segunda-feira, 8 de outubro de 2018

É considerada a igreja mais estranha de Portugal...



A Capela da Senhora da Lapa, situada no monte do Penamourinho, freguesia de Soutelo, foi construída em 1694 a mando de João Gonçalves e sua esposa Margarida da Silva. Esta capela destaca-se pela sua originalidade, uma vez que foi edificada no interior de um penedo. É de salientar ainda a porta da entrada que data de 1898, várias inscrições gravadas no tecto e o quadro encaixilhado com a história do santuário escrita pela Padre José Maria Machado em 1851. Nas imediações do santuário existem um coreto, várias fontes, as instalações que dão apoio aquando da romaria anual (Segundo domingo de Julho) e um miradouro.




Segundo conta a lenda surgiu, a uma pequena pastorinha, uma imagem de Nossa Senhora da Lapa por baixo de uma rocha. Sendo a notícia rapidamente espalhada iniciaram-se as romarias a este local que se passaram a repetir todos os anos no início de junho, apesar do mau caminho para lá chegar. Contando-se mais de 500 pessoas na peregrinação em junho de 1805.





A Capela da Nossa Senhora da Lapa. Fica situada no cimo do monte do Penamourinho, freguesia de Soutelo, concelho de Vieira do Minho.

Vilar da Veiga ... encanto das terras de Bouro





Vilar da Veiga está localizada na margem Sul da serra do Gerês e separada da freguesia de Rio Caldo pelo rio Gerês, o afluente do rio Cávado, que a delimita a Sul.


Uma freguesia rural, que parece magicamente parada no tempo, onde a tradição ainda reina, e a terra vai ofertando os seus frutos a quem sabiamente a cuida.









Bonecos de Estremoz são Património Cultural Imaterial da Humanidade







Os "Bonecos de Estremoz" pertencem a uma arte de carácter popular, com mais de 300 anos de história, tendo sido o primeiro figurado do mundo a merecer a distinção de Património Cultural Imaterial da Humanidade, na sequência da candidatura apresentada pela Câmara Municipal de Estremoz, no distrito de Évora.



Foto: Jorge da Conceição

Breve História dos Bonecos de Estremoz

As primeiras referências ao figurado de Estremoz são de princípios do séc. XVIII. Em 1770, sabemos da existência das “boniqueiras”, mulheres que faziam curiosidades e figuras de barro e que tinham um trabalho não reconhecido enquanto ofício.

Os bonecos tiveram certamente início na necessidade espiritual, ou seja, o povo queria ter em casa os santinhos da sua devoção. Comprá-los em talha era impossível, dadas as dificuldades do quotidiano, pelo que, supomos, uma mulher habituada a lidar com o barro se terá atrevido a modelar pela primeira vez um santinho da sua devoção particular e daqui terá nascido a tradição, numa terra onde o barro era abundante.

Dos santinhos, e dada a expansão do gosto presepista Escola de Mafra de setecentos, passou-se às cenas de natividade. Os Presépios eruditos, observados nos Conventos e casas abastadas, depressa foram adaptados à mundividência popular das bonequeiras. Assim, na cena envolvente à da Sagrada Família nasceram os Reis Magos, os Ofertantes regionais e um vasto reportório, como o “Pastor a comer”, o “Pastor a dormir”, a “Mulher das Galinhas”, o “Pastor com o cabrito às costas”, entre outros. Hoje estas figuras “sobrevivem” fora do Presépio. Em oitocentos, os homens começam a intrometer-se na arte, segundo relato da barrista Georgina, que confirmou a Sebastião Pessanha, no princípio do séc. XX, ter aprendido a arte por intermédio do seu esposo.

Em 1935, José Maria Sá Lemos, Diretor da Escola Industrial de Estremoz, convenceu a artesã Ti Ana das Peles, que apenas sabia modelar “Assobios”, a ensinar o que sabia da arte e a participar no processo de “ressuscitar” as figuras que já ninguém modelava desde a década passada.

Deste feliz encontro de saberes, nasce o gosto da família oleira Alfacinha pelo figurado de barro, nomeadamente Mariano da Conceição, que o transmite a alguns empregados da Olaria e a familiares diretos.

Atualmente, modelam bonecos as Irmãs Flores, Fátima Estróia, Afonso e Matilde Ginja, Duarte Catela e Ricardo Fonseca. Utilizando as técnicas tradicionais, mas modelando com formas contemporâneas e locais, temos Isabel Pires, Jorge da Conceição e Célia Freitas/Miguel Gomes.



