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quarta-feira, 4 de setembro de 2019

A fantástica história das cabras selvagens do Gerês





Terá sido no final do século XIX que os últimos exemplares de cabra-montês foram avistados em Portugal. Há relatos de que um grupo de guardas florestais do Gerês terá capturado uma das últimas fêmeas que ficou atolada num terreno lavrado, após fortes chuvadas.

A caça excessiva terá sido a causa do desaparecimento desta espécie, que durante séculos foi das mais presentes na região do Gerês. Exemplo disso é um relato do século XVII, onde o Padre Carvalho da Costa descreve a Serra do Gerês como um lugar de “cabras-bravas com ferozes cabrões”.

Durante mais de um século os animais desapareceram por completo de Portugal, até que no final de 1999 voltou a ser vista no Gerês. Aos poucos, o número de exemplares da cabra-montês foi crescendo e hoje já existirão mais de 300 animais.

Na origem deste inesperado regresso poderá estar uma fuga. É que a vizinha Espanha tem em curso, há vários anos, um programa de reintrodução da espécie. Foi ao abrigo desse programa que 70 animais foram colocados em vários cercados, na região do Parque Natural da Baixa Límia-Serra do Xurês.

Os investigadores acreditam que terão fugido daí diversas cabras-montês às quais se juntaram outras 25 libertadas entretanto pelos espanhóis. São elas – e seus descendentes – que se passeiam agora entre a Serra Amarela e a linha de fronteira que separa o Gerês do Xurês.

O nome formal desta espécie é Capra Pyrenaica, sendo que o macho atinge o 1,48 m de comprimento e 0,77 m de altura, podendo pesar 110 quilos. Os machos destacam-se ainda pela grossura dos cornos, capazes de atingir o triplo do comprimento dos das fêmeas. Caracterizam-se pelo focinho mais alargado e a típica barba de bode escura debaixo da mandíbula.

Um dos aspetos mais interessantes da cabra-montês é que apenas o macho dominante de cada grupo se reproduz. Para determinar qual deles é o dominante, todos os anos os machos rivais se envolvem em violentas trocas de cornadas.

Além da caça, são ainda ameaçadas pelo lobo que não tem, no entanto, tarefa fácil, visto que a cabra-montês é um alpinista hábil, escapando facilmente entre as escarpas e terreno montanhoso.


* Foto DR - © Quinta dos Carqueijais

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Baleia de 16 metros deu á costa numa praia em Peniche




Uma baleia morta, com cerca de 16 metros de comprimento e 20 toneladas de peso, deu à costa, na quarta-feira, na praia da Almagreira, em Peniche.

O animal já tinha sido avistado no dia anterior, mas a maré acabou por afastá-lo da costa. 







“Na terça-feira, uma baleia foi avistada na mesma praia, conseguiu desencalhar e voltar para o mar, e, provavelmente, é a mesma que na quarta-feira arrojou na mesma praia”, disse à agência Lusa a bióloga Marisa Ferreira, da Rede Regional de Arrojamentos.

A baleia poderá ter dado à costa por se encontrar doente ou por ter sido vítima de um “evento traumático, como uma colisão com alguma embarcação ou uma captura acidental em artes de pesca", adiantou a bióloga, que acredita que se trata de um macho.

Foram recolhidas amostras do cetáceo para apurar as causas da 

 morte.

Fonte:daqui

terça-feira, 2 de julho de 2019

A foca mais rara à face da Terra encontra-se na Madeira




A foca-monge do Mediterrâneo (Monachus monachus), aqui também conhecida como lobo-marinho, é a foca mais rara à face da Terra. No ano de 1996, foi classificada pela União Internacional para a Conservação da Natureza como espécie ameaçada em Perigo Crítico e, desde 2015, passou a Ameaçada. É protegida por diversas convenções internacionais, por legislação nacional e regional.





Foto: Nuno Sá

Pode haver boas notícias em breve para este mamífero marinho que tem uma das suas quatro sub-populações no arquipélago da Madeira.

A foca-monge-do-Mediterrâneo (Monachus monachus) é actualmente considerada Em Perigo de extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza, mas este estatuto de conservação vai ser revisto pela primeira vez no próximo ano, em 2020.

O anúncio foi feito em comunicado pela Associação Europeia de Mamíferos Aquáticos (EAAM), que representa entidades e profissionais ligados aos mamíferos marinhos, e que sublinha que revisões como esta “são especialmente importantes no contexto das alterações climáticas”.

