As Festas do Povo consistem na ornamentação das ruas de Campo Maior, maioritariamente no Centro Histórico. Para o enfeite das ruas são usadas flores de papel e outros objectos em cartão e papel, feitos artesanalmente pela população. Este evento tradicional único já alcançou elevada notoriedade, tanto a nível nacional, como internacional. Sendo estas festas são sobejamente conhecidas, também, como Festas dos Artistas ou Festas das Flores.
Esta celebração, por tradição, só acontece quando o povo assim o desejar, dado que a realização da mesma depende maioritariamente do voluntariado e da força de vontade dos habitantes de Campo Maior – Campomaiorenses. A preparação das festas é realizada autonomamente por cada rua, sendo mantido em segredo o trabalho desenvolvido em cada uma delas. Mesmo para amigos e familiares dos moradores, os enfeites só são dados a conhecer na noite da “enramação” – a noite em que se enfeitam as ruas.
A diversidade encontrada nas ruas “enramadas” é surpreendente, de beleza inigualável. É sem dúvida de vangloriar e enaltecer um trabalho que demora em média sete meses a ser realizado, para numa única noite ser aplicado a cada rua, correspondentemente. Na manhã que marca o início de mais uma edição das Festas, a vila raiana acorda transformada num autêntico jardim em flor.



A origem destas festas tem por base o culto a S. João Baptista, constituído padroeiro de Campo Maior desde o século XVI. Começando a tradição de decorar as ruas no ano 1909. Este é o ano que marca o início das Festas do Povo.
A realização desta celebração contou sempre com grande irregularidade, quer por questões políticas, quer por meros caprichos da fortuna.
As comemorações em honra do Precursor de Cristo começaram-se a realizar no século XVIII. Tendo por base o agradecimento ao santo ter protegido e salvo Campo Maior nas aflições de um cerco por tropas invasoras, na eminência de invasão e assalto à povoação, em contexto da Guerra de Sucessão de Espanha.



Tal como acontece com outros factos e acontecimentos históricos, as Festas do Povo de Campo Maior têm sido explicadas de diversas formas, contando sempre com alguma fantasia. Admite-se então que as Festas teriam nascido numa determinada rua da vila, a Rua Nova, e ligadas à actividade de um grupo das gentes da mesma – os contrabandistas. Embora nenhum documento ou facto conhecido possa confirmar semelhante afirmação, toma-se como dado adquirido que o contrabando foi sempre uma actividade importante em Campo Maior, natural das povoações na cercania com Espanha.
Como facto comprovado, os contrabandistas, em anos prósperos, tinham por hábito festejar, procedendo à organização de um desfile e um arraial em honra de S. João Baptista (São Joãozinho), que assumiam como protector da sua arriscada actividade.
Fonte:
daqui
Ruínas Romanas de Miróbriga
A pouca distância de Santiago do Cacém, envolto pela planície alentejana, Miróbriga é um dos locais arqueológicos que melhor representa a passagem do povo romano pelo território português.
As ruínas, que ocupam aproximadamente 2 km de extensão, encontram-se em bom estado de conservação, o que levou a que fossem classificadas como Imóvel de Interesse Público, em 1940.
E não falamos de uma pequena vila romana, mas de uma cidade inteira. Aqui pode avistar edifícios de habitação, ruas pavimentadas e uma ponte. Claro está que nenhuma cidade romana existia sem as conhecidas termas — onde a população ia a banhos —, templos e fórum. Em Miróbriga, este último localiza-se na parte mais elevada da cidade e consistia numa praça pública em torno da qual se dispunham vários edifícios públicos.
Outro dos elementos mais distintos desta cidade antiga é o hipódromo, localizado a cerca de 1 km do núcleo arqueológico de Miróbriga. Um dos poucos na Península Ibérica a resistir à passagem do tempo.





