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sábado, 5 de dezembro de 2020

Ontem caiu neve em Piódão.... veja as fotos da Aldeia Presépio coberta de branco!

 


 


















O Piódão, aldeia classificada como "Imóvel de Interesse Público", localiza-se na Serra do Açôr, com uma implantação de escarpa abrupta e uma estrutura de malha cerrada e traçado sinuoso, bem adaptada à rugosidade do espaço envolvente. As pastagens da Serra de S. Pedro do Açor, recheada de nascentes, atraíram os pastores lusitanos que ali alimentaram os seus rebanhos. Na época medieval, formou-se um pequeno povoado a que foi dado o nome de Casas Piódam, depois transferido para a atual localização, talvez devido à instalação de um Mosteiro de Cister (de que já não restam vestígios) o que fará remontar o lugar ao séc. XIII. A este mosteiro poderá estar ligada a antiga invocação de Santa Maria (comum nas Abadias Cistercienses) da Igreja Matriz templo reformulado no séc. XVIII/XIX, o que o dotou duma curiosa fachada pautada por finas torres cilíndricas rematadas por cones.

No interior, uma imagem da Senhora da Conceição do séc. XV, atual invocação da igreja, altares de talha e azulejaria de fabrico coimbrão. De referir também a Capela de S. Pedro com a sua imagem do séc. XVI. Conta-se que aqui se teria fixado um dos assassinos de Inês de Castro - Diogo Lopes Pacheco, apelidos ainda hoje existentes no Piódão: os Lopes e os Pachecos, estes últimos tinham direito a tribuna própria na Igreja de Lourosa. No Numeramento Joanino de 1527, o primeiro recenseamento populacional nacional, Piódão aparece inserido na vila de Avô, como "casall do piodão" com dois moradores. Mais tarde integra a Freguesia de Aldeia das Dez, da qual é desanexado em 1676. Em 24 de Outubro de 1855, passa a fazer parte do Concelho de Arganil, quando o concelho de Avô é extinto. No entanto, no que respeita à jurisdição religiosa mantém-se ligado ao arciprestado de Avô.

Nos finais do séc. XIX, o Cónego Manuel Fernandes Nogueira funda um Colégio no Piódão, a que muitos chamam Seminário, que funcionou entre 1886 e 1906, e que aqui juntou muitos jovens, criando um pólo cultural de grande importância para a zona. A aldeia do Piódão é característica pela sua disposição em anfiteatro, o chamado presépio de xisto, com as casas de grande consistência formal, arquitetónica e estética. O casario, em alvenaria de pedra de xisto, tem cobertura de lajes no mesmo material. As janelas, de pequena modulação têm, tal como as portas, cor nos aros, e, pela Páscoa, cruzes feitas com o Ramo de loureiro benzido são postas nas vergas das portas para afastar o mau-olhado. Pelas suas ruelas íngremes, estreitas e tortuosas que formam recantos numa estrutura de malha cerrada e em grande parte preservada, corre aqui e ali um fio de água numa canada irregular: a Levada. De realçar a singela Fonte dos Algares. As atividades agrícolas e pastorícia continuam agora, como no passado, a ser dominantes no modo de vida dos habitantes do Piódão, encaradas essencialmente como forma de subsistência e sobrevivência. De notar a Eira, donde se desfruta uma bela panorâmica, e o Forno do Pão.

 

Fotos: Irene Lopes

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Piódão, a "aldeia presépio" de Portugal




Apelidada de "aldeia presépio", devido à disposição das suas casas na encosta e o ambiente que ganha quando cai a noite, Piódão é um local verdadeiramente fascinante.

A aldeia é classificada como "Imóvel de Interesse Público",  e localiza-se na Serra do Açor, com uma implantação de escarpa abrupta e uma estrutura de malha cerrada e traçado sinuoso, bem adaptada à rugosidade do espaço envolvente. As pastagens da Serra de S. Pedro do Açor, recheada de nascentes, atraíram os pastores lusitanos que ali alimentaram os seus rebanhos. Na época medieval, formou-se um pequeno povoado a que foi dado o nome de Casas Piódam, depois transferido para a atual localização, talvez devido à instalação de um Mosteiro de Cister (de que já não restam vestígios) o que fará remontar o lugar ao séc. XIII. A este mosteiro poderá estar ligada a antiga invocação de Santa Maria (comum nas Abadias Cistercienses) da Igreja Matriz templo reformulado no séc. XVIII/XIX, o que o dotou duma curiosa fachada pautada por finas torres cilíndricas rematadas por cones.




