sexta-feira, 21 de setembro de 2018
Quem foi "Zé povinho"?
O "Zé Povinho" é uma das mais conhecidas personagens portuguesas. Confunde-se com o povo português amplificando todos os seus defeitos e virtudes. Criado há mais de cem anos o Zé continua a ser nosso contemporâneo.
Zé povinho:
Zé povinho foi um personagem criado pelo caricaturista português Rafael Bordalho Pinheiro, em 1875, no periódico de humor político, A Lanterna Mágica, numa charge intitulada Calendário Português, criticando de forma humorística os principais problemas sociais, políticos e económicos do país. Tornou-se uma figura identificativa do povo português.
A imagem de cerâmica do personagem, criada pelo caricaturista, encontra-se hoje no Museu Rafael Bordoalho Pinheiro, na freguesia de Campo Grande em Lisboa.
Mas o que quer dizer "Zé povinho", uma expressão tão utilizada na língua portuguesa?
"Zé povinho" é uma expressão popular que significa gente simples, indivíduo do povo. É usada para identificar pessoa desqualificada socialmente.
Zé, é uma forma popular de exprimir o homem do povo. Povinho, é o diminutivo de povo (habitante de uma localidade). Zé povinho é uma expressão descriminatória, usada para indicar uma pessoa simples, ralé.
Raphael Bordallo Pinheiro
Raphael Bordallo Pinheiro (na grafia original) foi caricaturista, ilustrador, ceramista, decorador, editor e criador de uma das personagens que melhor personifica o ser português: o Zé Povinho.
A personagem nasceu em 1875 e passou a surgir com frequência nas vinhetas publicadas por Bordalo Pinheiro nas diversas publicações que editou ou onde colaborou.
O “Zé” foi assumindo a personalidade do povo, mas também as críticas ao sistema político e aos seus protagonistas. Os regimes passaram e as críticas assumiram novos contornos ultrapassando mesmo a vida do seu autor, com o “Povinho” a recriar-se nas mãos de novos autores e criadores.
quinta-feira, 20 de setembro de 2018
Monsanto a “aldeia mais portuguesa”.
Monsanto foi distinguida em 1938 com o Galo de Prata, por ser considerada a “aldeia mais portuguesa”. Uma réplica do galo de prata destaca-se no topo da Torre de Lucano – a torre sineira da Igreja da Misericórdia. Aprecie a serenidade da paisagem e visite o Castelo Medieval.
Percorra as suas muralhas que, juntamente com o Miradouro do Forno, oferecem paisagens serenas. Admire também rochas graníticas de grandes dimensões e uma laje com cavidades peculiares a “Laje das 13 Tijelas”, onde, segundo reza uma lenda, se alimentavam os pobres.
Na Capela de São Pedro de Vir-a-Corça existe um relógio de sol feito de pilhares de granito no portal. É um local romântico para apreciar a luz colorida do por do sol, típica desta zona.
Após a caminhada, desfrute de uma refeição caseira nos restaurantes de Monsanto e prove os enchidos tradicionais que são um deleite! Se gosta de passeios a pé, aproveite para conhecer a Rota dos Barrocais.
O símbolo mais significativo da joalharia portuguesa - o Coração de Viana.
No período compreendido entre o final do século XVIII e início do século XIX, Portugal ainda era um grande destaque localizado no continente europeu. O destaque do país era atribuído, maioritariamente, à joalharia portuguesa que surgiu e cresceu em abundância a partir da época dos Descobrimentos. Assim, Portugal encontrou um lugar ao sol neste cantinho da Europa.
A Joalharia portuguesa desenvolveu-se muito com as descobertas marítimas realizadas pelos portugueses. Esse desenvolvimento teve relação direta com os Descobrimentos, uma vez que era justamente do Oriente que vinham as gemas, enquanto do Brasil chegavam grandes quantidades de ouro. Sendo assim, unindo esses dois “ingredientes”, criou-se entre os mais dotados de riqueza o gosto peculiar por jóias luxuosas e ostentativas.
