domingo, 2 de agosto de 2020

Mar de Esposende recebeu um espetáculo raro com ondas fluorescentes azuis.


A praia da Apúlia e do Suave Mar (Marinhas), no concelho de Esposende, receberam hoje de madrugada um espetáculo raro com o mar  fluorescente azul.

Várias pessoas se deslocaram ao local para ver o espetáculo da natureza.

«A concentração de fitoplâncton, que são criaturas marinhas microscópicas que geram luz como mecanismo de sobrevivência, gera este efeito de mar azul e fluorescente quando rebenta no areal», explicam os cientistas.

Deixe-se levar pela imaginação no romântico Castelo de Belver. (Fica a cerca de 1.30 H de Lisboa)


Monumento Nacional desde 1910, o Castelo de Belver, alcandorado num penhascoso cerro sobranceiro ao rio Tejo, é um dos exemplares mais completos da arquitectura medieval militar existentes no país e peça fundamental do sistema defensivo do território português na luta contra os mouros e na tentativa dos primeiros monarcas em atingir o Alentejo e Algarve.

 

O castelo de Belver monta guarda ao rio TejoEx-libris monumental do concelho de Gavião, nasceu da necessidade sentida pelo rei D. Sancho I de, por um lado, defender e assegurar que as arremetidas dos sarracenos na fronteira sul do território não afectassem as povoações de "aquém Tejo" anteriormente conquistadas e herdadas de seu pai D. Afonso Henriques e, por outro lado, de continuar a reconquista aumentando o reino.

 

As consequências desastrosas da invasão dos infiéis em 1190 fez recuar a fronteira meridional até à Linha do Tejo, com excepção de Évora. Depois de auscultar conselheiros e nobres, como as hostes do Rei e dos seus súbditos eram insuficientes face à superioridade numérica dos inimigos, houve que recorrer às Ordens Monástico-Militares e, também, à construção de castelos ao longo da linha do Tejo reforçando o obstáculo.


 

Vila de Belver vista do castelo, com o rio Tejo e a barragem de Belver ao fundoÀ Ordem do Hospital de S. João de Jerusalém, na pessoa do seu Prior Afonso Paes, D. Sancho I faz doação das "Terras de Guidintesta", em 13 de Junho de 1194, concedendo-lhe que edificasse um Castelo a que o próprio doador impôs que se desse o nome de Belver por considerar o local formosíssimo:

 

    "Ego Sancius Dey gracia Portugalen Rex... facio Cartam Donacionis y perpetue firmitudinis nobis Donno Alfonso Pelagij Priorj Hospitalis... diterra que nocatur Guidintesta in qua concedimus nobis ut faciatis castellun quodam cuj imponjmus nomem Belveer...".

 

A construção do Castelo fez-se em pouco tempo pois já em 1210 se guardava nele parte dos dinheiros do tesouro real que, no seu testamento, D. Sancho I destinara a piedosos legados.

 

Planta da vila Terminada a construção do Castelo e com a permanência de cavaleiros e forças militares na sua guarnição, ter-se-á iniciado o povoamento ao seu redor, resultando na construção do casario que, a pouco e pouco, foi constituindo o povoado, não existindo no interior da fortaleza espaço físico para alojar grande número de pessoal militar. Em nosso entender, é assim pouco provável que Belver tenha sido residência conventual ou Cabeça da Ordem dos Hospitalários em Portugal. No entanto, é crível que os elementos da Ordem tenham residido extramuros acorrendo ao Castelo em caso de eventual ataque.

 

Praia fluviar do Alamal, com o castelo ao fundoDepois da conquista definitiva do Algarve, os castelos da Linha do Tejo perdem grande parte do seu poderio militar. No entanto, para consolidação da Dinastia de Avis, cinco anos após a Batalha de Aljubarrota, o Castelo de Belver retoma o seu valor no contexto da defesa do reino, pelo que é beneficiado com obras de restauro e ampliação dirigidas por D. Nuno Álvares Pereira. Porém, devido ao tratado de paz com Castela em 1411, não foi palco de qualquer acção militar.

