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terça-feira, 23 de junho de 2020

Mosteiros....Um lugar mágico ao fim do dia



Mosteiros é uma pitoresca freguesia pertencente ao concelho de Ponta Delgada, situada na fantástica costa noroeste da verdejante Ilha de São Miguel, no Arquipélago dos Açores.
 





Esta é uma localidade de forte ligação com o mar, de feição mormente piscatória, mas também agrícola, aproveitando os férteis terrenos da Ilha de São Miguel. 


O pitoresco Porto de pesca, assim como as piscinas naturais, conhecidas por Poço da Pedra, são os grandes atractivos da freguesia, que durante os meses de verão é muito procurada pelas belas praias de areia escura, paisagens e propriedades terapêuticas das suas algas e águas. 


Mosteiros orgulha-se do seu património natural, rural, cultural e, claro, arquitectónico, com o símbolo máximo na sua Igreja Matriz datada de 1837, mas também na bonita Capela de São Lázaro. 


Fotos:Gorette Baptiste Rosonina

sábado, 4 de janeiro de 2020

AÇORES VÃO TER RECIFE ARTIFICIAL PARA MERGULHO EM SANTA MARIA



O secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia revelou que o Governo dos Açores vai utilizar um antigo navio da Marinha Portuguesa para criar um recife artificial e um local privilegiado para a proliferação e observação da vida marinha, ao largo da Ilha de Santa Maria.

Gui Menezes salientou que a Região manifestou interesse junto do Ministério da Defesa em adquirir um navio que pudesse “servir de naufrágio, para dinamizar as actividades de mergulho na Região, mais propriamente em Santa Maria”.



Navio ‘Schultz Xavier’ está disponível

“Tivemos agora a confirmação de que o navio ‘Schultz Xavier’, de 56 metros de comprimento, está disponível”, disse, acrescentando que será elaborado um caderno de encargos para o seu afundamento.

O secretário Regional, em declarações a jornalistas, assegurou que “serão cumpridas as regras ambientais previstas nestas situações”, ao nível da limpeza, descontaminação e preparação do navio para que possa ser afundado.

“Depois de concluído o caderno de encargos, será lançado um concurso público”, afirmou Gui Menezes, adiantando que o processo vai ser candidatado ao programa operacional Mar 2020.

“Julgamos que durante o próximo ano será possível concluir este processo, que estimamos que custe entre 350 e 400 mil euros”, afirmou o governante, referindo que “nos próximos meses, vai ser analisado o sítio ideal para o afundamento do navio”.

O secretário Regional referiu que, quando o afundamento se concretizar, vai haver um acompanhamento, “não só do ponto de vista biológico, dos organismos que se fixarão [no naufrágio], mas também o acompanhamento do ponto de vista económico”, através da contabilização do número de visitantes que vão mergulhar naquele navio, para aferir a importância económica” do projecto.



Em parceria com a Associação Amigos do Mar de Santa Maria

Segundo Gui Menezes, este trabalho será desenvolvido em parceria com a Associação Amigos do Mar de Santa Maria (AAMAR), que tinha solicitado o apoio do Governo dos Açores para a concretização de um projecto deste género.

“É do interesse do Governo Regional [o afundamento do navio] porque estamos a contribuir para a economia azul”, afirmou, referindo que “já existem exemplos no país de criação de naufrágios, sendo que os navios afundados “foram preparados, cumprindo toda a regulamentação ambiental prevista nestas situações”.

Gui Menezes frisou que “o mergulho em naufrágios é uma actividade muito apetecível, que atrai muita gente”.

“Estamos esperançados que seja uma mais valia para a Região e, neste caso em particular, para a ilha de Santa Maria, que já tem muitas actividades ligadas ao mar, e este será mais um ponto de atracção”, frisou.

O despacho do Ministro da Defesa que autoriza a cedência do ex-NRP ‘Schultz Xavier’ à Secretaria Regional do Mar, Ciência e Tecnologia do Governo dos Açores foi publicado em Diário da República.

A Secretaria Regional do Mar, Ciência e Tecnologia compromete-se a efectuar o deslocamento e o afundamento, em coordenação com a Marinha Portuguesa, garantindo o cumprimento da Convenção OSPAR, em relação à localização e área propostas para o afundamento.




Fonte: iloveazores

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

A CASA MAIS ESTRANHA DE PORTUGAL FICA NOS AÇORES



Será esta a casa mais estranha de Portugal? Em terra de contrastes e de belezas invulgares, assistimos por vezes a monumentos à coragem e dedicação dos populares contra as forças da natureza. Situada nas Furnas, São Miguel pode encontrar uma casa virada ao contrário! Bom, na verdade não é uma casa.