As jóias desenvolvidas pela Joalharia Portuguesa não serviam ao público apenas por questão de beleza e adorno, mas também como demonstração de riqueza e ostentação social. Além disso, passou a ser também uma forma de empenhamento dos bens acumulados. Com o tempo, elas se tornaram cada vez mais populares e passaram a pertencer aos membros da alta sociedade de Portugal, demonstrando a riqueza e posição privilegiada do país na economia mundial da época.
O símbolo mais significativo da joalheria portuguesa foi e continua a ser o Coração de Viana. Esta peça tão significativa da cultura portuguesa é cuidadosamente trabalhada através de uma arte milenar – a filigrana.
Mas então qual o significado do Coração de Viana? E qual a sua origem?
Para entender melhor o que significa o Coração de Viana, é necessário ter em mente que o coração foi um símbolo que surgiu na antiguidade clássica que visava repensar o centro não apenas da da vida, mas também da solidariedade, fraternidade e, principalmente, do amor. Séculos mais tarde, os santos passaram a serem representados com um coração no peito. Essa era uma forma de ilustrar a detenção dessas características por esses indivíduos.
Dessa forma, o Coração de Viana surgiu no final do século XVIII, como uma forma de culto ao Sagrado Coração de Jesus. O símbolo foi, essencialmente, inspirado na religião, que de resto era a fonte de inspiração principal da ourivesaria tradicional portuguesa. Por fim, os Corações de Viana também ficaram conhecidos como Corações Flamejantes, pois, além de tudo, representavam o calor do amor com chamas em sua parte superior.
Com o passar do tempo, os Corações de Viana tornaram-se um adorno em festas. Hoje em dia, fazem parte dos trajes tradicionais portugueses do Minho e do Douro Litoral, valorizando-os.
De que são feitos os Corações de Viana?
Os Corações de Viana são feitos a partir da arte de trabalhar fios de metais, entrelaçando-os, a fim de criar padrões. À essa arte, da-se o nome de filigrana. A filigrana pode ser de aplicação – como forma decorativa de uma peça – ou de integração (processo no qual toda a peça é fabricada em filigrana). Essa arte representa uma característica marcante da joalharia portuguesa, embora não seja exclusiva do nosso país. Por fim, a filigrana portuguesa é produzida principalmente no norte do país, apresentando maior incidência no pólo de Póvoa de Lanhoso. Ela é uma arte exclusivamente manual e exige muita perícia, sendo peças de alto valor e, acima de tudo, marcada por sua unicidade.
Adaptado: daqui e daqui
quarta-feira, 19 de setembro de 2018
Ponte envidraçada nos Passadiços do Paiva já está em construção
A ponte envidraçada dos Passadiços do Paiva já está em construção, uma estrutura de 480 metros sobre o rio vai se a maior ponte suspensa em Portugal e a mais bonita da Europa!
A estrutura vai estar apoiada por apenas dois cabos a ligar ambas as margens do rio na zona da garganta do Paiva, fazendo com que seja possível apreciar a cascata das Aguieiras e a escadaria dos passadiços do Paiva a partir de uma cota superior, já que todo o piso será totalmente transparente.
O vão de 480 metros sobre o rio terá uma largura útil de 1,20 metros e pavimento em gradil metálico, no que o objetivo é facilitar a circulação do vento sem oferecer grande resistência às correntes.
Inspirada nas pontes incas que atravessavam os vales mais profundos das montanhas dos Andes, a nova estrutura anunciada para Arouca integra a rede de vias pedonais já existentes no concelho e terá um custo estimado em 1,7 milhões de euros (mais IVA).
Deverá ficar concluída num prazo de 10 meses, após o que a sua utilização terá efeito no preçário de acesso aos passadiços, cuja entrada custa atualmente um euro por pessoa, sendo grátis para menores de 12 anos e tendo um custo único de 2,5 euros para residentes de Arouca que adquiram um cartão de uso vitalício.
A nova travessia sobre o Paiva será inaugurada no início de 2019
terça-feira, 18 de setembro de 2018
Vira do Minho..... a dança rainha do Alto Minho!
O Minho é uma região com uma paisagem verdejante, terra do Vinho Verde e de romarias seculares (Romaria da Sra da Agonia, de S. João D’Arga e de S. Bartolomeu do Mar, entre outras), onde o povo reza, canta e dança com uma alegria contagiante.
