sábado, 10 de novembro de 2018

Festival Internacional Balões de Ar Quente volta a colorir os céus do Alentejo





Festival Internacional Balões de Ar Quente volta a colorir os céus do Alentejo, entre os dias 5 e 11 de novembro. Este ano, a cerimónia de abertura era para ter sido feita, no sábado, dia 3, em Lisboa, na Praça do Império, em Belém. O arranque do Festival Internacional Balões de Ar Quente, que estava previsto para esse dia, foi adiado para 17 de novembro, devido às condições meteorológicas adversas. O programa de atividades, com entrada livre, mantém-se e pode ser consultado no Facebook do organizador, a Publibalão. Entre as provas de vinhos e petiscos tradicionais, não vão faltar espetáculos de luz e música... e claro, muitas viagens de balões de ar quente!

O evento,em Lisboa, começa às 18h00, no sábado, dia 17 de novembro, com a possibilidade de embarcar num voo cativo gratuitamente. Nesta modalidade, o balão mantém-se preso ao chão por um cabo e apenas sobe e desce. Condições meteorológicas à parte, está previsto que se realizem voos cativos até às 22h00.

Depois, prepare-se para o Night Glow, um espetáculo noturno que é muitas vezes considerado o clímax de um festival de balões de ar quente. Os pilotos preparam os balões como se fossem descolar, no entanto, os mesmos ficam presos a alguns metros do chão, onde as chamas libertadas, segundo um ritmo específico, criam um espetáculo visual muito especial que conjuga luz, cor e música. Prevê-se que o Night Glow tenha a duração de cerca de duas horas.

Esta iniciativa, em Lisboa, conta ainda com um balão insuflado de ar frio, ideal para uma sessão fotográfica sozinho ou acompanhado. No jardim da Praça do Império ainda marcam presença os produtores de vinhos Adega Cooperativa Vidigueira, Palmerim D' Inglaterra, Quinta Vale do Cesto, Best Wine Team, 100 Hectares, Folha do Meio, Duvalley, Quinta do Serrado, Picos do Couto, Herdade Fonte Paredes, Casa de Vilacetinho, com expositores de néctares e diversas provas.

Apesar desta alteração, o Festival começa, segunda-feira, dia 5, em terras alentejanas, e prolonga-se até 11 de novembro. Em Benavila, Campo Maior, Fronteira, Monforte e Ponte de Sor vai ter a oportunidade de realizar um voo livre (€50), com duração de cerca de uma hora. Consulte as datas e os respetivos locais dos voos na página do Festival Internacional Balões de Ar Quente. Os voos cativos vão continuar disponíveis gratuitamente em todos os dias do festival, nos diversos locais de partida dos voos livres.

Note-se que as iniciativas do Festival de Balões de Ar Quente dependem sempre de condições meteorológicas favoráveis.

Miradouro de S. Leonardo de Galafura - Dizem que é uma das paisagens mais belas do mundo



O miradouro de S. Leonardo de Galafura é um dos mais encantadores do Douro. Em primeiro lugar, devido à paisagem. Tem uma vista sublime sobre o Douro. Depois, porque foi tema da obra de Miguel Torga que escreveu, num dos seus Diários, que do miradouro "não é um panorama que os olhos contemplam: é um excesso de natureza".






O Miradouro de São Leonardo da Galafura, na freguesia de Galafura, a meio caminho entre a Régua e Vila Real oferece um dos mais extraordinários panoramas sobre o rio Douro e os socalcos. Em baixo, o Douro corre azul e sereno, beijando as margens, as quintas e as casas solarengas.



Situa-se perto de Covelinhas, a meio do caminho do Peso da Régua para Vila Real.Os acessos são feitos pela EN 313, EM 313.2, no sentido Régua Stº. Xisto, Vila Seca de Poiares, lugar da Estrada e Galafura. Ou EN 313.1, Vila Real, Abaças, Guiães, Bujões e lugar da Estrada até Galafura. No espaço contiguo tem um belo parque de merendas, onde se realiza um grande piquenique ao santo no terceiro domingo de Agosto pela população local.







