sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

É uma das cidades romanas mais bem conservadas em Portugal. Miróbriga resistiu à passagem do tempo para reviver o passado.




Ruínas Romanas de Miróbriga


A pouca distância de Santiago do Cacém, envolto pela planície alentejana, Miróbriga é um dos locais arqueológicos que melhor representa a passagem do povo romano pelo território português.

As ruínas, que ocupam aproximadamente 2 km de extensão, encontram-se em bom estado de conservação, o que levou a que fossem classificadas como Imóvel de Interesse Público, em 1940.







E não falamos de uma pequena vila romana, mas de uma cidade inteira. Aqui pode avistar edifícios de habitação, ruas pavimentadas e uma ponte. Claro está que nenhuma cidade romana existia sem as conhecidas termas — onde a população ia a banhos —, templos e fórum. Em Miróbriga, este último localiza-se na parte mais elevada da cidade e consistia numa praça pública em torno da qual se dispunham vários edifícios públicos.

Outro dos elementos mais distintos desta cidade antiga é o hipódromo, localizado a cerca de 1 km do núcleo arqueológico de Miróbriga. Um dos poucos na Península Ibérica a resistir à passagem do tempo.









Localizada numa zona prolifera em recursos agrícolas, marítimos e minerais, Miróbriga terá sido um dos principais centros urbanos do sudoeste alentejano, tendo um papel fundamental nas rotas de comércio.

Para conhecer melhor a história desta cidade, abandonada no século IV, visite o Centro de Acolhimento e Interpretação de Miróbriga e a sua exposição permanente. As visitas decorrem de terça-feira a domingo, das 9H00 às 12H00 e das 14H00 às 17H30.







Adaptado: daqui

Fenómeno raro: Neve cobre de branco as ilhas das Flores e do Corvo







As baixas temperaturas que se fazem sentir nos Açores provocaram hoje queda de neve no grupo Ocidental do arquipélago dos Açores, Flores e Corvo, um fenómeno pouco frequente nas ilhas.

Na mais pequena ilha do arquipélago, com cerca de 430 habitantes, o Corvo, no Caldeirão, a 650 metros de altitude, foi um dos locais mais procurados pelas pessoas para observar a queda de neve.












Fotos: Sérgio Câmara

Existe uma praia paradisíaca em Portugal em que os javalis também vão a banhos....





Mar sereno, águas calmas e límpidas, uma paisagem verdejante e abrigos entre rochas. É assim o ambiente na Praia de Galapinhos, no Parque Natural da Arrábida, em Setúbal, que foi eleita a Melhor Praia Europeia em 2017.

Mas hoje, o que torna esta praia ainda ainda mais famosa, além da sua beleza natural é a visita regular de javalis que se refrescam nas águas cristalinas....












 





O acesso à Praia de Galapinhos faz-se por trilhos com inclinação considerável, sendo que o estacionamento automóvel próximo é um pouco difícil. Para quem estiver a planear uma visita a este areal, a organização sugere o hotel Casa da Adôa. Nas imediações localizam-se as praias do Portinho da Arrábida, Galapos, Figueirinha, dos Coelhos e do Creiro.



Fotos: Rui Manuel F. Soares

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Jardim do Paço Episcopal - Castelo Branco




O Jardim do Paço Episcopal (ou de S. João Baptista) foi mandado construir pelo bispo da Guarda, D. João de Mendonça, cerca de 1720, depois da sua chegada de Roma, onde vivera três anos.

Desconhece-se o paradeiro do risco primitivo (provavelmente perdido com o terramoto de 1755) bem como o autor dele. Suspeita-se, porém, que possa ter sido um arquiteto italiano: quer já pela quantidade de elementos florais que denuncia uma clara influência do estilo italiano de fazer jardinagem, quer já por encomendas análogas de figuras eclesiásticas portuguesas feitas na mesma época. No entanto, várias datas inscritas no jardim atestam certamente o termo de algumas obras: na peanha da estátua de S. João Baptista (a quem o jardim é dedicado) e na de Maria Madalena acha-se a data de 1725; nas Tábuas da Lei, que Moisés segura, apresenta-se a súmula: “Ama o Senhor teu Deus e o próximo como a ti mesmo” e pode ver-se a data de 1726. Por outro lado, conhece-se documentação que certifica ter sido no mesmo ano de 1726 que o Passadiço foi lançado sobre a antiga Rua da Corredoura – para ligar os vários espaços da quinta de recreio sem passagem por ruas públicas e para dar acesso à Casa de Chá.

