domingo, 17 de fevereiro de 2019

Forte de São João Baptista




O Forte de São João Baptista localizado na Ilha da Berlenga, foi mandado edificar em 1651, por ordem de D. João IV, e concluído em 1656.

Construído com a finalidade de impedir a ocupação desta ilha por corsários norte-africanos ou por potências inimigas, viveu em Junho de 1666 o episódio bélico mais célebre da sua história. Nessa data, o Forte de São João Baptista foi sitiado por uma esquadra espanhola, composta por catorze naus e uma caravela, comandada por D. Diogo Ibarra. Defendida, à altura, por uma pequena guarnição, inferior a vinte homens, e contando com apenas nove peças de artilharia, esta fortificação liderada pelo cabo Avelar Pessoa, conseguiu resistir durante dois dias ao feroz bombardeamento inimigo, bem como provocar importantes baixas nas forças sitiantes, traduzidas em cerca de quinhentos mortos, uma nau afundada e duas outras fortemente danificadas, contra um morto e quatro feridos lusos. O esgotamento dos mantimentos e das munições, e a deserção de um dos soldados, que expôs a D. Diogo Ibarra a dramática situação da guarnição portuguesa, motivaram por fim a capitulação do Forte de São João Baptista.





Monumento Nacional, o Forte funciona actualmente como casa-abrigo (gerida pela Associação dos Amigos das Berlengas), brindando os hóspedes com uma oportunidade única de repouso, tendo por companhia o silêncio, apenas quebrado pelo bater das ondas e o cantar das pardelas ao final da tarde. 




 O acesso à ilha da Berlenga pode ser efetuado ao longo de todo o ano. O barco de carreira regular "Cabo Avelar Pessoa" efetua viagens apenas durante a época balnear (20 de maio a 15 de setembro) mas existem diversas embarcações marítimo-turísticas que efetuam viagens em todos os meses do ano.

Cella Bar um dos bares mais bonitos do Mundo fica em Portugal



Um projecto português está a fascinar o mundo inteiro! Ainda não conhece?



No extremo ocidental da ilha do Pico, nos Açores, as curvas ousadas e incomuns do Cella Bar não passam despercebidas. É um bar, como o nome indica, mas é também um restaurante de tapas — e, por estes dias, é sobretudo uma obra de arquitectura a encantar o mundo. Publicações nacionais e internacionais estão a destacar o trabalho de Fernando Coelho, do atelier FCC Arquitectura, Paulo Lobo, responsável pelo design interior, e ainda Paulo Neves, que gizou a escultura do exterior.

 

 





Estamos habituados a ver projectos de arquitectura que de alguma forma, seguem as normas mais comuns, racionais e clássicas da maioria do património arquitectónico, mas ainda assim, há muito mais para além destas “regras”! Não há dúvida que um projecto linear, bem desenvolvido, com a escolha acertada de materiais, volumetria e relação entre espaços, nos consegue encantar, mas este projecto é a prova de que a Arquitectura é de facto uma forma de Arte. Enquanto expressão artística, é fabuloso observar que cada obra é única, com características que se moldam a quem a desenha, mas também à história e lugar em que se insere.











Um projeto de assinatura portuguesa que merece um valente reconhecimento. Um exemplo de que a arquitetura moderna também podem conviver com a paisagem natural do Açores, e com muito bom gosto. Para os sortudos que estiverem de visita à ilha do Pico não deixem de experimentar a esplanada, em cima do oceano, e peçam umas tapas acompanhadas por um bom vinho para um final de tarde em grande com os amigos! O projecto é definido uma enorme plasticidade, tanto em termos de formas como de materiais e é marcadamente inspirado pelo ambiente natural em torno da sua envolvente.










Endereço: Rua Da Barca, 9950-303 Madalena - Ilha do Pico - Açores
 
Fotos: Fernando Guerra



Lulas grelhadas com molho especial




Lulas limpas q.b.
flor de sal
manteiga derretida
coentros fresco qb
folhinhas de mangericão fresco q.b.
1 folhinha de hortelã
2 dentes de alho
sal e pimenta q.b.
sumo de lima q.b.


Confecção


Tempere as lulas com sumo de lima, sal e pimenta e deixe a marinar algumas horas.
Grelhe as lulas.



Para o molho.

Num almofariz pise os alhos com as ervas aromáticas. Quando tiver uma pasta, coloque numa taça, adicione a manteiga quente derretida, tempere com flor de sal e pimenta.


Depois das lulas estarem grelhadas regue-as com o molho e sirva de imediato.





sábado, 16 de fevereiro de 2019

De que têm saudades os portugueses quando não estão em Portugal?