Foi local amado por Miguel Torga, poeta tantas vezes indigitado para o Prémio Nobel. Dizia ele que São Leonardo era como um barco de quilha para o ar, que a Natureza voltara a meio do vale.


À proa dum navio de penedos,
A navegar num doce mar de mosto,
Capitão no seu posto
De comando,
S. Leonardo vai sulcando
As ondas
Da eternidade,
Sem pressa de chegar ao seu destino.
Ancorado e feliz no cais humano,
É num antecipado desengano
Que ruma em direcção ao cais divino.


Lá não terá socalcos
Nem vinhedos
Na menina dos olhos deslumbrados;
Doiros desaguados
Serão charcos de luz
Envelhecida;
Rasos, todos os montes
Deixarão prolongar os horizontes
Até onde se extinga a cor da vida.


Por isso, é devagar que se aproxima
Da bem-aventurança.
É lentamente que o rabelo avança
Debaixo dos seus pés de marinheiro.
E cada hora a mais que gasta no caminho
É um sorvo a mais de cheiro
A terra e a rosmaninho!(1)



(1). Miguel Torga, in Diário IX

Ucanha: um lugar no Douro que parece fantasia



 


UCANHA é uma freguesia do concelho de Tarouca, que se encontra enquadrada ao longo da encosta que desce em direção ao Rio Varosa ou Barosa.

O topónimo Ucanha deriva de Cucanha, forma usada até ao séc. XVII, tratando-se de um vocábulo que pode designar casebre ou lugar de diversão.

O curso de água, acompanhado por salgueiros e amieiros, ampara uma ínsua entre a ponte de Ucanha e a ponte nova, a qual é desfrutada como praia fluvial. Esta freguesia marca a entrada do antigo couto do Mosteiro de Salzedas, onde são conservadas ainda dentro do seu limite as ruínas da Abadia Velha de Salzedas. As casas, essencialmente unifamiliares, ornamentam-se de varandas em madeira, com o realce do vermelho, azul e verde nas suas pinturas. Com escadas exteriores apresentam quase sempre dois pisos, cujo piso térreo é utilizado para as lojas, destinado essencialmente para uso agrícola, enquanto o segundo piso se destina à habitação.







A ponte de Ucanha, cujas origens remontam, provavelmente, ao período romano. A prova da sua antiguidade é ser citada como antiga já antes de 1146, na carta de doação de Gouviães por D. Afonso Henriques o seu Monteiro-Mor, Paio Cortês.

Contudo no Séc. XII, foi construída na testa da margem direita ( onde hoje é a povoação de Ucanha, então chamada " vila " da Ponte, sendo Ucanha o sítio que aí se começou a povoar), um arco provido da sua porta, e , sobre ele, um edifício para armazenar as portagens cobradas nesse arco pelo senhorio do couto ( o mosteiro de Salzedas desde 1155-1156 ) aos que nele entravam, seguindo a via romana, sendo esta uma importante via para Lamego, pelo que ali se fixou uma população de funcionários encarregados da cobrança dos valores da portagens, sendo construídas instalações e casas.

A Torre é de base quadrada, com três andares. Por baixo da Torre, na própria construção, deixou-se um arco abobadado que dá passagem da vila para a ponte. Na face da torre, do lado da vila, e à direita, vê-se uma inscrição um tanto desgastada na qual ainda se pode ler " Esta obra mandou fazer D. Fernando abad ..." inscrição que está gravada numa espécie de " edicula ", e cortada verticalmente por um báculo abacial. O abade D. Fernando de que aqui se trata, governou Salzedas de 1453 a 1474, espaço temporal em que a torre foi reconstruída.

A parte inferior da torre, assim como o arco de volta inteira e túnel de passagem, têm toda a expressão de uma edificação românica do século XII.