Foto: Jorge da Conceição























ARTESÃOS DOS BONECOS DE ESTREMOZ


Afonso Ginja
Rua Direita n.º 5, 7100-535 Estremoz
Telefone: 268 081 618 / 936 605 111

Célia Freitas e Miguel Gomes*
Telefone: 268 620 564 / 963 505 473 / 924 224 973

Duarte Catela*
Telefone: 961 831 183

Fátima Estróia
Rua Narciso Ribeiro n.º 3, 7100-554 Estremoz
Telefone: 966 602 355

Irmãs Flores
Largo da República n.º 31/32, 7100-505 Estremoz
Telefone: 268 324 239
E-mail: maria.inacia.flores@gmail.com

Jorge da Conceição*
Telefone: 933 803 566
E-mail: jdaconceicao.estremoz@gmail.com

Maria Isabel Pires
Bairro da Salsinha Lote 37, 7100-102, Estremoz
Telefone: 268 322 183 / 926 943 974
E-mail: isabelcatarrilhaspires@gmail.com

Ricardo Fonseca
Largo da República n.º 31/32, 7100-505 Estremoz
Telefone: 964 669 754

* não possuem atelier em Estremoz








domingo, 7 de outubro de 2018

Badoca Safari Park - Uma aventura que não se esquece!




 
A cerca de uma hora de Lisboa a planície alentejana transformou-se numa savana repleta de animais selvagens inesquecíveis. Venha passar um dia diferente num lugar mágico e único o Badoca Safari Park!







 O Badoca Safari Park é um parque natural, com uma área de 90 hectares, que o convida a passar um dia diferente no meio da natureza e a conhecer a beleza da vida animal, em pleno Alentejo. Situado em Vila Nova de Santo André, no concelho de Santiago do Cacém, o parque acolhe cerca de 450 animais selvagens, de 69 espécies diferentes.
Participe no safari e entre em contacto directo com animais selvagens, como zebras, girafas, orixes, gnus e muitas outras espécies que se encontram em plena liberdade e o transportam para o continente africano.
Poderá ainda assistir a um show de aves de rapina e usufruir de várias infraestruturas lúdicas e pedagógicas, como o Parque dos Cangurus, o Lago dos Flamingos, o Parque dos Coatis, e um Parque Infantil.





























Informações para visitar

Como chegar

Coordenadas GPS:
  • N 38º 02´ 29.3´´
  • W 8º 44´ 40.0´´
O Badoca Safari Park situa-se na IC33 entre Santiago do Cacém e Sines, a cerca de 34 km da saída de Grândola.


PREÇO

Crianças (4 aos 10 anos) - 15,90€
 
Adultos - 17,90€

Séniores (+ 65 anos) - 15,90€

 

 O preço de entrada inclui o safari, a apresentação de aves de rapina, a sessão de alimentação do lémures, o passeio pedestre e visita à ilha dos primatas.


 


HORÁRIO

Aberto de segunda a domingo, incluindo feriados das 10h às 17h30.






O Badoca Safari Park possui um restaurante panorâmico, assim como um restaurante self - service (com pratos de criança). Tem também quiosques em vários locais do parque para refeições ligeiras.

Não se esqueça do protector solar e dos óculos de sol.












Mata do Buçaco, um oásis no Centro de Portugal




A mata encantada do Buçaco
que Saramago dizia ser incapaz de descrever,  é um local único em Portugal…e não só!

Esta mata é considerada como um jardim botânico, pois abriga nele mais de 700 espécies vegetais e animais, algumas delas raras e exóticas.

O Vale dos Fetos é um das zonas mais especiais desta mata: nele encontrará lagos e fontes que o vão refrescar e surpreender pela forma como casam na perfeição com o verde da vegetação.

Visitar a mata do Buçaco é sinónimo de visitar um local de verdura excepcional, desenhado e criado pelo homem para fins espirituais.

O legado da passagem da Ordem dos Carmelitas Descalços ainda é notório, não só na organização do espaço mas também por algumas das espécies presentes importadas pelos monges, como é o caso do cedro-do-buçaco.

Se for fã de vistas e paisagens maravilhosas, a mata do Buçaco tem a caraterística de ter em si quatro miradouros que lhe permitem ver de uma perspectiva espetacular toda a sua extensão e arredores.








Deixe-se encantar pelo misticismo da Mata Nacional do Buçaco.












Um palácio real de conto de fadas em plena floresta encantada. Construído para os últimos reis de Portugal no coração da fabulosa Mata Nacional do Bussaco, no mais rico e imponente estilo Neo-Manuelino, o palácio, com sua notável colecção de obras de arte, sua afamada cozinha, complementada pelos seus lendários vinhos, é hoje um dos mais belos e históricos hotéis do mundo, oferecendo um oásis de calma e tranquilidade.
 

























sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Escolas algarvias arrancam ano lectivo com projecto “A Minha Praia”



A Minha Praia é um projeto que pretende consciencializar o público escolar para a conservação do meio marinho, através da criação de uma rede de monitorização do lixo marinho ao longo da costa do Algarve.

