terça-feira, 24 de julho de 2018

Ilha deserta, um tesouro único no Algarve - um paraíso a descobrir...




A Ilha Deserta é uma das cinco ilhas-barreira do Parque Natural da Ria Formosa e tem apenas um habitante.

A forma da Deserta parece uma seta a apontar para o sul, entre o Oceano Atlântico e a Ria Formosa.

A ilha foi mantida intocada ao longo dos anos, e ainda hoje é uma caixinha de surpresas para os amantes da Natureza. De pássaros a plantas e flores, crustáceos, camaleões e outros ainda por descobrir, a Ilha Deserta é um ponto de imensa biodiversidade.

Uma das características mais marcantes da Ilha Deserta é o cheiro da natureza. Devido à ausência de poluição e quando ocorre uma atmosfera húmida, cria-se uma vibrante orquestra de aromas.

A Ilha Deserta surpreende em qualquer época do ano. O verão traz a calma do Oceano Atlântico, onde poderá desfrutar das águas cristalinas, do sol brilhante e da bela paisagem. Durante o outono, as aves começam a descer para o sul e encontram abrigo na Ria Formosa para se protegerem do frio que se começa a sentir na Europa. O inverno traz-nos uma composição de silêncio e sons, as ondas começam a bater na costa, e o vento sopra mais rápido, a vida selvagem se abriga na ilha. Com a chegada da primavera, as flores e o ecossistema marinho altamente produtivo, trazem um desabrochar de cores e aromas.



 
Acessível apenas por barco, tem mais de dez quilómetros de finas areias brancas e um mar imenso para mergulhar.






 
Percurso Pedrestre

Desfrute de uma caminhada pelo passadiço até ao Cabo de Santa Maria, que foi construído na Ilha Deserta em 1999 e hoje é uma visita obrigatória na Ria Formosa.

A sua jornada já começou num passeio de barco até a Ilha Deserta, e você já está numa ilha paradisíaca. O percurso de Santa Maria fica a 5 minutos do cais, e começa com um cenário dos principais elementos do ecossistema local: o Oceano Atlântico inundando a Ria Formosa, criando um labirinto de canais ladeados pelas ilhas barreira.

Ao caminhar, pode sentir o fluxo da biodiversidade entre o complexo sistema de dunas. O caminho continua por dois quilómetros e termina no ponto mais ao sul de Portugal continental – o Cabo Santa Maria. Assim que chegar à praia, terá à sua frente um percurso entre as linhas onduladas da areia com um tapete de conchas. A variedade e abundância de conchas na Ilha Deserta é notável, e para continuar desta forma, pedimos-lhe sinceramente que, durante a sua experiência, tire fotografias em vez de levar as conchas para casa. Para nós, a preservação da natureza é muito importante.










Cabo de Santa Maria o Ponto mais a sul de Portugal Continental


Mais do que uma bela paisagem natural, o Cabo Santa Maria na Ilha Deserta é o ponto mais meridional de Portugal continental.

O Cabo de Santa Maria está localizado na única ilha barreira inabitada do Parque Natural da Ria Formosa – Ilha da Barreta ou Ilha Deserta. As ilhas barreira são sistemas altamente dinâmicos e áreas sensíveis em termos de erosão costeira. Tal como o nome indica, as ilhas do Parque Natural, funcionam como barreira à Ria Formosa, formando erosão de tempestades, subsidência e subida do nível do mar (Ceia et al., 2010).

A relação que a cultura local tem com Ria Formosa, as Ilhas Barreiras e com o Cabo de Santa Maria é um assunto dos livros de história. Durante o século V, a área que conhecemos como Faro, era chamada de “Santa Maria de Ossónoba”. Santa Maria continuou o nome da cidade durante os séculos 9, até evoluir para ” Faroon ” e depois para Faro.

Após chegar à Ilha Deserta, tudo o que é necessário para visitar o Cabo de Santa Maria e conhecer um dos marcos históricos de Faro, é uma caminhada de 30 minutos numa praia paradisíaca de areia branca.













Como chegar



Para se chegar a este local único é preciso apanhar um barco no Cais da Porta Nova, em Faro. A viagem dura 35 minutos e deve ser aproveitada para contemplar, na maré vasa, os pequenos labirintos de areia, os muitos canais e ainda os bancos de sapal. Há que ter também os olhos postos nas margens para observar as aves que por ali vivem e se alimentam na ria, alheias a quem procura chegar ao areal, estender-se na toalha e dar um mergulho.



Adaptado de: https://ilha-deserta.com

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