sábado, 18 de janeiro de 2020

Barcelos...Atravessando a antiga ponte sobre o Rio Cávado, entramos numa das localidades mais emblemáticas da arte popular minhota.


É uma cidade antiga, situada num local com vestígios arqueológicos desde a Pré-História, mas foi no séc. XII que sua história começou, primeiro quando D. Afonso Henriques lhe concedeu foral e a tornou vila e depois quando D. Dinis, em 1298, quis compensar o seu mordomo-mor João Afonso e o tornou conde, doando-lhe a povoação em título.

Em 1385, o Condestável Nuno Álvares Pereira tornou-se o 7º Conde de Barcelos. Entregaria a vila como dote no casamento da filha D. Beatriz com D. Afonso, bastardo do rei D. João I. Começou então uma época de grande desenvolvimento e dinâmica para Barcelos, revelado com a construção da ponte, a muralha (de que resta a Torre da Porta Nova), do Paço dos Duques e da Igreja Matriz. São estes monumentos que constituem hoje o centro histórico da cidade que mantém um agradável ambiente medieval pontuado por solares e casas históricas como o Solar dos Pinheiros ou a Casa do Condestável.

Um passeio a Barcelos não pode dispensar o antigo Largo da Feira, hoje Campo da República, onde se encontram as setecentistas Igrejas do Bom Jesus da Cruz, e da Nossa Senhora do Terço e onde se realiza a maior feira de artesanato do país, todas as quintas-feiras. Se perder a feira semanal, visite o Museu da Olaria e o Centro de Artesanato de Barcelos, onde tem uma boa perspectiva sobre a expressão artística minhota. De todas as peças aqui produzidas, o colorido Galo de Barcelos é o mais representativo, não esquecendo as bandas de música e as figuras retratando hábitos e costumes da região. 



Foto todos os direitos reservados:Joaquim Rios

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Depressão Glória atinge Portugal continental no domingo




A depressão, Glória, vai chegar no domingo a Portugal continental, onde é esperado o aumento da intensidade do vento, com rajadas que podem atingir os 110 quilómetros por hora nas terras altas, avisou hoje o IPMA.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Zoo de Lisboa vai ajudar animais afetados nos fogos da Austrália



“Ao longo dos últimos meses, a Austrália foi atingida por um conjunto de fogos devastadores. As projeções são alarmantes e indicam um elevado número de animais mortos e feridos”, diz o zoo. “Os incêndios no norte de Nova Gales do Sul, no Parque Nacional de Blue Mountains, uma área classificada como património mundial, e no Parque Nacional de Wollemi, traduzem-se em perdas incalculáveis de vida selvagem”, acrescenta o espaço em comunicado.

Lembrando que desde 1991 que participa no programa de conservação local de coalas com a Sociedade Zoológica de San Diego (EUA), o zoo de Lisboa garante que no decorrer desta catástrofe o seu apoio foi reforçado; e que o contacto permanente com o Dr. Bill Ellis e a Dra. Kellie Leigh, biólogos de campo financiados pelo programa, tem permitido aferir a dimensão da tragédia, assim como identificar as necessidades mais urgentes para o resgate dos animais.

Além deste apoio, entre janeiro e março vai disponibilizar mealheiros no interior do parque para que os visitantes possam também contribuir. O dinheiro recolhido irá reverter na íntegra para esta missão.

O estuário do rio Tejo é a maior zona húmida do país e uma das mais importantes da Europa. É caraterizada por uma extensa superfície de águas estuarinas e por uma avifauna riquíssima...um colírio para os olhos!


Reserva Natural do Estuário do Tejo


Áreas Protegidas Desde a nascente em Espanha, na Serra de Albarracin, até à foz perto de Lisboa, o Tejo percorre 1.100 kms, sendo o maior rio que atravessa Portugal.





O seu estuário frente à zona oriental de Lisboa apresenta uma tal vastidão que costuma ser chamado “Mar da Palha”. A área classificada como Reserva Natural, que se situa a norte de Alcochete, é a zona húmida mais extensa do país e uma das dez mais importantes da Europa. Este estatuto foi-lhe atribuído para proteção das aves aquáticas migratórias que aqui acorrem. Nas épocas de passagem, o Estuário chega a acolher mais de 120.000 aves de que se destacam os Alfaiates que fazem uma verdadeira concentração, já que se pode aqui encontrar mais de 20% da população da Europa ocidental.




Mas são os bandos de flamingos de plumagem rosa, que oferecem uma paisagem verdadeiramente deslumbrante. Parece-nos sempre impossível que sejam estas as aves que no verão se concentram nos sapais de Alcochete, tão perto de Lisboa, numa imagem que nos transporta para paragens distantes, muito mais a Sul.




A Reserva Natural do Tejo estende-se até Vila Franca de Xira, numa zona de lezírias onde se criam touros e cavalos para as touradas à portuguesa. Outras atividades tradicionais, hoje em declínio, deixaram vestígios da sua presença como as Salinas do Samouco e os Moinhos de Marés no Seixal, atualmente transformados em ecomuseus.

Poderá visitar a Reserva a pé, de bicicleta ou de carro, seguindo os percursos propostos. Se quiser ter uma perspetiva diferente, faça um passeio numa das embarcações típicas que antigamente cruzavam o Rio, transportando pessoas e bens, como as fragatas e os varinos.