E não está ao contrário, foi feita mesmo assim. Rapidamente este posto se tornou numa atracção turística, sendo alusivo à constante mobilidade da ilha por causa do vulcanismo.




Fonte: daqui

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

AÇORES ELEITO COMO MELHOR DESTINO PAISAGÍSTICO



Mais uma distinção por parte da European Best Destinations para os Açores, depois da eleição como melhor destino de Ecoturismo e de melhor destino para Ver Baleias, os Açores foram agora eleitos como melhor destino de paisagens.

Para a European Best Destinations (EBD), os Açores são um conjunto de nove ilhas vulcânicas com paisagens de cortar a respiração, considerando os Açores como um destino perfeito para os amantes da natureza e das caminhadas, referindo mesmo que, «Não há palavras capazes de descrever e classificar o encanto dessas nove ilhas carismáticas. Esculpidas por vulcões antigos e povoadas ao longo dos séculos por pessoas corajosas e gentis, os Açores são um lugar de variadas experiências e emoções.»

O EBD recomenda que os Açores sejam visitados no período entre Abril e Setembro, aconselhando a Lagoa do Fogo, as Furnas e as plantações do Chá que são únicas em todo o território europeu, salientando também o património mundial da UNESCO, a cidade Angra (ilha Terceira) e a Cultura da Vinha (Ilha do Pico).


Fonte: iloveazores



segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Corvo – a "Ilha mais isolada da Europa"!



O Corvo é a ilha portuguesa mais remota e certamente dos lugares mais isolados da Europa. É uma pequena joia na coroa açoriana, Reserva da Biosfera da Unesco – o remanescente dum vulcão confinado por um mar que, em certas alturas, é selvagem.

O vulcão extinto, no norte da ilha, deixou-nos como recordação a imponente caldeira (Lagoa do Caldeirão) que é a maior atração da mais pequena ilha dos Açores – com uma área de 17,13 km².

Com clima temperado, no verão húmido e chuvoso no inverno (temperaturas variam entre os 14 e os 25 graus) – o verão é a melhor altura para visitar a ilha. Se ficar somente um dia consegue ver os principais pontos de interesse, mas precisa dum par de dias para conhecer o tesouro da ilha, pois, este reside na sua gente – no Corvo somos sempre bem recebidos.

A ilha foi descoberta por Diogo de Teive (1452), capitão de caravela e Cavaleiro do Infante Dom Henrique. Os primeiros corvinos não tiveram uma existência fácil – a pequena comunidade defende-se, como pode, de piratas otomanos e quando Portugal foi anexado a Espanha (União Ibérica nos fins do século XVI), alia-se com piratas e corsários inimigos da coroa espanhola.

Quer chegue de avião ou de barco, a sua aventura começa sempre perto do centro do único povoado da ilha, Vila do Corvo – a mais pequena freguesia, vila e concelho de Portugal.


Vila do Corvo

Se veio por 1 dia, a Vila do Corvo merece uma ou duas horas vagueando na parte antiga, apreciando os seus detalhes, antes de se deslocar à Lagoa do Caldeirão no norte da ilha.

Para aqueles com mais tempo, existem várias caminhadas e passeios marítimos – mas o grande prazer do Corvo é libertar-se do stress e absorver a atmosfera, de sossego e reflexão.





Autor da fotografia: Luís Filipe Pimentel

domingo, 23 de junho de 2019

Portugal tem um dos poucos sítios no mundo onde se consegue visitar o interior de um vulcão




O Algar do Carvão, situa-se sensivelmente no meio da ilha Terceira, a norte da cidade de Angra do Heroísmo, distando desta cerca de 12 Km por estrada. O acesso é fácil, recorrendo à rede viária pública que apresenta sinalização suficiente para o efeito. Possui uma posição geográfica de coordenadas 38°43'41.54"N 27°12'59.01"W e uma altitude de sensivelmente 640 m.







É sem dúvida a cavidade vulcânica mais conhecida nos Açores tendo-se tornado na primeira com condições de receção a visitantes, nomeadamente com uma entrada artificial desenvolvida para esse fim (túnel), eletrificação permanente, horário e calendário anual de aberturas ao público.







 Atualmente este Algar está aberto durante o verão a todos aqueles que o queiram visitar, registando anualmente uma procura da ordem dos vários milhares de visitantes.











