sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Mau tempo piora no domingo. Segunda será o inverno condensado num só dia. Muita chuva, vento forte, neve e agitação maritima


Segunda-feira O início da próxima semana será o inverno condensado num só dia. Muita chuva, vento forte, agitação marítima e queda de neve. "É um dia em que acontece quase tudo", o que não é habitual nesta época do ano, avisa o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).


A maior chuva de estrelas deste ano vai iluminar os céus este fim de semana


A chuva de estrelas que irá acontecer este fim de semana é considerada uma das dos melhores ​​chuvas anuais de meteoros.

As Gemínidas, ou os meteoros que que iremos observar, derivam de asteróides, em vez de cometas. A sua queda acontece todos os anos quando o asteróide 3200 Phaethon, que ganhou o seu nome devido ao mito grego de Phaëthon, filho do deus do sol Hélio, passa pelo sol, deixando para trás um rasto empoeirado.

Em Portugal, a observação do pico das Gemínidas ocorre no dia 14 (sábado) entre as 19 horas e as 23 horas da noite.

O único senão é o facto de estar Lua Cheia o que fará com que a visibilidade seja mais difícil do que o normal e o luar dominará alguns dos rastos mais fracos de meteoros, mas os meteoros que veremos em tais condições serão brilhantes e mais coloridos e impressionantes do que o habitual.

O Observatório Astronómico de Lisboa adianta que neste mês de dezembro a Terra cruza a órbita do Asteroide Faetonte e são os “detritos” deixados por ele os responsáveis pelo enxame de meteoros.






quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Caretos de Podence já são Património Imaterial da Humanidade


É oficial: os Caretos de Podence são Património Imaterial da Humanidade


Os Caretos de Podence, os tradicionais mascarados do Nordeste Transmontano, foram classificados esta quinta-feira pela UNESCO Património Imaterial da Humanidade.

A decisão final foi conhecida esta quinta-feira, 12 de dezembro, em Bogotá, na Colômbia.
 

Sortelha: a aldeia do anel que parece saída de uma história de encantar de reis, rainhas e valentes cavaleiros.


Diz-se que o nome Sortelha deriva da palavra castelhana “sortija” usada para designar um anel e que poderá estar relacionado com um jogo antigo em que os cavaleiros tinham de fazer com que as setas passassem no centro de um anel. O próprio brasão de armas de Sortelha é composto por um castelo e um anel. O Jardim do Anel é um pequeno espaço junto às muralhas onde é possível avistar algumas esculturas em pedra onde se inclui, claro está, um anel.

Coroada por um castelo assente num formidável conjunto rochoso a 760 m de altitude, Sortelha mantém intacta a sua feição medieval na arquitectura das suas casas rurais em granito.

Fazia parte da importante linha defensiva de castelos fronteiriços, edificados ou reconstruídos na sua maior parte sobre castros das antigas civilizações ibéricas e o seu nome deriva da configuração do terreno em rochedos escarpados que envolvem a aldeia em forma de um anel (sortija, em castelhano), tendo as muralhas sido erguidas também em forma circular.

A entrada faz-se por uma porta gótica sobre a qual vê-se um balcão (Varanda de Pilatos), com aberturas (mata-cães) por onde se lançavam toda a espécie de projectéis contra os atacantes. Antes da entrada, merecem atenção um bonito pelourinho, rematado pela esfera armilar, símbolo de D. Manuel I e o edifício onde funcionaram os Paços do Concelho, ambos do tempo daquele rei. Na ombreira de uma outra porta, virada para poente, duas ranhuras na pedra representam medidas métricas (a maior, uma "vara" e a mais pequena um "côvado"), que serviam de aferição aos comerciantes medievais, num tempo em que os sistemas métricos não eram uniformizados.


 
 Na igreja matriz, do séc. XIV, encontra-se um interessante trabalho do tecto hispano-árabe, e a talha dourada do altar-mor, acrescentada na época barroca.

O encanto desta aldeia reside na sua atmosfera medieval, onde as casas todas construídas em pedra de granito e geralmente de um só andar, se alicerçam na rocha e acompanham a topografia do terreno. Fora das muralhas cresceu uma outra aldeia moderna, infelizmente em moldes arquitectónicos desenraizados da tradição.

Em redor de Sortelha a paisagem tem a beleza rude das grandes pedras de granito e das matas de castanheiros que as acompanham. Na localidade de Casteleiro, na estrada para Belmonte, situava-se a estância medicinal das Águas Radium, que foram consideradas entre as mais radioactivas do mundo. Poderá ainda fazer um saudável percurso a pé seguindo a antiga via romano-medieval, por onde passavam os peregrinos para Santiago de Compostela.