D. Vicente Ferrer da Rocha, segundo bispo da diocese de Castelo Branco, também patrocinou uma série de obras no Jardim, já no declínio do séc. XVIII. As conversadeiras que se abrem para o exterior, bem como restos de estuques decorativos nos muros, certificam essa empresa.

Encostada ao Paço e lembrando a ligação primitiva com o Jardim, pelo lado Norte, encontra-se uma escadaria de 33 degraus (os mesmos anos que Cristo tinha quando foi morto) cujos balaústres ostentam os bustos dos quatro grandes Doutores da Igreja ocidental: S. Ambrósio, S. Agostinho, S. Jerónimo e S. Gregório. Em lanço intermédio encontra-se o busto do Papa Leão.
Estudos recentes chamam a atenção para as punções de ferreiro encontradas nos corrimãos e para as marcas de canteiro dos lagos. Também se pôs a descoberto o sistema hidráulico do séc. XVIII, o qual lança uma nova luz sobre a complexa compreensão que subjaz a todo este espaço.

As gravuras que serviram de modelo a alguns grupos escultóricos encontram-se em livros do séc. XVII, os quais existiam na biblioteca de D. João de Mendonça.












Em termos formais, o jardim divide-se em quatro sítios diferentes, mas ligados por diversos pontos de articulação: a entrada, o patamar do buxo, o jardim alagado e o plano superior.

A entrada atual do jardim pratica-se pela Rua Bartolomeu da Costa, desde 1936, ano em que foi projetada pelo engenheiro Manuel Tavares dos Santos. O desenho obedeceu ao espírito do lugar, quer no que diz respeito aos canteiros quer à escadaria monumental que conduz ao patim principal. Os painéis murais revestidos a azulejaria, serviram de repositório de memórias mas nunca chegaram a preencher-se totalmente: vistas antigas da cidade e os retratos dos dois bispos impulsionadores da construção do jardim foram os motivos escolhidos. O portal é do séc. XVIII e veio das hortas ajardinadas.

Deslocaram-se para os primeiros balaústres da escadaria os Arcanjos e o Anjo da Guarda de Portugal, desviando-os dos lugares originais.

O Jardim do Buxo tem planta retangular e constitui o patamar principal.

Divide-se em 24 talhões, limitados por sebes e banquetas de buxo, e tem implantados 5 lagos com repuxos - em alusão às 5 chagas de Cristo. Além disso, ostenta um elevado número de estátuas, organizadas por percursos iconográficos, como se o visitante tivesse diante dos olhos um autêntico compêndio material e espiritual do Mundo. Assim, pode observar-se o ciclo do Zodíaco completo, as quatro partes da terra (com as legendas trocadas, exceto a da Europa), as quatro Estações do Ano; em redor do lago central encontram-se as Três Virtudes Teologais – Fé, Esperança e Caridade – Quatro Virtudes Cardeais – Justiça, Prudência, Fortaleza e Temperança – e uma Virtude Moral – a Lisura. O percurso iconográfico dos quatro elementos acha-se incompleto, só existem dois: o Ar (legendado como caça) e o Fogo. Finalmente, nos quatro vértices deste espaço carregado de simbolismo, a fechar todas as compreensões da vida natural e espiritual, encontram-se os Novíssimos do Homem: a morte, o juízo, o inferno e o paraíso.

A vigiar todo este patamar, em plano superior, está o precursor de Cristo – aquele que não se achava digno de lhe desapertar as sandálias: João Baptista.

O Jardim Alagado, contíguo ao anterior, situa-se na banda Sul. Trata-se de um conjunto de canteiros de forma trapezoidal que, ilusoriamente, parece emergir do meio do lago, provocando um efeito visual surpreendente.

Entre estes dois espaços ajardinados situa-se o Lago das Coroas, com três peças de repuxos. O lago assenta sobre um varandim de cota superior ao jardim e nele desfila a quarta dinastia dos monarcas portugueses até D. José I (bem como D. Sebastião que está em lugar errado). Ladeando o lago, para o lado Nascente, impõe-se uma escadaria monumental na qual desfilam os monarcas da 1ª e 2ª dinastias, além do Conde D. Henrique. No patamar fundeiro da mesma, antes da ascensão, encontram-se os reis intrusos (os Filipes) e o Cardeal D. Henrique, adepto da causa castelhana, em menores dimensões. Neste mesmo patamar, posicionados estrategicamente, encontram-se jogos de água- os famosos giochi à italiana, únicos no País - que surpreendem os passeantes descuidados.