A ponte na sua primitiva estrutura de torre com um só piso, funcionou com o imposto de barreira ou portagem. Documentos de 1315 e 1318 determinam a obrigatoriedade da passagem na ponte e o respectivo pagamento, prática que só veio a ser abolida no reinado de D. Manuel I , no ano de 1504.
Não restam dúvidas da importância desta via de passagem desde a antiguidade. Por sua causa travou-se de 1310 a 1320 acesa e longa questão, em que intervém o antigo concelho de Castro Rei - Tarouca - que sempre desejou e obteve embora temporariamente passagem pela Vila, tendo como opositores o mosteiro de Salzedas que defendiam a obrigatoriedade da passagem pela ponte e torre de Cucanha sobre o Rio Varosa.


 





Nesta pequena aldeia perdida no Douro, nasceu o célebre filólogo e etnólogo José Leite de Vasconcelos, falecido em 1941 e o santo padroeiro da terra é São João Evangelista.

Um passeio sereno com monumentos bonitos e interessantes e paisagens sobre as também pacificadoras vinhas do Douro, é o convite mais delicioso que esta aldeia de sonho lhe faz, onde o espaço cultivado e as poucas casas habitadas lhe dão a certeza, numa das mais belas regiões do país, da tranquilidade que um visitante cansado do frenesim da cidade pode encontrar.

Como já referimos a Torre e a Ponte de Ucanha são joias raras do património edificado, sendo esta última considerada a mais bela ponte medieval de Portugal, mas também não pode deixar de visitar


as ruínas românicas de Salzedas, no local de Abadia Velha, a Igreja Paroquial de Ucanha e património integrado e o conjunto de casas da Judiaria antiga. Todo o passeio tem de ser feito a pé, pois é fundamental apreciar as cores e ambientes de harmonia que aqui vai testemunhar ao caminhar nas suas ruas estreitas. Não receie perder-se. Aqui só há a rua Principal, rua Direita ou simplesmente Rua, por se tratar da única! Aproveite, igualmente, para espreitar as Caves da Murganheira para poder apreciar o seu famoso espumante com as caves esculpidas nas rochas.




quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Descoberta no chá dos Açores substância que combate Parkinson e Alzheimer




Um especialista português em bioquímica descobriu que o chá dos Açores possui uma substância que fomenta as funções cognitivas, pode combater demências como Parkinson ou Alzheimer e aumenta a criatividade.


“Depois de fazer uma recolha [de chás de todo o mundo] cheguei à conclusão que o chá dos Açores consegue ser superior aos outros em teor de polifenóis“, declarou à agência Lusa o investigador José Batista, doutorado em bioquímica analítica, que já esteve ligado a várias universidades portuguesas e do Canadá.

Os polifenóis são substâncias químicas que estão presentes nos vegetais e frutos, indicando estudos científicos recentes que são muito benéficas aos seres humanos e, por isso, devem ser incluídas na alimentação.

De acordo com a comunidade científica, os alimentos que são ricos em polifenóis possuem várias ações importantes no corpo, sendo antioxidantes, ajudando ainda a dar mais energia.

O investigador, que estudou dezenas de chás da China, Japão e Tailândia – e estuda esta planta há cerca de 10 anos, publicando estudos científicos – salvaguarda que existe um chá chinês “muito semelhante” ao açoriano, cultivado junto ao mar, mas com três vezes mais teína do que o chá verde dos Açores.

José Batista, que está a desenvolver estudos para apurar em qual fase da planta do chá dos Açores existe a substância que vai aumentar as funções cognitivas, refere que este é “menos amargo” do que os restantes, o que o levou a suspeitar que possui um aminoácido que só existe nos Açores, ligeiramente adocicado.

O cientista, além de concluir que o chá dos Açores “é mais rico”, quer agora criar condições para explorar esta potencialidade do chá verde, destacando que o aminoácido, meia hora depois de ingerido, chega ao cérebro e vai estimular os neurotransmissores como a acicolina, que combate o Alzheimer e a Doença de Parkinson, por exemplo.


Explicou ainda que o aminoácido identificado no chá dos Açores possui um “efeito contrário” a excitantes como a cafeína, surgindo como um relaxante natural sem efeitos secundários como a sonolência, como nas benzodiazepinas (Xanax).