HORÁRIO

23 março a 30 de setembro : Aberto todos os dias das 14h00 às 18h00
1 outubro a 22 março: Terças, Quartas, Sextas e Sábados das 14h30 às 17h15

Os bilhetes são adquiridos no local, não sendo necessário reserva (exceto agências de viagens);

Duração da visita: 20-30min)

Bilhete normal (visita a 1 gruta) / Bilhete Único (visita a 2 grutas)
Bilhete Normal: 8,00€
Bilhete Normal c/desconto: 6,00€*
Bilhete Único: 12,00€
Bilhete Único c/desconto: 10,00€*
Bilhete gratuito**

*portadores do cartão jovem regularizado
** portadores de cartão sócio dos Montanheiros (+ acompanhante) com quota regularizada e para crianças com idade inferior a 12 anos acompanhado de adulto pagante.



Créditos das Fotografias:
António Luís Campos em http://www.cronicasdaatlantida.org
https://www.exploreterceira.com




 Veja também:

São Martinho do Porto tem a praia mais bonita de Portugal com um formato único na Europa 

Clique: Aqui

 

 

Receita rápida para pão 

 Clique: Aqui

 

 

 Mousse de chocolate à moda antiga

 

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segunda-feira, 17 de junho de 2019

Este Turismo Rural Português está a cativar o mundo inteiro dada a sua arquitetura, localização e fantástica piscina.



Garajau Azores Retreat é um projecto inovador na área do Turismo. e tem merecido atenção internacional.


Com uma vista deslumbrante e o mar à sua porta, esta propriedade está localizada no início de uma Trilha dos Açores – Trilho do Agrião -, a 10 minutos a pé da freguesia Ribeira Quente.


A sua piscina construída sobre as rochas, o isolamento da propriedade rodeada pelo mar, fazem deste turismo rural, um local mágico.










Informações:






email :Garajauretreat @ gmail. com

Telefone: (+351) 914614631


Endereço

Ponta do Garajau,

Ribeira Quente




Aberto de 1 de maio a 30 de setembro.





https://www.garajauazoresretreat.com

sábado, 15 de junho de 2019

É oficial... abriu a época das hortênsias nos Açores! (Veja as fotos e marque já a viagem....)





Hortências, hidrângeas ou novelões é o nome dado às lindas flores que preenchem as bermas das estradas açorianas. A expressão «novelões», ou ainda «novelhões» é um regionalismo da língua portuguesa utilizado pelos micaelenses principalmente.A beleza destas flores encanta todos os que visitam São Miguel por altura da primavera e verão.

Ao longo dos anos, a hortência tornou-se imagem de marca do Arquipélago dos Açores e tem sido utilizada como imagem turística por todo o mundo. Os micaelenses também utilizam muito estas flores para enfeitar os tapetes das procissões.


Melhor época para ver hortênsias
Na primavera e verão as hortênsias podem ser vistas no auge da sua beleza, principalmente no mês de agosto, onde atingem uma explosão das mais variadas cores, como azul, branco, vermelho, rosa, roxo etc.

A partir do início de Junho começam a ficar floridas.

Portanto, se estiver a planear viajar para os Açores nesta época do ano, certamente irá se surpreender com a beleza das hortênsias numa paisagem sensacional!


















segunda-feira, 1 de abril de 2019

"A boina de vento"... o moinho mais famoso dos Açores fica na Graciosa e pode ser alugado para férias




"A boina de vento" ficou conhecido pelo programa "Quem quer casar com o agricultor"

Os moinhos de vento são um dos ex-libris da Graciosa, são considerados os mais bonitos do arquipélago dos Açores.
Os moinhos de vento surgiram na Graciosa no século XX e serviam essencialmente para triturar os cereais.
A Graciosa era conhecida como o celeiro dos Açores, devido à grande produção de cereais, como o milho, o trigo e a cevada. Estes para além de satisfazerem as necessidades da ilha eram, também, exportados para as outras ilhas e até para o continente.
Estes moinhos de base fixos, são constituídos por três pisos, o primeiro piso que dá acesso, por uma escada, ao segundo e na cúpula encontram-se as engrenagens.
Os moinhos são, normalmente, de cor branca e a cúpula é em forma de bico de cor vermelha. Estes moinhos são de origem Escandinávia e não holandesa como se supunha inicialmente.
Hoje em dia os moinhos de vento, já não se encontram em funcionamento, alguns deles foram transformados em casa de habitação rural. Neste momento na ilha existem três moinhos restaurados um pertencente ao museu, que se situa no sítio das Fontes, onde as pessoas podem apreciar como era o moinho e como se fazia a transformação do cereal em farinha. Os outros dois situam se no lugar da Vila de São Mateus e foram transformados em casa de turismo rural.
Hoje fomos visitar um desses moinhos de habitação rural. O moinho “ A boina de vento”, foi restaurado, mas aproveitando e metendo a estrutura inicial. 









