terça-feira, 18 de setembro de 2018

Estrada Nacional 2, conhecida como a Route 66 portuguesa, lança passaporte por apenas 1 euro

 


Conhecida como a "Route 66 portuguesa", a Estrada Nacional 2, que começa em Chaves e termina em Faro, tornou-se numa rota turística nacional e internacional.

Atravessa 32 municípios, passa pelo interior de povoações e liga paisagens tão diferentes como as vinhas do Douro, as planícies do Alentejo ou as praias do sul de Portugal. Uma viagem por esta estrada é também uma viagem pelo país.

A Associação de Municípios da Rota da Estrada Nacional 2 lança agora o "Passaporte EN2", com um custo de 1 euro, e que já se encontra à venda em São Brás de Alportel.

Esta ação tem como objetivo incentivar turistas nacionais e estrangeiros a percorrer esta estrada, considerada como a mais longa da Europa e a terceira mais extensa do mundo (a seguir à Route 66 dos Estados Unidos e à Rota 40 da Argentina).

Com este passaporte, os turistas podem receber carimbos referentes aos locais por onde vão passando ao longo da rota, aproveitando todo o potencial paisagístico e patrimonial que o percurso tem para oferecer.

Para ajudar os visitantes, foi lançado recentemente pela editora Foge Comigo um guia extensivo sobre a Estrada Nacional 2, com cerca de 500 páginas.

No guia, a Estrada Nacional 2 é dividida em 20 etapas, com cada etapa a obedecer "a uma unidade de paisagem" e cinco delas a cidades - Chaves, Viseu, Lamego, Vila Real e Faro -, "que qualquer uma delas justifica muito tempo de paragem", disse à agência Lusa o responsável pela editora, Armando Carvalho, aquando do lançamento do guia .

Está também presente no guia uma agenda de eventos culturais e tradicionais que decorrem nos 35 concelhos abrangidos, que vão do "arrastão da grande pedra, em agosto, em Vila Pouca de Aguiar", ao jogo do panelo com a louça de Bisalhães ou a Romaria a Cavalo, que atravessa Viana do Alentejo
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Um pouco da história.....



É difícil encontrarmos a história da Estrada Nacional 2 já que muito pouco ou quase nada se encontra escrito sobre ela. Foi Estrada Real nos finais do séc. XIX, em 1884 era a Estrada Distrital nº 128 e o seu percurso ia de Faro a Castro Verde, em 1910 era a Estrada Nacional nº 17 e o seu percurso já ia de Faro a Beja, posteriormente foi a Estrada Nacional nº 19-1ª, assumindo definitivamente o título de Estrada Nacional 2 em 1944. Nos troços do Alentejo e Algarve dominou o piso de terra e empedrado até aos anos 1930 altura em que o alcatrão veio substituir os antigos pisos. O troço do Alentejo entre Odivelas e Torrão manteve até o piso empedrado até 2010 altura em que ganhou um tapete betuminoso.
A estrada Nacional 2 pode-se considerar o equivalente Português da Route 66 nos EUA, mas à escala de Portugal dadas as nossas reduzidas dimensões, não temos o Middle West, mas este pode ser substituído por Trás-os-Montes em que as pontes não atravessam o Mississipi mas sim rios como o Douro e o seu vale, património da humanidade, e em que os motéis de estrada característicos da Route 66, dão lugar a uma qualquer casa de pasto com dormidas no 1º andar, mas é no capitulo gastronómico que a nossa EN-2 ganha, pois os hambúrgueres e os hot dogs da Route 66 dão lugar aqui à mais rica gastronomia do interior do nosso país desde Trás os Montes ao Algarve passando pelas Beiras e Alentejo.
A Estrada Nacional nº 2 atravessa Portugal de cima abaixo como uma verdadeira espinha dorsal que o foi, tem o seu início no Km 0 em Chaves bem lá no norte do país junto a Espanha, e termina no Km 737 na cidade Faro junto ao oceano Atlântico, depois de ter serpenteado por montes e vales perdidos do interior dum país esquecido pelo progresso e pelas auto estradas ou itinerários principais.
A estrada Nacional nº 2 marcou uma época e fez parte da história dessa época tem por isso muitas histórias por contar, o troço abrangendo o itinerário que liga Almodôvar a São Brás de Alportel foi classificado em 2003 como Estrada Património, como reconhecimento pelo valor desta via e pelo riquíssimo património que a envolve. Pena é que este troço ou toda a sua estrada na íntegra não sejam divulgadas e aproveitadas para fins turísticos que poderiam revitalizar muitas das zonas que os 737 km atravessam no seu épico percurso que cruza onze distritos Vila Real, Viseu, Coimbra, Leiria, Castelo Branco, Santarém, Portalegre, Évora, Setúbal, Beja e Faro.