Das suas tradições, usos e costumes muito se poderia dizer, assim como dos trajes (particularmente os das mulheres), sem esquecer os «lenços dos namorados». É a terra do Vira....
O Vira do Minho
O Vira do Minho é a dança rainha do Alto Minho. As arrecadas e os fatos minhotos ajudam a completar o cenário. Dispostos em roda os pares de braços erguidos, vão girando vagarosamente no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio. Os homens vão avançando e as mulheres recuando. A situação arrasta-se até que a voz de um dançador se impõe, gritando 'fora' ou “virou”. Dão meia-volta pelo lado de dentro e colocam-se frente-a-frente com a moça que os precedia. Este movimento vai-se sucedendo até todos trocarem de par, ao mesmo tempo que a roda vai girando, no mesmo sentido.
Mas este é apenas o mais simples dos viras de roda, pois outros há com marcações mais complexas.
E são muitos os nomes em que se desdobram: vira, fandango de roda, fandango de pares, ileio, tirana, velho, serrinha, estricaina, salto, entre outros. Viana é famosa quando se trata de encenar o vira. Mas não é a única. Chegamos à região de Braga e logo nos surge o 'vira galego´, “despido da opulência primitiva", como o caracterizou, Pedro Homem de Mello.
Caminhamos pela costa em direcção ao sul e o vira não desiste. A par do vira enérgico do Minho, vamos encontrar o vira de seis em terras de pescadores.
Arouca vai ter a maior ponte pedonal suspensa de Portugal... e vai ser transparente!
A ponte envidraçada dos Passadiços do Paiva já está em construção, uma estrutura de 480 metros sobre o rio vai se a maior ponte suspensa em Portugal e a mais bonita da Europa!
A estrutura vai estar apoiada por apenas dois cabos a ligar ambas as margens do rio na zona da garganta do Paiva, fazendo com que seja possível apreciar a cascata das Aguieiras e a escadaria dos passadiços do Paiva a partir de uma cota superior, já que todo o piso será totalmente transparente.
O vão de 480 metros sobre o rio terá uma largura útil de 1,20 metros e pavimento em gradil metálico, no que o objetivo é facilitar a circulação do vento sem oferecer grande resistência às correntes.
Inspirada nas pontes incas que atravessavam os vales mais profundos das montanhas dos Andes, a nova estrutura anunciada para Arouca integra a rede de vias pedonais já existentes no concelho e terá um custo estimado em 1,7 milhões de euros (mais IVA).
Deverá ficar concluída num prazo de 10 meses, após o que a sua utilização terá efeito no preçário de acesso aos passadiços, cuja entrada custa atualmente um euro por pessoa, sendo grátis para menores de 12 anos e tendo um custo único de 2,5 euros para residentes de Arouca que adquiram um cartão de uso vitalício.
A nova travessia sobre o Paiva será inaugurada no início de 2019
Os Passadiços do Paiva ficam na margem esquerda do Rio Paiva, no concelho de Arouca, distrito de Aveiro. Ao todo são 8700 metros de passeio, com partida ou chegada em Areinho ou Espiunca, que se percorrem em cerca de duas horas e trinta minutos. O percurso passa pelos Geossítios da Garganta do Paiva, pela Cascata das Aguieiras, Praia Fluvial do Vau, Gola do Salto e Falha de Espiunca. Proporcionam também um passeio pela natureza em estado puro, junto a descidas de águas bravas, cristais de quartzo e espécies em extinção na Europa. O território Arouca Geopark é reconhecido pela UNESCO como Património Geológico da Humanidade.
Há uma pequena ilha deserta e paradisíaca no Douro. A Ilha dos Amores
A Ilha dos Amores, terra de mistérios e lendas, é um dos tesouros mais desconhecidos do Douro, mas também das riquezas mais encantadoras.
Descubra agora esta pequena ilha perdida no Douro que vai surpreender qualquer visitante que com ela se cruze…
Pode não ser a Ilha dos Amores cantada por Luís de Camões nos seus Lusíadas, aquele paraíso que Vénus construiu para premiar os heróis lusitanos pelas suas conquistas, mas é uma Ilha encantadora no meio de um reino verdadeiramente “maravilhoso”… o Douro!
