segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Igreja de São Roque - Lisboa




A Igreja de São Roque é uma igreja católica em Lisboa, dedicada a São Roque e mandada edificar no final do século XVI, com colaboração de Afonso Álvares e Bartolomeu Álvares. Pertenceu à Companhia de Jesus, sendo a sua primeira igreja em Portugal, e uma das primeiras igrejas jesuítas em todo o mundo. Foi a igreja principal da Companhia em Portugal durante mais de 200 anos, antes de os Jesuítas terem sido expulsos do país no século XVIII.

 A igreja de São Roque foi um dos raros edifícios em Lisboa a sobreviver ao Terramoto de 1755 relativamente incólume. Tanto a igreja como a residência auxiliar foram cedidas à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, para substituir os seus edifícios e igreja destruídos no sismo. Continua a fazer parte da Santa Casa hoje em dia.

Aquando da sua construção no século XVI, foi a primeira igreja jesuíta a ser desenhada no estilo "igreja-auditório", especificamente para pregação. Tem diversas capelas, sobretudo no estilo barroco do século XVII inicial, sendo a mais notável a de São João Baptista, do século XVIII, projecto inicial de Nicola Salvi e Luigi Vanvitelli, depois alterado com a intervenção do arquitecto-mor João Frederico Ludovice, como se pode verificar pela correspondência entre Ludovice e Vanvitelli, publicada por Sousa Viterbo e R. Vicente de Almeida em 1900. Ludovice enviou uma série de desenhos para Itália com as alterações impostas, uma vez que Vanvitelli se recusara a alterar o projecto inicial. 

Foi encomendada em Itália por D. João V em 1742. Chegou a Lisboa em 1747 e só ficou assente em 1749. É uma obra-prima da arte italiana, única no mundo, constituída por quadros de mosaico executados por Mattia Moretti, sobre cartões de Masucci, representando o Batismo de Cristo, o Pentecostes e a Anunciação. Suspenso da abóbada, de caixotões de jaspe moldurados de bronze, é de admirar um lampadário de excelente execução da ourivesaria italiana, enquadrado por um admirável conjunto de estátuas de mármore. Supõe-se que à época tenha sido a mais cara capela da Europa.

A fachada, simples e austera, segue os cânones impostos então pela igreja reformada. Em contraste, o interior é enriquecido por talha dourada, pinturas e azulejos e constituiu um importante museu de artes decorativas maneiristas e barrocas. Tem azulejos dos séculos XVI e XVII, assinados por Francisco de Matos.


O tecto, com pintura de interessante simbologia apresenta caixotões. A talha, maneirista e barroca, é rica e variada, com retábulos de altares e emoldura pinturas. Há mármores coloridos embrechados à italiana e um boa coleção de alfaias litúrgicas.
Ao lado do edifício, no Largo Trindade Coelho, está o Museu de Arte Sacra de São Roque, que tem compartimentos ligados com a igreja.




























Horário de Outubro a Março:

Segunda-feira das 14h00 às 18h00
Terça-feira a Domingo das 10h00 às 18h00
Encerrado: 1 de Janeiro, Domingo de Páscoa, 1 de Maio e 25 de Dezembro.
Horário de Abril a Setembro:
Segunda-feira das 14h00 às 19h00
Terça-feira e Quarta-feira das 10h00 às 19h00
Quinta-feira das 10h00 às 20h00
Sexta-feira a Domingo das 10h00 às 19h00
Encerrado: 1 de Janeiro, Domingo de Páscoa, 1 de Maio e 25 de Dezembro.

(Nota: Acesso à exposição até 30 minutos antes do encerramento do museu)

Bilhetes de entrada na exposição permanente:
Geral - 2,50 €
Detentores do cartão Lisbon Card e do cartão ACP - 1,00€
Portadores de Cartão Jovem - 1,00 €
Bilhete família numerosas (família com 3
ou mais filhos) - 5,00€
Bilhete anual - 25,00€

Entrada gratuita:
Domingos até às 14h00

Entrada gratuita mediante comprovação documental:
Crianças até aos 14 anos de idade
Maiores de 65 anos de idade
Membros do APOM/ICOM
Professores e estudantes de todos os níveis de ensino
Funcionários da SCML
Desempregados
Beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI)

Serviços:
Cafetaria
Loja
Bengaleiro
Visitas guiadas


Visitantes com mobilidade reduzida:
O museu está equipado com elevador, rampas de acesso e instalações sanitárias adaptadas

