Esta árvore é mágica e ajuda os meninos pequeninos a crescer. Vive na Quinta Pedagógica dos Olivais e está carregada com milhares de chuchas, muitas ainda com os babetes agarrados. A ideia foi importada da Noruega há 10 anos. Há meninos que regressam só para visitar a sua velha chucha, com episódios de saudade, choro, acenos e muitos olás.
Fonte:
https://www.facebook.com/camaradelisboa
Fotografia Ana Luísa Alvim | CML

Desconhecemos no termo de Murça do Douro qualquer vestígio humano ligado à Pré-História. No período de ocupação romana o lugar da Senhora da Esperança foi escolhido para cruzamento de vias. Ali se encontrava a via principal que atravessa todo o Vale dos Escorna Bois e uma via secundária que partia da via principal no lugar da Pedra Escrita (termo da freguesia de Freixo de Numão), atravessava toda a Vendada (onde existe uma série de estações arqueológicas do período de ocupação romana) e descia todo o Rumansil até à Senhora da Esperança.
No termo desta freguesia encontramos dois importantes sítios arqueológicos denominados de RUMANSIL I e RUMANSIL II. No primeiro têm decorrido importantes escavações arqueológicas, tendo sido posta a descoberto uma Vila Rústica, onde encontramos várias actividades: moagem, vinificação, tecelagem e fundição de chumbo.
Também no lugar das Areias se encontram vestígios deste período.
Segundo Pinto Ferreira na sua Obra «O Antigo Concelho de Freixo de Numão» o topónimo MURAÇ ou MUÇA Iembra o período da reconquista cristã na Hispânia e o repovoamento dos territórios deixados pelos Muçulmanos, nos séculos IX a XI. Não acreditamos, sinceramente, em qualquer acto de arabização destes territórios, pelo que muitas dúvidas poderão continuar a persistir quanto ao topónimo a origens de MURÇA DO DOURO.
Nos inícios do século XIV, Murça era paróquia anexa de Numão e pertencia a D. Dinis, que a doou, em 1 de Janeiro de 1302, à Mitra lamecense com todos os seus rendimentos, excepto a terça do bispo.
Tanto quanto sabemos, os habitantes de Murça desde muito cedo intervieram na vida do concelho. Em 1380, ao ser necessário nomear um procurador do concelho às cortes de Torres Novas, Murça é uma das povoações a subscrever o documento que nomeia o representante numantino. Nele assinam por Murça, Martim Sobrinho e João Sapateiro.
O núcleo primitivo deve ter nascido à sombra de um primitivo templo cristão, no mesmo lugar onde se encontra hoje a Matriz. Aliás todas as ruas envoltas mostram uma tipicidade e uma ancestralidade dignas de atenção e registo.
No primeiro quartel do século XVI apresentava 31 moradores. Com o andar dos tempos, o aumento da população foi ampliando o casario. Daí que no século XVII a Igreja seja restaurada e ampliada, como nos mostram datas gravadas na torre sineira. O orago desta Igreja foi e é Santa Senhorinha.
Dá entrada no pequeno templo um portal, cujo traçado lembra o manuelino pobre. Encima o campanário uma Cruz, na qual está esculpido o Senhor Crucificado, como que a recordar aos homens que é a DOMUZ DEI.
Ainda no século XVII nasce um aglomerado de casas no lugar do CASAL. O Licenciado S. da Mota, natural deste lugar, com gente de Parada do Ester ergue uma Capela no lugar, com devoção a S. João, que tinha três missas na semana.
Hoje é o citado lugar do CAZAL um conjunto harmonioso que urge salvaguardar e não destruir. Aliás, esta a ser elaborado um estudo para essa salvaguarda.
No cimo da aldeia, enterradas, continuam as pedras que serviram para moer o sumagre. A Junta de Freguesia pensa ali fazer um largo. Bom era que essas pedras fossem aproveitadas e se reconstruísse, no mesmo futuro Largo, a «memória das atafonas» que em tempos idos foram o ganha-pão para muitos habitantes de Murça do Douro.
A 22 do Abril festeja-se Santa Senhorinha. Prova da velha crença na protecção da Santa Padroeira de Murça, são as trovas que na mesma ocasião se cantavam, em grupo:
Santa Senhorinha, nossa Padroeira
És neste dia a nossa roseira.
Ai como tu não há há igual
Neste cantinho de Portugal.
A freguesia de Murça do Douro, alcandorada numa escarpa, que tem tanto de belo como de agreste, tem vindo, ao longo dos anos, a ser descaracterizada com elementos de construção sem estilo. Resta, no entanto, quase intacta, a zona (já atrás referida) do CAZAL, que deve ser sujeita a um «Plano de salvaguarda».