Localizada numa zona prolifera em recursos agrícolas, marítimos e minerais, Miróbriga terá sido um dos principais centros urbanos do sudoeste alentejano, tendo um papel fundamental nas rotas de comércio.
Para conhecer melhor a história desta cidade, abandonada no século IV, visite o Centro de Acolhimento e Interpretação de Miróbriga e a sua exposição permanente. As visitas decorrem de terça-feira a domingo, das 9H00 às 12H00 e das 14H00 às 17H30.
Adaptado: daqui
As baixas temperaturas que se fazem sentir nos Açores provocaram hoje queda de neve no grupo Ocidental do arquipélago dos Açores, Flores e Corvo, um fenómeno pouco frequente nas ilhas.
Na mais pequena ilha do arquipélago, com cerca de 430 habitantes, o Corvo, no Caldeirão, a 650 metros de altitude, foi um dos locais mais procurados pelas pessoas para observar a queda de neve.
Fotos:
Sérgio Câmara
Mar sereno, águas calmas e límpidas, uma paisagem verdejante e abrigos entre rochas. É assim o ambiente na Praia de Galapinhos, no Parque Natural da Arrábida, em Setúbal, que foi eleita a Melhor Praia Europeia em 2017.
Mas hoje, o que torna esta praia ainda ainda mais famosa, além da sua beleza natural é a visita regular de javalis que se refrescam nas águas cristalinas....
O acesso à Praia de Galapinhos faz-se por trilhos com inclinação considerável, sendo que o estacionamento automóvel próximo é um pouco difícil. Para quem estiver a planear uma visita a este areal, a organização sugere o hotel Casa da Adôa. Nas imediações localizam-se as praias do Portinho da Arrábida, Galapos, Figueirinha, dos Coelhos e do Creiro.
Fotos: Rui Manuel F. Soares

O Jardim do Paço Episcopal (ou de S. João Baptista) foi mandado construir pelo bispo da Guarda, D. João de Mendonça, cerca de 1720, depois da sua chegada de Roma, onde vivera três anos.
Desconhece-se o paradeiro do risco primitivo (provavelmente perdido com o terramoto de 1755) bem como o autor dele. Suspeita-se, porém, que possa ter sido um arquiteto italiano: quer já pela quantidade de elementos florais que denuncia uma clara influência do estilo italiano de fazer jardinagem, quer já por encomendas análogas de figuras eclesiásticas portuguesas feitas na mesma época. No entanto, várias datas inscritas no jardim atestam certamente o termo de algumas obras: na peanha da estátua de S. João Baptista (a quem o jardim é dedicado) e na de Maria Madalena acha-se a data de 1725; nas Tábuas da Lei, que Moisés segura, apresenta-se a súmula: “Ama o Senhor teu Deus e o próximo como a ti mesmo” e pode ver-se a data de 1726. Por outro lado, conhece-se documentação que certifica ter sido no mesmo ano de 1726 que o Passadiço foi lançado sobre a antiga Rua da Corredoura – para ligar os vários espaços da quinta de recreio sem passagem por ruas públicas e para dar acesso à Casa de Chá.
D. Vicente Ferrer da Rocha, segundo bispo da diocese de Castelo Branco, também patrocinou uma série de obras no Jardim, já no declínio do séc. XVIII. As conversadeiras que se abrem para o exterior, bem como restos de estuques decorativos nos muros, certificam essa empresa.
Encostada ao Paço e lembrando a ligação primitiva com o Jardim, pelo lado Norte, encontra-se uma escadaria de 33 degraus (os mesmos anos que Cristo tinha quando foi morto) cujos balaústres ostentam os bustos dos quatro grandes Doutores da Igreja ocidental: S. Ambrósio, S. Agostinho, S. Jerónimo e S. Gregório. Em lanço intermédio encontra-se o busto do Papa Leão.
Estudos recentes chamam a atenção para as punções de ferreiro encontradas nos corrimãos e para as marcas de canteiro dos lagos. Também se pôs a descoberto o sistema hidráulico do séc. XVIII, o qual lança uma nova luz sobre a complexa compreensão que subjaz a todo este espaço.
As gravuras que serviram de modelo a alguns grupos escultóricos encontram-se em livros do séc. XVII, os quais existiam na biblioteca de D. João de Mendonça.