Regras de segurança e bem-estar:
É proibido fumar no interior do museu
Não é permitida a entrada de animais no interior do museu (exceto cães-guia)
Nas áreas de exposição não é permitido:
A entrada com bagagens de grande dimensão e/ou chapéus-de-chuva
A utilização de telemóveis Fotografar com flash e/ou com tripé
Tocar nas obras expostas
Comer e/ou beber

Existe sistema de videovigilância




Morada e Contactos:



Museu de São Roque
Largo Trindade Coelho

1200-470 Lisboa - Portugal



Tel. 213 235 065/ 449 (Apoio Administrativo)

Tel. 213 235 444 (Receção)

Tel. 213 235 382 (Loja)

Tel. 213 240 869 / 866 / 887 (Marcação de visitas guaidas - Serviço de Públicos e Desenvolvimento Cultural)
Fax. 21 323 54 01
E-mail: info@museu-saoroque.com
Site: www.museu-saoroque.com
Facebook: www.facebook.com/museudesaoroque




Transportes
Metro - Estação Baixa-Chiado (linha azul e linha verde)
Autocarros (Carris) - 758
Eléctricos (Carris) - 28 (Lg. Camões) e Elevador da Glória



Parques de estacionamento (pagos)
Rua da Misericórdia, Largo do Camões e Rua do Almirante Pessanha

Aldeia Alentejana ganhou um novo visual! O resultado é tão bonito que vale a pena olhar....olhar...olhar...


Esta aldeia alentejana ganhou um colorido diferente, foram pintadas nas paredes das suas habitações desenhos e frases resgatando memórias e afetos…

Ficou linda a aldeia de São Cristóvão!

 Pintar e desenhar fachadas de casas com cores e motivos escolhidos pelos habitantes de uma aldeia alentejana foi o desafio levado a cabo por Verónica Conte no âmbito do seu doutoramento em Design, realizado na Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa. Com o tema “A Cor na fachada arquitectónica residencial – identidade, cultura e participação pública”, o projecto tornou-se uma residência artística denominada “ViverCor – Corabitando”.

O objectivo passou por envolver a comunidade da aldeia de São Cristóvão, com o intuito de pintar sobre as barras das fachadas das casas, chaminés e em redor das portas e das janelas, desenhos e expressões locais. Depois de terminado o trabalho, percebe-se bem o que o simples facto de se envolver os habitantes numa acção destas conseguiu: alegria, orgulho e integração. Um excelente exemplo a ser replicado noutros locais do país, que tanta falta têm de cor e amor, nem que seja na forma de palavras.



Sabe-se que a cor pode influenciar muito o estado de espírito de uma pessoa. E quando é usada numa escala comunitária os efeitos podem ser ainda maiores. Foi isso que a arquitecta Verónica Conte fez na aldeia de São Cristóvão (Montemor-o-Novo), com a colaboração dos habitantes. O resultado é tão bonito que vale a pena olhar, olhar e olhar.



Vamos mais longe. Não venhas tarde.








...raízes para voltar, e motivos para ficar.

 



Se gostas sorri.








  Nas tuas mãos começa a liberdade.





Verdades, nelas podes meditar.






Ó vida de mil faces transbordante.








Tenho muito que te contar…










Amor, Amor, Amor.







O que mais há na terra é paisagem.





Os sobreiros morrem, os chaparros crescem.





Bom dia flor do dia.





O melhor do mundo...





 



Sê forte e vencerás.


 


O sonho comanda a vida.









Abensonhando.

 
Se puderes olhar, vê. Se podes ver, repara.






Bem-me-quer, Malmequer.




 
Mais longe… Cristóvão, mais longe.






 



Adoro o campo, as arvores, as flores, jarros e perpétuos amores. (monte)


 







“O ponto de partida para os desenhos são objectos pessoais importantes para os participantes quer seja pelo sentido estético quer pelas memórias ou afectos que evocam.”

Verónica Conte





 

“Nesta partilha onde o privado (às vezes intimo) é transposto para o espaço público, criamos para São Cristóvão imagens singulares, uma mensagem poética de conjunto, afirmamos identidades individuais e colectivas, fabricamos paisagem.”

Verónica Conte












Fonte original todos os direitos reservados a: cargocollective








quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Flamingos são espectáculo único em Alcácer do Sal





A passagem de milhares de flamingos pela Reserva Natural do Estuário do Sado constitui um espectáculo único nesta época do ano na zona da Amieira, em Alcácer do Sal, onde as aves pintam o cenário em bonitos tons de rosa.

Perto da antiga estação de comboios de Alcácer do sal é um óptimo local para a observação deste espectáculo.

