quarta-feira, 18 de abril de 2018

Loriga, a "Suíça Portuguesa"




A Vila de Loriga fica situada na Serra da Estrela, a cerca de 770 metros de altitude, como que protegida por duas sentinelas vigilantes e altivas que parecem tocar no céu, e que são a Penha do Gato com cerca de 1800 metros e a Penha dos Abutres com mais de 1800 metros. Uma estrada serpenteante e magnifica para o turismo, bem lançada em audaciosas curvas pelas encostas da serra onde a engenharia moderna pôs todos os seus recursos, leva-o a Loriga onde ao chegar contemplará embevecido o casario branco para, de imediato, lhe dar a impressão de que assenta sobre um trono onde a Natureza parece ser soberana num verdadeiro reino de esplendor. Estes montes que a circundam e lhe ornam a fronte, oferecem aos visitantes surpreendentes paisagens, ao mesmo tempo o abismando na miragem dos cerros íngremes, cortados a pique, ou na ondulação caprichosa de vales e montes, onde a água cristalina brota e desliza, como cantando numa rumorejante melancolia por todo o lado e, as suas ribeiras, de braços abertos essas águas recebem para oferecerem aos rios e estes as levarem ao mar. Loriga é uma das terras serranas mais formosas, bem digna da visita dos turistas, onde, entre os mais diversos predicados naturais e artísticos, decerto encontrará também o descanso e a paz de que necessita. A gente desta Vila é hospitaleira, simpática e, acima de tudo, amiga desse seu torrão. A evindenciá-lo, é estarem dispersos pelas ruas da vila, marcos fontanários e outras recordações que atestam bem o vincado amor desse seu povo à terra natal.






Loriga é, pois, como uma noiva revestida de encantos. Ataviada com as suas melhores galas, rainha destas gigantescas montanhas que a circundam tem, como diadema, uma coroa que se eleva quase a arranhar os céus, como que sorrindo ao abrir seus braços e parecendo dizer para os seus filhos espalhados pelo mundo:- Sede Benvindos!... Loriga parece saber da saudade que esses seus filhos albergam em seus corações e não é demais, uma vez cada ano, senti-los à sua volta, viver com eles dias felizes, sentir os seus anseios, e depois, repartir sua benção aos que partem e aos que ficam. Mas não é só aos seus filhos que quer acarinhar, é também aos povos vizinhos e amigos, forasteiros e turistas, que ela deseja receber no mesmo abraço de saudade e amizade. Nesta beleza de socalcos verdejantes, lindos de verdade que mais parece um trono à Virgem, encontrará o visitante este panorama que o fará exclamar:- Belo!... Sim belo!.. ficando para sempre gravado na retina do seu olhar, para não mais se apagar.











 

