quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Flamingos são espectáculo único em Alcácer do Sal





A passagem de milhares de flamingos pela Reserva Natural do Estuário do Sado constitui um espectáculo único nesta época do ano na zona da Amieira, em Alcácer do Sal, onde as aves pintam o cenário em bonitos tons de rosa.

Perto da antiga estação de comboios de Alcácer do sal é um óptimo local para a observação deste espectáculo.

Os flamingos são aves pernaltas, de bico encurvado, pertencentes à família Phoenicopteridae e à Ordem dos Ciconiiformes. São a ave mais alta da nossa fauna, podendo ultrapassar o metro e meio; alimentam-se de algas e pequenos crustáceos e vivem junto a zonas aquáticas em bandos numerosos. Em Portugal não é conhecido um núcleo oficial de nidificação.

A Reserva Natural do Estuário do Sado, que abrange o concelho de Alcácer do Sal, é um dos pontos de eleição dos flamingos, mas também da cegonha branca, garças, pernas-longas, colhereiros, aves de rapina, patos, guarda-rios, e ainda mamíferos como a lontra-europeia, o saca-rabos, a raposa, o gamo, o texugo e o roaz-corvineiro.









Texto: daqui

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Em Podence os caretos continuam a sair à rua para chocalharem as mulheres...




O carnaval mais português de Portugal!

O ritual tem origens celtas e será um dos mais antigos em Portugal. Os caretos são homens e usam fatos coloridos, com máscara vermelha, e chocalhos. Saem à rua no Carnaval, até terça-feira, em Podence, a aldeia de Macedo de Cavaleiros, em Trás-os-Montes onde esta tradição resiste. "Eles, só os homens podem ser caretos, vão atrás das mulheres. Encostam-se e elas fogem", diz-se que estão a chocalhar as mulheres....










Ligado à agricultura e à fertilidade, este ritual carnavalesco tem hoje uma continuidade que se deve às pessoas de Podence, com os mais novos e os emigrados a serem decisivos. Foi em 2004 com a criação da Casa do Careto, com associação já constituída, que a tradição renasceu. Agora o entrudo chocalheiro afirma-se "o carnaval mais genuíno de Portugal." Os fatos e as máscaras são feitos pelos elementos da associação ao longo do ano. O fato, com franjas, é feito com linho e lã. As máscaras, em metal ou couro, são mais fáceis e são vendidas a turistas. O careto leva ainda os chocalhos à cintura, colares e um pau.

A preparação do carnaval é feita por "pessoal de todas as idades, todos ligados à aldeia de Podence". Hoje o entrudo tem um programa mais vasto. Apresenta gastronomia, com as tabernas abertas na aldeia por habitantes, percursos pedestres e a cavalo e outras atividades, desenvolvidas em articulação com o município de Macedo de Cavaleiros
















Texto adaptado: daqui

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

O Dino Parque da Lourinhã já abriu ao público com 120 dinossauros em tamanho real


É o maior museu ao Ar livre em Portugal e um dos maiores da Europa. Abriu ao público com 120 modelos de dinossauros em tamanho real e com a previsão de 200 mil visitantes no primeiro ano.


Inserido numa área de 10 hectares, incluindo 4 percursos correspondentes a algumas das mais importantes épocas da historia da terra: O fim do Paleozóico, O Triásico, O Jurássico e O Cretácico.

Ao longo desses percursos os visitantes podem observar mais de 120 modelos de dinossauros e outros animais à escala real. O Parque foi especialmente concebido para ser uma experiência “Edutainment” (Educação + Entretenimento), aliando a parte de conhecimento da evolução da Terra e também a parte de diversão para toda a família.

Além dos percursos ao ar livre, no edifício central do Dino Parque pode ser visitada a exposição do Museu da Lourinhã, exibindo o seu fantástico espólio de descobertas paleontológicas. No laboratório é também possível observar, ao vivo, a preparação de fósseis.

Poderá, ainda, encontrar um Pavilhão das Atividades, onde os visitantes poderão experimentar algumas atividades relacionadas com a paleontologia.





Os modelos de dinossauros expostos no Parque são construídos com o maior rigor científico, à escala real e de acordo com as ultimas descobertas feitas pelos paleontólogos, em estreita cooperação e coordenação com cientistas de todo o mundo.

Podem ser observados não só os mais famosos dinossauros do mundo, como o Triceratops, o Stegosaurus e o grande o Tyrannosaurus rex, o mais famoso de todos os predadores, mas também, dinossauros descobertos na Lourinhã como o Torvossauros gurneyi, o Lourinhasauros ou o Supersaurus.








No Dino Parque pode encontrar uma grande variedade de serviços.

No edifício central poderá usufruir de um restaurante com esplanada, ideal para uma refeição ou simplesmente tomar um café. No parque, um bar de apoio, assim como uma área de vending.

Ao longo do percurso pode ainda encontrar várias áreas de descanso que oferecem a possibilidade de fazer picnics em plena natureza.