Quando se fala de saudade, são muitos os que pensam: - Ah sim, a saudade, a palavra que não se pode traduzir e que identifica os portugueses. Mas a saudade não é uma palavra, não é o bilhete de identidade dos portugueses; a saudade não se pode perceber nem definir, mas apenas viver, experienciar. A saudade expressa-se em sentimentos, música, poemas, cantos mas, certamente, não é com palavras que a podemos traduzir. 

O que é certo é que quando estamos longe do nosso país mesmo que seja só por uns dias, sentimos saudade...

Saudade da família, da comida, do clima. Começamos mesmo a sentir saudades de coisas que nunca imaginaríamos. 


Perguntámos a muitos Portugueses que vivem nos estrangeiro, do que sentem mais saudades:

1º Em primeiro lugar vem a família e amigos

2º O segundo lugar vai para a localidade de origem

3º Lugar a Gastronomia Portuguesa

4º Lugar o clima de Portugal 



Se está longe de Portugal, receba as nossas saudações e saiba que esperamos por si em breve.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Pedras Parideiras - um fenómeno raro que apenas existe em Portugal e na Russia



Pedras Parideiras é o nome dado a um fenómeno de granitização, único no país e raríssimo no mundo inteiro. Para além de Portugal, apenas há conhecimento da existência deste fenómeno geológico numa zona próxima de São Petersburgo, na Rússia.


Esta “pedra-mãe”, que data de há mais de 280 milhões de anos, é um afloramento granítico onde estão incrustados pequenos nódulos em forma de discos biconvexos e que têm entre 2 e 12cm. Oscilações térmicas ou os efeitos da erosão fazem com que esses nódulos sejam libertados da rocha-mãe e se espalhem à sua volta, deixando marcado nela o seu vazio, em baixo-relevo. Estas pequenas “pedras-paridas” são compostas pelos mesmos elementos mineralógicos do granito, a camada externa é composta por biotite (mineral de aspecto escuro e brilho metálico) e a interna possui um núcleo de quartzo e feldspato potássico.








Nesta região portuguesa, as Pedras Parideiras simbolizam a fertilidade na tradição ancestral. As populações locais crêem que o colocar de uma das pequenas pedras-filhas debaixo da almofada de dormir, pode aumentar a fertilidade.


O fenómeno não está completamente explicado cientificamente e por isso levanta grande curiosidade e até crenças locais. Na Castanheira, a Casa das Pedras Parideiras – Centro de Interpretação, aberta ao público em 2012, faz a contextualização geológica e pedagógica do fenómeno, e organiza visitas ao local.














O Arouca Geopark é um território onde se chega e fica. Onde a descoberta começa com a viagem. Não muito longe de eixos viários como a A1 e a A32 (a oeste), a A4 (a norte), a A24 e a A25 (a sul), a uma hora de carro das cidades de Aveiro e do Porto, a cerca de uma hora e meia das cidades de Coimbra, Viseu e Braga, a praticamente duas horas das cidades da Guarda e de Vila Real, e a três horas de Lisboa, está um destino único, inesquecível, onde vai querer voltar para descobrir novas surpresas.

Depois de deixar as vias principais (autoestradas), as estradas nacionais EN225 e a EN326 são as melhores alternativas para chegar ao Arouca Geopark.

Sentido Norte/Sul


(A1)

Saída: Santa Maria da Feira/São João da Madeira/Vale de Cambra/Arouca

Depois de sair da A1, o tempo estimado de viagem até ao Arouca Geopark é de 40 minutos.

(A32)

Saída: Carregosa/Pindelo/Vale de Cambra/Arouca

Depois de sair da A32, o tempo estimado de viagem até ao Arouca Geopark é de 40 minutos.

Sentido Sul/Norte


(A1)

Saída: Estarreja/Oliveira de Azeméis/Vale de Cambra/Arouca

Depois de sair da A1, o tempo estimado de viagem até ao Arouca Geopark é de 45 minutos.

Sentido Este/Oeste


(A25)

Saída: Porto (A1) – Estarreja/Oliveira de Azeméis/Vale de Cambra/Arouca

Depois de sair da A25, o tempo estimado de viagem até ao Arouca Geopark é de 45 minutos.

(EN225)


Cinfães/Castro Daire/Castelo de Paiva

Dependendo do local de partida, o tempo estimado de viagem até ao Arouca Geopark pode variar entre 30 e 60 minutos.