O rés do chão dispõe de um quarto, cozinha e zona de refeições com janelas viradas para o mar. No corpo do moinho propriamente dito existem dois quartos, uma sala e um pátio exterior.


Situado na vila da Praia"," este alojamento fica a poucos metros da costa do oceano.






 
Moinho em fase de restauro





Contactos


Rua Moinhos de Vento, 44
9880-229, Santa Cruz da Graciosa
  • tel: 295732133
  • fax: 295732133
  • email: bvento@sapo.pt

sábado, 23 de fevereiro de 2019

Sabe o que tem de diferente o ananás dos Açores?




A história do Ananás dos Açores é bastante interessante e teve início no século XIX, na Ilha de São Miguel.

Os portugueses descobriram a fruta na época da colonização do Brasil e a trouxeram-na até ao Arquipélago dos Açores, sendo cultivada em estufa e tratada como uma planta ornamental de experimento cultural e curiosidade botânica.


Só mais tarde souberam que o ananás era uma fruta saborosa e de forte valor comercial.


Em 1864, foi construída a primeira estufa de característica industrial, com capacidade para 800 plantas. A evolução foi tanta que pouco tempo depois a Ilha de São Miguel já contava com 4.300 estufas de produção, começando assim as primeiras exportações de ananás.


Já no começo do século XX, o Ananás dos Açores, internacionalmente conhecido, passou a ser exportado para países como Inglaterra, Alemanha e Rússia.


Após mais de um século de comercialização na Europa, uma importante conquista para o Ananás dos Açores chegou em 1996, quando a Denominação de Origem Ananás dos Açores/S. Miguel foi registada e protegida pela Comissão Europeia por meio do Regulamento (CE) nº 1107/96, no dia 12 de junho.


Atualmente, a maior parte da sua produção ocorre na cidade de Ponta Delgada.
Plantação do Ananás dos Açores


O Ananás dos Açores é produzido em estufas de vidro, com a utilização de técnicas de cultivo tradicionais, sendo aplicado “fumo” e utilizada “cama quente” à base de matéria vegetal.


É importante que essa terra denominada “cama quente” seja rica em matéria orgânica, para garantir a qualidade dos ananases. Apenas um fruto é produzido para cada planta de ananás.
 
 
 
 
 
 
No primeiro mês de produção, a plantação precisa ser regada em abundância e, no decorrer dos outros meses, essa irrigação é reduzida até que seja totalmente retirada na fase conhecida como maturação, onde ocorrem alterações acentuadas nos aspectos físicos e químicos dos ananases.


A aplicação do “fumo” acontece depois de quatro meses e tem como finalidade a queima de verduras dentro das estufas, para que as plantas possam florescer todas na mesma velocidade, mantendo assim o controle de toda a produção.


Todo este processo de produção do Ananás dos Açores leva cerca de dois anos, contando desde a plantação até o momento em que o fruto está apto para a realização da colheita.


Curiosidades


O ananás é um fruto de forma cilíndrica, com coroa pequena a média, polpa amarela, casca laranja, teor elevado de açúcar, acidez moderada e possui aroma agradável. Nas estufas de vidro, é possível ver os estágios de crescimento dos ananases e conhecer um pouco mais sobre o seu processo de produção.


Outra curiosidade é que os ananases possuem valor nutritivo, como vitamina C, A, B1, potássio, magnésio, manganês, cobre, ferro, fibras e bromelina, além de regular a atividade muscular do coração. Vale destacar que a casca do ananás também possui nutrientes e pode ser aproveitada na preparação de sumos e chás.
Visitar plantação de ananases


Se visitar a Ilha de São Miguel não deixe de conhecer o Ananás dos Açores, fazendo uma visita às estufas presentes na ilha, entre elas:


Ananases A Arruda, Quinta das Três Cruzes, Ananases Santo António entre outras.


É uma ótima actividade para quem quer aprender um pouco mais a respeito desta deliciosa fruta, assim como degustar produtos derivados do ananás, como compotas, licores entre outros.


Dica: Não deixe de provar a iguaria regional de morcela com Ananás dos Açores
 
 
 

Farol de Gonçalo Velho em Santa Maria




O Farol de Gonçalo Velho localiza-se na ponta do Castelo, na freguesia do Santo Espírito, concelho da Vila do Porto, na ilha de Santa Maria, nos Açores. 




