domingo, 4 de fevereiro de 2018

Na bonita Serra do Caramulo respira-se o ar mais puro da Europa....






A Serra do Caramulo está situada no concelho de Tondela, distrito de Viseu. É uma zona de montanha de origem granítica e xistosa. As urses e a carqueja predominam a sua flora.

A serra é povoada por aldeias com casas e espigueiros em granito típicos desta região. Tendo sido esta zona povoada por romanos, ainda se podem encontrar alguns vestígios dessa época, como os trilhos de pedra.

Pode apreciar os campos verdes e a beleza das árvores junto à água cristalina dos ribeiros que a atravessa por todos os lados e desfrutar da deslumbrante paisagem enquanto respira um ar realmente puro e saudável.


Vale a pena visitar a Serra do Caramulo, não só pela natureza, mas também pelas aldeias típicas, o Museu de Caramulo, (automóveis e arte), os passeios pedestres temáticos e bem sinalizados e as olarias, entre outros.





Pode subir ao Caramulinho, o ponto mais alto da Serra com 1075 metros, onde se avista o mar em dias sem nebulosidade.
Um outro ponto de interesse é o Cabeço da Neve, daqui pode avistar em dias sem nebulosidade a Serra da Estrela.


 

















 Museu do Caramulo








O Museu do Caramulo, localizado na vila do Caramulo, foi fundado nos anos cinquenta pelos irmãos Abel e João Lacerda, dispõe de uma vasta coleção de obras de arte e automóveis, desde então é um dos símbolos turísticos desta histórica vila Beirã





A Colecção de Automóveis



A colecção de Automóveis, Motociclos e Velocípedes do Museu do Caramulo foi iniciada por João de Lacerda, em 1955, ao adquirir um Ford T de 1925. Desde então, a colecção foi aumentando, e é composta por automóveis antigos, únicos no mundo. Em destaque um Mercedes-Benz à prova de bala encomendado em 1938 pelo Dr. António de Oliveira Salazar, mas que nunca chegou a ser utilizado.




A Colecção de Arte



A colecção de Arte do Museu do Caramulo foi constituída por ofertas de coleccionadores e artistas contemporâneos de renome, como Vieira da Silva, Jean Lurçat, Salvador Dali e Pablo Picasso. As salas do museu enchem-se de peças de pintura, escultura, mobiliário, ourivesaria, marfim, vidros, esmaltes, têxteis e cerâmica.




A Colecção de Brinquedos


Em Março de 2004, no Museu do Caramulo abriu ao público, uma exposição de brinquedos antigos e miniaturas de colecção.Esta nova exposição, com carácter permanente, conta com mais de 3000 peças e cobre quase um século da história do brinquedo e do coleccionismo, mostrando a evolução do brinquedo e das miniaturas através das suas várias fases e materiais.






Horário
O Museu do Caramulo está aberto todo o ano, excepto na véspera de Natal e dia de Natal de manhã, dia 1 de Janeiro de manhã, Domingo de Páscoa de manhã e Segunda-feira de Páscoa.
Horário de Verão: das 10.00 às 13.00 e das 14.00 às 18.00.
Horário de Inverno: das 10.00 às 13.00 e das 14.00 às 17.00.



























Barro Negro de Molelos 

 

Foto: Câmara Municipal de Tondela

 



A típica loiça preta de Molelos obtém-se através de um processo de cozedura redutora que permite obter loiça de barro de cor negra.


Tradicionalmente a loiça era cozida em "Soenga", processo de cozer cerâmica numa cova, pouco profunda, cavada no solo. A cozedura de tipo redutor, através da obstrução completa do “forno” em fim de cozedura, origina uma loiça completamente negra e parcialmente impermeabilizada.



Uso culinário e de decoração

 
Ao longo dos tempos a loiça preta foi usada exclusivamente para efeitos culinários, tendo praticamente desaparecido na década de 70, devido à concorrência das loiças em alumínio. No entanto a loiça preta renasceu pela mão de jovens oleiros, que trabalham com métodos mecânicos, para melhor rendimento e perfeição de acabamento.
Agora além das tradicionais peças de uso culinário, são criadas também belas peças de decoração.


Localização Molelos

 
Moledos é uma aldeia situada próximo do sopé da Serra do Caramulo. Passe-se esta aldeia logo quando sai do IP3 em direcção à Serra do Caramulo.