No lado oposto, para Poente, impõe-se outra escadaria monumental na qual desfilam os apóstolos - identificáveis pelo símbolo do seu martírio. Ao fundo, no patamar, estão os quatro evangelistas e os animais que os identificam segundo a leitura do Apocalipse.

Por esta escadaria alcança-se o patamar superior do jardim. Este plano constitui uma alusão permanente à água e ao seu poder purificador. Moisés encima a cascata que jorra para o tanque grande. O tanque armazenava a água indispensável à rega do jardim e ainda servia para regalo dos bispos, que nele tiveram uma canoa e um batel. Santa Ana e a Samaritana ladeiam a cascata; Maria Madalena - padroeira dos jardineiros - encima a porta do estrume que antigamente dava para um dos olivais do paço.


















Contactos

Morada:
Rua Bartolomeu da Costa
6000 - 773 Castelo Branco


Horário: 

Meses de abril a setembro: 09h00-19h00; Meses de outubro a março 09h00-17h00 

Preços: 

Geral: 2€; Séniores (+ 65): 1€; Grupo (+12): 1€; Estudantes e Crianças até aos 10 anos: Gratuito; Manhãs do primeiro domingo de cada mês: Gratuito




Fonte: cm-castelobranco.pt

Veneza portuguesa é a cidade mais romântica de Portugal




Aveiro - uma das cidades mais bonitas e românticas de Portugal, muitas vezes chamada de "Veneza Portuguesa", pois está situada junto ao mar e à ria e é atravessada por uma rede de canais por onde passeiam barcos moliceiros.



Falar de Aveiro é falar da famosa Ria que lhe está associada com os seus típicos barcos moliceiros decorados com fascinantes pinturas de tradição popular - uma das maiores atrações turísticas e uma das melhores formas de conhecer a cidade. Sabia que o nome destes barcos tem origem no moliço, plantas aquáticas para utilizar na agricultura que eram colhidas por ancinhos arrastados pelos barcos na Ria? e que nome Aveiro deve-se à existência de numerosas aves palmípedes que povoavam esta área lagunar? tendo sido o seu nome original Aviarium.






Reconhecida internacionalmente como a cidade-museu da Arte Nova em Portugal, Aveiro oferece-lhe a oportunidade única de ver a arte ganhar vida nos mais belos edifícios do País. Mantenha os olhos bem abertos ao pormenor para apreciar o ferro forjado em formas encantadas de flores e arabescos na Casa do Major Pessoa, os varandins e apontamentos florais da fachada do Edifício da Casa dos Ovos Moles e a estrutura imponente do Museu da Cidade.

Para voltar ao presente, viaje no tempo através da arquitetura contemporânea de Aveiro. A icónica Universidade de Aveiro e o Lago da Fonte Nova são exemplos vivos de como os tempos modernos foram também uma fonte de inspiração para os grandes arquitetos do nosso tempo.

E onde o tempo começou a produzir os seus efeitos, os artistas urbanos da cidade uniram-se para resgatar o maior tesouro da cidade: os seus históricos edifícios. Em Aveiro, são as obras do mundialmente aclamado VHILS que se destacam na paisagem urbana da cidade.







Locais a visitar

Museus


Museu da Vista Alegre
Aveiro é a terra natal das famosas porcelanas da Vista Alegre, um exemplo da longa tradição portuguesa na área da cerâmica. Situado no interior da fábrica original, onde são produzidas estas delicadas obras de arte, este museu é uma das atracções mais visitadas do distrito. Contemple os vestígios históricos das primeiras peças da marca, veja os desenhos antigos e saiba como funcionam as ferramentas usadas para criar estas maravilhas de porcelana, que foram evoluindo ao longo do tempo.


Museu de Aveiro
Situado no interior do grandioso Convento de Jesus, este museu é considerado um dos mais importantes de arte sacra do país. Expõe uma colecção de pinturas portuguesas dos séculos XVII e XVIII, meticulosos trabalhos de azulejos, peças elegantemente trabalhadas em ouro e um vasto espólio de vestuário, jóias e relíquias.


Museu Marítimo de Ílhavo
Este museu exibe uma interessante selecção da etnografia marítima de Aveiro, incluindo fascinantes exemplares dos primeiros moliceiros, uma variedade de ferramentas de navegação e fotos, bem como a maior colecção de conchas raras de todo o país. Em 2003, este museu foi distinguido com o prestigiado Prémio de Arquitectura Contemporânea Mies van der Rohe pelo seu design moderno.