O investigador declarou que o aminoácido tem também efeito sobre as ondas que o cérebro emite, “aumentando a criatividade” no ser humano.

José Batista, que já colaborou com o Instituto de Oncologia do Porto no desenvolvimento de metodologias que ajudam a diagnosticar o cancro em fase prematura, fez a opção pelo estudo do chá devido à sua riqueza em antioxidantes.


O chá foi introduzido nos Açores no século XIX, tendo a planta vindo do Brasil, sendo esta a única região europeia a produzir esta cultura.

Mantêm-se hoje duas unidades, as fábricas da Gorreana, um negócio de família que começou em 1883, e Porto Formoso, ambas no concelho da Ribeira Grande, na ilha de São Miguel.






Fonte: Lusa

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Sabem como se pedia uma rapariga em namoro antigamente em Portugal?







O rapaz apaixonado enviava à sua amada um cartão que seria devolvido com a resposta....

Se o canto esquerdo do cartão fosse dobrado, a rapariga não estava interessada, se por sua vez o canto direito fosse dobrado o pedido de namoro era aceite.

Se o cartão fosse devolvido intacto a rapariga ainda ia pensar no assunto e o rapaz podia alimentar a esperança de um dia ela aceita o seu pedido.


 

domingo, 4 de novembro de 2018

Bolachas de limão ... são deliciosas!





Ingredientes:

raspa de 2 limões
250 gr de Margarina
200 gr de Açúcar
1 Ovo
400 gr de Farinha de Trigo
1 colher (de sobremesa) de Fermento em Pó

preparação:

Num recipiente colocar todos os ingredientes e mexer até ligar bem.


Formar uma bola e deixar repousar um pouco. cortar um pouco de massa e estender com a ajuda de um rolo de massa, com cuidado para não deixar a massa muito fina,cortar com cortantes para massas com os formatos desejados.

Colocar as bolachas num tabuleiro forrado com papel vegetal e levar ao forno a 200º durante 25 min. verificar se estão douradas a gosto.


http://www.receitasdeportugal.com 

Tráfico para a China arrasa população de cavalos-marinhos da Ria Formosa, que albergava a maior comunidade do mundo



A expansão do mercado asiático e o aumento da procura por espécies marinhas ameaça as populações residentes de cavalos-marinhos da ria Formosa. O embaixador destas águas enfrenta um futuro adverso. 


A procura moderna regista uma clara finalidade económica. Maioritariamente destinado à medicina tradicional, o consumo de cavalos-marinhos na Ásia é voraz. As espécies de cavalos-marinhos da ria estão protegidas pelo anexo B da convenção CITES, mas isso não trava necessariamente a captura. Através de métodos não permitidos no Parque Natural, como o mergulho com garrafa e o arrasto de vara, alguns pescadores encontraram aqui uma janela de oportunidade. Com pouco esforço, retiram destas águas um recurso valioso.


Um quilo de cavalos-marinhos pode custar quase quatro mil euros na China

No sistema lagunar, o hidrodinamismo é forte, de tal forma que, durante a maré vazia, 80% da ria fica a seco, restando apenas 20% que pode ser habitada por cavalos-marinhos. Expostos e desamparados, tornam-se alvos de fácil captura para os bons conhecedores destas águas.


Durante anos, esta terá sido a maior população do mundo de cavalos-marinhos. Alguns investigadores acreditam que esse estatuto já se perdeu. 


Os esforços para combater o problema têm sido incessantes. Os investigadores do CCMAR, com o apoio do Parque Natural da Ria Formosa, do Instituto da Conservação da Natureza e da Floresta e da Fundação Oceano Azul/Oceanário de Lisboa têm o objetivo de criar mini-reservas de protecção total para serem utilizadas como berçários, originando desta forma indivíduos suficientes para colonizar as restantes zonas da ria. Se respeitadas, estas reservas produzirão benefícios não só para os cavalos-marinhos, mas também para outras espécies que ali habitam. Mas dentro deste gigantesco labirinto de canais, torna-se complicado manter olhos em todo o lado.



Fonte: nationalgeographic