“Outrora facilmente observada em todos os países do Mediterrâneo e ao longo da costa Africana e Macaronésia, a foca-monge-do-Mediterrâneo desapareceu quase por completo”, lembra também a associação europeia. Hoje a espécie está “fragmentada em quatro sub-populações e reduzida para menos de 700 indivíduos.”





Ainda assim, ressalva, “devido aos esforços de várias organizações internacionais e a um importante trabalho de sensibilização, verificamos a inversão desta tendência.”

A última avaliação feita pela União Internacional para a Conservação da Natureza, em 2015, apontava para um total de 600 a 700 animais – dos quais 350 a 450 focas-monge em estado adulto – com uma população em crescimento devido a medidas de conservação introduzidas nos últimos 30 anos.

Mas “apesar dos esforços e dos bons resultados, muito trabalho está ainda por fazer de forma a garantirmos a recuperação total desta espécie”, avisa a EAAM.

Focas na Madeira

Das quatro sub-populações, a do arquipélago da Madeira será a terceira mais importante. Aqui, onde a espécie é também conhecida por lobo-marinho, contam-se hoje cerca de 30 focas-monge, que são alvo do projecto de conservação Life Madeira lobo-marinho (2014-2019).

Mas é na zona leste do Mediterrâneo, ao largo da Grécia e da Turquia, que se concentra a maior população destas focas, com 350 a 450 animais – o suficiente para formarem uma colónia.

Na área de Cabo Blanco (Sahara Ocidental) há outro núcleo importante, mas que foi reduzido a um terço há pouco mais de 20 anos. Foi aqui que em 1997 morreram cerca de 200 animais devido a uma “maré vermelha”, uma proliferação anormal de algas que libertam substâncias tóxicas.

Quais são hoje as principais ameaças? “A caça acidental através das redes de pesca e a degradação das praias onde as progenitoras têm as suas crias”, identifica a associação.

Um dos projectos de conservação actualmente em curso é coordenado pela MOm – Sociedade Helénica para o Estudo e Proteção da Foca-monge, apoiada pela EAAM. Esta organização grega reabilita crias resgatadas no leste do Mediterrâneo.

“Nos próximos meses, a EAAM vai também financiar uma bolsa de estudos a um estudante europeu para que este colabore com o MOm no resgate e reabilitação de crias de Foca-monge-do-mediterrâneo”, anunciou ainda a associação europeia.





Fotos: Instituto das Florestas e Conservação da Natureza
Fonte:  https://www.wilder.pt

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Um ninho de dinossauro carnívoro foi escavado nas arribas de uma praia da Lourinhã, fazendo deste o local no mundo com mais ninhos de dinossauro encontrados....





Um quarto ninho de dinossauro foi escavado nas arribas de uma praia da Lourinhã.



O paleontólogo Miguel Moreno Azanza, especialista em ninhos e ovos de dinossauros, explicou à agência Lusa que "as cascas são semelhantes às dos ovos dos outros ninhos, por isso tem quase a certeza de que o ninho pertence" ao "Lourinhanosaurus antunesi", espécie de dinossauro carnívoro descoberta também neste concelho do distrito de Lisboa, motivo pelo qual foi assim batizada.
Os quatro ninhos têm em comum o facto de terem ovos de 12 centímetros, com cascas negras de um milímetro de espessura e poros que permitem a sua identificação.
Os paleontólogos suspeitam que o ninho agora escavado na praia do Caniçal, com cerca de 10 ovos, poderá ser mais antigo do que os anteriores escavados no concelho.
Pela diversidade de ninhos encontrados, os cientistas acreditam que a Lourinhã seria o "local ideal" para os dinossauros carnívoros daquela espécie nidificarem.
 


A Lourinhã seria uma "área de muitos rios com planícies inundadas, o que era bom para o 'Lourinhanosaurus antunesi' nidificar", apontou Miguel Moreno Azanza, investigador da Universidade Nova de Lisboa, que, com conjunto com Octávio Mateus, da mesma universidade, coordenou as escavações organizadas pelo Museu da Lourinhã.
"Os dinossauros aproveitavam as áreas secas para nidificar e, quando estas inundavam, enterravam os ovos, o que facilitou a sua fossilização", acrescentou.
Pela dimensão dos ninhos e pelo número de ovos, os paleontólogos "suspeitam que várias fêmeas usassem o mesmo ninho para nidificar ou que a mesma fêmea voltasse sempre ao mesmo ninho para pôr ovos".
A Lourinhã foi durante "milhares de anos" usada para os dinossauros nidificarem.
Em 2017, quando efetuavam ações de prospeção, três voluntários do museu encontraram uma área de concentração de cascas pretas na arriba da praia do Caniçal.
Os paleontólogos começaram a escavar a meio da arriba, trabalhando pendurados por cordas, a uma altura de 17 metros da praia.
O ninho foi escavado nas últimas três campanhas, desde 2017, tendo sido extraído um bloco rochoso a pesar uma tonelada, o qual, por sua vez, foi envolvido em gesso e serapilheira para proteger os fósseis e retirado por guindaste.
O material vai ser estudado e preparado ao vivo no laboratório do Dino Parque da Lourinhã dentro de duas semanas e durante um a dois anos por Miguel Moreno Azanza, Octávio Mateus, Eduardo Puértolas-Pascual, Rute Coimbra e Alexandra Fernandes.






