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sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Mina de sal-gema em Loulé, com mais de 230 milhões de anos, já pode ser visitada


Com a sua abertura, todos os visitantes poderão conhecer a história deste espaço, localizado a 230 metros de profundidade, e admirar formações geológicas com 230 milhões de anos.

Para esse fim, foi criado um percurso de interpretação com cerca de 1,3 quilómetros dentro da mina, onde com o auxílio de guias especializados todos os visitantes são convidados a conhecer os processos de mineração antigos e atuais.



Para dar prossecução a esta viagem ao interior da terra, a Tech Salt SA, concessionária das minas de Sal-Gema de Loulé, estabeleceu uma parceria com a empresa turística Picturesque Journey.
Assim, neste percurso de visita, para além de dar a descobrir a importância geológica desta mina no contexto da região, serão abordadas as inúmeras aplicações do Sal-Gema ao longo da história, até à atualidade.

Os bilhetes para a visita têm um custo de 25 euros por adulto, e 15 euros para as crianças. Para grupos de 10 ou mais pessoas, o bilhete individual fica a 20 euros.

Segundo o que o «barlavento» apurou, a concessão da Mina da Campina de Cima foi vendida, em agosto, pelo grupo CUF à empresa Tech Salt, S.A.

O grupo explorou durante algum tempo o sal-gema para a extração de sódio que alimentava as industrias agroquímicas.

No entanto, devido a ser um processo que produzia lamas, o grupo passou a importar sal-gema do estrangeiro com maior grau de pureza. O interesse na Mina de Loulé ficou para segundo plano, à medida que a produção foi sendo canalizada para o degelo de estradas no norte da Europa.





Fonte original todos os direitos reservados a: barlavento.pt

terça-feira, 18 de junho de 2019

Em pleno Algarve faz-se uma viagem às profundezas da terra para visitar o Mar de Tethys com 230 milhões de anos transformado em sal gema....






VIAGEM ÀS PROFUNDEZAS DA TERRA

Em pleno Algarve, próximo de Loulé, existe um sítio que é – simultaneamente – uma maravilha da Natureza e da Técnica Humana. Trata-se de uma mina de sal gema.






  

A aventura inicia-se à superfície. E exige cuidados e equipamentos de segurança próprios. 


 

A viagem até ao interior da mina começa na jaula - um elevador montado na torre que foi construída no topo de um dos poços de acesso à mina. Daí até às profundezas da Terra demoram-se quatro minutos. Quatro minutos de obscuridade, apenas rompida pelos feixes das lanternas mineiras. Quando o elevador finalmente pára, estamos a 230 metros de profundidade.

Esta é uma descida feita, quase diariamente, por Alexandre Andrade, director técnico da mina. Que é perentório em garantir que não existe local mais seguro e ameno. É que, no interior desta mina de sal, as condições são muito estáveis: a temperatura mantém-se nos 23 graus e a humidade escasseia.

 

 

Mas esta não é uma mina qualquer, é um monumento geológico único, que nos conta a história deste local da Terra nos últimos 230 milhões de anos. É um local onde se trabalha com dureza e intensidade, com a paixão própria de mineiros abnegados. Mas é, também, um sítio único no País – onde a história do planeta está gravada nas rochas. É, por isso, um local de visita obrigatória para todos aqueles que se interessam pela Ciência. 






Quando se inicia a caminhada, as surpresas espreitam a cada esquina. Ou melhor, em cada galeria. É que, por aqui, tudo é sal-gema: o chão, as paredes, o tecto. Sal de cor rosada, compacto e duro.

A outra surpresa é a dimensão dos corredores abertos na rocha – com mais de quatro metros de altura e cerca de dez metros de largura. E, desde que aqui se começou a minerar o sal-gema, já se abriram quase 40 quilómetros de galerias.







Na frente de mina, onde tudo acontece, a segurança dos mineiros e da instalação está em primeiro lugar. A utilização dos explosivos civis foi banida e, na frente de exploração, o desmonte do sal é feito por uma roçadora – o que torna o trabalho mineiro muito seguro.


Até há algumas décadas, todo este sal seguia para a indústria química - que o usava como matéria-prima na produção de cloro. Actualmente, a sua utilização é bem diferente. O sal extraído desta mina é usado na segurança rodoviária, promovendo o degelo das estradas, e na alimentação animal, como aditivo das rações.






Mas, nesta imensidão de galerias, existe espaço para outras actividades. A CUF sabe que uma mina como esta não tem apenas interesse para a Indústria. Pode – e deve – abrir-se à Comunidade. Motivo pelo qual, todos os anos, a mina de sal gema de Loulé integra o programa nacional de Geologia de Verão – promovido pela Ciência Viva.