 

 

 Texto adaptado: daqui

Estação Ferroviária do Rossio





A Estação Ferroviária do Rossio em Lisboa situada entre a Praça do Rossio e a Praça dos Restaurados, é uma emblemática obra Neo-Manuelina, construída em1886/7 e é classificada como Edifício de Interesse Público . Foi desenhada pelo arquitecto José Luís Monteiro, destinada a ligar a cidade à Linha de Sintra.

Recentemente renovada, a Estação surpreende pela sua fachada de oito portas que combinam com as nove janelas e com o relógio situado no topo central, profusamente decorado. Salta hoje à vista a sua cor original branca no exterior, coberta durante longos anos pelo cinzento da poluição que já a caracterizava.
Obra arquitectónica arrojada para a altura, uma vez que se optou incluir numa  estação de caminho-de-ferro
pública um estilo arquitectónico e uma corrente estética normalmente até aí utilizadas em edifícios Reais, nobres ou de algum modo conotados com o poder.


























domingo, 28 de janeiro de 2018

Evoramonte – a História de Portugal num castelo





A pitoresca e deliciosa freguesia de Evoramonte (ou Évora Monte) está situada entre as formosíssimas cidades de Évora e Estremoz. Outrora de elevada importância geográfica e militar, esta vila alentejana, cujas muralhas ainda protegem os seus habitantes lá do topo, sente-se como um guerreiro ancião que pacientemente aguarda os visitantes com inúmeras histórias para lhes contar.


Evoramonte – a História


Claramente dividida em duas partes bem distintas, Evoramonte alia a atualidade que se vive na zona baixa à sua vila medieval situada no alto da Serra d’Ossa. Apesar da sua história remontar aos tempos pré-históricos, esta invulgar vila alentejana tem o seu primeiro momento notório durante o século XII.


Por volta da década de 1160, decorria a Reconquista de Portugal aos Mouros e a zona do Alentejo figurava-se como uma das mais difíceis para as tropas de D. Afonso Henriques. Foi exatamente nesta altura que Geraldo Geraldes, mais conhecido por Geraldo Sem Pavor (sim, aquele que daria nome à conhecida Praça do Giraldo), se ofereceu ao Rei para auxiliá-lo na retoma das terras alentejanas perdidas para os sarracenos.


Geraldo Sem Pavor, tal como o lendário Robin Hood, liderava, então, um grupo de salteadores e proscritos e foi a figura fundamental na conquista aos Mouros de Évora, Evoramonte e localidades vizinhas. A sua coragem e audácia sem limites tornaram-no numa lenda bem viva até aos dias de hoje, não só em Evoramonte, mas também em Évora e por todo o Alentejo.


Evoramonte teve o seu primeiro foral em 1248, renovado por El-Rei D. Afonso III em 1271. No entanto, as dificuldades em estabelecer uma população permanente e desejosa de lá viver pareciam manter-se. Assim, e com o intuito de fazer com que os habitantes de Evoramonte se sentissem protegidos e desejados, D. Dinis ordenou a fortificação da vila medieval em 1306. Embora a muralha tenha sofrido algumas alterações ao longo dos séculos, muito ainda se mantém do seu projeto original.









Na muralha que envolve a vila de Evoramonte pode conhecer as suas quatro portas dionisinas originais: a Porta do Freixo, com o seu arco gótico e ladeada por dois torreões cilíndricos, ostenta a inscrição que se refere ao início da construção da cerca; a Porta do Sol, semelhante à do Freixo, mas a oeste; a Porta de São Brás, voltada para a ermida com o mesmo nome e que ainda tem os seus munhões (encaixes para o eixo de um canhão); e a Porta de São Sebastião, que dá acesso direto à estrada que nos leva à Ermida de São Sebastião.


Ao subir a Serra d’Ossa, rumo à vila fortificada e ao castelo de Evoramonte, notará a forma dominante e imponente como a muralha se entrelaça com a encosta, formando um aglomerado militar bastante eficaz. O castelo em si, implantado num dos pontos mais altos da Serra d’Ossa, remonta também à Reconquista e a Geraldo Sem Pavor. Um feito arquitetónico distinto de tantos outros da sua época, o Paço fortificado é fruto da reconstrução do castelo original, após o terramoto de 1531.


