segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Médica portuguesa recebe prémio internacional de oncologia

Fátima Cardoso, Diretora da Unidade de Mama do Centro Clínico Champalimaud, distinguida com Prémio de Cancro da Mama Avançado 2019  Foto: DR


A investigadora e médica oncologista Fátima Cardoso, directora da Unidade de Mama do Centro Clínico Champalimaud, foi distinguida com um prémio atribuído pela Escola Europeia de Oncologia (EEO) e pela Aliança Global pelo Cancro da Mama Avançado. Trata-se de um reconhecimento pelo trabalho da especialista que “foi fundamental para estabelecer as conferências bienais do cancro da mama avançado”, refere o comunicado da EEO que destaca o facto de Fátima Cardoso ter sido, mais tarde, responsável pelo lançamento da Aliança Global pelo Cancro da Mama Avançado (ABC Global Alliance).



Fátima Cardoso vai receber este prémio num “reconhecimento da sua visão da importância do cancro da mama avançado e por lançar uma Aliança Global contra este cancro”, refere o comunicado. A verdade é que o trabalho da médica portuguesa, com 53 anos, começou muito antes do lançamento da Aliança Global que agora retribui a sua dedicação com a atribuição deste prémio. A primeira conferência bienal do cancro da mama avançado realizou-se em 2011, em Lisboa, e Fátima Cardoso teve papel fundamental nesta iniciativa.

domingo, 3 de novembro de 2019

Há um novo baloiço com vista para o Douro e é incrível


O Baloiço da Boneca fica em Sebolido, no concelho de Penafiel, e tem uma vista fantástica para o rio Douro. 



Retornar às memórias da infância e andar num Baloiço gigante... Agrada-lhe esta ideia?
Um local calmo, onde pode simplesmente estar, pensar, usufruir da natureza... As vistas são absolutamente espectaculares!




O Baloiço da Serra da Boneca é recente, mas já atrai visitantes que não resistem a baloiçar por cima do rio Douro e da paisagem envolvente. A cerca de 40 quilómetros do Porto, em Sebolido, concelho de Penafiel, permanece ainda desconhecido por muitos, o que nos permite desfrutar do espaço com calma, sem filas, como se fosse o nosso paraíso particular.




É muito fácil chegar ao baloiço.
Localizado em Sebolido, (apenas a 30 quilómetros do Porto e a 25 de Penafiel) siga as indicações da Serra da Boneca. No topo desta Serra encontrará indicações para chegar ao baloiço, acessando o parque eólico da Boneca.




Imagens: Baloiço da Boneca

sábado, 2 de novembro de 2019

Depressão 'Amelie' está a chegar a Portugal.... Prepare-se para mais chuva e vento!



Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) emitiu um comunicado dando conta da depressão 'Amelie' e dos seus efeitos em Portugal continental durante o fim de semana e segunda-feira, dia 4.

A depressão 'Amelie' estava centrada a sul da Islândia às 21h de ontem, dia 1, e em deslocamento para leste-sueste, em direção ao Golfo da Biscaia.

Em Portugal continental prevê-se a ocorrência de precipitação e intensificação do vento a partir do final deste sábado no litoral Norte e Centro e nas terras altas.

A acumulação de precipitação não deverá atingir valores correspondentes ao aviso amarelo, no entanto as rajadas de vento máximas nas terras altas poderão ter intensidades até 90 km/h, ou seja, já no limiar mais baixo do aviso amarelo podendo vir a ser emitido esse aviso para as respetivas regiões.

As zonas marítimas de responsabilidade nacional serão afetadas com agitação marítima forte e consequente emissão de aviso amarelo a norte do Cabo Raso para domingo.

Para este sábado, o IPMA prevê períodos de chuva ou aguaceiros, sendo a partir da manhã em especial no litoral Norte e Centro, temporariamente menos intensos durante a tarde.

Até ao início da manhã, na região Sul, existe a possibilidade de ocorrência de aguaceiros localmente fortes e que podem ser acompanhados de trovoada e rajadas fortes.

Nas terras altas o vento soprará moderado a forte (30 a 45 km/h) do quadrante oeste, por vezes com rajadas até 80 km/h, em especial a partir do final da tarde.

Este sábado é esperada também uma descida da temperatura. As máximas variam hoje entre os 23ºC em Faro e os 13º na Guarda, distritos que registam, respetivamente, a mínima mais alta e a mais baixa: 18ºC e 9ºC.

Na Madeira, onde não está prevista chuva este sábado, as máximas rondam os 25ºC e as mínimas 20ºC.

Nos Açores também não deverá chover, apesar das nuvens carregadas. As termómetros oscilam entre os 20 e 21ºC de máxima, e os 16, 17ºC de mínima.





Fonte: daqui


quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Pão Por Deus – A História de uma tradição bem Portuguesa





O Pão Por Deus é uma tradição bem Portuguesa, mas a sua origem evolução e história até hoje é algo fascinante. Por vezes no entanto pensamos que poderá estar ameaçado por um Halloween que até poderá ter raízes longínquas partilhadas.

A globalização tem cada vez implementado mais o Halloween entre os Portugueses. O fenómeno da televisão, e mais recentemente a Internet, trazem até nós esta festividade anglo-saxónica. 




As Origens Pagãs

As oferendas aos mortos nestas alturas do ano são comuns em diversas culturas pagãs, incluindo as celtas que habitaram o que é hoje Portugal.

Tendo em conta que muitas teses apontam a origem do Halloween como festividades célticas é interessante ver as semelhanças e desenvolvimento de ambos.

