sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Pedras Parideiras - um fenómeno raro que apenas existe em Portugal e na Russia



Pedras Parideiras é o nome dado a um fenómeno de granitização, único no país e raríssimo no mundo inteiro. Para além de Portugal, apenas há conhecimento da existência deste fenómeno geológico numa zona próxima de São Petersburgo, na Rússia.


Esta “pedra-mãe”, que data de há mais de 280 milhões de anos, é um afloramento granítico onde estão incrustados pequenos nódulos em forma de discos biconvexos e que têm entre 2 e 12cm. Oscilações térmicas ou os efeitos da erosão fazem com que esses nódulos sejam libertados da rocha-mãe e se espalhem à sua volta, deixando marcado nela o seu vazio, em baixo-relevo. Estas pequenas “pedras-paridas” são compostas pelos mesmos elementos mineralógicos do granito, a camada externa é composta por biotite (mineral de aspecto escuro e brilho metálico) e a interna possui um núcleo de quartzo e feldspato potássico.








Nesta região portuguesa, as Pedras Parideiras simbolizam a fertilidade na tradição ancestral. As populações locais crêem que o colocar de uma das pequenas pedras-filhas debaixo da almofada de dormir, pode aumentar a fertilidade.


O fenómeno não está completamente explicado cientificamente e por isso levanta grande curiosidade e até crenças locais. Na Castanheira, a Casa das Pedras Parideiras – Centro de Interpretação, aberta ao público em 2012, faz a contextualização geológica e pedagógica do fenómeno, e organiza visitas ao local.














O Arouca Geopark é um território onde se chega e fica. Onde a descoberta começa com a viagem. Não muito longe de eixos viários como a A1 e a A32 (a oeste), a A4 (a norte), a A24 e a A25 (a sul), a uma hora de carro das cidades de Aveiro e do Porto, a cerca de uma hora e meia das cidades de Coimbra, Viseu e Braga, a praticamente duas horas das cidades da Guarda e de Vila Real, e a três horas de Lisboa, está um destino único, inesquecível, onde vai querer voltar para descobrir novas surpresas.

Depois de deixar as vias principais (autoestradas), as estradas nacionais EN225 e a EN326 são as melhores alternativas para chegar ao Arouca Geopark.

Sentido Norte/Sul


(A1)

Saída: Santa Maria da Feira/São João da Madeira/Vale de Cambra/Arouca

Depois de sair da A1, o tempo estimado de viagem até ao Arouca Geopark é de 40 minutos.

(A32)

Saída: Carregosa/Pindelo/Vale de Cambra/Arouca

Depois de sair da A32, o tempo estimado de viagem até ao Arouca Geopark é de 40 minutos.

Sentido Sul/Norte


(A1)

Saída: Estarreja/Oliveira de Azeméis/Vale de Cambra/Arouca

Depois de sair da A1, o tempo estimado de viagem até ao Arouca Geopark é de 45 minutos.

Sentido Este/Oeste


(A25)

Saída: Porto (A1) – Estarreja/Oliveira de Azeméis/Vale de Cambra/Arouca

Depois de sair da A25, o tempo estimado de viagem até ao Arouca Geopark é de 45 minutos.

(EN225)


Cinfães/Castro Daire/Castelo de Paiva

Dependendo do local de partida, o tempo estimado de viagem até ao Arouca Geopark pode variar entre 30 e 60 minutos.


21 comentários:

  1. Parabéns pelo V/ site! Sou portuguesa, cultura mediana e desconhecia completamente este "fenómeno". Obrigada.

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  2. Adorava lá ter ido quando visitei os passadiços do Paiva, mas não houve tempo.

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  3. Já visitei.Tive a sorte de ver uma saltar.
    Além disso toda a paisagem é maravilhosa.

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  4. Estive lá em julho de 2017...lugar simplesmente maravilhoso e mágico.
    Tbm vi umas sairem da pedra mãe...fantástico.

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  5. Gostaria imenso de possuir uma dessas maravilhas da Natureza, sou um amante incontestado da mae natureza.

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  6. Estivemos tão perto e nunca soubemos dessa Maravilha da Natureza��Pretendemos visitar.

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  7. Tambem gostava de ver e ter uma pedrinha da mâe pedra, adoro a natureza.

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    1. Na periferia do geosítio também existem as designadas pedras parideiras e as paridas espalhadas pelo chão.

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  8. Em S.Vicente da Beira,uma pequena vila entre C.Branco e fundão onde vivi até aos 11 anos,ouvi mais que uma vês aos velhos da terra,falarem em pedras parideiras.Será que há por lá um núcleo anónimo.?

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  9. Já lá estive lugar maravilhoso, vi as pedras fantásticas

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  10. Conheço essas pedras, há mais de quarenta anos. Já visitei o local e possuo duas, que vieram de lá. É uma região tranquila e de lá, podemos observar um pôr do sol magnífico!
    Façam uma visita àquela região, que por vários motivos,vão adorar.

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    1. Elas "saltam"?
      Fora do ambiente normal o que acontece com a pedra? Por curiosidade pode responder? Obrigado.

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    2. Se trouxer um pedaço de rocha para casa (em tempos, era permitido, a minha filha fez isso num passeio escolar), a certa altura a pedrinha salta, igualmente.

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    3. Tenho duas pedras dessas já há uns três anos. Nunca aconteceu nada.

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  11. Conheço o local desde miúdo (8/9 anos). Nesse tempo, por volta de 1970, podia-se carregar um camião dessas pequenas pedras. Em muitas rochas graníticas enormes, via-se essas pequenas pedras arredondadas, quase a soltarem-se. Algumas saíam somente com o simples toque de um dedo.
    Hoje, as poucas que se vêem, estão expostas nas vitrinas da casa que ali foi construída para o efeito.
    Quando as vias de acesso à Serra da Freita foram melhoradas, os visitantes passaram a levá-las às sacadas. Contra mim falo, tenho em casa uma, que apanhei nessa altura mas, realmente, as pessoas são capazes de destruir em muito pouco tempo, o que a natureza demora milhões de anos a construir.
    Só de referir que a paisagem circundante é fabulosa. Por lá, em tempos idos, fiz grandes caminhadas, campismo e outras traquinices próprias da idade.
    Continua para mim a ser lugar de referência para estar em contacto com a natureza. Pena os fogos constantes que assolam aquela região quase tofos os anos.

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  12. E depois as vendem. Mas não é pecado ter uma. Talvez lhe tenha trazido alguma "sorte" . Existem pessoas, sites e negócios em que atribuem significado aos cristais. Eu tenho algumas gemas por que acho o mundo mineral maravilhoso.

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  13. Agora que se sabe que é um Bem de interesse cultural, deixem as pedrinhas, especialmente se
    não estiverem dentro da zona protegida e se souberem de sítios novos informem isso às entidades culturais da localidade e região.

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  14. Muito obrigada pelo vosso site, já sabia destas pedras por ter visto uma reportagem na televisão e me interessar por coisas pouco comuns. Nao conheço a região mas gostaria de visitar.

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