Na loja poderá encontrar uma vasta gama de produtos relacionados com o mundo da paleontologia e dos dinossauros, ideias fantásticas para uma recordação da sua visita ao Dino Parque.






Venha viajar até ao tempo dos dinossauros no Dino Parque da Lourinhã


Notas


Como chegar

Morada:
Rua Vale dos Dinossauros, 25  – Abelheira                                                                                                                                                                                                     2530-059 Lourinhã.
GPS: 39.278501 , -9.293023
O Dino Parque Lourinhã situa-se na Abelheira, a cerca de 5 minutos do centro da Lourinhã e aproximadamente 45 minutos de Lisboa.

Como chegar:
Pela A8, direção Sul - Norte
Seguir na saída N8-2 Lourinhã (km 44) , seguir as sinaléticas até à Vila da Lourinhã.
Seguir pela estrada N247 em direção a Peniche por cerca de 7 km, no cruzamento voltar à direita e seguir a estrada N247-1 por mais 2,5 km e chegará ao Dino Parque.

Pela A8,  direção Norte - Sul
Seguir na saída em direção a IP6 – Peniche (km 72) , continuar até à saída Atouguia da Baleia/Lourinhã.
Seguir pela estrada Nacional por cerca de 7 km até ao cruzamento, virar à esquerda pela estrada Nacional 247-1 por cerca de 2,5 km e chegará ao Dino Parque.


Horário de Encerramento:
  • Janeiro / Fevereiro / Outubro / Novembro / Dezembro : 17h (última entrada às 15:30h)
  • Março / Abril / Maio : 18h ( última entrada às 16:30)
  • Junho / Julho / Agosto / Setembro : 19h ( última entrada às 17h30)
*O Dino Parque reserva-se o direito de encerrar se existirem fatores que comprometam a segurança dos visitantes.








 Mais informações em: http://www.dinoparque.pt

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Sabe porque as mulheres da Nazaré usam sete saias?





As sete saias fazem parte da tradição, do mito e das lendas desta terra tão intimamente ligada ao mar.

O povo diz que representam as sete virtudes; os sete dias da semana; as sete cores do arco-íris; as sete ondas do mar, entre outras atribuições bíblicas, míticas e mágicas que envolvem o número sete.







De facto, a origem não é de simples explicação e a opinião dos estudiosos e conhecedores da matéria sobre o uso de sete saias não é coincidente nem conclusiva. No entanto, num ponto, todos parecem estar de acordo: as várias saias (sete ou não) da mulher da Nazaré estão sempre relacionadas com a vida do mar.

As nazarenas tinham o hábito de esperar os maridos e filhos, da volta da pesca, na praia, sentadas no areal, passando aí muitas horas de vigília.

Usavam as várias saias para se cobrirem, as de cima para protegerem a cabeça e ombros do frio e da maresia e as restantes a taparem as pernas, estando desse modo sempre “compostas”.

A introdução do uso das sete saias foi feito, segundo uns, pelo Rancho Folclórico Tá-mar nos anos 30/40, segundo outros pelo comércio local no anos 50/60 e ainda de acordo com outras opiniões as mulheres usariam sete saias para as ajudar a contar as ondas do mar (isto porque “ o barco só encalhava quando viesse raso, ora as mulheres sabiam que de sete em sete ondas alterosas o mar acalmava; para não se enganarem nas contas elas desfiavam as saias e quando chegavam à última, vinha o raso e o barco encalhava”).

O uso de várias saias, pelas mulheres da Nazaré, também está ligado a razões estéticas e de beleza e harmonia das linhas femininas – cintura fina e ancas arredondadas, (esta poderá ser também uma reminiscência do traje feminino de setecentos que as damas da corte usavam - anquinhas e mangas de renda - e que pavoneavam aquando das visitas ao Santuário da Senhora da Nazaré), podendo as mulheres usarem 7, 8, 9 ou mais saias de acordo com a sua própria silhueta.

Certo é que a mulher foi adotando o uso das sete saias nos dias de festa e a tradição começou e continua até ao presente. No entanto, no traje de trabalho são usadas, normalmente, um menor número de saias.












Fonte: cm-nazare

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Para onde vão as águas da barragem dos Conchos?



Parece que algo não está certo. Os olhos argumentam que aquele furo na lagoa não devia existir, mas existe, e é na Serra da Estrela.




Não é nenhum ilusão óptica ou o cenário de um filme de ficção científica. A história deste buraco remonta a 1955, quando foi construído para encaminhar as águas da ribeira das Naves para a albufeira da Lagoa Comprida. Feito de betão e de granito, o túnel tem 1.519 metros de comprimento e é capaz de atingir os 120 mil metros cúbicos.


Para chegar ao Covão dos Conchos, são cerca de 9 km a pé.