Duas interessantes vilas perfilam-se a cerca de 20 km de Sortelha merecendo, sem dúvida, uma visita: Belmonte, na direcção do Poente e Sabugal, a Norte. Para Sudeste, os amantes de turismo verde têm à disposição na Reserva Natural da Serra da Malcata percursos para observação de flora e de fauna numa paisagem rica em relíquias de mata mediterrânica. O lince ibérico é o símbolo da Reserva. Criatura bastante fugidia e desconfiada, prefere o esconderijo das matas, pelo que será necessária muita perseverança para o ver. 




Piódão: a aldeia que é um presépio durante todo o ano


Incrustada na Serra do Açor (área de paisagem protegida), onde abundam panoramas deslumbrantes, nascentes e campos de pasto, a aldeia histórica de Piodão lembra um presépio pela forma harmoniosa como as suas casas estão dispostas em anfiteatro e que, à noite quando se acende a iluminação, formam uma das suas melhores imagens.








A marca desta aldeia serrana de ruas estreitas e sinuosas é o xisto, material abundante na região, que é utilizado na construção das casas e no chão das ruas, formando uma mancha de cor uniforme interrompida pelo azul forte das janelas e das portas de algumas das casas. Esta nota de cor dissonante deve a sua origem a um factor prático pois conta-se que a única loja que fornecia a população só tinha tinta azul e dado o isolamento da aldeia não era fácil para as pessoas deslocarem-se a outro local. Foi na realidade o isolamento e as dificuldades de deslocação que preservaram intactas as características desta antiquíssima povoação.







Do conjunto das pequenas casas de dois pisos destaca-se a igreja matriz dedicada a Nossa Senhora da Conceição, caiada de branco, com os seus singulares contrafortes cilíndricos, que a população erigiu no início do séc. XIX com os seus ouros e dinheiro.

Dada a sua localização escondida nas faldas da serra, noutros tempos Piodão foi abrigo ideal para foragidos da Justiça, pensando-se que aqui se terá escondido um dos assassinos de D. Inês de Castro, que conseguiu fugir à fúria de D. Pedro I (séc. XIV).

Aldeia histórica sem protagonismo na História de Portugal, Piódão tornou-se conhecida em tempos mais recentes pela sua posição cenográfica encastelada na serra do Açor, motivo de sobra para merecer uma visita.







Fotos: daqui

Monsanto, a aldeia mais portuguesa de Portugal



Nas planuras da Beira interior, entre o sopé da Serra da Gardunha e o rio Ponsul, que formam na sua geografia, clima e fauna a transição entre o Norte e o Sul de Portugal ergue-se sobre uma alta penedia a aldeia histórica de Monsanto.

Conta-se que a povoação terá resistido deste baluarte, durante 7 anos, ao cerco posto pelos romanos no séc. II a. C., feito que está na origem da Festa das Cruzes, que a aldeia comemora todos os anos, no dia 3 de Maio. No séc. XII D. Afonso Henriques doou a povoação conquistada aos Mouros à Ordem dos Templários, cujo Mestre em Portugal, Gualdim Pais mandou reconstruir o castelo.




 
A aldeia oferece das paisagens humanas mais interessantes que se podem encontrar em Portugal. O aglomerado vai-se desenvolvendo sobre a encosta do cabeço aproveitando pedregulhos de granito para as paredes das habitações e em alguns casos um único bloco de pedra forma o telhado, razão por que aqui se diz que as casas são "de uma só telha".





Alguns palacetes brasonados, portais manuelinos, a casa onde viveu e exerceu clínica o médico e escritor Fernando Namora, que aqui se inspirou para o seu romance "Retalhos da Vida de um Médico", acrescentam interesse ao passeio pelas ruelas íngremes. De entre o casario destaca-se a Torre de Lucano (séc. XIV) encimada por um galo de prata, troféu atribuído a Monsanto num concurso realizado em 1938 onde foi considerada a aldeia mais portuguesa de Portugal, pela autenticidade da sua cultura.




A difícil subida até ao castelo é largamente compensada por um dos mais deslumbrantes miradouros da região.

AÇORES ELEITO COMO MELHOR DESTINO PAISAGÍSTICO



Mais uma distinção por parte da European Best Destinations para os Açores, depois da eleição como melhor destino de Ecoturismo e de melhor destino para Ver Baleias, os Açores foram agora eleitos como melhor destino de paisagens.

Para a European Best Destinations (EBD), os Açores são um conjunto de nove ilhas vulcânicas com paisagens de cortar a respiração, considerando os Açores como um destino perfeito para os amantes da natureza e das caminhadas, referindo mesmo que, «Não há palavras capazes de descrever e classificar o encanto dessas nove ilhas carismáticas. Esculpidas por vulcões antigos e povoadas ao longo dos séculos por pessoas corajosas e gentis, os Açores são um lugar de variadas experiências e emoções.»

O EBD recomenda que os Açores sejam visitados no período entre Abril e Setembro, aconselhando a Lagoa do Fogo, as Furnas e as plantações do Chá que são únicas em todo o território europeu, salientando também o património mundial da UNESCO, a cidade Angra (ilha Terceira) e a Cultura da Vinha (Ilha do Pico).


Fonte: iloveazores