Vai nascer uma nova “praia” junto ao Tejo - com piscina natural amiga do ambiente


Lisboa vai ganhar uma praia artificial com capacidade para 800 a 110 pessoas - será construída na bacia norte da marina do Parque das Nações. Trata-se de uma piscina natural e ecológica com 230 metros quadrados (m2), com água tratada do Rio Tejo, que ficará pronta para ir a banhos em 2022. 

O projeto inspira-se nas piscinas flutuantes de outras capitais europeias, como a Badeschiff no rio Spree, em Berlim, ou a La Villette, no Sena, em Paris. Ecológica porque esta piscina natural vai funcionar com água do Tejo com um pré-tratamento com gradagem, microfiltração e ultrafiltração por membranas


Foto meramente ilustrativa

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Rio em aldeia de Bragança congela depois de termómetros atingirem -7 graus Celsius


7 graus na aldeia de Gimonde, Bragança.


Na aldeia de Gimonde, no concelho de Bragança, registaram-se, ao início desta manhã, -7º Celsius, tendo o rio desta região ficado parcialmente congelado.

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Sobral Valado....Pampilhosa da Serra



Sobral Valado é uma aldeia da freguesia de Pampilhosa da Serra, no concelho do mesmo nome.


Situa-se quase no cimo de quatro colinas a 660 metros de altitude, viradas para o sul, numa localização maravilhosa do ponto de vista panorâmico. Cercada pelos montes do Moinho, o mais alto com 763 metros, dos Corvos, dos Lameiros e do Outeiro, o mais baixo, que entre si formam uma espécie de concha, que a abrigam das intempéries e é banhada pelo Sol desde manhã até à noite. Dista da Pampilhosa da Serra, cerca de seis quilómetros, fazendo parte da sua freguesia e à qual sempre esteve muito ligado. Nesta, chegou a ocupar o terceiro lugar em termos populacionais, depois da sede de concelho e de Carvalho.


Donde lhe veio o nome? Não é fácil desvendar o mistério. No entanto, sabendo-se que na aldeia e seus limites abundavam grandes e seculares exemplares de sobreiros, que bem ainda conhecemos e têm sido devorados pelos terríveis incêndios através dos tempos, restando alguns de menor porte e agora em desordenada expansão, somos levados a acreditar que a primeira palavra tenha derivado de sobreiro, sobreiral, sobral. O apelativo da valado pode ter origem na vala ainda existente a meio do cabeço dos Lameiros, chamado Rego Valado, que pelos antigos foi aberto para desvio das águas pluviais da povoação e das suas terras de cultivo.


Admitindo estas duas suposições, podemos concluir que inicialmente a aldeia teve o nome de Sobral Valado, terreno de sobreiros cercado por uma vala. Segundo parece, era frequente outrora existirem terrenos comuns aos moradores e que, por eles, eram valados para desvio das águas pluviais, terá sido o caso de Sobral Valado. A aldeia pode muito bem, ter sido uma herdade de sobreiros dada por aforamento perpétuo a algum ou alguns povoadores da região serrana. O que é certo é que a aldeia é muito antiga e já no século XIV se encontram documentos com a sua denominação actual.


História


Povoação muito antiga e outrora muito povoada, não é fácil fixar-se uma data para a sua origem, mas sabe-se que é das mais antigas do concelho de Pampilhosa da Serra, remontando pelo menos ao último século da época medieval. Consta-nos que no reinado da D. Afonso V, já existiam documentos com a denominação actual de Sobral Valado.



Dado a sua proximidade, Sobral Valado esteve sempre muito ligado à Pampilhosa da Serra, sempre tendo pertencido à sua freguesia. O prior da Pampilhosa, o seu coadjutor ou o capelão de Sobral Valado, que em 1819 era o padre José Gil, celebravam a missa dominical na antiga capelinha de São Lourenço, padroeiro da aldeia, hoje desaparecida, lindíssima que ela era. Em 1951, alguns naturais entenderam vendê-la para construção de uma residência particular. Já em 1949 se tinha construído uma nova igreja, ampla, arejada, em local mais vistoso e é hoje o orgulho e a menina dos olhos dos sobralvaladenses, no entanto, muitos afirmam que elas poderiam existir as duas, assim todos quisessem!


Em redor da aldeia existiam vários povoados, de pequenas dimensões populacionais, mas que dela faziam parte integrante. Refira-se o Carvalhal, onde viveu uma numerosa, honrada e trabalhadora família, considerada casa abastada para a sua época; o Feitoso de Praçais, onde viveu uma família que teve a sua origem em Sobral Valado e na Malhada do Rei; a Foz da Lameira, onde houve várias e fartas casas; a Foz do Vale; o Gavião de Baixo e o Sobral, onde viveram os lendários imaginários do Sobral, etc…


Todos estes povoados acabaram, uns por abandono dos seus habitantes, que procuraram melhores meios de subsistência e de localização e outros devorados pelos criminosos incêndios que ultimamente têm assolado a nossa região e as suas habitações, hoje, resumem-se a montões de ruínas e silvados altaneiros. A Ereira, única que ainda resiste, mas já não tem ninguém a habitá-la permanentemente. Alguns dos seus descendentes reconstruíram as casas dos seus antepassados e visitam-nas de quando em vez. Todos estes povoados faziam parte integrante de Sobral Valado, aonde as crianças vinham à escola e dominicalmente todos os habitantes à missa. Eram os naturais de Sobral Valado que lhes prestavam auxilio, quando dele necessitavam, nomeadamente no transporte dos seus mortos, para a Pampilhosa, a pau e corda, ao ombro de quatro homens, porque outro transporte não havia…



Foto: todos os direitos reservados Diamantino Gonçalves