Dentre o Património Religioso salientamos:
- A IGREJA MATRIZ - dos séculos XVI-XVII (na fachada existem as datas de 1670 e 1692) é da invocação de Santa Senhorinha. É de nave única e pórtico em arco de volta perfeita. A fachada principal é coroada com sineta de duas aberturas sineiras. Os altares são em talha de estilo nacional.
A Capela de S. JOÂO - em ruínas, datando do século XVII. Era de planta rectangular. Subsiste parte da frontaria, em cantaria, onde se salienta a porta em arco do volta perfeita enquadrada por pilastras e encimada por inscrição.
- A Capela e Ermida de NOSSA SENHORA DA ESPERANÇA - do século XVIII, de nave única, pórtico em arco abatido encimado por friso a óculo quadrilobado vazado; coroamento curvilíneo na frontaria.
Foto:ZÉ NUNO
Montesinho é uma aldeia típica transmontana, situada nos contrafortes da Serra de Montesinho, a cerca de 1000 metros de altitude, em pleno Parque Natural de Montesinho.
Deixe que a serenidade desta aldeia o seduza e passe uns dias instalado numa das casas adaptadas para turismo, em granito, com telhados em lousa e varandas em madeira, abertas para a serra! Caminhe pelas ruas da aldeia, calcetadas e bem cuidadas, e descubra a Igreja de Montesinho, o Núcleo Interpretativo de Montesinho e o Museu instalado numa casa típica transmontana, onde poderá conhecer a caracterização geológica de Montesinho e os modos de vida tradicionais desta “aldeia preservada”.

A beleza natural desta região convida a caminhadas demoradas: faça o Passeio Pedestre de Montesinho (10 quilómetros) que o conduzirá por trilhos e caminhos nas aldeias de Montesinho, França e Portelo. Deslumbre-se com a paisagem de contrastes: o verde das pastagens pintalgado por flores coloridas e o dourado e avermelhado dos bosques... Encontra-se no Parque Natural de Montesinho, por isso não se surpreenda se avistar uma águia-real ou uma cegonha negra; um lobo ibérico ou um veado! Delicie-se com o famoso cabrito de Montesinho, com o fumeiro transmontano e com os doces típicos da região: ovos doces, bolo de mel, rosquilhas e súplicas. Prove, ainda, o vinho e a aguardente que aqui são produzidos.
Fonte: Aldeias de Portugal.pt
Esta aldeia é o resultado perfeito da construção conjugando o xisto com o quartzito. Um castanheiro secular guarda a entrada da
aldeia.
As condições topográficas levaram a que a aldeia se desenvolvesse ao longo de um promontório, parecendo que o casario se encontra em desafio às leis do equilíbrio e à força da gravidade.
A aldeia de Pena retira da água cristalina da ribeira todos os proveitos. Ali ao lado, os Penedos de Góis são uma proposta de aventura para os mais ousados.

Uma única rua e várias pequenas quelhas, tecem a malha urbana de Pena. Os materiais de construção predominantes são o xisto e o quartzito. Algumas fachadas estão rebocadas e pintadas com cores tradicionais. Uma ou outra casa construídas na segunda metade do séc. XX não conseguem perturbar a harmonia arquitectónica da aldeia.
Todas as casas erigidas com blocos de xisto obedeceram a regras de construção de modo a se afirmarem resistentes às intempéries e ao passar do tempo. Dispostas em aglomerados, incluem dois pisos: o piso assobrado, ou primeiro andar, e o rés-do-chão, geralmente térreo, que deveria albergar o gado. Contudo, também desta regra surgiu a exceção e construíram-se nas imediações de cada povoação vários grupos de currais, ou cortes. Cada um ou mais destes edifícios era propriedade da respetiva casa da comunidade, consoante o património e poderio do proprietário, em cabeças de gado. O segundo piso funcionava também como loja, uma área de arrumos, onde estariam armazenados os cereais, a talha com o azeite, a salgadeira com a carne de porco, as alfaias agrícolas e, por vezes tinham ainda uma pequena adega com pipas e dornas de fazer o vinho.
Merecem destaque:
Alminha
É o único elemento de vocação religiosa. Encontra-se no cimo da aldeia.
Moinho de água
Implantado sob a aldeia na margem esquerda da Ribeira da Pena (particular)
Alambique
Localizado na rua que atravessa a aldeia (particular);
Levada de água
Uma extensa levada de água desenvolve-se ao longo da margem esquerda da Ribeira da Pena.
Fontanário
No centro da aldeia, é tratado com todo o carinho pelos habitantes da aldeia.