Os flamingos são aves pernaltas, de bico encurvado, pertencentes à família Phoenicopteridae e à Ordem dos Ciconiiformes. São a ave mais alta da nossa fauna, podendo ultrapassar o metro e meio; alimentam-se de algas e pequenos crustáceos e vivem junto a zonas aquáticas em bandos numerosos. Em Portugal não é conhecido um núcleo oficial de nidificação.

A Reserva Natural do Estuário do Sado, que abrange o concelho de Alcácer do Sal, é um dos pontos de eleição dos flamingos, mas também da cegonha branca, garças, pernas-longas, colhereiros, aves de rapina, patos, guarda-rios, e ainda mamíferos como a lontra-europeia, o saca-rabos, a raposa, o gamo, o texugo e o roaz-corvineiro.









Texto: daqui

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Em Podence os caretos continuam a sair à rua para chocalharem as mulheres...




O carnaval mais português de Portugal!

O ritual tem origens celtas e será um dos mais antigos em Portugal. Os caretos são homens e usam fatos coloridos, com máscara vermelha, e chocalhos. Saem à rua no Carnaval, até terça-feira, em Podence, a aldeia de Macedo de Cavaleiros, em Trás-os-Montes onde esta tradição resiste. "Eles, só os homens podem ser caretos, vão atrás das mulheres. Encostam-se e elas fogem", diz-se que estão a chocalhar as mulheres....










Ligado à agricultura e à fertilidade, este ritual carnavalesco tem hoje uma continuidade que se deve às pessoas de Podence, com os mais novos e os emigrados a serem decisivos. Foi em 2004 com a criação da Casa do Careto, com associação já constituída, que a tradição renasceu. Agora o entrudo chocalheiro afirma-se "o carnaval mais genuíno de Portugal." Os fatos e as máscaras são feitos pelos elementos da associação ao longo do ano. O fato, com franjas, é feito com linho e lã. As máscaras, em metal ou couro, são mais fáceis e são vendidas a turistas. O careto leva ainda os chocalhos à cintura, colares e um pau.

A preparação do carnaval é feita por "pessoal de todas as idades, todos ligados à aldeia de Podence". Hoje o entrudo tem um programa mais vasto. Apresenta gastronomia, com as tabernas abertas na aldeia por habitantes, percursos pedestres e a cavalo e outras atividades, desenvolvidas em articulação com o município de Macedo de Cavaleiros
















Texto adaptado: daqui

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

O Dino Parque da Lourinhã já abriu ao público com 120 dinossauros em tamanho real


É o maior museu ao Ar livre em Portugal e um dos maiores da Europa. Abriu ao público com 120 modelos de dinossauros em tamanho real e com a previsão de 200 mil visitantes no primeiro ano.


Inserido numa área de 10 hectares, incluindo 4 percursos correspondentes a algumas das mais importantes épocas da historia da terra: O fim do Paleozóico, O Triásico, O Jurássico e O Cretácico.

Ao longo desses percursos os visitantes podem observar mais de 120 modelos de dinossauros e outros animais à escala real. O Parque foi especialmente concebido para ser uma experiência “Edutainment” (Educação + Entretenimento), aliando a parte de conhecimento da evolução da Terra e também a parte de diversão para toda a família.

Além dos percursos ao ar livre, no edifício central do Dino Parque pode ser visitada a exposição do Museu da Lourinhã, exibindo o seu fantástico espólio de descobertas paleontológicas. No laboratório é também possível observar, ao vivo, a preparação de fósseis.

Poderá, ainda, encontrar um Pavilhão das Atividades, onde os visitantes poderão experimentar algumas atividades relacionadas com a paleontologia.





Os modelos de dinossauros expostos no Parque são construídos com o maior rigor científico, à escala real e de acordo com as ultimas descobertas feitas pelos paleontólogos, em estreita cooperação e coordenação com cientistas de todo o mundo.

Podem ser observados não só os mais famosos dinossauros do mundo, como o Triceratops, o Stegosaurus e o grande o Tyrannosaurus rex, o mais famoso de todos os predadores, mas também, dinossauros descobertos na Lourinhã como o Torvossauros gurneyi, o Lourinhasauros ou o Supersaurus.








No Dino Parque pode encontrar uma grande variedade de serviços.

No edifício central poderá usufruir de um restaurante com esplanada, ideal para uma refeição ou simplesmente tomar um café. No parque, um bar de apoio, assim como uma área de vending.

Ao longo do percurso pode ainda encontrar várias áreas de descanso que oferecem a possibilidade de fazer picnics em plena natureza.

Na loja poderá encontrar uma vasta gama de produtos relacionados com o mundo da paleontologia e dos dinossauros, ideias fantásticas para uma recordação da sua visita ao Dino Parque.