Sob a orientação dos mestres Diogo e Francisco de Arruda e o patronato D. Jaime, duque de Bragança, o Paço, de inspiração italiana, é uma das gemas da arquitetura militar portuguesa. Ao chegar, verá, de imediato, os quatro torreões circulares dispostos num perímetro quadrangular. De alvenaria de pedra e cantaria de granito, será impossível não se sentir maravilhado com os extraordinários nós pétreos que se entrelaçam a meio das quatro faces do Paço. O estilo limpo e pouco adornado remete-nos para a sua função principal, a defesa da vila, com canhoeiras e frestas de tiro estrategicamente posicionadas. Por dentro, o Paço tem tetos em abóbada, assentes em pilares de cantaria.


Pouco a pouco, com o avançar dos tempos, a vila foi perdendo a sua importância militar e poder administrativo. Teve lugar de destaque na História de Portugal uma última vez, a 26 de maio de 1834, ao ser o local onde foi assinada a Convenção de Evoramonte, documento que colocaria fim à Guerra Civil Portuguesa (1828-1834). Travada entre os Liberais, apoiantes de D. Maria II, e os Miguelistas, defensores de D. Miguel I, esta guerra teria o seu fim em terras alentejanas bem perto de Évora. D. Miguel, ciente da sua derrota eminente, instala-se no concelho de Evoramonte com os seus conselheiros, onde acaba por assinar a sua capitulação e consequente abdicação do trono de Portugal.
Visitar Evoramonte


O apelo histórico e a beleza natural de Evoramonte mantêm, nos dias que correm, a força e fúria de outrora. Vila cujo caráter se forjou a ferro, sangue e fogo, reconstruindo-se a cada ataque sofrido, Evoramonte ostenta orgulhosamente as suas cicatrizes e fundações inabaláveis. Por isso, aproveite as tardes quentes do verão e venha ouvir as histórias que Evoramonte tem para lhe oferecer em sussurros de brisa fresca.









Na muralha que envolve a vila de Evoramonte pode conhecer as suas quatro portas dionisinas originais: a Porta do Freixo, com o seu arco gótico e ladeada por dois torreões cilíndricos, ostenta a inscrição que se refere ao início da construção da cerca; a Porta do Sol, semelhante à do Freixo, mas a oeste; a Porta de São Brás, voltada para a ermida com o mesmo nome e que ainda tem os seus munhões (encaixes para o eixo de um canhão); e a Porta de São Sebastião, que dá acesso direto à estrada que nos leva à Ermida de São Sebastião.


Ao subir a Serra d’Ossa, rumo à vila fortificada e ao castelo de Evoramonte, notará a forma dominante e imponente como a muralha se entrelaça com a encosta, formando um aglomerado militar bastante eficaz. O castelo em si, implantado num dos pontos mais altos da Serra d’Ossa, remonta também à Reconquista e a Geraldo Sem Pavor. Um feito arquitetónico distinto de tantos outros da sua época, o Paço fortificado é fruto da reconstrução do castelo original, após o terramoto de 1531.


Sob a orientação dos mestres Diogo e Francisco de Arruda e o patronato D. Jaime, duque de Bragança, o Paço, de inspiração italiana, é uma das gemas da arquitetura militar portuguesa. Ao chegar, verá, de imediato, os quatro torreões circulares dispostos num perímetro quadrangular. De alvenaria de pedra e cantaria de granito, será impossível não se sentir maravilhado com os extraordinários nós pétreos que se entrelaçam a meio das quatro faces do Paço. O estilo limpo e pouco adornado remete-nos para a sua função principal, a defesa da vila, com canhoeiras e frestas de tiro estrategicamente posicionadas. Por dentro, o Paço tem tetos em abóbada, assentes em pilares de cantaria.


