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quarta-feira, 12 de outubro de 2022

Uma das maravilhas geológicas de Portugal... As Marinhas de Sal de Rio Maior

 




A magia da Serra dos Candeeiros… Marinhas de Sal de Rio Maior


No sopé da Serra dos Candeeiros, a três quilómetros de Rio Maior, encontramos uma das maravilhas geológicas de Portugal, as Marinhas de Sal de Rio Maior ou como popularmente conhecidas, As Salinas do Rio Maior. Embora o documento mais antigo que se refere às salinas date de 1177, pensa-se que o aproveitamento do sal-gema já seria feito desde a Pré-História.


A Serra dos Candeeiros é dada a sua natureza calcária, possuidora de inúmeras falhas na rocha o que faz com que as águas da chuva não fiquem à superfície, formando cursos de água subterrâneos.


Uma dessas correntes atravessa uma extensa e profunda jazida de sal-gema que alimenta o poço que se encontra no centro das Salinas, e de onde se extrai água sete vezes mais salgada que a do mar.

Segundo alguns estudos, estima-se que esta Jazida de sal-gema ocupa aproximadamente a área da Estremadura Portuguesa, entre Leiria e Torres Vedras, tendo-se formado há milhões de anos, depois do recuo do mar que outrora ocupou a região.


As salinas de Rio Maior têm oito séculos de História. Em 1177, Pêro d’Aragão e sua mulher Sancha Soares venderam aos Templários “a quinta parte que tinham do poço e Salinas de Rio Maior, cujo poço partia pelo Este com Albergaria do Rei; pelo Oeste com D. Pardo e com a Ordem do Hospital; pelo Norte com Marinhas da mesma Ordem; e pelo Sul com Marinhas do dito D. Pardo”. Assim diz Pinho Leal, citando o escrito comprovativo dessa venda. Este documento, que é o mais antigo que se conhece referente a Rio Maior, encontra-se arquivado na Torre do Tombo em Lisboa.


Este contrato situa-se no limiar da nossa nacionalidade, já Lisboa e Santarém tinham sido conquistadas aos mouros por Dom Afonso Henriques, e ainda este não tinha sido reconhecido rei pelo papa, o que aconteceu só em 1179.


No último quartel do séc. XII, já existia uma exploração nas Salinas, menor ou talvez maior que a de hoje. Consta, no entanto, que o poço primitivo teria sido situado mais para Norte, no sítio denominado Marinha Velha. Há notícia que esse poço, no Séc. XII ou princípios do séc. XIII, só alimentaria seis talhos.


O poço actual foi aberto, segundo a tradição, devido ao acaso. Uma rapariga que apascentava uns animais, para mitigar a sede, tentou beber numa poça de água que aflorava num juncal. O sabor fortemente salgado foi-lhe extremamente desagradável e comentou isso mesmo, quando chegou a casa. Seu pai e vizinhos apressaram-se a ir cavar em tal sítio de onde surgiu o poço actual, tendo secado depois o primitivo.


Certamente através dos séculos, a exploração das salinas fez-se por processo iguais aos de há poucos anos, quando a água era tirada com dois baldes por meio de picota (esta foi introduzida na Península Ibérica pelos árabes), mas consta que, antes da Reconquista Cristã, os romanos e depois os árabes já exploravam as Marinhas em larga escala.


(39°21'50.33"N 08°56'40.11"W) Salinas de Rio Maior - Rio Maior - Santarém – Região Centro - Portugal

 

Foto@ Daniel Jorge

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Este Natal Rio Maior volta a ter os “Presépios de Sal”, considerado o Melhor Evento de 2018 nos Prémios “Turismo do Ribatejo.



De 30 de novembro a 6 de janeiro é possível visitar, nas Salinas Naturais de Rio Maior, os originais “Presépios de Sal”, considerado o Melhor Evento de 2018 nos Prémios “Turismo do Ribatejo. 




Todos os anos as Marinhas de Sal – Rio Maior, marcadas pelas suas salinas naturais e pela tipicidade das pequenas casas de madeira com singular construção, transformam-se na Aldeia dos Presépios de Sal. Desde 2012, os presépios feitos de sal nas pequenas casas de natal, onde os lojistas criam os seus próprios presépios e os estabelecimentos de restauração e bebidas participam com menus apropriados a esta quadra.



A neve é substituída pelo Sal, há Presépios de Sal, visitas guiadas, animação, música, comboio turístico, artesanato e gastronomia, e não faltam o Pai Natal, a sua Casa e as suas Renas e Duendes para acompanhar os mais novos na descoberta deste Natal com Sal.




 
Os “Presépios de Sal” são uma organização do Município de Rio Maior, em parceria com AECRM – Associação Empresarial do Concelho de Rio Maior, 365 Alentejo e Ribatejo, Turismo de Portugal – Alentejo e Entidade Regional de Turismo Alentejo e Ribatejo.








Fonte: maisribatejo

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Nas Salinas de Rio Maior há sal sem mar. As Salinas de Rio Maior são as únicas salinas de interior em Portugal






O milagre do sal nas salinas de Rio Maior

No sopé da Serra de Candeeiros, 100 metros acima do nível do mar e a mais de 30 quilómetros da costa, as Marinhas de Sal de Rio Maior são um dos símbolos do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros. Em funcionamento desde 1177, quando o terreno foi adquirido pela Ordem dos Templários, estas salinas naturais, únicas em Portugal, têm origem numa extensa e profunda mina de sal-gema, atravessada por uma corrente subterrânea que alimenta um poço de onde se extrai a água, «sete vezes mais salgada que a do Oceano Atlântico»

 





As Salinas de Rio Maior situam-se a cerca de 3 km do centro da cidade Classificadas como Imóvel de Interesse Público desde Dezembro de 1997, estas são as únicas Salinas interiores existentes em Portugal, e as únicas que se encontram em pleno funcionamento na Europa. A primeira referência à sua existência data de 1177, mas pensa-se que o aproveitamento do sal-gema já seria feito desde a Pré-história.

Rodeadas de vinhas e terras de cultivo são consideradas como uma maravilha da natureza, uma vez que o oceano fica a 30 km. O sal é vestígio da presença do mar em épocas remotas. A água, cerca de sete vezes mais salgada que a água do mar, provém de um poço, após passar por uma jazida de sal-gema.














Casas de Madeira


Antigos armazéns de sal. Hoje, em grande parte, transformadas em casas de comércio uma vez que a maior parte do sal passou a ser guardada nos armazéns da cooperativa. A madeira foi o material escolhido de forma a evitar a corrosão do sal. Os suportes laterais exteriores são troncos de oliveira.








 Fechaduras de Madeira 

Fechadura e chave das casas de madeira. A chave é o acessório de menores dimensões, que apresenta um orifício na ponta. A chave é colocada com os dentes para cima. Ao pressionar a chave para cima, são puxados os “piqueletes” que soltam a tranca, permitindo a abertura da porta. Não existem duas chaves iguais.


  


Dirija-se ao Posto de Turismo das Salinas para informações, mapas e visitas guiadas.
Como Chegar:
Latitude‎ +39° 21' 52.57, Longitude -8° 56' 40.62