 

Já no século XV, o castelo de Belver vê-se envolvido na luta entre D. Leonor e o Regente D. Pedro. O povo de Belver toma o partido da Rainha viúva e é cercado por forças de D. Lopo de Almeida, partidário de D. Pedro, depois 1.º Conde de Abrantes.

 

No século XVI, os Belverenses e o seu Alcaide ter-se-ão oposto ao domínio filipino colocando-se ao lado de D. António, Prior do Crato.

 

Porta de entrada no casteloEntra depois num período de degradação e ruína para o qual muito terá contribuído o Terramoto de 1755 que provocou graves danos nas muralhas e na torre de menagem. Entre 1846 e 1948 serviu de cemitério à Vila. Em 1909 um forte abalo de terra degradou ainda mais um espaço decadente e alquebrado. Termina esta fase conturbada na década de 40 deste século com profundas obras de restauro levadas a efeito pela Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.

 

Originalmente da arquitectura militar gótica, o Castelo de Belver, devido a posteriores intervenções recebeu elementos renascentistas, maneiristas e barrocos.

 

A poderosa muralha descreve um pentágono irregular de ângulos arredondados. A Sul, rasga-se a porta principal ladeada por dois cubelos. O caminho de acesso ao Castelo é revelador das estratégias militares dos freires-cavaleiros de S. João do Hospital, pois ao terminar em "cotovelo", não permitia aglomerações e obrigava a formar fila não permitindo o ataque directo. Seis torres e adarve a todo o correr, marcam a muralha do vetusto Castelo.



 Como chegar

39.4953995,-7.9579639

Rua de São PedroT. +351 266769450

T. +351 965501477

E. info@cultura-alentejo.pt

Visitar websitewww.cultura-alentejo.pt

 

Horário: 09h30-12h30 / 14h00 - 17h30Dia de encerramento: 2ª feira, 3ª feira de manhã, último dom. de cada mês e feriados 1 jan. Dom. Páscoa, 1 Maio e 25 Dezembro


Imagem fonte:https://www.youtube.com/watch?v=Hv_09jOp2iM

Descobrindo Portugal de Norte a Sul

sábado, 1 de agosto de 2020

O Castelo de Almourol é o mais bonito dos castelos dos templários em Portugal


O povoamento do território que corresponde ao actual concelho remonta a épocas ancestrais, nomeadamente ao período Paleolítico, tal como se pode comprovar pelos vestígios arqueológicos encontrados em Aldeínha. Em Tancos e na freguesia de Atalaia, são visíveis marcas neolíticas, enquanto que a presença romana e árabe está, igualmente, bem delimitada no concelho, mais especificamente no Castelo de Almourol.

 

Pensa-se que esta fortificação terá sido edificada, num ilhéu a meio do Rio Tejo, no século III ou no IV d. C., tendo sido reconstruído no século XII (1171), por Gualdim Pais, Mestre da Ordem dos Templários.

 

Romanizado e, mais tarde, conquistado pelos mouros, este território transformou-se num local de grande relevância estratégica.

 

No período da Reconquista Cristã, foram sendo erguidas fortificações, nesta região, de forma a assegurarem a defesa das investidas muçulmanas. Assim, para além do Castelo de Almourol, a cintura defensiva desta zona era composta pelos já desaparecidos Castelos de Paio de Pelle e de Cardiga.

 

A partir da Idade Média, as povoações que, actualmente, compõem o concelho de Vila Nova da Barquinha foram perdendo importância militar e foi o Rio Tejo que passou a ter um papel fundamental no desenvolvimento local. Desta forma, a navegabilidade e o tráfego fluvial intenso originaram portos fluviais em Tancos (século XVI) e em Barquinha (século XVIII).

A chegada do caminho-de-ferro provocou uma diminuição do comércio fluvial e as povoações ribeirinhas começaram a entrar em decadência.