Os visitantes são sempre recebidos pelo director técnico da mina, que faz questão de partilhar o seu saber - satisfazendo a ânsia de conhecimento dos mais curiosos.



É num longo percurso de três horas que os visitantes ficam a saber que este domo salino se formou ao longo de um período de 230 a 150 milhões de anos. E que, antes disso, toda esta área era mar. O continente estava bastante mais recuado e existiu, neste local, um cordão de lagunas litorais inseridas num mar embrionário pouco profundo – o Mar de Tethys.






Com os movimentos naturais da Terra, toda a paisagem se modificou e esse mar deu origem ao Mar Mediterrânico e ao Oceano Atlântico. E o sal ficou preso debaixo de camadas de rochas mais recentes, constituídas por calcários e arenitos.


Explicações à parte, o quotidiano destes mineiros é preenchido pela extração de sal. Essa é a sua missão. A sua vida.







O sal, depois de desmontado e recolhido pela roçadora, segue por camião para a crivagem e moagem. É a única transformação que esta matéria-prima aqui sofre. A granulação final irá depender da finalidade a que se destina. Só depois é carregado e enviado para a superfície.

Por ano, nesta mina existe a capacidade de extrair até cem mil toneladas de sal. Presentemente não é este o valor atingido. Mas, a este ritmo, este domo salino situado debaixo da cidade de Loulé ainda tem sal para os próximos três mil anos de exploração industrial.









sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Queiriga: uma gruta secreta com uma lagoa azul em Portugal




As minas de Queiriga situam-se no concelho de Vila Nova de Paiva e são um autêntico tesouro por descobrir. São desconhecidas pela maioria das pessoas mas, aos poucos, há cada vez mais aventureiros que aqui se deslocam para contemplar as grutas formadas aquando da exploração mineira desta zona. São sobretudo os amantes do Geocaching, uma espécie de jogo de caça ao tesouro, que aqui se deslocam à procura das caixinhas secretas escondidas nestes túneis e, são os praticantes deste jogo que são aos poucos dão a conhecer este pequeno paraíso ao resto das pessoas.




  
A freguesia de Queiriga é composta pelas povoações de Queiriga, Lousadela, Minas de Lagares e Quinta das Valas. Dista 6 km da sede do Concelho ficando a sul, entre a margem esquerda do rio Paiva e a margem direita do rio Vouga, numa área de 35 km². Na primeira metade do séc. XX manteve intensa actividade mineira. As gerações na diáspora, maioritariamente por terras gaulesas, representam cinco vezes o número da população residente.
















As minas da Queiriga, ou minas de Lagares, foram uma exploração mineira com um apogeu na década de 40 chegando a empregar 500 operários, entre os quais várias dezenas de técnicos estrangeiros, principalmente britânicos, que na época era essenciais já que em Portugal escasseava a mão de obra qualificada nesta área. Desde então – meados do século passado -, Queiriga sofreu poucas alterações, permanecendo o limite norte da aldeia demarcado pelas casas outrora ocupadas pelos britânicos e actualmente recuperadas pelos locais para habitação permanente. A arquitectura e a disposição de algumas das habitações ainda mantêm as características originais, tais como a caixa-de-ar acessível entre o solo e o rés-do-chão, somente um piso por onde se distribuem todos os compartimentos, duas grandes águas na cobertura e generosos alpendres na fachada principal. Na época, um empreendimento mineiro como este já empregava um bom punhado de pessoas que formavam uma pequena comunidade composta por indivíduos de várias nacionalidades, pois segundo foi referido, eram também contratados técnicos belgas e franceses, especializados em engenharia de minas. É neste aspecto, que o papel social desempenhado pelo centro comunitário assume grande relevância. No pequeno edifício onde funcionava o centro, as pessoas encontravam-se nos tempos livres para fruirem do convívio e do nicho cultural que aí se criara, sobretudo devido ao espaço interior que permitia Actualmente desactivadas, estão a ser objecto de um estudo de exploração turística por parte da Câmara de Vila Nova de Paiva e da empresa concessionária. Os principais minérios extraídos eram: a Cassiterite (óxido de estanho) e a Wolframite (volfrâmio). Estas minas são particularmente interessantes pela forma pouco habitual de desmonte da rocha: não sendo a céu aberto, também não são em galerias. O desmonte foi feito criando grandes espaços sustentados por colunas naturais. Além disso, a busca do filão levou a que o desmonte tenha um desnível muito acentuado.