E esta “Ilha dos Amores” que falamos é bem mais que um mito. É uma realidade, apesar de parecer ter sido retirada das histórias mais românticas de todos os tempos. Esta é uma pequena ilha deserta, praticamente em estado bruto, no meio de um dos rios mais bonitos do mundo!
A formação desta ilha deve-se à subida das águas há centenas de anos atrás, que formaram um pequeno pedaço de terra que conta agora com 29 metros de altitude e 1400 metros2. A ilha, também conhecida como “Ilha do Castelo”, testemunha o cruzamento dos rios Paiva e Douro e marca o encontro dos distritos do Porto, Aveiro e Viseu.
E como quase todas as ilhas, está repleta de mistérios. As lendas – algumas mais trágicas que outras – dão-nos conta de um amor proibido vivido há dezenas de anos atrás entre uma fidalga e o filho de um lavrador. Já a História será um dia contada pelas ruínas de uma torre defensiva que prova que ainda há muito para descobrir no meio de uma paisagem tão sublime.
Esta ilha tem um pequeno Cais e, por isso, numa viagem de barco, podemos explorar este que é considerado um dos tesouros do Douro! Não se encontrarão, certamente, as Nereidas de Camões mas encontram-se outras riquezas naturais.
É um verdadeiro oásis que os olhos comtemplam: desde plantas rasteiras a árvores altas e imponentes, o isolamento permitiu a conservação da sua genuína vegetação. Aqui pode encontrar-se o pinheiro bravo e o pinheiro manso, os carvalhos, oliveiras, tamargueiras, juncos, freixos, amieiros, entre outros.
Aqui parece que o tempo para. E o cheiro doce e fresco envolve-nos com o som do rio a correr e dos pequenos pássaros a cantar. A confusão das grandes cidades está longe… Passeie e contemple o “excesso de Natureza” que por aqui habita. E porque não um mergulho para refrescar a tarde em pleno Verão Duriense? A água cristalina e calma lança o convite e vai querer mesmo aproveitar!
Lenda da Ilha dos Amores
Não poderia deixar de haver conversa popular sobre o que aconteceu por aqui. Diz o povo duriense que a Ilha dos Amores foi o palco de mais uma tragédia do lendário português. A saber.
Um lavrador, de tenra idade, apaixonou-se por uma mulher abastada, menina da fidalguia. Nem sequer passava por coisa rara de acontecer, mas aqui a novidade é que ela também se apaixonou por ele.
Os tempos eram outros, tempos onde nunca seria aceite que uma mulher de sangue azul pudesse desposar um plebeu, ainda por cima camponês. As tentativas de encontros sucediam-se, sempre mal vistos pelo pai da fidalga, até serem proibidos de vez, deixando ambos a chorar a saudade que sentiam um pelo outro.
Passados poucos meses, a mão da bela e rica mulher ficou entregue a um aristocrata. Não seria um casamento de amor, mas sim de conveniência, como era habitual na altura.
O camponês, roído de ciúmes, e tendo presente a ameaça de nunca mais poder ver a sua amada assim que se entregasse a outra pessoa, decidiu tomar medidas extremas: ao avistar o fidalgo a passear junto ao Douro, matou-o, atirando-o depois ao rio como forma de apagar qualquer indício de prova contra si.
Ainda assim, sabendo que seria o suspeito número um, decidiu esconder-se numa pequena ilha no Rio Douro, isolando-se do mundo e sofrendo pela ausência do seu amor. Ali ficou, por muito e bom tempo. Apercebendo-se de que nunca alguém o tinha descoberto, começou a engendrar um plano de trazer a fidalga consigo e ali viverem os dois para sempre.
Assim foi, e, saindo da ilha pela primeira vez em muitos dias, encontrou a sua amada convencendo-a a regressar consigo para tal local inóspito e secreto onde nunca seriam encontrados. Tomaram um barco para seguirem em direção ao pequeno ilhéu. A viagem seria curta, mas o inesperado aconteceu: do nada, levantou-se uma grande tormenta, e o rio, formando um vórtice, engoliu a barca onde os dois amores se encontravam.
Contou-se, depois, que se tratou do espírito do jovem fidalgo assassinado pelo camponês, que veio à superfície vingar a sua morte.
Subscrever:
Mensagens (Atom)