Também sabemos que muitas festas pagãs foram aos poucos tomando roupagens Cristãs, e a pouco e pouco se fundiram.





A Origem do Pão Por Deus Cristão
Com o passar dos anos foi cada vez mais promovido pela Igreja Católica o culto dos mortos, e a tradição de reservar lugar à mesa, e também de deixar comida para os mesmos.

Começou também o costume de deixar o primeiro pão de uma fornada nesta altura à porta da casa tapado por um pano. Seria para honrar os mortos, mas a intenção era também quem de mais pobre por ali passasse tomasse a parte física para si.

Assim este pão para os fieis defuntos começou a ter a vertente de partilha com quem necessitava. 








O Terremoto de 1755

Um dos dias mais negros da história de Portugal é o de 1 de Novembro de 1755. Neste Dia de Todos os Santos, Lisboa viria a sofrer a maior catástrofe da sua história, sendo muito do país também afectado por ela.

Aí os afectados por tal tormenta foram a quem algo salvou pedir Pão Por Deus, tentando ter algo para matar a fome, aos que sobreviveram à catástrofe,

Relatos contam que nos anos seguintes nesse mesmo dia se aumentou o costume do Pão Por Deus, em jeito de celebração e agradecimento a quem tinha sobrevivido. Talvez por isso esta tradição seja tradicionalmente mais forte na região da grande Lisboa.






A Evolução até aos dias de Hoje

Com o passar dos anos progressivamente passou a ser cada vez mais um peditório das crianças. No século XX, onde os registos são mais constantes e fiáveis, começamos a ver muito o Pão Por Deus como a festa das Crianças.

Neste dia as crianças de manhã cedo iam de porta em porta a pedir o Pão Por Deus. Recebendo tradicionalmente frutos secos, romãs, pão e bolos.

Nos anos mais recentes, e mesmo contando alguns ciclos de menor fulgor, começou a ver-se cada vez mais como um dia em que as crianças pedem de porta em porta doces, sendo que ainda se continua a ver alguns frutos secos.

O saco de pano do Pão Por Deus é muito comum em todos estes registos, e nos dias que correm continua a existir, sendo que com a Internet temos visto muitos pequenos negócios a vender até versões personalizadas dos mesmos. 









O Doçura ou Travessura Português

Um dos pontos de enfoque da cultura popular americana, que nos chega pela televisão e Internet, é a doçura ou travessura. É, no entanto, engraçado ver que algo semelhante existe tradicionalmente registado em Portugal.

As rimas e cantigas são normalmente descritas quando as crianças batem à porta. E em alguns casos vemos que detêm estrofes de agradecimento a quem oferta doces, mas menos simpáticas para quem não o faz. 


A Cantiga Inicial

Bolinhos e bolinhós
Para mim e para vós,
Para dar aos finados
Que estão mortos e enterrados

À bela, bela cruz
Truz, Truz!

A senhora que está lá dentro
Sentada num banquinho
Faz favor de s’alevantar
Para vir dar um tostãozinho 


A resposta nas casas em que são ofertados doces.

Esta casa cheira a broa,
Aqui mora gente boa.
Esta casa cheira a vinho,
Aqui mora um santinho.


E a resposta para quem não os dá
Esta casa cheira a alho
Aqui mora um espantalho.
Esta casa cheira a unto
Aqui mora algum defunto


Variações ao longo do país
Em muitas outras regiões do país o Pão Por Deus é celebrado. No entanto existe ao longo do território algumas variações do mesmo.

Na estremadura é conhecido muitas vezes como o “Bolinho”, e a tradição é dar bolos festivos especialmente confeccionados nesta época do ano.

Já nos Açores a tradição é dar estas caspiadas, que dizem lembrar a o topo de uma caveira humana, honrando assim também os mortos.

sábado, 26 de outubro de 2019

Queijo alentejano eleito entre os melhores do mundo em prova internacional

Um pequeno queijo de ovelha amanteigado da Queijaria Monte da Vinha, no Vimieiro, não mais de 70 gramas, foi distinguido com a categoria de ouro nos World Cheese Awards. Ao concurso apresentarem-se perto de 4000 queijos de todo o mundo.



A cidade de Bérgamo, em Itália, foi a 19 e 20 de outubro a grande casa dos queijos de todo o mundo. Ao World Cheese Awards concorreram 3804 queijos, provenientes de 42 países, de seis continentes. Um dos representantes portugueses, o queijo de ovelha amanteigado da Queijaria Monte da Vinha, produto 100% artesanal constituído apenas por leite cru de ovelha, sal e cardo, recebeu uma medalha de ouro depois de sujeito ao sistema de prova cega.Um júri composto por mais de 300 membros (entre especialistas, experts e críticos gastronómicos) provou os quase 4000 queijos em dois dias, concentrados em 84 mesas.


Fonte:sapo

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Miguel Esteves Cardoso - Como é que se esquece alguém que se ama?



Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?


As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.


É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.


Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.


Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.


O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar.

Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume'



Fonte:ospontosdevista

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Estamos quase a entrar no horário de inverno. No domingo de madrugada tem de alterar os relógios lá de casa.




A Hora Legal muda do regime de Verão para o regime de Inverno
na madrugada de 27 de Outubro de 2019 (domingo)


– Em Portugal continental e na Região Autónoma da Madeira, às 2:00 horas da manhã atrasamos o relógio de 60 minutos, passando para a 1:00 hora da manhã.



– Na Região Autónoma dos Açores a mudança será feita à 1:00 hora da madrugada de