Em termos formais, o jardim divide-se em quatro sítios diferentes, mas ligados por diversos pontos de articulação: a entrada, o patamar do buxo, o jardim alagado e o plano superior.
A entrada atual do jardim pratica-se pela Rua Bartolomeu da Costa, desde 1936, ano em que foi projetada pelo engenheiro Manuel Tavares dos Santos. O desenho obedeceu ao espírito do lugar, quer no que diz respeito aos canteiros quer à escadaria monumental que conduz ao patim principal. Os painéis murais revestidos a azulejaria, serviram de repositório de memórias mas nunca chegaram a preencher-se totalmente: vistas antigas da cidade e os retratos dos dois bispos impulsionadores da construção do jardim foram os motivos escolhidos. O portal é do séc. XVIII e veio das hortas ajardinadas.
Deslocaram-se para os primeiros balaústres da escadaria os Arcanjos e o Anjo da Guarda de Portugal, desviando-os dos lugares originais.
O Jardim do Buxo tem planta retangular e constitui o patamar principal.
Divide-se em 24 talhões, limitados por sebes e banquetas de buxo, e tem implantados 5 lagos com repuxos - em alusão às 5 chagas de Cristo. Além disso, ostenta um elevado número de estátuas, organizadas por percursos iconográficos, como se o visitante tivesse diante dos olhos um autêntico compêndio material e espiritual do Mundo. Assim, pode observar-se o ciclo do Zodíaco completo, as quatro partes da terra (com as legendas trocadas, exceto a da Europa), as quatro Estações do Ano; em redor do lago central encontram-se as Três Virtudes Teologais – Fé, Esperança e Caridade – Quatro Virtudes Cardeais – Justiça, Prudência, Fortaleza e Temperança – e uma Virtude Moral – a Lisura. O percurso iconográfico dos quatro elementos acha-se incompleto, só existem dois: o Ar (legendado como caça) e o Fogo. Finalmente, nos quatro vértices deste espaço carregado de simbolismo, a fechar todas as compreensões da vida natural e espiritual, encontram-se os Novíssimos do Homem: a morte, o juízo, o inferno e o paraíso.
A vigiar todo este patamar, em plano superior, está o precursor de Cristo – aquele que não se achava digno de lhe desapertar as sandálias: João Baptista.
O Jardim Alagado, contíguo ao anterior, situa-se na banda Sul. Trata-se de um conjunto de canteiros de forma trapezoidal que, ilusoriamente, parece emergir do meio do lago, provocando um efeito visual surpreendente.
Entre estes dois espaços ajardinados situa-se o Lago das Coroas, com três peças de repuxos. O lago assenta sobre um varandim de cota superior ao jardim e nele desfila a quarta dinastia dos monarcas portugueses até D. José I (bem como D. Sebastião que está em lugar errado). Ladeando o lago, para o lado Nascente, impõe-se uma escadaria monumental na qual desfilam os monarcas da 1ª e 2ª dinastias, além do Conde D. Henrique. No patamar fundeiro da mesma, antes da ascensão, encontram-se os reis intrusos (os Filipes) e o Cardeal D. Henrique, adepto da causa castelhana, em menores dimensões. Neste mesmo patamar, posicionados estrategicamente, encontram-se jogos de água- os famosos giochi à italiana, únicos no País - que surpreendem os passeantes descuidados.
No lado oposto, para Poente, impõe-se outra escadaria monumental na qual desfilam os apóstolos - identificáveis pelo símbolo do seu martírio. Ao fundo, no patamar, estão os quatro evangelistas e os animais que os identificam segundo a leitura do Apocalipse.
Por esta escadaria alcança-se o patamar superior do jardim. Este plano constitui uma alusão permanente à água e ao seu poder purificador. Moisés encima a cascata que jorra para o tanque grande. O tanque armazenava a água indispensável à rega do jardim e ainda servia para regalo dos bispos, que nele tiveram uma canoa e um batel. Santa Ana e a Samaritana ladeiam a cascata; Maria Madalena - padroeira dos jardineiros - encima a porta do estrume que antigamente dava para um dos olivais do paço.









Contactos
Morada:
Rua Bartolomeu da Costa
6000 - 773 Castelo Branco
Horário:
Meses de abril a setembro: 09h00-19h00; Meses de outubro a março 09h00-17h00
Preços:
Geral: 2€; Séniores (+ 65): 1€; Grupo (+12): 1€; Estudantes e Crianças até aos 10 anos: Gratuito; Manhãs do primeiro domingo de cada mês: Gratuito
Fonte:
cm-castelobranco.pt