Arquitectura religiosa


Igreja da Misericórdia
Esta igreja é um dos exemplares mais atractivos da arquitectura religiosa do distrito. Construída em finais do século XVI, este monumento exibe uma fachada tradicional com azulejos azuis e brancos, elementos renascentistas nos seus pórticos e uma maravilhosa selecção de azulejos coloridos no seu interior.


Convento de Jesus
Fundado no século XV, este antigo convento dominicano está fortemente associado à princesa mais influente de Aveiro – Santa Joana de Portugal. Conhecida pela sua devoção à religião que se prolongou por toda a sua vida, esta princesa entrou no convento em 1472 e aí viveu até à sua morte. Hoje, podemos visitar aquele que será o seu túmulo de mármore trabalhado, e admirar os motivos barrocos, os pórticos manuelinos, os claustros de inspiração manuelina e as capelas maneiristas que embelezam este monumento histórico.


Natureza


Parque Infante D. Pedro
Passe algumas horas longe do centro da cidade e desfrute de momentos tranquilos num dos parques mais belos de Aveiro. Caminhe pelos vastos jardins, faça um relaxante passeio de barco numa das lagoas e visite o Museu de Caça e Pesca situado neste espaço – um cenário ideal para passar uma tarde serena.


Reserva Natural das Dunas de São Jacinto
Localizada na ponta da bela península de São Jacinto, entre o mar e o estuário, esta magnífica reserva é um dos locais naturais mais conhecidos do país. Desde a sua inauguração em finais da década de 1970, os pântanos, lagoas selvagens e dunas de areia tornaram-se um habitat para a flora e fauna locais, sendo considerada um autêntico santuário de aves. Não deixe de explorar esta fantástica reserva, quer prefira percorrê-la pelos trilhos pedestres ou fazer um passeio nos típicos moliceiros.



























Fotos:
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

O Hotel The Yeatman considerado o melhor hotel do país tem uma piscina coberta com uma vista fantástica sobre a cidade do Porto e recebeu mais dois prémios internacionais!



Depois de ter sido apontado como o melhor hotel do País pela trivago, o The Yeatman, o hotel vínico de cinco estrelas em Vila Nova de Gaia que tem uma das vistas mais incríveis para o Rio Douro, foi distinguido com dois prémios atribuídos por grandes revistas internacionais.


A primeira distinção foi atribuída pela revista inglesa “The World of Fine Wine“, que considerou a carta de vinhos com mais de 1300 sugestões — quase todas nacionais — do hotel como “Melhor Carta de Vinhos Regional da Europa”. Segundo os jurados, as sugestões propostas pela diretora da garrafeira, Beatriz Machado, são “uma representação fenomenal da grandeza de Portugal”.


Já a “Condé Nast Traveler” elege oThe Yeatman como um dos Melhores Hotéis em  Portugal na sua lista “Readers’ Choice Awards 2018“.







O The Yeatman é um luxuoso hotel vínico, com maravilhosas vistas sobre a Cidade do Porto, Património da Humanidade, e sobre o Rio Douro.

Membro da prestigiada cadeia Relais & Châteaux e distinguido com duas estrelas Michelin, o The Yeatman é um marco distintivo e único no panorama mundial de hotéis de luxo.


Situado na zona histórica da cidade, onde estão as mais antigas caves de Vinho do Porto, o Yeatman localiza-se numa colina belíssima, com vistas deslumbrantes para o Porto e, em todo o seu espaço envolvente, proporciona um ambiente extremamente tranquilo e sereno dentro da cidade.

Todos os nossos quartos e suites espaçosos têm vistas panorâmicas para a cidade e um terraço privado virado para o Rio Douro.













segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Filipe Santos bate recorde do mundo em natação adaptada



Filipe Santos voltou a fazer história na natação adaptada ao bater um total de três recordes. O atleta português, de 30 anos, conquistou o recorde do Mundo, Europeu e Nacional da Classe SM21 – Síndrome de Down, na prova dos 25 metros estilo mariposa.


Com um tempo de 15,59 segundos, Filipe Santos fixou estas marcas históricas no Campeonato Nacional de Natação Adaptada que decorreu na Guarda durante sábado e domingo.


Na mesma prova estiveram 132 atletas provenientes de 22 clubes nacionais.