Queiriga: uma gruta secreta com uma lagoa azul em Portugal




As minas de Queiriga situam-se no concelho de Vila Nova de Paiva e são um autêntico tesouro por descobrir. São desconhecidas pela maioria das pessoas mas, aos poucos, há cada vez mais aventureiros que aqui se deslocam para contemplar as grutas formadas aquando da exploração mineira desta zona. São sobretudo os amantes do Geocaching, uma espécie de jogo de caça ao tesouro, que aqui se deslocam à procura das caixinhas secretas escondidas nestes túneis e, são os praticantes deste jogo que são aos poucos dão a conhecer este pequeno paraíso ao resto das pessoas.




  
A freguesia de Queiriga é composta pelas povoações de Queiriga, Lousadela, Minas de Lagares e Quinta das Valas. Dista 6 km da sede do Concelho ficando a sul, entre a margem esquerda do rio Paiva e a margem direita do rio Vouga, numa área de 35 km². Na primeira metade do séc. XX manteve intensa actividade mineira. As gerações na diáspora, maioritariamente por terras gaulesas, representam cinco vezes o número da população residente.
















As minas da Queiriga, ou minas de Lagares, foram uma exploração mineira com um apogeu na década de 40 chegando a empregar 500 operários, entre os quais várias dezenas de técnicos estrangeiros, principalmente britânicos, que na época era essenciais já que em Portugal escasseava a mão de obra qualificada nesta área. Desde então – meados do século passado -, Queiriga sofreu poucas alterações, permanecendo o limite norte da aldeia demarcado pelas casas outrora ocupadas pelos britânicos e actualmente recuperadas pelos locais para habitação permanente. A arquitectura e a disposição de algumas das habitações ainda mantêm as características originais, tais como a caixa-de-ar acessível entre o solo e o rés-do-chão, somente um piso por onde se distribuem todos os compartimentos, duas grandes águas na cobertura e generosos alpendres na fachada principal. Na época, um empreendimento mineiro como este já empregava um bom punhado de pessoas que formavam uma pequena comunidade composta por indivíduos de várias nacionalidades, pois segundo foi referido, eram também contratados técnicos belgas e franceses, especializados em engenharia de minas. É neste aspecto, que o papel social desempenhado pelo centro comunitário assume grande relevância. No pequeno edifício onde funcionava o centro, as pessoas encontravam-se nos tempos livres para fruirem do convívio e do nicho cultural que aí se criara, sobretudo devido ao espaço interior que permitia Actualmente desactivadas, estão a ser objecto de um estudo de exploração turística por parte da Câmara de Vila Nova de Paiva e da empresa concessionária. Os principais minérios extraídos eram: a Cassiterite (óxido de estanho) e a Wolframite (volfrâmio). Estas minas são particularmente interessantes pela forma pouco habitual de desmonte da rocha: não sendo a céu aberto, também não são em galerias. O desmonte foi feito criando grandes espaços sustentados por colunas naturais. Além disso, a busca do filão levou a que o desmonte tenha um desnível muito acentuado.

A Feira da Foda está de volta a Monção!



Entre 9 e 11 de março, a Feira da Foda regressa à aldeia de Pias, no concelho de Monção, Viana do Castelo, para uma segunda edição. Apesar do nome sugestivo, não há nada de perverso neste evento popular — apenas ótimas oportunidades para passear pelo norte do País e participar numa série de atividades tradicionais. 






A Génese da Foda

Reza a história, que há muito tempo atrás, os habitantes do burgo, que não possuíam rebanhos, se dirigiam às feiras para comprarem o animal pretendido. Na feira, havia de tudo, gado bom e menos bom. A verdade é que os criadores e contratadores de rês, quando levavam o seu gado ovino para a feira, tinham como objetivo vendê-lo pelo melhor preço e, para que aparentassem gordos, era prática colocar sal na forragem, fato que obrigava o gado a beber muita água.

Na feira, o gado aparecia com a barriga cheia de água e pesados, parecendo realmente bem tratados, muito gordos. Os incautos, que não tinham conhecimento da “manha” compravam aqueles autênticos “balões de água” e, quando se apercebiam do logro, exclamavam à boa maneira minhota: “Que grande Foda!”

O termo –Foda – foi-se vulgarizando, ao longo do tempo, e o prato passou a designar-se, por Foda. De tal forma, que é frequente pelas alturas festivas (Páscoa, Santos Padroeiros, Corpo de Deus, Senhora das Dores ou Fim do Ano) ouvir as mulheres minhotas exclamarem: “Ó Maria, já meteste a Foda?”, ou seja, já confecionaste o cordeiro à moda de Monção, em alguidar de barro, levado ao forno de lenha.


:) 


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