na maravilhosa Ilha de São Miguel nos Açores, na localidade das Furnas, situa-se a encantadora Poça da Dona Beija, famosa pelas suas indicações terapêuticas.  Também conhecida como “Poça da Juventude”, “Água do Poço”, ou “Poça do Paraíso”, a emergência de água férrea, cristalina, da nascente atualmente conhecida como “Poça da Dona Beija” passou inicialmente despercebida no meio da diversidade de águas termais para banhos na freguesia.

Localizada na zona das “Águas Quentes”, na margem de um pequeno braço da ribeira que forma a jusante a Ribeira dos Lameiros, a água quente brotava para o solo enriquecendo-o para a produção agrícola dos famosos “inhames de água quente das Furnas”. A mesma água era ainda conduzida na “levada do Tio Chico Brasil” para um moinho de rodízio localizado nas imediações.

Segundo legado popular terá sido um pároco da freguesia o primeiro utilizador frequente da pequena poça de água quente na gruta da Lomba das Barracas. Lentamente a água ganhou fama. A primeira intervenção governamental ocorreu em 1988 devido ao aumento de afluência à zona. O seu cenário natural levou a que a nascente da gruta da Lomba das Barracas passasse a ser conhecida mundialmente como Poça da Dona Beija por alusão a uma telenovela brasileira que passara localmente. 
















 

Bilheteira



Aberto todos os dias das 07h00 às 23h00, sendo a última entrada de utentes no recinto às 22h30. Os aquistas têm de sair de todas as zonas de banhos pelas 22h45. Os bilhetes de ingresso são adquiridos no local. Taxas de Ingresso:

Entrada - 4,00€

Entrada de criança até aos 6 anos* - 3,50€

*mediante apresentação de documentos de identificação.

O ingresso inclui o acesso às diferentes áreas para banhos termais da Poça, às infraestruturas de apoio e à loja de lembranças. À entrada da loja é disponibilizado um cesto para colocar os seus pertences. Os duches de água fria estão incluídos neste conjunto de serviços, assim como o estacionamento, mediante disponibilidade. 
 

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Biblioteca Joanina fez 300 anos





Foi considerada uma das mais bonitas bibliotecas do mundo pela CNN e pela revista Travel+Leisure,  tem estatuto de Património Mundial atribuído pela UNESCO e inspirou o filme da Disney "A Bela e o Monstro".
 






Dourados sumptuosos, madeiras exóticas, frescos e milhares de livros raros e antigos, ordenados em estantes até ao teto. Na Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra, respira-se a história do rei que governou o grande império português no século XVIII.

Ficamos mais próximos da sabedoria neste espaço invulgar onde repousam milhares de livros, alguns dos quais são exemplares únicos no mundo, como a primeira edição dos Lusíadas, a Bíblia Hebraica ou o primeiro de três volumes manuscritos do Antigo Testamento. A Biblioteca Joanina, antes chamada Casa da Livraria, começou a ser erguida em 1717, em pleno século das Luzes, a mando de D. João V (1689-1750), o rei português que privilegiava o conhecimento e que promoveu uma política cultural sem paralelo em todo o país.





 No longo reinado de 43 anos, um dos maiores da história de Portugal, o monarca, que subira ao trono apenas com 17 anos, cultiva o gosto pelas artes, pela ciência e pela literatura. A educação que recebera da mãe, Maria Ana de Áustria, e dos professores jesuítas, aguçara nele a curiosidade e uma notável mestria diplomática que servirá para melhorar as relações externas e reafirmar o prestígio de uma nação que acabara de restaurar a independência após 60 anos de luta contra a dinastia dos Filipes.
 

Com os cofres do reino cheios do ouro proveniente das novas jazidas descobertas no Brasil, garantido pelo imposto “dos quintos”, o jovem monarca desenvolve ao mesmo tempo uma certa apetência pelo esplendor e pelo fausto: o seu ídolo é Luís XIV, o rei sol. Embora os excessos em Portugal não sejam comparáveis aos da corte francesa e o poder régio não seja totalmente inquestionável, o Absolutismo centraliza na figura do soberano ostentação e autoridade. D.João V é rico e governa um vasto Império que se estende por quatro dos cinco continentes.