Sugestão para um turista

Se pretender passar umas férias de verdadeiro descanso, principalmente para aqueles que vivem e trabalham na buliçosa vida citadina pois, segundo alguns as cidades cansam e envelhecem, parece nada haver melhor do que passar esses dias numa vila ou aldeia serrana, onde decerto encontrará a paz e a tranquilidade que tanto necessita para, ao mesmo tempo, rejuvenescer do desgaste que possa ter após um ano de trabalho.
Ao escolher Loriga, situada nas faldas da Serra da Estrela, irá encontrar uma localidade virada para o futuro, com todas as infra-estruturas necessárias, situada no meio de altos montes como que a protegendo de supostas forças descomunais, onde a vida decorre como acalmia e onde nada parecer acontecer.
Percorrendo estradas serpenteadas que o levam a Loriga, à medida que dela se vai aproximando, poderá admirar a abrupta fisionomia das montanhas ornamentadas com alguma vegetação que escolheram a vida martirizante das grandes altitudes para, de imediato, lhe dar a sensação que começa a viver já de perto com as maravilhas que Deus criou na terra. Quando ao virar uma das muitas encosta que teve de encontrar, vislumbrará a Vila de Loriga, assente num pequeno planalto, como que um trono à Virgem, abraçado por duas ribeiras de onde saem uma quantidade imensa de courelas parecendo degraus verdejantes que sobem até à localidade propriamente dita para, nesse momento, um bem-estar lhe começar a percorrer o corpo, como que a dizer-lhe, que para passar as suas férias escolheu o local certo.
Faça por conhecer a Vila, passeando pelas suas ruas todas elas pavimentadas a granito e que, apesar de estreitas, são típicas, limpas e verdadeiramente acolhedoras, e será certo que ficará fascinado com a abundância das águas límpidas e frescas que caem nas fontes e que correm pelos regos das ruas que, vindo do alto da serra, passam primeiro pela povoação para a refrescar, para voltarem às ribeiras e delas aos rios que as levam para o mar.
De manhã, ainda cedo, os primeiros raios de sol despontam por detrás das montanhas altas, trazendo com eles os ares da serra que lavam os seus pulmões, logo após abrir a janela do seu quarto, ouvirá ainda a sirena de uma das fábricas que anuncia o início de um novo dia de trabalho, ficando também a saber que é nas fábricas onde a maioria da população trabalha, sendo esta localidade considerada desde há cerca de dois séculos a esta parte, uma terra industrial das mais importantes do concelho de Seia.
Pela estrada, ou caminhos alternativos, faça passeios matinais ou mesmo quando o dia está para a acabar, e sinta o cheiro aromático das giestas, das urzes, dos pinheiros e do rosmaninho chegar até si por onde quer que passe. Ficará igualmente encantado e extasiado ao observar o por-do-sol num nostálgico cenário quando, nos píncaros da serra, o Sol deixa um pouco de luz pálida e ao fundo, na baixa sul no céu distante, poderá contemplar como que manchas de sangue e oiro, como que um cenário este de saudade do dia que finda. Se puder, porque não uma aventura até ao ponto mais alto de Portugal Continental (Torre na Serra da Estrela) um percurso a pé dos mais deslumbrantes que possa imaginar e, então lá, nesse ponto mais alto, respirar ainda os ares mais puros que a Terra possa possuir.
Aproveite ainda a oportunidade para penetrar na alma da população local, conhecendo os seus usos e costumes, tentando manter algumas seculares tradições, particularmente as que giram à volta das festividades religiosas onde, entre outras, sobressai o Natal, a Páscoa a Festividade anual em honra de N.S. da Guia e outras mais, assim como também, as Janeiras e o Ementar da Almas que têm aqui um verdadeiro e devoto culto e de fama reconhecida.
Ao saborear a boa broa de milho e centeio, confeccionada com estes cereais que crescem nos locais verdejantes desta região, verificará terem um sabor diferente e inconfundível, assim como decerto irá apreciar a gastronomia local alguma mesmo de nomeada tradicional.


 











Texto adaptado de http://www.loriga.de/

Cascata do Poço da Broca






Cascata do Poço da Broca é uma queda de água que está situado na Ribeira de Alvôco, na pequena Aldeia de Barriosa, Vide, Serra da Estrela. Possuindo uma belíssima queda de água de pequenas dimensões, a Cascata do Poço da Broca destaca-se por uma beleza e tranquilidade raras, possuindo também uma agradável praia fluvial.


Nas margens desta Cascata pode-se encontrar melros peixeiros, garças, lontras e ainda alguns guarda-rios. É um local de extrema beleza. Situa-se no extremo sudoeste do Parque Natural da Serra da Estrela, e é banhada pelo Rio (ou Ribeira) de Alvôco.



























Fontes: José Santos, Acacio Moreira, em: PocoDaBroca

terça-feira, 17 de abril de 2018

Quinta das Lavandas - Alentejo










Ir à Provence ou ao Alentejo, para ver as lavandas? Não hesite: ao Alentejo! E não ficará decepcionado!...


Se sempre sonhou dar um salto à Provence para visitar os célebres campos de lavanda e nunca o fez, por uma razão ou por outra, tem agora essa oportunidade em Portugal. Em Castelo de Vide, no Alto Alentejo, na Quinta das Lavandas™ existem belos campos de lavanda que, mais do que fazer lembrar a Provence e os seus famosos campos de lavanda, fazem sentir o ambiente aí existente. A plantação é constituida por 6 ha de lavanda (lavandula angustifolia) e lavandim (lavandula intermedia) cultivados, em modo de produção biológico, num lugar bucólico, entre afloramentos rochosos e velhos carvalhos, que não só proporcionam perfumados passeios entre as filas de lavandas, mas também asseguram, ao longo do dia, imagens únicas dos campos de lavanda e da sua bela tonalidade. Não será a Provence, mas garantimos que não saírá defraudado... Será uma visão nova do Alentejo, dos seus belos campos dourados, agora coloridos de uma suavidade púrpura que lhe dão um outro brilho.