 

No dia 6 de Novembro de 1836, a rainha D. Maria II assinou um decreto que criou o concelho de Vila Nova da Barquinha, que seria composto pelos extintos concelhos de Atalaia, Paio de Pele e Tancos. Só três anos mais tarde (26 de Junho de 1839), é que Barquinha foi elevada a Vila.

 

O novo concelho foi, entretanto, suprimido (21 de Novembro de 1895) e anexado ao da Golegã, para voltar a ser restaurado, em 13 de Janeiro de 1898.

 

Em 1849, o concelho de Vila Nova da Barquinha possuía, de acordo com estudos estatísticos realizados na época, 848 fogos e 3 034 habitantes, dos quais 1 625 eram mulheres. Nesse ano, o município apresentava uma densidade populacional de 62.28 habitantes por quilómetro quadrado, uma taxa bruta de mortalidade de 37.9%, uma taxa bruta de natalidade de 34.61% e uma taxa bruta de nupcialidade de 6.59%.

 

Assim, pela sua localização geográfica e pela sua história, o concelho de Vila Nova da Barquinha é detentor de um vasto, variado e rico património natural, arqueológico e arquitectónico, que fará as delícias dos turistas mais atentos, aconselhando-se uma visita mais detalhada a cada uma das suas cinco simpáticas e acolhedoras freguesias, dominadas pela beleza das zonas ribeirinhas e das paisagens verdejantes.

 

Abertura e horário de encerramento:

Todos os dias da semana, até 30 de setembro.

Das 9h00 às 19h00

Preço – 4 € por pessoa, inclui visita ao CITA, no horário abaixo.

 

 

Partidas fluviais do cais junto ao castelo

Localização GPS: 08º23'02,301''W – 39º27'43,126''N

Acesso à ilha e ao castelo (entrada no Castelo) em embarcações com capacidade para 10 pessoas e entrada no Centro de Interpretação Templário de Almourol (CITA).

 

A Capela mais bonita e espectacular da Europa fica a 20 minutos do Porto


Na vila costeira de Miramar, em Gulpilhares, Vila Nova de Gaia, fica uma pequena capela, construída no topo de uma rocha, virada de costas para o mar. Pequena, mas monumental, frágil, mas forte, irreal e contudo verdadeira, assim é a bela Capela do Senhor da Pedra.



Observando de longe, parece que o Atlântico a vai engolir na primeira noite de tempestade, mas três séculos já se passaram desde a sua construção, e ela continua aqui, firme. Talvez seja por causa da rocha sobre a qual está assente - um local de culto há mais de dois mil anos.

Como pode atestar a inscrição no mosaico de azulejos emoldurado na entrada da capela, originalmente, a pedra gigante abrigava um templo pagão, possivelmente celta. Quando o cristianismo chegou a Portugal, foram feitos esforços para cristianizar o território e libertá-lo das suas raízes pagãs. O local onde hoje fica a Capela do Senhor da Pedra foi então escolhido para "recuperar" a terra dos hereges, mas apesar da conversão à fé cristã, cerimónias secretas ligadas ao culto pagão ainda hoje ocorrem em noites de lua cheia. Dizem que é comum encontrar velas derretidas deixadas pelos adoradores neo-pagãos nas rochas e na areia ao lado da capela, mas eu não vi nenhuma.



A importância que a romaria ao Senhor da Pedra teve no passado é testemunhada pela existência, num raio de muitos quilómetros em redor, de cantigas de romaria que lhe são dedicadas. Há cantigas ao Senhor da Pedra em localidades como Cinfães e Paredes, entre muitas outras. Quer isto dizer que acorriam às festas do Senhor da Pedra romeiros vindos de muito longe.

A crença no Senhor da Pedra pode ter tido origem na antiga adoração pagã, mas o povo criou histórias e lendas para explicar a construção da capela e a importância da rocha que a suporta.



Como chegar:

A Capela do Senhor da Pedra fica a 20 minutos de comboio do Porto.   Você deverá descer na Estação de Miramar e andar aproximadamente  10 minutos até a praia de Miramar  (sinalizada) onde se encontra a Capela do Senhor da Pedra.