A viver paz e prosperidade, o rei não fomenta tanto o crescimento da indústria ou do comércio que o fazia cada vez mais dependente de Inglaterra, mas procura sim acompanhar o movimento cultural renovador em marcha na Europa e, investe uma parte do ouro na ciência e no saber, inaugurando o tempo dos grandes empreendimentos com gastos a condizer. Por iniciativa régia fizeram-se obras emblemáticas como o Convento de Mafra, o Aqueduto das Águas Livres, a Real Academia de História, a Academia Cirúrgica Protótipo Lusitana e esta Biblioteca, obra-prima única do Barroco, construída pelos melhores mestres em pintura de frescos, douradores e entalhadores.






 
Trezentos anos depois, esta biblioteca é considerada a mais bela Biblioteca Universitária do mundo, com um espólio inestimável de valor incalculável. É visitada todos os anos por 200 mil pessoas, mais ainda depois da Universidade de Coimbra ter sido eleita Património da Humanidade pela UNESCO em 2013.








Horário Turismo UC

6 de Março a 29 de Outubro de 2017

Bilheteira: 8h45 às 19h00

Circuito Turístico: 9h00 às 19h30

Torre da Universidade: 10:30h às 19:00h (entre 3 de abril e 31 de outubro)

Observações: por razões de segurança é interdita a entrada em dias de mau tempo e a crianças menores de 6 anos;


30 de Outubro de 2017 a 5 de Março de 2018

Loja: 9h00 às 12h45 e das 13h45 às 16h30 | Circuito Turístico: 9h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h00.

Biblioteca Joanina, últimas entradas: Manhã: 12:40h | Tarde: 16:40h.









Texto adaptado Daqui ,

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Comboio Histórico do Douro-uma viagem marcada pela beleza natural e única da paisagem





Cruzando vagarosamente uma das mais originais paisagens do mundo, entre socalcos, vinhas e manchas de água, o Comboio histórico do Douro, percorre a mais original linha férrea nacional,
ao longo de 36 quilómetros, entre a Régua e o Tua, numa antiga locomotiva a vapor (1925) e cinco carruagens históricas de madeira, totalmente recuperadas.


Entre 3 de junho e 29 de outubro haverá 50 circulações, sobretudo aos fins de semana (22 sábados e 22 domingos). O comboio parte às 15.22 da estação do Peso Régua e chega ao Tua uma hora e onze minutos depois.

Durante todo o trajecto, há animação, assegurada por um grupo de cantares regionais, ainda uma degustação de vinho do Porto e distribuição de rebuçados da Régua. A empresa aposta nos bilhetes combinados, que integram a viagem no comboio histórico e as viagens de ida e volta, a partir de vários pontos do país (Norte, Centro, Alentejo e Algarve).


Não perca a oportunidade de fazer esta viagem  inesquecível que permite apreciar de um ângulo original as belas paisagens do Douro Vinhateiro, Património da Humanidade.


































sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Companhia aérea da Europa vai passar a pesar os passageiros antes de cada voo



Uma companhia aérea da Europa começou, na última segunda-feira, a pesar os passageiros antes do embarque em todos os voos. A Finnair tem como objectivo pesar diariamente entre 100 a 150 clientes, assim como suas bagagens de mão. A notícia foi dada nas redes sociais da própria empresa e divulgada também em jornais como o The Sun e o Helsinki Times.


Mas a medida não  trata de fiscalizar quem está acima do peso, nem os passageiros mais gordinhos vão pagar mais por isso. O objetivo é determinar a quantidade necessária de combustível para as aeronaves em cada trajeto e assim reduzir custos operacionais. A Finnair garante que as informações serão registadas de forma anonima.

Até então, a companhia área administrava o abastecimento dos aviões com base em estimativas da Agência Europeia de Segurança da Aviação feitas há oito anos.

Sami Suokas, gerente de processos da Finnair, afirmou ao jornal finlandês que o peso médio dos passageiros tem grande alteração entre os períodos de verão e inverno, devido à extrema diferença de temperatura, conforme pesquisas realizadas com quase 23 mil passageiros.