Situada em Pleno Parque Natural da Serra de São Mamede, um dos parques mais humanizados de Portugal, a 4 Km do centro de Castelo de Vide, uma das mais bonitas vilas do país, encontramos a
Quinta das Lavandas, apelidada de Provença do Alentejo, devido à extensão da cultura de lavanda e lavandim grosso (uma espécie híbrida), a propriedade conta também com um "museu" ao ar livre, onde está exposta uma coleção com mais de 40 variedades.

São 200.000 m2 onde se pode descansar, usufruir de um dos sete quartos ou simplesmente passear pelos campos onde um perfume doce e floral, com uma nota balsâmica, percorre toda a propriedade, entrando nos edifícios sem pedir licença.






 






A LAVANDA: COR, PERFUME E SAÚDE


A Lavanda é o grande protagonista da Quinta das Lavandas. Na quinta estão plantados cerca de 6ha (60 000 m2) de lavanda (alfazema) em duas variedades: Lavandula angustifolia e Lavandim grosso bleu. A principal finalidade da produção das lavandas é a produção de óleos essenciais e a elaboração de produtos tradicionais resultantes dos derivados da lavanda.








O hóspede pode ainda aproveitar para explorar a área circundante, de bicicleta ou a cavalo. Visitar os locais pré-históricos da quinta, tomar banho na barragem da Póvoa e Meadas e fazer uma caminhada por entre os afloramentos rochosos são outras das propostas disponíveis.





 









Durante o mês de julho a floração das lavandas atinge o seu esplendor, sendo o período ideal para contemplar, fotografar ou simplesmente deixar-se inebriar pelo seu aroma.












 No alambique, construído de raiz para a destilação artesanal de lavanda, é utilizada uma técnica de arrasto de vapor milenar, originando óleos essenciais e águas florais, utilizados na linha de cosméticos com o selo da quinta.





 O óleo essencial 100% puro: aroma e perfumes intensos...






Para além de se poder visitar a quinta e passear nos campos floridos, os visitantes têm a oportunidade de assistir ao processo de destilação, fazer um workshop gratuito sobre cosmética natural à base de lavanda e aprender a fazer massagens com óleos essenciais produzidos na quinta. No aromático jardim, haverá ainda uma sessão de ioga com taças tibetanas.




 




Morada:

Quinta das Lavandas
Sítio de Vale Dornas
7320-423 Castelo de Vide




Fotos de Quinta da Lavandas

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Ovos no Tacho com Legumes





INGREDIENTES (4 PESSOAS)


1 Cebola roxa
4 Dentes de Alho
1 Polegar de Gengibre fresco
1 Malagueta vermelha
2 Cenouras
1 Pimento vermelho
1 Chuchu
1 Curgete
500g de Tomate triturado
½ Colher (chá) de Cominhos
½ Colher (chá) de Sementes de coentros em pó
½ Colher (chá) de Cúrcuma
¼ Colher (chá) de Canela em pó
250g de Lentilhas cozidas
4 Ovos
Azeite e Sal
Pimenta preta e Noz moscada
Coentros

PREPARAÇÃO

Regue o fundo de um tacho com um fio generoso de azeite e refogue a cebola cortada em cubos, os alhos esmagados, o gengibre picado e a malagueta cortada ao meio. Junte as cenouras em meias luas e o pimento em cubos e refogue, mexendo frequentemente. Corte o chuchu e a curgete em pequenos cubos e junte ao refogado. Envolva, refogue por alguns instantes e junte o tomate, os cominhos, os coentros em pó, a cúrcuma e a canela. Tempere com sal, pimenta e noz moscada moídas na hora e deixe apurar. Adicione as lentilhas, envolva e espere iniciar fervura. Nesse momento e em lume brando, verta os ovos, um a um, sobre os legumes. Deixe escalfar a seu gosto. Finalize com um fio de azeite e guarneça com folhas de coentros. Sirva de seguida.


Fonte original todos os direitos reservados a: http://otemperodanesita.blogspot.pt