Fonte: GEAL - Museu da Lourinhã

terça-feira, 18 de junho de 2019

Nasceram dez crias de lince-ibérico no Vale do Guadiana- o esforço para que esta espécie se reproduza em estado selvagem está a dar frutos


Nasceram recentemente 10 novas crias de lince ibérico no Vale do Guadiana, confirmou o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF). Os novos linces têm cerca de dois meses de idade e provêm de três fêmeas libertadas pelas autoridades. Todos os “novos habitantes” do Vale do Guadiana apresentam boas condições físicas, destaca o Ministério do Ambiente e o ICNF em comunicado.





O esforço conservacionista para trazer de volta este felino das barbas a Portugal continua a dar frutos. Depois de em 2016 e 2017 terem nascido no Vale do Guadiana (Baixo Alentejo) 16 crias, este ano já há confirmação de 12 crias nesta que é a única população portuguesa de lince-ibérico (Lynx pardinus) em estado selvagem.




O Parque Nacional do Vale do Guadiana é uma das 30 áreas protegidas de Portugal. Fica nos terrenos sul-alentejanos dos concelhos de Mértola e Serpa. Situado no vale médio do rio Guadiana, o terreno prolonga-se ao longo de quase 70 mil hectares.




 Lince-ibérico. Foto: Programa ibérico de Conservação Ex-Situ

quarta-feira, 22 de maio de 2019

Cigarra em extinção já só existe no Alentejo





De todas as cigarras, esta é a mais ameaçada em Portugal e só existe em três locais do Alentejo.

Com o nome Euryphara contentei - o primeiro espécimen registado foi encontrado em Ferreira do Alentejo, em 1978.

Em Portugal, existem 13 espécies diferentes de cigarra e esta – conhecida também por cigarrinha ou cigarrinha-verde – é que corre mais perigo de desaparecer, existe somente em zonas do Alentejo: Estremoz e Sousel, em Beringel, e no concelho de Ferreira do Alentejo. as: "Esta cigarra tem distribuição ibérica, mas está à beira da extinção em Portugal."

José Alberto Quartau - investigador do Ce3c (Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa) -estuda esta cigarra desde o final da década de 80 e defende a criação de microrreservas para proteção desta espécie em extinção.



Fonte: https://tribunaalentejo

sábado, 13 de abril de 2019

BioRia - Paraíso natural em Estarreja





Paraíso natural em Estarreja - A Rede de Percursos Pedestres do BioRia permite aos visitantes um contacto directo com centenas de espécies




Conhecer para aprender a valorizar e conservar foi a política que norteou este Projecto do BioRia que, através da requalificação de zonas ambientalmente degradadas, permitiu a criação de uma Rede de Percursos Pedestres e Cicláveis em contacto directo com a Natureza. Fisicamente surgiu em 2005, com a implementação do Percurso de Salreu, dotado de painéis informativos e estruturas de apoio que permitem ao visitantes usufruir do local de uma forma cómoda, prática e divertida.

Os horizontes foram alargados com a criação em 2009 de três novos percursos que, de uma forma complementar, constituem um mosaico de habitats diversificados que lhe conferem uma elevada beleza paisagística, oferecendo diariamente aos visitantes um excelente retiro à vida stressante do quotidiano. A expansão da Rede de Percursos Pedestres permitirá a ligação de Norte a Sul das 7 freguesias do Concelho, pelos caminhos da frente lagunar recortada, vencendo os Rios Antuã, Jardim e Gonde, através dos verdes campos de Bocage.

O Centro de Interpretação Ambiental, estrategicamente localizado no início do Percurso de Salreu, é a porta de entrada na Ria de Aveiro, ponto de recepção dos visitantes e um pólo de dinamização de inúmeras actividades de sensibilização ambiental.

Aventure-se e venha descobrir este tesouro natural que é de todos nós.
Estamos certos que irá repetir!













Mais informações em: https://www.bioria.com