Pouco a pouco, com o avançar dos tempos, a vila foi perdendo a sua importância militar e poder administrativo. Teve lugar de destaque na História de Portugal uma última vez, a 26 de maio de 1834, ao ser o local onde foi assinada a Convenção de Evoramonte, documento que colocaria fim à Guerra Civil Portuguesa (1828-1834). Travada entre os Liberais, apoiantes de D. Maria II, e os Miguelistas, defensores de D. Miguel I, esta guerra teria o seu fim em terras alentejanas bem perto de Évora. D. Miguel, ciente da sua derrota eminente, instala-se no concelho de Evoramonte com os seus conselheiros, onde acaba por assinar a sua capitulação e consequente abdicação do trono de Portugal.
Visitar Evoramonte


O apelo histórico e a beleza natural de Evoramonte mantêm, nos dias que correm, a força e fúria de outrora. Vila cujo caráter se forjou a ferro, sangue e fogo, reconstruindo-se a cada ataque sofrido, Evoramonte ostenta orgulhosamente as suas cicatrizes e fundações inabaláveis. Por isso, aproveite as tardes quentes do verão e venha ouvir as histórias que Evoramonte tem para lhe oferecer em sussurros de brisa fresca.

Da mesma forma que em outras vilas alentejanas como Marvão e Monsaraz, a Evoramonte do alto da colina praticamente parou no tempo. Chegar lá acima pode ser um desafio se for a pé mas essa vontade instala-se nos mais ousados quando se vê o castelo desde a estrada, para quem vem de Évora ou de Estremoz.


Se decidir subir de carro, deixe-o fora das muralhas na Porta de São Sebastião para poder entrar na vila como o fizeram os portugueses ao longo da maioria dos séculos. A vila é pequena mas bonita e singular. O seu tamanho é um bom motivo para percorrer todas as ruas e recantos com atenção aos pormenores. Eles surgem por todo o lado em Evoramonte, seja um ornamento, uma porta ou janela claramente alentejanas, uma inscrição na parede, um pachorrento gato a descansar num lugar estratégico,…


Por onde quer que caminhe em Évora Monte vai encontrar simples casas brancas tradicionalmente pintadas com cal branca e, muitas vezes, com os coloridos rodapés, contornos de portas, janelas e frisos amarelos ou azuis típicos do Alentejo.


Ao percorrer a pé toda a zona entre muralhas de Évora Monte pode ver a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição (bem perto do Cemitério dos Combatentes). Na Rua da Misericórdia, mais ampla e onde está o acesso às cisternas, alguns bancos convidam ao descanso. E perto das muralhas, aqui como em qualquer zona da vila, o horizonte longínquo recorda-nos o porquê da construção do castelo defensivo neste lugar. Mais à frente está a pequena Igreja da Misericórdia e o adjacente Hospital da Misericórdia. Mas o óbvio destaque em Évora Monte é a Torre, o Paço Ducal, no ponto mais alto da colina. Vale bem a pena caminhar à volta e mesmo entrar.


Na rua principal da vila, a Rua de Santa Maria, fica o lugar de onde vai poder levar a sua recordação de Évora Monte (para além das fotografias, claro). Chama-se Celeiro Comum e remonta a 1642, quando foi fundado a pedido dos evoramontenses por alvará de D. João IV para que houvesse reservas de cereais. Hoje em dia, acomoda uma loja de artesanato de extremo bom gosto.







Dia(s) de Encerramento: Segundas, Terças (de manhã), Feriados Estado de conservação: Médio. Horário de visita: De quarta a domingo, das 10:00 às 13:00 e das 14:00 às 17:00Terça, das 14:00 às 17:00

Código Postal: 7100 ÉVORA MONTE Tel: 268950025 E-mail: info@cultura-alentejo.pt Site: www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Monumentos/Pages/Castelo_Evoramonte.aspx Distrito: Évora Concelho: Estremoz Freguesia: Évora Monte (Santa Maria)

N 38º 46' 16,98'' ,W 7º 42' 57,24''


Texto adaptado http://www.visitevora.net

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Passadiço do Alvor (Algarve)







O passadiço pedonal de Alvor é o maior da região do Algarve e um dos maiores do país com seis quilómetros, ligando a praia dos Três Irmãos à Ria de Alvor em toda a frente de mar.


Estendido ao longo do cordão dunar, esta estrutura veio evitar o pisar das dunas e facilitar a passagem para o areal.

Pela sua localização, beneficia de toda a vitalidade do oceano e ainda da beleza e riqueza natural da Ria, o que o torna num dos mais procurados para caminhadas ao longo de todo o ano, sempre com acesso privilegiado ao areal, um belo mergulho no mar pode fazer parte da caminhada.