O projecto, coordenado pelo Centro Ciência Viva de Tavira, foi um dos vencedores da primeira edição do Orçamento Participativo Portugal (OPP) na área da Ciência em 2017 e alia os três Centros Ciência Viva da região (Centro Ciência Viva do Algarve, Centro Ciência Viva de Lagos e Centro Ciência Viva de Tavira), envolvendo também o projecto Straw Patrol, o Centro de Ciências do Mar (CCMar), a Agência Portuguesa do Ambiente – Administração da Região Hidrográfica do Algarve (APA/ARH-Algarve), e o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), vários municípios algarvios e o empreendimento turístico Pedras d’El-Rei.

No passado dia 28 de Setembro, o Centro Ciência Viva de Tavira iniciou as actividades do projecto “A Minha Praia”, levando alunos do 3º e 4º ano da Escola Básica 1.º ciclo de Santa Luzia à Praia do Barril para uma sessão de monitorização e limpeza do lixo presente no areal. Às crianças participantes foi feita uma introdução à problemática do lixo marinho, suas origens e impactos, sobretudo como a sua presença nas nossas praias afecta a saúde do meio marinho, o quotidiano das populações residentes e a economia local. Depois, munidos de luvas protectoras, sacos de recolha de lixo e fichas de registo e catalogação, meteram mãos à obra, percorrendo uma parcela da Praia do Barril em busca de todo o lixo visível.



Fonte: https://www.maisalgarve.pt

A Mouraria é um dos mais tradicionais bairros da cidade de Lisboa... onde se respira Fado!






A Mouraria é um dos mais tradicionais bairros da cidade de Lisboa. A zona deve o seu nome ao facto de D. Afonso Henriques, depois da conquista de Lisboa, ter confinado uma zona da cidade para os muçulmanos.

Foi neste bairro que permaneceram os mouros após a Reconquista Cristã. Neste e nos bairros circundantes, tiveram origem as primeiras produções de arte mudéjar portuguesa, que viriam a dar alas para o surgimento do Manuelino.

A dolência e a melancolia dos seus cânticos estão na origem do Fado. Foi na Mouraria nasceram vários ícones do Fado, como Maria Severa Onofriana, a primeira fadista portuguesa e expressão máxima do fado à época, Fernando Maurício, o rei do fado da Mouraria, ou mais recentemente a aclamada fadista Mariza.

Depois da abertura ao público do Centro Comercial da Mouraria no Martim Moniz, o bairro tornou-se num local bastante movimentado e acolhedor. Actualmente, a Mouraria é considerado um dos bairros mais seguros e cosmopolitas de Lisboa, e é um ponto de encontro de gentes de diferentes culturas.

O bairro é ao mesmo tempo, um local que mantém as suas antigas tradições populares, como se pode confirmar pela existência de várias casas de fado, bares, tabernas e colectividades culturais e desportivas.








Escadinhas de São Cristóvão

Numa iniciativa do MASC - Mov. .Amigos de São Cristóvão que contou com o apoio de um grupo de grafitters e artistas plásticos, foi pintado este painel onde se sente viva a alma do bairro através das suas mais variadas manifestações.












Este bairro é também conhecido como o berço do Fado. Foi nele que viveu a Severa, a primeira fadista conhecida em Portugal, no século XIX. Diz-se que Severa se apaixonou por um conde e que foi aí que o fado chegou aos salões aristocratas. Já no século XX, viveu Fernando Maurício neste barro, sendo considerado o “rei do fado da Mouraria”. A Rua do Capelão faz parte da iconografia do fado. Foi também na Mouraria que cresceu Mariza, a mais internacional fadista portuguesa da atualidade.

O bairro atrai os turistas pela sua multiculturalidade e simultaneamente pelo seu cariz tradicional. Nele encontra restaurantes e estabelecimentos comerciais de vários países, assim como várias casas de fado e tabernas típicas. Vale a pena passar pelo Largo do Intendente, que tem uma das mais belas fachadas de azulejos da cidade, e pelo Colégio dos Meninos Órfãos na Rua da Mouraria, com a sua escadaria coberta de azulejos.
Não se esqueça de passar pela casa medieval do Largo da Achada. Esta situa-se por trás da Igreja de São Cristóvão e é uma das casas mais antigas de Lisboa, possuindo portas e janelas ogivais.