Embora a sua posição já se encontrasse referenciada no "Plano Geral de Alumiamento de 1883", o farol apenas começou a funcionar em 15 de novembro de 1927. Tendo todos os faróis no arquipélago recebido os seus nomes conforme a localização onde foram instalados, recebeu nome de Farol da Ponta do Castelo.

No dia 3 de março de 1930 passou a designar-se Farol de Gonçalo Velho. Pouco mais tarde, em 1934 foi erguida uma segunda habitação por considerar-se que a lotação de dois Faroleiros era insuficiente para a sua operação.

Passou por obras de reforma em 1953, datando de 1955 a construção da casa das máquinas e do depósito de combustível. Em 1957 foi eletrificado com a montagem de grupos electrogêneos, passando a fonte luminosa a ser uma lâmpada de 3000W/120V.

Em junho de 1988 foi automatizado com um sistema projetado pela Direção de Faróis, passando a lâmpada a ser de Quartzline Hologénio 1000W/120V. Ainda nesse mesmo ano foi instalado um sistema de monitorização do Farol das Formigas, constituído por um controlo remoto via rádio que permitia acompanhar se o farol nas Formigas estava aceso ou apagado. Este, entretanto, devido à sua pouca fiabilidade, foi abandonado no ano seguinte (1989).

Tendo tido características aeromarítimas, em 1990 foram cobertos os vidros que as permitiam.









Trata-se de um conjunto edificado integrado por um farol e pelas habitações dos faroleiros, a 114 metros acima do nível do mar. É acedido por uma rampa para veículos, em cujo eixo foram abertos degraus para facilitar o acesso pedonal.

A torre do farol apresenta planta quadrangular, elevando-se a catorze metros de altura, em alvenaria de pedra rebocada e caiada. É rematada por uma guarda em cantaria, sobre imposta contínua, que defende o terraço em que se implanta a lanterna cilíndrica, metálica, pintada de vermelho.

Está equipado com um aparelho dióptrico–catadióptrico girante de 3ª ordem Grande Modelo, com 500 milímetros de distância focal. Com um período de 13.4 segundos, possui um alcance de 25 milhas náuticas.

As habitações, de planta retangular, dispõem-se em torno do corpo do farol.

É visível, num dos muros do farol, uma seta pintada de preto que indica a direção dos ilhéus das Formigas.









Altitude (m): 114
Altura da Torre (m): 14
Ano de Estabelecimento: 1927
Estrutura: Torre Quadrangular branca com edifícios anexos.
Horário de visita: Quartas-feiras, entre as 14 e às 17 horas.
Latitude: 36º 55.7´norte

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Cella Bar um dos bares mais bonitos do Mundo fica em Portugal



Um projecto português está a fascinar o mundo inteiro! Ainda não conhece?



No extremo ocidental da ilha do Pico, nos Açores, as curvas ousadas e incomuns do Cella Bar não passam despercebidas. É um bar, como o nome indica, mas é também um restaurante de tapas — e, por estes dias, é sobretudo uma obra de arquitectura a encantar o mundo. Publicações nacionais e internacionais estão a destacar o trabalho de Fernando Coelho, do atelier FCC Arquitectura, Paulo Lobo, responsável pelo design interior, e ainda Paulo Neves, que gizou a escultura do exterior.

 

 





Estamos habituados a ver projectos de arquitectura que de alguma forma, seguem as normas mais comuns, racionais e clássicas da maioria do património arquitectónico, mas ainda assim, há muito mais para além destas “regras”! Não há dúvida que um projecto linear, bem desenvolvido, com a escolha acertada de materiais, volumetria e relação entre espaços, nos consegue encantar, mas este projecto é a prova de que a Arquitectura é de facto uma forma de Arte. Enquanto expressão artística, é fabuloso observar que cada obra é única, com características que se moldam a quem a desenha, mas também à história e lugar em que se insere.











Um projeto de assinatura portuguesa que merece um valente reconhecimento. Um exemplo de que a arquitetura moderna também podem conviver com a paisagem natural do Açores, e com muito bom gosto. Para os sortudos que estiverem de visita à ilha do Pico não deixem de experimentar a esplanada, em cima do oceano, e peçam umas tapas acompanhadas por um bom vinho para um final de tarde em grande com os amigos! O projecto é definido uma enorme plasticidade, tanto em termos de formas como de materiais e é marcadamente inspirado pelo ambiente natural em torno da sua envolvente.










Endereço: Rua Da Barca, 9950-303 Madalena - Ilha do Pico - Açores
 
Fotos: Fernando Guerra