Venha viajar até ao tempo dos dinossauros no Dino Parque da Lourinhã


Notas


Como chegar

Morada:
Rua Vale dos Dinossauros, 25  – Abelheira                                                                                                                                                                                                     2530-059 Lourinhã.
GPS: 39.278501 , -9.293023
O Dino Parque Lourinhã situa-se na Abelheira, a cerca de 5 minutos do centro da Lourinhã e aproximadamente 45 minutos de Lisboa.

Como chegar:
Pela A8, direção Sul - Norte
Seguir na saída N8-2 Lourinhã (km 44) , seguir as sinaléticas até à Vila da Lourinhã.
Seguir pela estrada N247 em direção a Peniche por cerca de 7 km, no cruzamento voltar à direita e seguir a estrada N247-1 por mais 2,5 km e chegará ao Dino Parque.

Pela A8,  direção Norte - Sul
Seguir na saída em direção a IP6 – Peniche (km 72) , continuar até à saída Atouguia da Baleia/Lourinhã.
Seguir pela estrada Nacional por cerca de 7 km até ao cruzamento, virar à esquerda pela estrada Nacional 247-1 por cerca de 2,5 km e chegará ao Dino Parque.


Horário de Encerramento:
  • Janeiro / Fevereiro / Outubro / Novembro / Dezembro : 17h (última entrada às 15:30h)
  • Março / Abril / Maio : 18h ( última entrada às 16:30)
  • Junho / Julho / Agosto / Setembro : 19h ( última entrada às 17h30)
*O Dino Parque reserva-se o direito de encerrar se existirem fatores que comprometam a segurança dos visitantes.








 Mais informações em: http://www.dinoparque.pt

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Sabe porque as mulheres da Nazaré usam sete saias?





As sete saias fazem parte da tradição, do mito e das lendas desta terra tão intimamente ligada ao mar.

O povo diz que representam as sete virtudes; os sete dias da semana; as sete cores do arco-íris; as sete ondas do mar, entre outras atribuições bíblicas, míticas e mágicas que envolvem o número sete.







De facto, a origem não é de simples explicação e a opinião dos estudiosos e conhecedores da matéria sobre o uso de sete saias não é coincidente nem conclusiva. No entanto, num ponto, todos parecem estar de acordo: as várias saias (sete ou não) da mulher da Nazaré estão sempre relacionadas com a vida do mar.

As nazarenas tinham o hábito de esperar os maridos e filhos, da volta da pesca, na praia, sentadas no areal, passando aí muitas horas de vigília.

Usavam as várias saias para se cobrirem, as de cima para protegerem a cabeça e ombros do frio e da maresia e as restantes a taparem as pernas, estando desse modo sempre “compostas”.

A introdução do uso das sete saias foi feito, segundo uns, pelo Rancho Folclórico Tá-mar nos anos 30/40, segundo outros pelo comércio local no anos 50/60 e ainda de acordo com outras opiniões as mulheres usariam sete saias para as ajudar a contar as ondas do mar (isto porque “ o barco só encalhava quando viesse raso, ora as mulheres sabiam que de sete em sete ondas alterosas o mar acalmava; para não se enganarem nas contas elas desfiavam as saias e quando chegavam à última, vinha o raso e o barco encalhava”).

O uso de várias saias, pelas mulheres da Nazaré, também está ligado a razões estéticas e de beleza e harmonia das linhas femininas – cintura fina e ancas arredondadas, (esta poderá ser também uma reminiscência do traje feminino de setecentos que as damas da corte usavam - anquinhas e mangas de renda - e que pavoneavam aquando das visitas ao Santuário da Senhora da Nazaré), podendo as mulheres usarem 7, 8, 9 ou mais saias de acordo com a sua própria silhueta.

Certo é que a mulher foi adotando o uso das sete saias nos dias de festa e a tradição começou e continua até ao presente. No entanto, no traje de trabalho são usadas, normalmente, um menor número de saias.












Fonte: cm-nazare

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Para onde vão as águas da barragem dos Conchos?



Parece que algo não está certo. Os olhos argumentam que aquele furo na lagoa não devia existir, mas existe, e é na Serra da Estrela.


Não é nenhum ilusão óptica ou o cenário de um filme de ficção científica. A história deste buraco remonta a 1955, quando foi construído para encaminhar as águas da ribeira das Naves para a albufeira da Lagoa Comprida. Feito de betão e de granito, o túnel tem 1.519 metros de comprimento e é capaz de atingir os 120 mil metros cúbicos.


Para chegar ao Covão dos Conchos, são cerca de 9 km a pé.