 

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Sala do Trono do Palácio de Mafra abriu ao público após primeiro restauro em 200 anos



A decoração mural desta sala fez parte de uma campanha encomendada pelo Príncipe Regente, futuro D. João VI. Iniciados cerca de 1804, os trabalhos nela realizados foram dirigidos por Volkmar Machado e Manuel Piolti.

Sempre que a Família Real se encontrava em Mafra, aqui se realizava a cerimónia do “beija-mão” nos dias de aniversário real, nos dias onomásticos, Natal, Ano Novo e outros dias solenes. Este costume manteve-se até à abolição da cerimónia por D. Pedro V. A sala ficou então fechada, chegando inclusive a ser utilizada como Casa da Fazenda (guarda-móveis) do Palácio, ainda durante a monarquia.

A partir de 1911, o Paço Real foi abrindo progressivamente as salas ao público e esta sala, tal como diversas outras, foi objeto de uma intervenção de restauro. 



As primeiras linhas do Palácio-Convento de Mafra surgiram duma promessa do rei D. João V. O Magnânimo (cognome do monarca absolutista) jurou erguer o monumento caso obtivesse sucessão do seu casamento com a rainha D. Maria Ana de Áustria, o que acabou por se tornar realidade em 1711, ano do nascimento da princesa Maria Bárbara.





Horários

Palácio: 

Das 09h30 às 17h30
Núcleo de Arte Sacra e Enfermaria encerram das 13h00 às 14h00
Tempo médio da visita
c. de 1.30h

Biblioteca (leitores)

Dias úteis - das 09h30 às 13h30 e das 14h00 às 16h00

Basílica

Diariamente das 09h30 às 13h00h e das 14h00 às 17h30
Encerramento 
Terças-feiras e nos dias 1 de Janeiro, Domingo de Páscoa, 1 de Maio e 25 de Dezembro
Acessibilidade
Não acessível a pessoas com mobilidade reduzida.
Não é permitida a entrada de animais, exceto cães-guia
Nota - Não é permitida a entrada de malas de viagem, mochilas, volumes grandes ou objetos contundentes.

Estacionamento

Na zona exterior do Monumento, fachadas norte e sul.

Loja

Horário de funcionamento do museu
Réplicas de peças da coleção, porcelanas, vidros e cristais, pratas e casquinhas, joias, postais, linha infantil, publicações.

O Oceanário de Lisboa foi eleito o melhor do mundo (mais uma vez)








O Oceanário de Lisboa foi eleito o melhor do mundo mais uma vez!

É a terceira vez que este espaço de Lisboa ganha este prémio, atribuído pelo TripAdvisor.


Tal como aconteceu em 2015 e em 2017, o Oceanário de Lisboa foi considerado pela terceira vez ‘Melhor Aquário do Mundo’ pelo Travelers’ Choice 2018, do TripAdvisor.


Com 33.854 reviews no maior site de viagens do mundo, o Oceanário de Lisboa tem uma avaliação global de 4,5 em 5.












Este é um dos locais mais visitados em Portugal, e conta com mais de 23 milhões de visitantes, de 185 países diferentes desde a sua abertura. Só no ano passado recebeu 1,3 milhões de visitantes – tendo sido registado este o melhor ano de sempre.










O Oceanário de Lisboa é um daqueles lugares que surpreende os seus visitantes, seja pelo tamanho, pela variedade de espécies ou pelo ótimo trabalho educativo que faz (um ponto muito atrativo para quem o visita com crianças).

Vivem no aquário  8 mil animais e plantas, de 500 espécies em 7 milhões de litros de água salgada.

Além do tanque central existem 4 divisões menores que representam os habitats costeiros: Atlântico Norte, Antártico, Pacífico Temperado e Índico Tropical.

Ali são representadas, além de espécies aquáticas, algumas espécies terrestres. Todos estes tanques convergem para o tanque central trazendo novamente a ideia de unidade entre os oceanos.