O que visitar:

  • Igreja de Nossa Senhora da Conceição (Igreja Matriz)
É o edifício que mais se destaca mal se chega a Piódão. As suas paredes brancas, embora mantendo os típicos apontamentos em tons de azul, contrastam com a cor de terra dominante das restantes casas da aldeia. A sua origem data do século XVIII tendo, no entanto, sofrido obras de remodelação ao longo dos anos.

  • Núcleo Museológico do Piódão
É o local ideal para recolher mais informações sobre esta aldeia histórica: a sua história, artesanato e tradições, assim como informações turísticas como onde ficar, o que comer, quais os percursos pedestres disponíveis, entre outros. Está localizado junto à Igreja Matriz, no Largo Cónego Manuel Fernandes Nogueira.

  • Capela de São Pedro
Localizada quase no topo de Piódão, a Capela de São Pedro exibe as mesmas paredes brancas da Igreja Matriz mas numa dimensão mais reduzida. A sua cruz iluminada por neon à noite faz com que não passe despercebida na paisagem.

  • Praia Fluvial
Em dias de maior calor, é praticamente obrigatório um mergulho na praia fluvial de Piódão à qual foi atribuída este ano a Bandeira Azul. A sua água límpida e cristalina e a magnífica paisagem onde está inserida torna-a irresistível.

  • Percursos pedestres
Se gosta de caminhadas então aproveite os vários trilhos traçados e indicados por toda a aldeia histórica. Poderá obter mais informações no Posto de Turismo no Largo principal de Piódão, junto à Igreja Matriz.

  • Provar as deliciosas iguarias
Não saia de Piódão sem provar a sua famosa broa de batata, o queijo da serra, os vários licores ou alguns pratos típicos como a chanfana ou as trutas grelhadas.








Como chegar:

Se vier de Lisboa ou do Porto deverá apanhar a A1 e sair em direção a Coimbra Norte para depois seguir pelo IP3 em direção a Viseu. No IP3 deverá sair para o IC6 em direção a Arganil/Covilhã/Oliveira do Hospital e depois seguir pela N17. Na N17 poderá optar por uma das seguintes alternativas: ir até Arganil ou ir até Coja para depois seguir para o Piódão.
Coordenadas GPS: 40.2295652, -7.8273785







Direitos reservados a:
Alguma informação adaptada de:sapo.pt

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Cascata da Fraga da Pena - o paraíso!





É em plena Mata da Margaraça, inserida na Área Protegida da Serra do Açor, que se esconde a Fraga da Pena, um local privilegiado de encontro com a natureza. Um cenário idílico onde a água abre caminho por entre a vegetação e a superfície xistosa, e se despenha numa majestosa cascata com mais de 20 metros. Uma extraordinária maravilha natural que permanece intocável pelo Homem e onde impera uma impressionante serenidade apenas interrompida pelo som da água e do chilrear dos pássaros. Originadas por um acidente geológico, as quedas de água que se escondem por entre aquele conjunto florístico de elevado interesse, constituem um recanto paradisíaco que se destaca pela sua autenticidade e frescura.







 Como lá chegar:

Na A1, apanhar o IC3 e sair em direção a Arganil. Depois, seguir as placas que indicam a vila de Coja. Aí, depois da ponte, virar à esquerda, no sentido Benfeita/Piodão. A Fraga da Pena fica a cerca de dez quilómetros. Mais informações úteis: não é aconselhável para pessoas com pouca mobilidade. O percurso até à cascata não é muito longo, mas só se pode fazer a pé. Recomenda-se calçado com sola de borracha, devido às escadas íngremes. Convém, ainda, levar comida e água, uma vez que não há qualquer ponto de venda. E não esquecer a máquina fotográfica, para captar a beleza do local


Coordenadas GPS:
Latitude: 40.2202548
Longitude: -7.9360018

Fonte: Câmara Municipal de Arganil