Pena-Góis
Lat.: 40.1112
Long.: -8.13507
Como chegar: De Norte e de Sul
Na A1 sair em Coimbra. Tome a N17 e saia na N342 no sentido da Lousã. Continue em direcção a Góis até encontrar as placas indicativas (à direita) das quatro Aldeias do Xisto.
De Espanha (pela A25)
Na A23 sair em direcção a Fundão-Sul. No Fundão seguir pela N238 em direcção a Silavres. Siga em frente até ao Orvalho. Aí tome a direcção de Pampilhosa da Serra. Apanhe a N2 no sentido de Góis. Continue pela N342 até encontrar (à esquerda) as placas indicativas das quatro Aldeias do Xisto.
Fonte:
aldeiasdoxisto.pt
Foto 1: Luis Gonçalves

Santa Marinha do Zêzere é uma freguesia portuguesa do concelho de Baião, com 10,64 km² de área e 2.796 habitantes (2011). Densidade: 262,8 hab/km². Pertence ao Distrito, Diocese e Relação do Porto. Tem por orago Santa Marinha. Está situada a 12 km da sede do concelho e a 5 km da estação do comboio de Ermida-Douro. Localiza-se na margem direita do rio Zêzere.
Santa Marinha do Zêzere é uma terra de encantos múltiplos, quer pelas suas paisagens, pela sua hospitalidade local, pela sua gastronomia e o seu vinho verde de projecção além-fronteiras. Infelizmente o artesanato já não é uma realidade nesta terra. Com a morte dos artesãos morreu também a arte de fabricar os cestos de verga e castanho que serviam para o transporte das uvas nas vindimas de toda a região do Douro, e também o fabrico de chapéus de palha que eram usados pelos camponeses, a tecelagem artesanal de meias de lã desfiada, lençóis e cobertas em linho, as mantas e passadeiras em retalhos. O fabrico de utensílios em ferro e aço para a agricultura, os vasilhames em madeira para encubar o vinho.
Merece destaque o encanto que o rio Douro dá a esta terra ao banhar toda a sua margem sul, com uma cor azul e brilhante que reflecte uma beleza inigualável.
Uma pequena terra mas com uma diversidade cultural enorme possui uma banda musical: Banda da Casa do Povo de Santa Marinha do Zêzere. A prestar auxílio a comunidade temos os Bombeiros Voluntários de Santa Marinha do Zêzere. O dia da Padroeira é 18 de Julho durando as festas normalmente três dias.
O património de Santa Marinha do Zêzere é muito diversificado desde da lindíssima igreja matriz fundada no século XI e reedificada no século XVIII classificada como monumento nacional onde se salienta o seu órgão de tubos e os adornos arquitectónicos impressionantes que demonstra o melhor da arte religiosa da época. Esta igreja pertenceu à Companhia de Jesus e em 1768 era da apresentação alternativa do Papa.
Outro ponto histórico importante é o lugar do Castro onde outrora existira um castro (ruínas ou restos arqueológicos de um tipo de povoado da Idade do Ferro característico das montanhas do noroeste da Península Ibérica). Também nesta freguesia existem várias casas solarengas e muitas delas abertas ao público. As principais actividades económicas são agricultura e o comércio, mas recentemente tem-se apostado muito no turismo rural. As feiras quinzenais realizam-se a 11 e 25. Santa Marinha do Zêzere é uma das freguesias mais ricas e populosas do concelho.
O nome desta freguesia deriva do seu orago, Santa Marinha, uma virgem e mártir. Segundo a tradição que tinha oito irmãs gémeas: Basília; Eufêmea; Genebra; Liberata (também conhecida como Vilgeforte); Marciana; Quitéria e Vitória.
A lenda atribui-lhes a naturalidade na cidade de Braga, no ano 120. Seriam todas filhas de um casal de pagãos, Calcia e de um oficial romano, Lúcio Caio Atílio Severo, régulo de Braga, o qual, quando elas nasceram, estaria ausente da cidade. Entretanto, na cidade, não se acreditava que as gémeas pudessem ser filhas do mesmo pai. O acontecimento causou enorme embaraço à mãe que, teria encarregado a parteira Cita, de as afogar. Em vez disso a mulher, que era cristã, levou-as ao Arcebispo Santo Ovídio, para que as baptizasse e lhes desse destino. Foram então entregues a amas cristãs, crescendo e vivendo perto umas das outras, até aos dez anos de idade.