Reserva Natural da Faia Brava - Para quem ama a natureza e a vida selvagem





Localizada no Vale do Côa, na faixa fronteiriça do Distrito da Guarda, a Reserva da Faia Brava abrange cerca de 850 ha de propriedades nos concelhos de Figueira de Castelo Rodrigo e Pinhel. Neste sector, as encostas fluviais do Côa atingem grande declive e são formadas por afloramentos rochosos graníticos, escarpas, idóneas para a nidificação de aves rupícolas. Está inserida na Zona de Protecção Especial do Vale do Côa (Rede Natura 2000) e IBA (Birdlife International Important Bird Area) e, finalmente, no Parque Arqueológico do Vale do Côa, classificado pela UNESCO como Património da Humanidade.

Este é um ponto de observação de diversas aves, nomeadamente: o grifo, o abutre egípcio, a águia real, a águia de Bonelli, a cegonha negra e a a toutinegra.








Em 2010 a Reserva da Faia Brava foi classificada pelo então Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) como a primeira Área Protegida Privada do país e actualmente é também uma área-piloto do projecto europeu Rewilding Europe, que promove a criação de mais espaços para a vida selvagem e o turismo de natureza na Europa.








foto daqui


foto daqui


foto daqui


foto daqui


foto daqui






Dormir sob as estrelas 


A apenas 4 horas de Lisboa, o Star Camp ergue-se sobre uma paisagem deslumbrante da Ibéria ocidental, rica em vida selvagem e com um habitat diversificado de oliveiras e sobreiros, recuperando as florestas mediterrâneas, assim como propriedades, abrigos de pastores e muros de pedra. Há poucos anos, tornou-se a casa de cavalos selvagens garranos e do gado bovino que aqui pasta de forma natural. O Star Camp – em estilo safari e com capacidade para alojar 6 hóspedes – situa-se neste magnífico enquadramento natural. Graças a um design de baixo impacto, este alojamento faz o equilíbrio perfeito entre o conforto e a sustentabilidade.














Contacto:


Rua Pedro Jacques de Magalhães, s/n
6440-111 Figueira de Castelo Rodrigo


T: 271 311 202

Castelo Rodrigo - uma aldeia que encanta.....





A Aldeia Histórica de Castelo Rodrigo é, no seu todo, um autêntico espaço monumental que conserva importantes referências no plano medieval. Entre os monumentos que acrescentam valor ao património histórico são de destacar as velhas muralhas, as ruínas do palácio de Cristóvão de Moura, o Pelourinho quinhentista, a igreja matriz, a cisterna medieval e os vestígios que atestam a presença de uma importante comunidade de cristãos-novos. Durante mais de 600 anos, a povoação foi vila e sede de concelho. Em vários momentos da história nacional, os seus habitantes destacaram-se pela sua coragem e lealdade à coroa.





















Castelo Rodrigo está rodeado por uma cintura amuralhada inicialmente composta por 13 torreões (à semelhança de Ávila). Mantém a sua traça medieval, que irradia da alcáçova e acompanha a topografia. Pelas suas ruas encontram-se casas interessantes, umas manuelinas, outras construções árabes, como a casa nº 32, com inscrição e uma carranca, para além da cisterna, de 13 m de fundo, com uma porta em arco de ferradura e outra ogival.


Estando na rota de peregrinos a Compostela, aqui se ergueu a Igreja de N. Sra. de Rocamador, fundada por uma confraria de frades hospitaleiros vindos de França no séc. XIII.
Por ter tomado partido por Castela na crise de 1383-85, D. João I castigou Castelo Rodrigo, mandando que o seu brasão ficasse com as armas reais invertidas e a vila dependente de Pinhel. O pelourinho manuelino - de gaiola e grandes dimensões, atesta o poder municipal, regulamentado pelo foral novo de 1508, altura em que D. Manuel, o Rei Venturoso, mandou repovoar a vila e refazer o castelo.


Sob domínio filipino instituiu-se o condado e marquesado de Castelo Rodrigo na pessoa de Cristóvão de Moura, que mandou edificar um Palácio. Após a Restauração este foi destruído pelo povo. No largo de S. João, o padrão assinala e comemora a restauração da independência nacional.


Ainda nas lutas contra Espanha, a vila sofreu em 1664 o cerco do Duque de Ossuna, tendo a sua guarnição de 150 homens resistido heroicamente até à chegada de reforços, travando-se a batalha da Salgadela, junto ao Mosteiro de Santa Maria de Aguiar. Conta-se que o Duque de Ossuna e D. João d’Áustria escaparam disfarçados de frades.


Após as Guerras da Restauração, Castelo Rodrigo foi perdendo a sua importância, e a 25 de Junho de 1836, por Carta Régia de D. Maria II, a sede de concelho foi transferida para Figueira de Castelo Rodrigo.


Historicamente, nenhuma povoação raiana exerceu por tão longo período um lugar tão relevante nas relações Luso-Castelhanas e na defesa do território português.
 
 
 
 
GPS:
N 40º 52' 37,15'' ,W 6º 57' 53,65''