Por esse tempo, o César romano ordenou aos delegados imperiais para activarem a perseguição aos cristãos na Península Ibérica. Nessa perseguição, os soldados viriam a descobrir as gémeas, que foram detidas devido às suas crenças, sendo levadas à presença do régulo. Este, acabou por constatar que elas, afinal, eram suas filhas. Quis convencê-las a renunciar à sua fé e a abraçar o paganismo. Porém face a sua resistência, mandou detê-las e enclausurá-las no Palácio. Sucedeu que as prisioneiras durante a noite, por intervenção sobrenatural ou com a ajuda da própria mãe, lograram alcançar a liberdade. Correndo em várias direcções chegaram a províncias espanholas, donde se dispersaram. Todavia, Santa Marinha, teria sido apanhada nas proximidades de Orense, em Águas Santas, e condenada à morte, sendo aí degolada em 18 de Julho do ano 130 (Dia da Padroeira), vindo as suas irmãs a ser também martirizadas. Diz-se que Santa Liberata, que tem uma bela imagem na Capela de Gaia, na freguesia de Santa Marinha em Vila Nova de Gaia, teria sido crucificada.
O topónimo Zêzere, alude a uma «villa» Ozecari, de um tal Ozecarus - facto em harmonia com a antiguidade desta freguesia. A forma do topónimo no século XIII era Ozêzar, cujo etimológico passou a ter função de artigo na grafia.
Segundo Leite de Vasconcelos há nesta freguesia dois locais que revelam antigo povoamento como anteriormente referido. O primeiro é no lugar do Crasto ou Castro, onde existiu um castro, no qual se descobriram, entre outros objectos, uma figura humana, já decapitada, e um quadrúpede indeterminado. Estas duas figuras, de pedra, recolheram ao Museu Martins Sarmento de Guimarães. Na quinta de Guimarães em Miguas (lugar da freguesia) têm aparecido vestígios de uma necrópole Luso-Romana. A instituição desta paróquia é anterior ao século XIII na ermida muito mais antiga de Santa Marinha.
A primitiva igreja matriz da freguesia foi uma pequena ermida, situada na margem direita do Douro, no lugar que ainda hoje se chama Ermida. Daqui passou a sede da freguesia para a capela de São Pedro, no lugar deste nome, até que em época incerta, se transferiu a matriz para onde actualmente se encontra. Não foi este edifício que chegou aos nossos dias, pois a igreja foi restaurada e ampliada, no primeiro quartel do século XVIII, por Frade Salvador Coutinho da Cunha, das Casas Novas, e religioso do convento de Travanca, em Amarante.
Em Santa Marinha do Zêzere são numerosas as casas nobres, como a de São Pedro, que foi dos Carvalhos Pintos; as Casas Novas, dos Cunhas Coutinho, de Guimarães, a de Entre-Águas, dos Mouras Coutinhos; a de Travanca, Ermida, Ervedal, entre muitas outras.
Foto: Helena Costa
Sobral do Campo é uma freguesia portuguesa do concelho de Castelo Branco, com 56,29 km² de área e 366 habitantes.
Situa-se na margem direita da ribeira da Ramalhosa, chegou a estar enquadrada no concelho de S. Vicente da Beira até que este foi extinto, tendo passado para o de Castelo Branco em 1895.
O seu povoamento data de período muito anterior à formação da Nacionalidade, assinalando vestígios da romanização. Sobre o nome de Sobral, crê-se que advenha da localização, ao redor da freguesia, de um grande conjunto de sobreiros.
A nobreza rural terá tido uma implantação na freguesia, testemunhando o referido a existência da Casa Ribeiro do Rosário e da Casa Sarafana.
Padroeiro: Mártir S Sebastião comemorado dia 20 de Janeiro.
Foto: Arcílio Tavares

A Estrada Nacional (EN) 222 que liga o Peso da Régua ao Pinhão, no distrito de Vila Real, com 27 quilómetros, foi eleita como a melhor estrada do mundo para conduzir.
Com 93 curvas, a EN 222, que atravessa o vale do rio Douro, oferece a melhor experiência de condução do mundo porque "o tempo gasto nas retas torna-se o momento ideal para apreciar a paisagem envolvente antes de chegar à próxima curva, enquanto possibilita ao condutor o prazer e emoção de uma condução desafiante", salientou a análise.
Uma fórmula definiu que a N222, que liga Peso da Régua ao Pinhão, é a melhor do planeta para conduzir.
Segundo o estudo promovido, a estrada ideal tem uma relação 10:1, que é como quem diz dez segundos de reta para cada segundo gasto a curvar. A N222, a tal rainha portuguesa, regista 11:1, o mais próximo da perfeição entre as candidatas, ganhando assim o rótulo de “World Best Driving Road”. A Big Sur, na Califórnia, e a A535, no Reino Unido, completam o pódio, com índices de 8,5:1 e 8,4:1, respetivamente.